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Biópsia que procura células com câncer no sangue é testada em SP

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

Um simples exame de sangue poderá, no futuro, ajudar a diagnosticar um câncer, definir o melhor tratamento para cada paciente e acompanhar a resposta à terapia.

Essa é promessa da chamada biópsia líquida, que analisa as células tumorais que circulam no sangue.

A área ganhou mais atenção nos últimos anos graças às novas tecnologias que permitem encontrar e capturar essas células, que são raras -há cerca de uma célula tumoral em 1 bilhão de células sanguíneas normais.

No país, o primeiro estudo dessas células está sendo conduzido no A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo.

A pesquisa já começou a colher o sangue de 230 pacientes com câncer avançado de pulmão, pâncreas e colorretal para comparar as amostras com as de pessoas sem a doença. O objetivo é analisar essas células antes e depois do início do tratamento.

“Essa célula tumoral no sangue pode ser o espelho do tumor, com a vantagem de não precisar ficar fazendo biópsia no paciente”, diz Marcello Fanelli, diretor de oncologia clínica do A.C.Camargo.

Ele explica que as células tumorais podem aparecer na corrente sanguínea em tumores em estágio inicial, mas tendem a ser mais numerosas nos casos avançados.

As aplicações podem ser muitas, mas Fernando Soares, diretor de anatomia patológica do A.C. Camargo e líder do estudo, acredita que o método poderá ser mais útil para monitorar a resposta terapêutica do paciente.

“Poderíamos acompanhar a evolução do paciente só pelo exame de sangue, à medida que os níveis de células tumorais caem ou sobem”, diz Ludmilla Domingos Chinen, bioquímica e pesquisadora do hospital.

O teste seria menos danoso do que exames de imagem com radiação e, no futuro, poderia até ser mais barato.
Soares diz que outra aplicação é o estudo da biologia dos tumores por meio das características das células, o que pode levar a um tratamento mais personalizado.

“Se pudermos classificá-las, poderemos dizer quais tumores respondem aos diferentes tratamentos”, diz Shyamala Maheswaran, professora do Hospital Geral de Massachusetts, da Escola Médica de Harvard. Ela esteve nesta semana em São Paulo em um simpósio de patologia.

MÉTODOS

Maheswaran e colegas desenvolveram um microchip que permite separar essas células. Os cientistas já contam com o apoio da Johnson & Johnson para a manufatura do produto, ainda usado apenas em pesquisas.

Há também formas mais simples, como filtros que separam as células tumorais, em geral maiores, das outras. É esse o método usado no A.C. Camargo.

Mas, para Maheswaran, tamanho não é documento nesse caso, porque as células tumorais são heterogêneas e o filtro pode deixar escapar as pequenas. De qualquer forma, os especialistas concordam que os métodos precisam de mais refinamento.

Para Soares, quando a forma de captura das células for eficiente, a biópsia líquida abrirá um campo amplo, mas junto virão questões éticas.

“Talvez vamos enfrentar dúvidas como se valerá a pena tratar alguém que tenha só recidiva molecular, sem que outros exames mostrem tumor. Vamos fazer mais mal do que bem?”.

Fonte: Folha de São Paulo

Hemocentro da PB inicia campanha para doação de sangue no Carnaval

Começa nesta segunda-feira (21) campanha dedoação de sangue do Hemocentro (Foto: Corbis.com)

Começa nesta segunda-feira (21) campanha de
doação de sangue do Hemocentro
(Foto: Corbis.com)

Começa nesta segunda-feira (21) a campanha do Hemocentro da Paraíba para doação de sangue no período carnavalesco. Com o tema “Neste Carnaval Vista sua Fantasia de Salva-vidas. Doe sangue”, a campanha está prevista para acabar no dia 16 de fevereiro, segundo a assessoria de comunicação.

A diretora geral do Hemocentro, Sandra Sobreira, explicou que, nesta época do ano, o número de doações de sangue cai cerca de 50% porque  muitas pessoas viajam de férias. “Em contrapartida, neste período aumenta o número de acidentes e, consequentemente, a demanda de sangue nos hospitais. É preciso destacar também as pessoas com câncer, que fazem transfusões regularmente e que correm o risco de serem prejudicadas com a falta do produto”, disse.

[pullquote align=”left|center|right” textalign=”left|center|right” width=”30%”]Neste Carnaval Vista sua Fantasia de Salva-vidas. Doe sangue.[/pullquote]Ainda de acordo com a assessoria do Hemocentro, a Rede Hemocentro da Paraíba é responsável por atender 40 hospitais, cobrindo 100% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) e mais os leitos de planos de saúde cadastrados.

Para tanto, é composta por uma rede de dez hemonúcleos distribuídos nos municípios de Guarabira, Picuí, Monteiro, Princesa Isabel, Patos, Piancó, Itaporanga, Cajazeiras, Sousa e Catolé do Rocha, além de um regional em Campina Grande.

A hemorrede recebe em média sete mil doações de sangue por mês, o que é suficiente para atender a demanda dos hospitais públicos e privados.

De acordo com a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas do Hemocentro, Divane Cabral, a campanha vai atingir toda a hemorrede e tem com principal objetivo conclamar os doadores e as pessoas que visitam o Estado a exercer a sua cidadania e solidariedade, doando seu sangue, para que o Hemocentro possa manter o estoque regular.

Condições para doar sangue

  • Ter idade entre 16 e 67 anos, 11 meses e 29 dias (se for menor de 18 anos é necessário autorização do responsável legal);
  • pesar acima de 50 quilos;
  • ter dormido normalmente nas últimas 24 horas;
  • estar alimentado, dando intervalo de 2 horas após o almoço;
  • evitar alimentos gordurosos na véspera e no dia da doação;
  • não ter tido hepatite após os 11 anos de idade;
  • não estar gripado, resfriado, com febre ou diarreia;
  • não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis;
  • não estar grávida ou em período de amamentação. A menstruação e o uso de pílulas anticoncepcionais não impedem a doação;
  • respeitar o intervalo entre as doações que devem ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.
Fonte: G1 Paraíba