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Anvisa vai criar grupo para evitar venda de remédios sem receita

Portaria que irá constituir grupo será publicada em fevereiro, diz presidente da Anvisa (Foto: Corbis.com)

Portaria que irá constituir grupo será publicada em fevereiro, diz presidente da Anvisa (Foto: Corbis.com)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vai criar um grupo de trabalho para discutir e propor medidas que estimulem o uso racional de medicamentos e inibam a venda de remédios de tarja vermelha sem receita, prática disseminada no país.

A agência publicou, na semana passada, um edital de chamamento público para que órgãos e instituições interessadas em integrar o grupo se manifestem. As inscrições seguem até o 15 de fevereiro no site da Anvisa.

“Até o momento recebemos 47 manifestações de entidades interessadas”, afirma o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, em entrevista ao G1. Segundo ele, a portaria constituindo o grupo deve ser publicada entre os dias 18 e 22 de fevereiro.

Depois de constituído, o grupo terá até o final deste ano para traçar o cenário atual de venda de medicamentos sem receita e apresentar propostas para resolver o problema. Em um segundo momento, a força de trabalho vai acompanhar a implantação das medidas estabelecidas pelo grupo, o que deve ocorrer em 2014.

“Existe no país essa cultura de achar que a receita médica é uma burocracia. Precisamos mudar isso. A receita é um retrato da decisão do profissional da saúde da melhor maneira de tratar aquele problema”, afirmou Barbano.

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Automedicação e uso inadequado de corticoides podem prejudicar a saúde

Os corticoides são substâncias encontradas em remédios anti-inflamatórios, geralmente vendidos na forma de comprimidos, pomadas, soluções ou injetáveis. Alguns desses medicamentos podem ser adquiridos sem receita médica e têm um efeito imediato no controle e combate de várias doenças.

 

No entanto, a automedicação com corticoides e o uso inadequado podem afetar perigosamente a saúde do corpo, como explicaram a pediatra Ana Escobar e o farmacêuticoTarcísio Palhano no Bem Estar desta terça-feira (4).

Para evitar que isso aconteça, é preciso procurar orientação médica para que o especialista indique a dose certa e o período adequado da utilização dos corticoides.

Algumas pessoas têm o mal hábito de guardar o que sobra dos remédios após o uso prescrito pelo médico para utilizá-los em situações mais leves, como picadas de insetos, pequenas lesões na pele ou até mesmo crises de tosse, o que não é recomendado.

O correto é utilizar o remédio por tempo determinado, como por exemplo, por 7 dias seguidos. Se o medicamento for administrado por um tempo maior que este, o médico geralmente orienta o paciente a fazer a interrupção gradual da ingestão do corticoide já que a interrupção brusca do remédio pode causar diversos problemas.

O paciente pode, nesse caso, ter taquicardia, choque, desidratação e até correr risco de morte. Isso porque o corpo demora até dois dias para entender que precisa de cortisol e, na falta do medicamento, pode se prejudicar.

Pessoas com doenças crônicas não seguem essa indicação e normalmente têm que lidar com os efeitos adversos desses medicamentos, utilizando-os por anos ou por tempo indefinido.

Nesses casos, elas podem desenvolver a síndrome de cushing, que pode causar inchaços, ganho de peso, surgimento de celulites e estrias, apetite descontrolado, aumento da produção de pelos no corpo e no rosto e fraqueza.

Fonte: Site do programa Bem Estar / Rede Globo