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Parceria entre Ministério e prefeituras é importante para avanços na saúde

Ministério da Saúde é parceiro do seu município para melhorar a saúde da população. Para isso o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, gravou uma mensagem e enviou uma correspondência para os prefeitos e prefeitas empossados em janeiro deste ano, explicando sobre as principais ações da pasta para alcançar o objetivo de proporcionar um atendimento de saúde para todos.

Entre as metas está garantir um atendimento humanizado e no tempo adequado às necessidades dos pacientes. “Pra isso, o Ministério da Saúde é um parceiro desde o primeiro dia do seu governo. Um parceiro para reformar, ampliar e construir novas Unidades Básicas de Saúde na sua cidade, e qualquer município pode participar desse enfrentamento. Um parceiro para montar uma rede de serviços na sua região para urgência e emergência, comUPAs 24 horas e com equipes do SAMU 192 possibilitando um atendimento adequado para cada problema”, destaca o ministro Padilha.

Na mensagem o ministro também reforça o programa Rede Cegonha, que em 2012 conseguiu diminuir mela metade a mortalidade materna no país e o Farmácia Popular, que ampliou o acesso aos medicamentos para hipertensão, diabetes e asma, reduzindo o número de internações por estes problemas. “Para cada um desses esforços o Ministério da Saúde coloca recursos disponíveis a todos os municípios do nosso país”, ressalta o ministro.

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Clique aqui para conferir o teor da correspondência do Ministro

Fonte: Blog da Saúde

SUS terá 11 novas terapias para câncer

O Ministério da Saúde lançou um pacote de medidas para remodelar o tratamento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A lista de procedimentos foi atualizada, com a inclusão de 11 terapias, readequação de 20 e exclusão de 9, consideradas obsoletas. Além da revisão dos procedimentos, o ministério criou uma gratificação para incentivar hospitais a fazer mais cirurgias.

“O País dispõe de centros com capacidade para aumentar o número de atendimentos com a infraestrutura existente”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O incentivo será dado para hospitais classificados com porte A e B, que realizam, respectivamente, mais de 1,6 mil cirurgias para tratamento de pacientes com câncer por ano.

[pullquote align=”right” textalign=”right” width=”30%”]Entre as novas cirurgias, cinco são de cabeça e pescoço.[/pullquote]

Aqueles que superarem a meta receberão um acréscimo de 20% nos valores pagos pelos procedimentos. “A ideia é que centros ganhem em escala. Muitos podem perfeitamente trabalhar em três turnos, realizando, por exemplo, cirurgias ou quimioterapia à noite para pacientes internados”, completou Padilha.

A estratégia começou a ser estudada no início do ano por uma equipe do ministério, integrantes do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica. “O objetivo é reduzir ao máximo a espera para o início do tratamento de câncer”, disse o ministro.

Além de aproveitar a capacidade já instalada dos centros, Padilha disse ser necessária a criação de pontos de atendimento em áreas onde hoje a oferta ainda é deficiente. “Precisamos reduzir as desigualdades. Para criação de novos serviços, é preciso também garantir profissionais.”

O ministro conta que a partir de 2013 uma nova dinâmica para discussão do atendimento de pacientes com câncer será adotada. A ideia é fazer reuniões periódicas com direção de hospitais e representantes de Estados e municípios onde serviços funcionam para avaliar as necessidades, criar estímulos e, se necessário, reorganizar o atendimento.

Fragilidades – O grupo formado no início do ano identificou duas fragilidades no atendimento: a oferta de serviços de radioterapia e cirurgias.

Numa primeira etapa, o governo anunciou a expansão dos centros de radioterapia. A meta é ter, até 2014, 80 centros de atendimento. Além dos serviços públicos, o governo autorizou a realização de tratamentos radioterápicos em serviços especializados particulares conveniados com o SUS.

“Novos centros foram credenciados, sobretudo nas Regiões Norte e Nordeste”, disse o ministro. A meta agora é melhorar a oferta de cirurgias. “Além da incorporação de novas técnicas, decidimos reajustar as tabelas.”

Entre as novas cirurgias, cinco são de cabeça e pescoço. O valor da internação para quimioterapia em pacientes com leucemias também foi ampliado em três vezes. O valor passará de R$ 167 para R$ 562. Pelos cálculos do governo, isso vai representar um aumento de R$ 25,2 milhões no orçamento de quimioterapia. Ao todo, serão reservados para o tratamento R$ 39,4 milhões.

