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Conselho Federal de Medicina proíbe reposição hormonal antienvelhecimento

O CFM (Conselho Federal de Medicina) proibiu o uso de terapias hormonais que supostamente retardariam ou preveniriam o processo de envelhecimento. Segundo o conselho, não há evidências científicas que provem os benefícios do uso de testosterona, progesterona e corticoides com esse objetivo.

A polêmica em torno dessa terapia já havia sido levantada em agosto de 2012, mas só agora a proibição foi publicada no Diário Oficial da União. No documento, o órgão enfatiza que “em estudos clínicos randomizados de boa qualidade metodológica, nenhuma vitamina, antioxidante, reposição hormonal ou qualquer outra substancia demostrou ser capaz de prevenir, retardar ou reverter o processo de envelhecimento”.

O CFM ainda lembra que é preciso ter cautela com quaisquer informações diferentes daquelas fornecidas por estudos, como no caso da reposição hormonal. O documento oficial cita que “determinados tratamentos podem ser danosos tanto do ponto de vista econômico como da saúde coletiva e individual”. Sem contar que os idosos são mais suscetíveis aos efeitos adversos dos medicamentos.

Em nota, a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia) informou que a proibição vai proteger a população de danos à saúde que vão desde o aumento da toxicidade no organismo até os casos de câncer.

Na resolução, o CFM apóia e permite a reposição hormonal e de outros elementos essenciais em caso de deficiência específica comprovada, já que a terapia têm evidências de benefícios cientificamente comprovados nesses casos.

Os médicos que descumprirem as regras podem sofrer penalidades que vão desde advertência até cassação do registro.

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella

Reposição hormonal vira arma para obesos

Homens com baixo nível de testosterona, o hormônio sexual masculino, e que não obtiveram sucesso para o tratamento convencional contra obesidade podem ser beneficiados com a reposição hormonal, apontam estudos recentes do endocrinologista alemão Farid Saad, da área científica do laboratório Bayer HealthCare Pharmaceuticals.

Um dos estudos, apresentado em encontro da Sociedade de Endocrinologia, em Houston, acompanhou 115 homens por cinco anos, com baixos índices de testosterona. Com a reposição hormonal – seguida de dieta e exercícios -, a perda média foi de 16 quilos e a circunferência abdominal baixou de 107 para 98 centímetros.

Em outro trabalho, que revisou estudos mundiais sobre o tema e foi publicado no periódico Current Diabetes Reviews, Saad conclui que a reposição “pode ser eficaz porque melhora o humor e reduz a fadiga, o que pode motivar o homem a aderir à dieta e aos exercícios para o combate à obesidade”.

“A testosterona não é medicamento antiobesidade e a reposição só deve ser feita por quem tem baixa produção desse hormônio. O que a pesquisa mostra é que a reposição hormonal otimiza a melhora de peso se estiver aliada à dieta e à atividade física”, ressalta o endocrinologista João Eduardo Salles, professor da Faculdade de Medicina da Santa Casa de Misericórdia.

Redução. Os níveis de testosterona começam a cair naturalmente a partir dos 45 anos. A redução acentuada do hormônio é conhecida como andropausa e provoca perda da libido, de massa muscular, disfunção erétil, entre outros sintomas.

“O que se sabe hoje é que a obesidade pode causar a redução de testosterona de forma mais rápida, principalmente a obesidade que tem como apresentação o acúmulo de gordura na circunferência abdominal”, explica Salles.

Esse acúmulo de gordura na cintura pode reduzir a ação da insulina: além de causar predisposição para diabetes e hipertensão, causa redução na produção de testosterona. “A diminuição de testosterona leva à piora da obesidade. E a obesidade também pode levar à diminuição da testosterona. Provoca um ciclo vicioso.”

O grave é que são poucos os homens que sabem sobre a andropausa e testaram os níveis de testosterona. Pesquisa da Sociedade Brasileira de Urologia, com apoio da Bayer, mostrou que 66% não sabem o que é andropausa e 64% nunca fizeram testes para medir o hormônio masculino.

Foram ouvidos 5 mil homens, com mais de 40 anos.

“Chama a atenção o fato de grande parte dos homens não cuidar de nada: 59% não fazem dieta, 49% não fazem atividade física, 38% não vão ao médico com frequência. No entanto, 37% usam algum remédio para disfunção erétil. Eles não sabem que a queda da testosterona pode estar ligada a essa disfunção e a reposição pode melhorar a ereção”, diz Archimedes Nardozza Junior, diretor do núcleo de pesquisa da SBU e coordenador da pesquisa.

Para Nardozza, a mensagem é que o homem precisa se tratar. “Ao contrário das mulheres, eles não vão ao médico. Esse é o grande mote da campanha da Sociedade Brasileira de Urologia: cuide-se”, afirmou o especialista.

Fonte: http://estadao.br.msn.com/ciencia/reposi%C3%A7%C3%A3o-hormonal-vira-arma-para-obesos-1