Posts

Incontinência urinária atinge cerca de 40% das mulheres

Foto: Corbis

Foto: Corbis

Uma em cada 25 pessoas pode desenvolver incontinência urinária ao longo da vida, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que lança hoje (28) a I Campanha Nacional de Conscientização sobre o distúrbio que atinge cerca de 5% da população brasileira, em sua grande maioria mulheres. “A incontinência é a perda involuntária de urina pela uretra, ou seja, o indivíduo não tem controle da urina expelida. Isso acontece pelos mais variados motivos, mas em geral é uma falha no mecanismo urinário, quando o esfíncter, músculo que segura a urina, não consegue mantê-la dentro da bexiga. O problema acomete ambos os sexos, mas as mulheres correm duas vezes mais risco de desenvolver incontinência”, esclarece Márcio Averbeck, chefe do departamento de uroneurologia e coordenador da campanha da SBU.

Ainda de acordo com o urologista, vários fatores podem desencadear o problema nas mulheres, como por exemplo, alterações hormonais e gestação. “A anatomia também influencia. A uretra da mulher, responsável por levar a urina até o meio externo, é pequena, tem cerca de quatro centímetros. Por isso, sua capacidade de retenção [da urina] é menor que a dos homens, cuja uretra pode chegar a 20 centímetros. Outra questão é que a passagem do bebê pelo canal de parto, no parto normal, também contribui para o aumento da incidência. Prova disso é que 40% das mulheres gestantes apresentam um ou mais episódios de incontinência urinária durante a gestação ou logo após o parto”, diz Averbeck. No caso dos homens, eles só correm risco de ter o distúrbio urinário ao retirarem a próstata.

Mas ele explica, ainda, que existem diferentes tipos de incontinência urinária, como a de esforço, quando há perda de urina ao tossir, rir ou ao realizar exercícios físicos.

A incontinência urinária de urgência ocorre quando há vontade súbita de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro. “Quando há mais de oito episódios de micção em 24 horas”, diz ele.

A campanha nacional denominada “Segura Aí” tem como objetivo alertar a população sobre as medidas que devem ser adotadas para atenuar e prevenir a incontinência, além de esclarecer que há tratamentos extremamente eficazes e minimamente invasivos para o retorno do controle miccional.

A ação acontecerá hoje em três capitais: Rio de Janeiro (no Largo da Carioca, das 9 às 14 horas), São Paulo (em frente ao Museu de Arte de São Paulo, das 10 às 14 horas) e Porto Alegre (na Esquina Democrática, das 9 às 16 horas). “Distribuiremos diversos informativos à população com o objetivo de esclarecer sobre o problema, que se não for tratado e diagnosticado, altera muito a vida social. Às vezes o indivíduo pensa que é normal perder um pouco de urina, mas não é”, completa o urologista.

É possível prevenir a incontinência urinária através de exercícios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. Os exercícios consistem em contrair os músculos do assoalho pélvico por 10 segundos e depois relaxá-los por mais 10. Os exercícios devem ser repetidos 10 vezes, em três sessões diárias. “A primeira opção de tratamento é o exercício acompanhado por um médico ou fisioterapeuta para conscientização do músculo que precisa ser contraído. Em muitos casos, o exercício já resolve o problema, por isso é necessário consultar o urologista”, ressalta o médico.

Mas, em geral, hábitos saudáveis também auxiliam na prevenção, como: controlar o ganho de peso nas gestações; praticar exercícios para fortalecer o assoalho pélvico; evitar a prisão de ventre; e não fumar para evitar a tosse.

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella

Saiba a verdade sobre alguns mitos por trás do cuidado médico com a mulher

Ilustração: Corbis.com

A saúde feminina é garantida por meio de hábitos simples para a prevenção de doenças e também promoção ao bem-estar, como dieta saudável e prática de exercícios.

Apesar da aparente simplicidade, algumas áreas são cercadas por mitos que podem, para dizer o mínimo, trazer neuras desnecessárias ao cuidado diário e prejudicar a mulher.

A Sociedade de Ginecologia de São Paulo (Sogesp) listou dez lendas sobre a saúde delas e explica porque tais “normas” não fazem sentido, apesar de algumas sobreviverem no imaginário popular há tempos. Confira.