A revisão nos valores das cirurgias também trará um impacto significativo. A expectativa é de que, para financiar os 121 procedimentos existentes, o orçamento reservado para cirurgias oncológicas passe de R$ 172,1 milhões para R$ 380,3 milhões.

Fonte: O Estadão

Saúde inclui 11 novos procedimentos cirúrgicos na tabela do SUS

O Ministério da Saúde incluiu 11 novos procedimentos cirúrgicos oncológicos na tabela SUS. Entre as novidades estão:

  • linfadenectomia mediastinal;
  • linfadenectomia seletiva guiada;
  • reconstrução para fonação – a tabela do SUS incluía a prótese, mas não o ato operatório para sua implantação;
  • traquestomia transtumoral;
  • ressecção de pavilhão auricular;
  • ressecção de tumor glômico;
  • ligadura de carótida;
  • colecistectomia;
  • ressecção ampliada de via biliar extra-hepática;
  • reconstrução com retalho osteomiocutâneo e;
  • timectomia.

Até agora, eram 121 tipos de tratamentos nessa área. Com os novos procedimentos, o governo vai gastar 121% a mais do que em 2011, somando R$ 380,3 milhões para cirurgias oncológicas.

Em nota oficial, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a ampliação tem como intuito melhorar a qualidade do atendimento público. “O objetivo destas medidas é instalar serviços onde não existem hoje, estimular os serviços que já existem a produzir mais e, com isso, reduzir o tempo de espera para tratamento do câncer”.

Os gastos do governo federal com assistência oncológica aumentaram 26% entre 2010 e 2012, saltando de R$ 1,9 bilhão (em 2010) para R$ 2,4 bilhão.

Fonte: Site Dr Dráuzio Varella

Saúde financia ações para melhorar condições de trabalho no SUS

Termina nesta sexta-feira (30) o prazo para que gestores do Sistema Único de Saúde inscrevam projetos de planos de cargos, carreiras e salários e de melhorias das condições de trabalho no SUS, cujas ações serão financiadas pelo Ministério da Saúde. As propostas devem ser encaminhadas ao ministério por meio do site www.saude.gov.br/sgtes/carreiraedesprecarizacao

Serão selecionados até 10 projetos, sendo R$ 5 milhões para três propostas de planos de carreira, cargos e salários de abrangência intermunicipal e/ou regional e até R$ 2 milhões para sete projetos de melhorias das relações e dos vínculos de trabalho. As propostas vencedoras contarão com apoio técnico e acompanhamento do Ministério da Saúde para a execução das medidas.

Os projetos serão avaliados por uma comissão formada por membros do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

“O objetivo do Ministério da Saúde é estimular gestores e profissionais a encontrarem, de maneira integrada, soluções inovadoras que possam melhorar as condições dos profissionais do SUS, evitando, por exemplo, a fragilização dos vínculos trabalhistas”, afirma o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales. Para estimular os estados nesta ação, o governo federal investirá R$ 29 milhões nos projetos – recursos previstos na Portaria 2.517.

PROGESUS

A melhoria das relações de trabalho no SUS é uma dos eixos do Programa de Qualificação e Estruturação da Gestão do Trabalho e da Educação no SUS (Progesus). Lançado em 2006, o programa tem como objetivo aprimorar os processo de trabalho e os setores responsáveis pela gestão do trabalho e da educação em saúde nos estados, municípios e no Distrito Federal. Entre as iniciativas desenvolvidas pelo programa está a Mesa Nacional de Negociação do SUS e a Elaboração do Inforsus (Sistema Nacional de Informações em Gestão do Trabalho).

Outro destaque do Progesus foi a qualificação de cerca de mil gestores, em todo o país, por meio de especialização em Gestão do Trabalho e Educação na Saúde realizada pela Universidade Aberta do SUS (Unasus).

Por Wesley Kuhn, da Agência Saúde – Ascom/MS
Fonte: Portal da Saúde

SUS dá amplo apoio a quem quer parar de fumar

Acompanhamento do paciente por profissionais de saúde e oferta de medicamentos fazem parte da assistência oferecida no Sistema Único de Saúde. Em dois anos, quase metade dos fumantes atendidos pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo deixou o cigarro. (Foto: Corbis.com)

Responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil, o tabagismo é reconhecido, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma doença epidêmica. A dependência da nicotina faz com que os fumantes se exponham continuamente a mais de quatro mil substâncias tóxicas, fator de risco para aproximadamente 50 doenças, principalmente as respiratórias e cardiovasculares, além de vários tipos de câncer. Atento a este cenário, o Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), oferece ampla assistência a quem quer parar de fumar, desde o acompanhamento do paciente por profissionais de saúde até a oferta de medicamentos – entre adesivos, pastilhas, gomas de mascar e o antidepressivo bupropiona.

