COSEMS alerta sobre falta de assistência nos atendimentos eletivos e de urgência na Paraíba e pede mesma atenção dispensada à Covid

Em reunião da Comissão Intergestora Bipartite (CIB) realizada na tarde desta terça-feira (7) de forma remota, através de viodeconferência, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Paraíba (COSEMS-PB), cobrou atenção da Secretaria de Estado da Saúde aos procedimentos eletivos e de urgência e alertou que os pacientes estão ficando desassistidos.

Na ocasião foram discutidas várias temáticas com destaque para a retomada de projetos e ações, e a presidente do COSEMS-PB, Soraya Galdino, relatou a situação dos municípios paraibanos, com exemplos recentes de vários gestores que não conseguiram atendimento para os pacientes, inclusive em situações que demandavam procedimentos de urgência.

A presidente do COSEMS, Soraya Galdino, explicou que os gestores já estavam preocupados com a situação há algum tempo e a questão havia sido apresentada em outras reuniões e propôs que o mesmo esforço que está sendo feito para o atendimento de pacientes com Covid seja dado aos demais casos. “Entendemos que estamos num momento crítico da pandemia, mas estão esquecendo uma gama de doenças que levam pacientes à morte, pacientes renais, neurológicos, cardíacos e até oncológicos estão ficando sem vagas, sem leitos, as pessoas estão ficando desassistidas. Não estamos falando de um problema novo, esse já é um gargalo conhecido de todos nós e que foi agravado em virtude da pandemia, porém, é mais que necessária uma intervenção urgente, para que os atendimentos aos demais agravos sejam feitos paralelamente a COVID, e não a margem” disse.

Soraya Galdino destacou que os gestores estão muito preocupados e propôs que a Secretaria do Estado da Saúde empreender o mesmo esforço que está sendo realizado para o tratamento da Covid aos outros casos. “A situação é muito séria e proponho que o mesmo esforço e estrutura que vem sendo tão bem feito em relação à Covid seja dispensada aos demais atendimentos de saúde. Há pessoas com urgências, com risco de morte que precisam de assistência e cujo atendimento não está sendo regulado e estes não são casos pontuais, mas que estão virando rotina”.

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