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Obsessão por alimentos saudáveis pode virar doença

conservasNão comer em restaurantes e lanchonetes, passar horas a fio analisando a embalagem dos alimentos nos supermercados, só ingerir produtos saudáveis como frutas e cereais e não consumir nada que seja preparado por outra pessoa.

A ortorexia é um transtorno alimentar que foi diagnosticado recentemente e é pouco conhecido, mas que vem atingindo cada vez mais indivíduos. O termo, que deriva de duas palavras gregas (ortho: correto; e orexis: apetite), foi usado pela primeira vez pelo médico britânico Steve Bratman, em 1998, para definir um grupo de pessoas que tinham obsessão por se alimentar de maneira saudável, ou seja, sem consumir gorduras trans, conservantes e outros aditivos químicos.

A médica Elisabete Almeida, diretora executiva do programa “Meu Prato Saudável”, parceria do Instituto do Coração (InCor) e do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com a LatinMed Editora em Saúde, explica que os indivíduos que desenvolvem o transtorno ficam completamente obcecados pela procedência dos alimentos. “Geralmente, eles não comem carne, pois querem saber de onde ela vem, como o animal foi sacrificado. E isso, na maioria das vezes, não vem detalhado. Também não comem nada que tenha conservantes e analisam o valor calórico e nutricional de cada produto. Por isso não gostam de ingerir algo que tenha sido preparado por outras pessoas. Em suma, o indivíduo só passa a comer aquilo que considera saudável, natural, isento, por exemplo, de agrotóxicos. Ele automaticamente perde peso, já que não consegue obter todos os nutrientes necessários. Se a pessoa não achar nada que seja bom o suficiente, ela pode vir a desenvolver anorexia”, esclarece.No país, ainda não há uma estimativa do número de pessoas que sofrem da doença, mas é importante ficar alerta, pois se não for tratada, ela pode levar a outros transtornos, como anorexia e bulimia. Segundo a BBC Brasil, o Centro Nacional para Distúrbios Alimentares Britânico (NCFED) recebe mais de 6 mil ligações e e-mails por ano de pessoas que sofrem de ortorexia.

Essa obsessão pode levar a diversos distúrbios nutricionais, como anemia, carência de vitaminas e osteoporose, que serão percebidos em longo prazo.

Outro problema é que diante desse comportamento, em que o que realmente importa é a qualidade dos alimentos, os ortoréxicos podem se afastar do convívio social, inclusive dentro de casa, para evitar os questionamentos.

“Preocupar-se com a alimentação saudável é diferente de ser ortoréxico. A diferença está no grau de preocupação com o alimento ingerido e na restrição de nutrientes que são essenciais ao organismo”, salienta Elisabete.

A metodologia do “Meu Prato Saudável” ensina: metade do prato deve conter verduras e legumes (crus e cozidos) e a outra metade, carboidratos, como arroz, massas e batata, e proteínas (animal e vegetal).

Para a médica, alguns fatores podem desencadear o distúrbio, como modismos alimentares, receitas milagrosas para emagrecer, culto ao corpo e a excessiva publicidade de produtos supostamente saudáveis na televisão. “Os ortoréxicos costumam levar essas tendências a níveis extremos”, diz.

Apesar de ser um transtorno recente, o tratamento deve ser realizado por um profissional psicólogo ou psiquiatra. “A pessoa necessita de intervenção. Quanto mais cedo ela procurar ajuda, melhor”, completa Elisabete.

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella

Data comemorativa alerta para Doença Falciforme

O Dia Nacional da Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme comemorado no último sábado, 27 de outubro. A data foi criada para divulgar questões sobre o assunto como causas, sintomas, complicações e tratamento.
 

A doença é hereditária, causada por uma modificação no gene (DNA) que, em vez de produzir a hemoglobina (Hb) A, dentro dos glóbulos vermelhos ou hemácias, produz outro, denominado S (HbS). Sendo assim, a Doença Falciforme é a denominação usada pela presença do glóbulo HbS nos glóbulos vermelhos de um indivíduo.

Originária da África, a Doença Falciforme pode ser encontrada por todo o mundo, principalmente entre a população afrodescendente. No Brasil, estima-se que, por ano, 3.000 crianças nasçam o problema. Contudo, é importante destacar que a incidência varia nos estados. Aqueles com maior número de pessoas negras em sua população apresentam maior número de casos. Na Bahia, por exemplo, a proporção é de 1 caso para cada 650 nascidos vivos enquanto que no Rio Grande do Sul é de 1 para 11 mil.

Os principais sintomas da Doença Falciforme são a anemia crônica, icterícia (cor amarelada na parte branca dos olhos), mãos e pés inchados e com muita dor nos punhos e tornozelos (frequente até os dois anos de idade) e crises de dores em músculos, ossos e articulações. A coordenadora da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, Joice Aragão, explica que a cor amarela do olho não deve ser motivo para apreensão. “A cor amarelada atinge a pele e se destaca principalmente na região do olho. Ela é causada pelas hemácias com características falciforme, mas não significa que a pessoa porta hepatite. Também vale ressaltar que não o problema não é contagioso ”. Leia mais