A ações previstas no Sistema Único de Saúde para estimular os fumantes a vencerem a dependência estão inseridas no Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNTC). Só nos últimos dois anos (2010 e 2011), 242,4 mil pacientes foram atendidos em unidades credenciadas ao PNTC. Desse total, estima-se que quase metade – 115,5 mil pessoas – deixou de ser fumante. “Para ter acesso ao tratamento, basta estar decidido a parar de fumar e procurar uma unidade de atendimento credenciada”, orienta o diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, José Miguel do Nascimento.

Atualmente, o SUS conta com cerca de 2,3 mil unidades credenciadas para o tratamento do tabagismo em mais de mil municípios nos 26 estados e no Distrito Federal. A relação destas unidades pode ser obtida junto às secretarias municipais de saúde.

ATENDIMENTO

“Ao procurar apoio para deixar de fumar, o paciente realiza exames e passa por uma avaliação clínica, onde o profissional identifica qual a relação do fumante com o cigarro e traça um plano terapêutico para ele”, explica José Miguel do Nascimento. O tratamento é realizado por meio de consultas individuais ou sessões em grupo para a prevenção a uma possível recaída.

Caso haja indicação, são prescritos medicamentos com o objetivo de reduzir os sintomas da síndrome de abstinência à nicotina. “O objetivo é fazer com que a pessoa reflita sobre os benefícios de uma vida sem cigarro e se mantenha firme na decisão”, completa o diretor de Assistência Farmacêutica.

Pesquisas mostram que, todo ano, cerca de 80% dos fumantes desejam parar de fumar; porém, apenas 3% deles conseguem. “O que comprova que o acompanhamento profissional e a conscientização sobre a importância de se manter o tratamento são essenciais para o alcance da meta”, destaca Nascimento.

MEDICAMENTOS

A adesão ao Programa Nacional de Controle do Tabagismo depende do interesse das secretarias municipais de saúde. O governo federal é responsável pela compra e distribuição dos medicamentos às secretarias de saúde.

Os quantitativos de produtos que são enviados aos estados e, posteriormente, aos municípios são definidos pelo Inca. Por ano, o Ministério da Saúde investe cerca de R$ 22,5 milhões na aquisição de medicamentos para o tratamento do tabagismo pelo SUS.

Assistência odontológica no SUS aumenta 15 vezes

Com o Brasil Sorridente, quantidade de atendimentos salta de 10 milhões para 150 milhões de pessoas. Cobertura populacional do programa cresce 400%. Avanços são apresentados no Dia Nacional da Saúde Bucal e do Cirurgião Dentista

(Foto: Corbis.com)

No Dia Nacional da Saúde Bucal e do Cirurgião Dentista, celebrado nesta quinta-feira (25), o país tem motivos para comemorar a data. Instituído em 2004, o Brasil Sorridente, coordenado pelo Ministério da Saúde, já é o maior programa de assistência odontológica pública e gratuita do mundo. Desde que foi criada, a estratégia aumentou em 15 vezes a quantidade de atendimentos à população: saltou de 10 milhões para 150 milhões de consultas por ano. A cobertura populacional do programa também cresceu substancialmente (400%): passou de 18,2 milhões de brasileiros assistidos antes do Brasil Sorridente para 92 milhões de pessoas beneficiadas atualmente.

Inserido na Política de Saúde Bucal do Sistema Único de Saúde, o Brasil Sorridente inovou com medidas de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal dos brasileiros. Hoje, oito anos após seu lançamento, o programa já está presente em cerca de 90% dos municípios. Atualmente, 1.304 cidades contam com Laboratórios Regionais de Próteses Dentárias (LRPDs) e, em todo o país, já são 915 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) em pleno funcionamento – estruturas que não existiam até a criação do Brasil Sorridente. “Passamos a ser referência internacional até para os países considerados desenvolvidos. Isso é motivo de orgulho para os brasileiros e para os profissionais de saúde”, analisa o coordenador-geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, Gilberto Pucca.

