COSEMS-PB faz apelo para que profissionais de saúde atuem de forma humanizada e não penalizem a população

Diariamente, o Conselho de Secretários Municiais de Saúde da Paraíba (COSEMS-PB) recebe relatos de gestores de vários municípios da Paraíba que mostram o descaso de alguns profissionais da área de saúde no atendimento à população nos serviços públicos que são referência no Estado, nos âmbitos municipais, estaduais e federais. Indiferentes às dificuldades de pacientes que chegam a percorrer até 500 quilômetros para chegar à capital, cirurgias e procedimentos que são marcados com bastante dificuldade, chegam a ser desmarcados em cima da hora.

Na última semana, o conselho tomou conhecimento de casos de desrespeito e irresponsabilidade de profissionais do Hospital da Polícia Militar General Edson Ramalho, Hospital Infantil Arlinda Marques e o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires; todos em João Pessoa. No Hospital Universitário Lauro Wanderley nenhum dos números informados estava atendendo chamadas.

O secretário de Saúde de Cacimba de Areia, no sertão paraibano, Antonio Neto, disse que um paciente do município foi ao Hospital Edson Ramalho, na semana passada no dia marcado para fazer uma consulta de otorrinolaringologia e após uma espera de duas horas, foi informado que o médico não iria atender. “Esta é a quarta vez que ele sai sem atendimento. São pessoas que procuram por cuidados médicos e necessitam de atenção, acolhimento e humanização, mas para alguns profissionais a prática profissional e as políticas de saúde parece que ficaram esquecidas, quando a solidariedade deve ser a base do atendimento médico no compartilhamento de angústias e sofrimentos, através do diálogo entre paciente vulnerável e
médico profissional”, pontuou.

Outra gestora de saúde relata que aguarda cirurgia para uma criança no Hospital Arlinda Marques há alguns meses e o procedimento já foi marcado duas vezes e na semana passada, a criança já estava internada, ficou sabendo no dia da cirurgia que ela teria de voltar à sua cidade sem passar pela intervenção cirúrgica porque a médica havia viajado e esqueceu de avisá-los.

Um relato semelhante foi registrado no Hospital Metropolitano, onde o gestor marcou uma embolização para uma criança de 5 anos, para o mês de janeiro, após seis meses de tentativa e o procedimento foi desmarcado às vésperas. Remarcada para o dia 17 de fevereiro, a cirurgia foi novamente desmarcada sem a apresentação de qualquer justificativa.

De acordo com a presidente do COSEMS-PB, Soraya Galdino, este tipo de comportamento é irresponsável e penaliza a população, principalmente os que mais precisam. “Estamos indignados com a falta de respeito e humanidade que os profissionais que agem desta forma têm com os pacientes que acordam muito cedo e fazem uma viagem cansativa, em alguns enfrentando riscos nas estradas, e quando chegam para serem atendidos recebem uma “desculpa’ que não será atendido por que o profissional tem um compromisso pessoal, o que é revoltante, ou voltam sem ao menos darem desculpas e só dizem que não serão mais atendidos”.

E completou: “Será que esses serviços e profissionais não lembram também da expectativa que esses pacientes criam quando um exame ou procedimento cirúrgico é marcado e na hora de realizar desmarcam sem levar em conta nada disso! Por isso fazemos um apelo a esses profissionais e serviços a pensarem mais nas pessoas que precisam dos seus serviços e não tratarem as pessoas de uma forma tão desumana assim. Fica aqui a nossa indignação quanto ao fato”.

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