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Exercícios ajudam na incontinência urinária?

Diversos estudos mostram que os exercícios Kegel, nos quais os músculos que regulam o fluxo urinário são contraídos e relaxados, podem ajudar no controle da incontinência urinária ligada ao estresse, caso sejam adequadamente realizados.

Se feita corretamente, série para fortalecer músculos do assoalho pélvico pode ajudar a conter perda de urina. Foto: Corbis.com

Em alguns estudos a cirurgia se mostrou mais eficiente, mas agregando riscos não associados aos exercícios.

Na incontinência por estresse, os músculos do assoalho pélvico, que sustentam a bexiga, são fracos, e os músculos do esfíncter, ao redor da uretra, não são fortes o bastante para evitar vazamentos durante a movimentação.

Um exercício Kegel simples envolve interromper o fluxo da urina por seis segundos, e retomar o ato de urinar por mais seis segundos. Urologistas recomendam realizar diversos ciclos, várias vezes ao dia.

Num estudo publicado na revista “Gerontology”, metade de um grupo de mulheres incontinentes numa casa de repouso foi tratada com exercícios e treinamento da bexiga, para aumentar o intervalo entre as urinações.

“Foi observado um aumento significativo de força do pavimento pélvico no grupo de tratamento, frente ao grupo de controle”, com melhora de sintomas, concluiu o estudo. Os exercícios Kegel também mostraram eficácia em homens e crianças.

Em outros estudos, o sucesso de Kegel foi maior quando havia supervisão. Além disso, um estudo descobriu que, quando o tratamento com exercícios é inicialmente bem-sucedido, há uma probabilidade de 66% de os resultados durarem até 10 anos.

* Por C. Claiborne Ray – The New York Times
Fonte: Site Delas

Ministério da Saúde lança diretrizes para melhorar atendimento a pessoas com síndrome de Down

O Ministério da Saúde lançou dia 26de setembro as Diretrizes de Atenção a Pessoa com Síndrome de Down.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apresentou o documento no Rio de Janeiro, o objetivo é ampliar o conhecimento dos profissionais de saúde acerca da doença, a fim de melhorar o atendimento médico a pacientes que tenham a síndrome.— É como se fosse um protocolo, um manual para que os profissionais de saúde saibam como diagnosticar, lidar e acompanhar pessoas que têm síndrome de Down. Eles passam a ter uma orientação clara do Ministério da Saúde. É muito importante que os profissionais de saúde saibam, por exemplo, que às vezes os portadores da síndrome são pessoas que têm tendência à obesidade, que são pessoas que têm mais propensão a ter problemas do coração.

As diretrizes, cujo documento pode ser baixado do site do ministério, contêm informações sobre os efeitos da síndrome desde a infância até a idade adulta, os cuidados necessários em cada fase da pessoa, o histórico da doença e até a melhor forma de lidar com os pais e os pacientes.

Mãe de Beatriz, uma menina de dois anos que tem síndrome de Down, Maria Antônia Goulart começou um projeto chamado Movimento Down depois de perceber que faltavam informações sobre a doença.

— Muitas vezes, a gente não sabe o que fazer nem a hora que tem que fazer e acabam ficando muito na auto-ajuda, sem orientações claras de como proceder.

Segundo ela, ainda há muito a ser feito no país, principalmente na estruturação da rede de atendimento a pessoas com deficiência.

— A gente tem uma carência na rede de serviços que precisa ser resolvida, precisamos discutir com o Ministério e acompanhar o Plano Viver sem Limites do governo federal, voltado para pessoas com deficiência, porque, de fato, o custo é muito alto para a família. Desde o nascimento até a idade adulta, são muitas as terapias e os exames que precisam ser garantidos. É algo que a gente precisa avançar.

Além das diretrizes, ainda foi lançada uma cartilha voltada às próprias pessoas com síndrome de Down, também disponível no site do Ministério da Saúde. Em linguagem simples, a cartilha apresenta a síndrome e mostra os efeitos que ela tem na vida de cada um.

O ator Breno Viola, de 31 anos, que tem síndrome de Down e atuou em Colegas, escolhido melhor filme do Festival de Gramado deste ano, que trata, justamente, da síndrome, reforça que são todos iguais.

— Antigamente, tratavam a gente como mongolóide. A gente não quer isso. A gente quer se igual a todos. Ter um cromossomo a mais não nos impede de sermos iguais aos outros.

O ministro Alexandre Padilha informou que o ministério divulgará também diretrizes para outros tipos de deficiência, como paralisia cerebral, autismo e deficiências físicas decorrentes de traumas.

Segundo ele, há um esforço do governo, através do Plano Viver sem Limites, de melhorar as redes de saúde e assistência social para atender a essas pessoas.

 

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br