Nos CEOs são oferecidos tratamentos endodônticos (canal), atendimento a pacientes com necessidades especiais, cirurgia oral menor, periodontia e exames para detectar câncer bucal, entre outros serviços. Nos LRPDs foram produzidos, até o último mês de agosto, 256.336 próteses dentárias. Até o final do ano, a meta é chegar a 400 mil unidades – quantidade 12,5 vezes maior que a produção de próteses, no país, antes da criação do Brasil Sorridente.

INVESTIMENTOS

Até 2014, o Ministério da Saúde investirá R$ 3,6 bilhões no Brasil Sorridente. Os recursos são destinados à melhoria da tecnologia, estrutura e contratação de profissionais para o programa, com o objetivo de se ampliar ainda mais o acesso dos brasileiros às ações de saúde bucal no SUS.

“Muito mais que a questão estética, a ausência de dentes interfere diretamente na vida social da pessoa, causando problemas emocionais e fisiológicos, prejudicando o funcionamento de todo o corpo”, observa Gilberto Pucca. “Por isso, a recuperação da mastigação reflete diretamente na saúde, na auto-estima e na qualidade de vida do paciente”, completa o coordenador.

UNIDADES MÓVEIS

Populações que vivem em locais de difícil acesso aos serviços convencionais de saúde, como assentamentos rurais ou quilombolas, não foram esquecidas pelo plano de ampliação da rede de assistência odontológica no SUS. Para eles, foram criadas as Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), que funciona como um consultório odontológico itinerante para a realização de serviços por Equipes de Saúde Bucal que atuam na Estratégia Saúde da Família.

Cada unidade conta um consultório equipado com cadeira odontológica, kit de pontas (motor), cadeira do dentista (mocho), refletor, amalgamador e fotopolimerizador (equipamentos que fazem o preparo dos produtos utilizados nas restaurações dos dentes), aparelho de raios-X e autoclave (para esterilização dos instrumentais). As UOMs contam com ar-condicionado, lavatório, reservatórios de água, armários para armazenagem de material e gerador de energia. Atualmente, 180 unidades estão funcionando no país e, até 2014, serão entregues à população mais mil novos veículos.

CIRURGIÕES-DENTISTAS

Quase 30% do total de cirurgiões-dentistas do país – mais de 64 mil profissionais – atuam no Brasil Sorridente. O programa também conta com outros 25 mil trabalhadores, entre técnicos e auxiliares em saúde bucal e de próteses dentárias.

O cirurgião-dentista foi a categoria de nível superior que mais cresceu no SUS, em quantidade de profissionais, nos últimos dez anos. Só no período de 2003 a 2012, a quantidade cirurgiões aumentou 60%, o que revela a importância deles para o SUS. De acordo com Gilberto Pucca, atualmente, o “grande empregador da Odontologia é o Sistema Único de Saúde”.

“Isso é bom para todos; principalmente, para a população, que tem muito mais acesso à assistência odontológica. Desde o lançamento do Brasil Sorridente, a saúde bucal passou a ser, de fato, uma prioridade na saúde pública e não apenas algo para quem tinha dinheiro e podia pagar pelos serviços”, destaca Pucca.

 

Fonte: MS – DAB – Saúde Bucal

SUS – 22 anos de conquistas e desafios

Por Odorico Monteiro, médico, professor da UFC, especialista da Fiocruz e secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, no Blog da Saúde.

Sistema Único de Saúde (SUS) é referência para o mundo em saúde pública e universal. Fruto de um longo processo de lutas e conquistas da sociedade civil organizada, o Sistema nasceu junto com o processo de redemocratização do Brasil e hoje, aos 22 anos, tem muitos desafios a serem superados.

Atendendo à população de um país continental, os números do SUS são do tamanho de sua ousadia e mostram que, apesar das dificuldades e limitações, o Sistema caminha para fazer jus ao seu princípio basilar: garantir assistência universal e integral à saúde dos brasileiros, com qualidade e em tempo adequado.

Em termos de leito hospitalar, por exemplo, o SUS oferece hoje mais de 350 mil dos 503 mil leitos disponíveis no país. Leitos de UTI são mais de 17 mil, representando 49% do total existente. Todos os brasileiros são usuários do SUS, que não é apenas atendimento médico. O SUS é um sistema de Vigilância em Saúde, Ambiental e Epidemiológica, com ações de Promoção da Saúde que acontecem 24 horas por dia, 365 dias por ano. Da água que bebemos ao tratamento mais complexo, aí está o SUS.

