MS recomenda adoção de medidas contra gripe

Cuidados simples com a higiene pessoal podem evitar a doença. O resfriado é mais brando e pode durar de 2 a 4 dias. A gripe é uma infecção causada pelo vírus Influenza, contagiosa, com evolução aguda e febril.

Com a chegada do inverno, o número de pessoas que portam infecções respiratórias por vírus costuma aumentar. Um dos fatores que contribui para esta situação é a tendência das pessoas de se aglomerarem, o que facilita a circulação de vírus e bactérias. No entanto, muitas vezes, a gripe é confundida com resfriado. É preciso esclarecer que o resfriado, geralmente, é mais brando e pode durar de 2 a 4 dias. Apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, como congestão nasal, dor de garganta, tosse, coriza e rouquidão.

Nos casos de resfriado, a febre é menos comum e, quando acontece, é de menor duração. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal-estar, dores musculares e dor de cabeça. Assim como na influenza, o resfriado comum também pode apresentar complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves.

A gripe, que é a infecção pelo vírus Influenza, associa-se, em geral, com doença de evolução aguda e febril das vias aéreas, que ocorre em surtos anuais, de grande contagiosidade e gravidade variável. Pode produzir diversas síndromes clínicas, rinofaringite, faringite, traqueobronquite e pneumonia, além de complicações variadas, favorecendo, inclusive, a infecção por outros microrganismos. Usualmente, esta infecção acomete muitos membros da família no mesmo ano, principalmente, no inverno, sendo raras as complicações. É reconhecida como Influenza sazonal e pode ser confundida, em geral, com resfriado comum e rinite alérgica.

GRIPE A – O vírus da gripe A H1N1, que surgiu em 2009, no México, ainda circula no mundo, mas é pouco provável a ocorrência de epidemias, como a pandemia de 2009, quando o Brasil registrou 2.060 óbitos. Em agosto de 2010, com base nos dados epidemiológicos registrados, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia como encerrada. Entretanto, continuam ocorrendo casos, podendo ocorrer surtos localizados.

Muitas pessoas já estão protegidas contra o vírus A H1N1, seja porque tiveram a infecção natural desde 2009 (estima-se que até 30% da população pode ter tido influenza pelo subtipo A H1N1 2009) ou porque se vacinaram na campanha de vacinação realizada pelo Ministério da Saúde em 2012. No Brasil, a campanha de vacinação contra a influenza de 2012, recentemente realizada, atingiu cobertura acima de 80%, uma das mais altas do mundo. Desde 2010, o Ministério da Saúde vem realizando campanhas de vacinação contra influenza que protegem do vírus A H1N1 (2009).

O diretor do departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, ressalta que o Ministério da Saúde, por meio do Protocolo de Tratamento de Influenza – atualizado em 2011 – recomenda o uso de antiviral (fosfato de oseltamivir) para os pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Segundo ele, o medicamento também é indicado, na presença de síndrome gripal, aos pacientes com fatores de risco para complicações, independente da situação vacinal ou de confirmação laboratorial para o tipo do vírus. O medicamento, conhecimento como tamiflu, é encontrado na rede pública de saúde.

“O uso do antiviral reduz a duração dos sintomas da doença e a ocorrência de complicações da infecção pelos vírus da influenza, segundo a experiência acumulada no manejo clínico de pacientes durante a pandemia de 2009”, afirma Maierovitch. O diretor ressalta que todos os estados do país estão abastecidos com o medicamento e prontos para atender à população nas unidades do Sistema Único de Saúde.

COMO SE PREVENIR: Medidas simples de higiene pessoal são ações fundamentais para evitar a contaminação por influenza. É importante higienizar as mãos com água e sabão, com frequência, principalmente depois de tossir ou espirrar; após usar o banheiro; antes de comer; antes de tocar os olhos, boca e nariz. Também é recomendável que as pessoas evitem tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies; usar lenço de papel descartável e proteger a boca e o nariz ao tossir ou espirrar. O diretor do Ministério da Saúde explica ainda que é aconselhável ao doente não sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até sete dias após o início dos sintomas), para diminuir a chance de disseminação; evitar aglomerações e ambientes fechados. “É importante que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar. Estas medidas ajudam a eliminar os agentes das infecções respiratórias e ingestão abundante de líquidos”, explica Maierovitch.

 
Por Jorge Alexandre, da Agência Saúde – Ascom/MS 
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