1) O uso de calça jeans causa corrimento?

Não, é o abafamento causado por tecidos sintéticos e a transpiração que podem causar um desequilíbrio da flora vaginal e portanto causar corrimento. Não tem relação com o jeans

2) É necessário passar o fundo da calcinha ou ferver a peça para evitar doenças?

Não. Lavar e secar bem a roupa íntima é suficiente para evitar problemas. Deve-se atentar para algumas alergias causadas por produtos químicos em pessoas sensíveis.

3) A primeira relação sexual da vida nunca engravida?

Todas as relações têm chance de gravidez. A possibilidade é variável conforme o período do ciclo menstrual e a idade, mas mesmo assim devem ser utilizados métodos contraceptivos para evitá-la em qualquer relação sexual.

4) Adolescentes não devem usar contraceptivos orais pois terão redução da fertilidade no futuro?

Não, as adolescentes após a primeira menstruação podem usar quaisquer métodos contraceptivos (inclusive pílulas), sem repercussão em seu futuro reprodutivo. A orientação é sempre recorrer ao auxílio médico antes da escolha do método.

5) Após algum tempo tomando anticoncepcional é necessária uma pausa?

Não, este é um conceito antigo, não se recomenda parada do uso do contraceptivo, exceto se houver intenção de engravidar.

6) Menstruação é necessária para limpar o organismo?

A menstruação é o resultado do funcionamento normal do organismo, mas quando ela é suspensa devido ao uso de algum medicamento, como por exemplo anticoncepcionais, o sangue não acumula em nenhum lugar e não precisa ser eliminado para “limpar” o corpo.

7) Após os 40 anos a mulher não engravida mais?

Na verdade ocorre uma redução de fertilidade dos 35 anos em diante, mas a fertilidade ainda existe até a menopausa. É justamente no período em que os riscos da gestação são maiores que deve existir preocupação em usar métodos contraceptivos.

8) A grávida deve comer por dois?

A gestante deve alimentar-se de forma balanceada, com intervalos curtos (entre 2-3 horas), mas o ganho de peso deve ficar entre 9 e 11 quilos nos 9 meses. O ganho de peso excessivo é associado a aumento de risco para diabetes gestacional e hipertensão.

9) Durante a relação sexual na gravidez o pênis pode machucar o bebê?

Não. O bebê fica dentro do útero, protegido pelas paredes deste e não há contato com o pênis.

10) Na menopausa a mulher seca por dentro?

Não, a menopausa traz algumas mudanças físicas e entre elas pode aparecer um ressecamento da mucosa vaginal, algo que atrapalha nas relações sexuais. Mas este efeito pode ser facilmente corrigido. Procure um ginecologista e peça orientações.

 

Por Fernanda Aranda, iG São Paulo | 03/01/2011

Saúde usará R$ 31 milhões para incentivar denúncias de violência contra mulheres

O Ministério da Saúde vai destinar R$ 31 milhões às secretarias estaduais e municipais de todo o país na tentativa de incentivar a notificação de casos de violência contra mulheres e promover ações de vigilância e prevenção.

Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação indicam que, no ano passado, 37.717 mulheres, entre 20 e 59 anos, foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil. O número representa aumento de 38,7% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 27.176 casos. Em 2010, entretanto, a notificação não era obrigatória.

De acordo com o levantamento, a agressão física chega a representar 78,2% dos casos de violência sofridas por mulheres nessa faixa etária, seguida pela violência psicológica (32,2%) e pela violência sexual (7,5%). Em 38,4% dos casos, não era a primeira vez que a agressão acontecia. Ao todo, 5.496 mulheres foram internadas em 2011 em decorrência de violência.

Ainda segundo o ministério, a maioria das agressões sofridas por mulheres acontece dentro da própria residência (60,4%). Os homens com os quais elas se relacionam ou se relacionaram respondem por 41,2% dos casos, enquanto amigos e conhecidos representam 8,1% e desconhecidos, 9,2%.

Nas ocorrências que envolvem agressões sexuais, 51% dos principais agressores são desconhecidos; 13,5% são os próprios cônjuges e 13,4%, amigos ou conhecidos.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br