No quesito assistência hospitalar e ambulatorial, dependem exclusivamente do SUS 145 milhões de pessoas. Têm atuação permanente no Sistema 2 milhões de profissionais, que atuam em 64 mil estabelecimentos de saúde. Por ano, são realizados cerca de 3,4 bilhões de procedimentos ambulatoriais e quase 480 milhões de consultas médicas.

É para o SUS que a maioria dos brasileiros recorre quando precisa de atendimento de alta complexidade. Somente em 2011, foram realizados 10,5 milhões de procedimentos para câncer (quimioterapia e radioterapia), 282 mil cirurgias cardíacas, 98 mil cirurgias oncológicas e 21 mil transplantes. O Sistema movimenta 90% do mercado de vacinas e 70% do de equipamentos hospitalares.

A gestão interfederativa e participativa do SUS é outra grande conquista, que faz do Sistema uma referência mundial em administração pública. Na Constituição Federal e na Lei 8.080/90, a Saúde é definida como direito do povo e dever do Estado. Na Lei 8.142/90, as conferências, realizadas a cada quatro anos, e os conselhos de saúde, ganharam status de instâncias colegiadas do poder deliberativo.

No Decreto 7.508/11, foi conferida maior legitimidade às Comissões Intergestores Bipartite, Tripartite e Regional, compostas por representações das esferas estadual, municipal e federal. O Decreto trouxe também o Contrato Organizativo de Ação Pública (COAP), que organiza atribuições dos gestores, garantindo que as Regiões de Saúde ofertem atendimento de baixa, média e alta complexidade, reduzindo o trânsito de pacientes. Pelo COAP, o cidadão também poderá acompanhar os compromissos assumidos e sua execução.

Este é o SUS que amadurece com a democracia e é uma de suas representações mais concretas. Enfrenta crises, limitações, mas segue forte rumo a metas sempre ousadas. O foco é sempre o mesmo, a saúde do povo brasileiro.

 

Fonte: http://blogsaudebrasil.com.br/2012/09/14/sus-22-anos-de-conquistas-e-desafios/

SUS passa a distribuir cinco novos medicamentos para artrite

Cinco novos medicamentos biológicos vão passar a ser distribuídos pelo SUS para tratamento de artrite reumatoide. São eles:

    • abatacepte;
    • certolizumabe pegol;
    • golimumabe;
    • tocilizumabe e;
    • rituximabe.

Os medicamentos biológicos apresentam alta tecnologia e são produzidos a partir de células vivas, sem uso de componentes sintéticos, o que diminui a possibilidade de rejeição.

O SUS já disponibiliza dez medicamentos para o tratamento da doença, sendo que três são biológicos e sete farmacológicos. Os tratamentos são iniciados com os farmacológicos, mas 30% dos pacientes não respondem ou apresentam algum tipo de intolerância, passando então a tomar os biológicos.

Com a inclusão desses novos remédios, o paciente terá mais opções na hora do tratamento. Além de diminuírem a atividade da doença e as dores, os medicamentos previnem danos irreversíveis nas articulações.

O SUS tem o prazo de até 180 dias para efetivar a oferta dos medicamentos.

Veja aqui quais são os sintomas da artrite reumatoide

 

Fonte: Site Drauzio Varella

 

Diretor do DAB analisa pesquisa da Ouvidoria Geral do SUS

O diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Hêider Pinto, faz análise do resultado da Pesquisa de Avaliação dos Usuários sobre a Atenção Básica feita pela Ouvidoria Geral do SUS (SEGEP/MS). Segue, na íntegra, as duas primeiras partes da avaliação. Em breve será publicada a terceira parte do artigo, com os dados da pesquisa relativos à satisfação dos usuários com os serviços prestados nas UBS.

Na opinião dos Usuários a Atenção Básica Vai Bem. Porém…

Introdução

No primeiro semestre de 2012 o Ministério da Saúde publicou o “Relatório Preliminar da Pesquisa de Satisfação com Cidadãos usuários e não usuários do SUS quanto aos aspectos de acesso e qualidade percebida na atenção à saúde”realizada pelo Departamento de Ouvidoria Geral do SUS (DOGES) e formulada com a participação do Departamento de Atenção Básica (DAB) e contribuições do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS (DEMAS) e de diversos especialistas.

A pesquisa teve como objetivo “avaliar o grau de satisfação dos usuários do SUS quanto aos aspectos de acesso e qualidade percebida na atenção básica e urgência/emergência, mediante inquérito amostral” e foi realizada por ETAC (entrevistas telefônicas assistidas por computador) com amostra aleatória de números de telefones fixos e móveis a partir de bases de dados fornecidas por empresas de telefonia.

Foram ouvidos mais de 26 mil cidadãos com 16 anos ou mais em todo o país que tinham ou não usado o SUS nos últimos 12 meses para vacinação, consultas, exames, atendimento de urgência, internação ou para medicamentos, ou ainda que tivessem dependentes que utilizaram algum desses serviços. Para aqueles que utilizaram foi aplicado um questionário de até 41 perguntas. Para aqueles que não utilizaram foi aplicado um questionário menor. A amostra foi construída com o objetivo de avaliar a situação do país como um todo e de cada uma das capitais do Brasil e das cidades com mais de 500 mil habitantes em particular.

Essa foi a primeira aplicação de um inquérito que pretende ser periódico e possibilitar o acompanhamento e evolução da situação permitindo que se trace tendências e municie a tomada de decisão referente aos elementos pesquisados.

Antes de mais nada, temos que ressaltar a importância do Ministério da Saúde ter colocado no centro de sua avaliação, formulação e planejamento de políticas públicas a escuta dos cidadãos, tendo avançado num conceito de “ouvidoria ativa” reiteradamente enfatizado pelo Ministro Alexandre Padilha.

Esse artigo pretende dar destaque e refletir sobre alguns achados dessa pesquisa, que teve relativamente pouca repercussão tanto nos meios especializados quanto nos meios de comunicação em geral. Partindo do relatório disponível, vamos tratar na primeira parte do que se compreende como “usuário do SUS” na pesquisa e quais elementos interessantes percebemos na comparação entre usuários e não usuários. Na segunda parte discutiremos os dados relacionados ao acesso dos usuários. Na terceira e última parte trataremos dos dados relacionados à satisfação dos usuários com os serviços prestados e concluiremos identificando pontos que deverão ser aprofundados até o próximo inquérito, outras iniciativas em curso que podem contribuir com o aprofundamento de algumas questões suscitadas pela reflexão sobre os achados dessa pesquisa e levantaremos ainda interrogações para estudos futuros. Leia mais

Acesso a medicamentos para asma aumenta em 94%

Em dois meses, mais de 141 mil pessoas retiraram medicamentos antiasmáticos que estão disponíveis, gratuitamente, nas farmácias populares de todo o Brasil.

O número de pessoas beneficiadas com remédios para asma cresceu em 94% desde o dia 4 de junho, quando foram incluídos três novos medicamentos no Saúde Não tem Preço, ação integrante do Programa Farmácia Popular. A comparação é com os 60 dias que antecedem a gratuidade destes antiasmáticos. Em dois meses, o volume de pacientes atendidos no país passou de 73.104 para 141.559. Minas Gerais é o estado com o maior número de pessoas que retiraram os medicamentos gratuitos. Durante esse período, mais de 37 mil pacientes tiveram acesso aos antiasmáticos nos municípios mineiros. O Rio Grande do Sul é o segundo estado, com 35 mil beneficiados.

O Ministério da Saúde decidiu incluir os medicamentos para asma no programa por constatar que, após a gratuidade dos remédios para hipertensão e diabetes, a venda dos antiasmáticos foi a que mais cresceu nas farmácias populares, chegando a 322% de aumento em um ano. Com intuito de aumentar o acesso e diminuir o número de internações pela doença, a partir de junho, o governo assumiu a contrapartida que era paga pelo cidadão e começou a oferecer, de graça, três antiasmáticos em 10 apresentações: brometo de ipratrópio, diproprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol. Em todo o país, são mais de 20 mil farmácias, entre públicas e particulares, que distribuem os medicamentos.

A ação faz parte do programa Brasil Carinhoso, lançado em maio pela presidenta Dilma Rousseff, cujo objetivo é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. A asma está entre as principais causas de internação entre crianças nesta faixa etária. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) – em decorrência da doença – 77,1 mil foram crianças nesta faixa etária. Cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano em decorrência desta doença, de acordo com pesquisa Vigitel (Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Leia mais