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Resveratrol 2012: especialistas discutem uso do vinho tinto contra o câncer

Pesquisas realizadas no Reino Unido já comprovaram que duas taças de vinho diárias podem reduzir, pela metade, tumores intestinais

 

Composto presente na casca de uvas vermelhas é uma das grandes promessas na luta contra o câncer entre outras doenças. (Foto: Corbis.com)

Segunda Conferência Científica Internacional sobre Resveratrol e Saúde ou, simplesmente, Resveratrol 2012. O nome da conferência que será realizada de 5 a 7 de dezembro na Universidade de Leicester, no Reino Unido, faz alusão ao composto encontrado na casca de uvas vermelhas considerado um importante coadjuvante no tratamento do câncer.

Embora os benefícios potenciais para a saúde do Resveratrol sejam conhecidos há algum tempo, ainda não há prova de sua eficácia em seres humanos, nem qual a melhor dose a ser utilizada. Condições que não permitem o seu uso em larga escala.

As pesquisas que estão sendo realizadas em Leicester, focam justamente os níveis de Resveratrol que podem ser benéficos na prevenção do câncer. Utilizando modelos de laboratório, eles descobriram que uma quantidade diária de Resveratrol equivalente a dois copos de vinho pode reduzir tumores intestinais pela metade.

A professora Karen Brown, uma dos organizadoras do Resveratrol 2012, afirma que “a segunda conferência, que reúne todos os especialistas mundiais em Resveratrol, é uma fantástica oportunidade de discutir as potencialidades do composto no tratamento do câncer, além do diabetes, doenças neurológicas e cardíacas.

O evento segue os resultados da primeira conferência internacional sobre o resveratrol, realizada em 2010, na Dinamarca. Os pesquisadores agora esperam Leicester para tirar suas conclusões do laboratório para a próxima fase, através da realização de ensaios clínicos onde seria possível encontrar o nível ideal de Resveratrol em humanos.

“Muitos pacientes poderiam tomar Resveratrol como um complemento, mas como no momento não sabemos quais as reações ou melhor dosagem, ainda não podemos lançar mão de seus benefícios. Já sabemos que altas doses de resveratrol podem potencialmente interferir com outros medicamentos,” completa Brown.

A conferência, que incluirá mais de 65 palestras de pesquisadores de todo mundo, vai produzir uma seleção de relatórios com a atualização mais recente sobre as pesquisas globais realizadas com o Resveratrol, bem como o próximo conjunto de recomendações para a pesquisa científica e o uso da substância.

Fonte: R7.com

Exercício elimina células velhas e fortifica sistema imune contra o câncer

Prática de atividade física após o tratamento quimioterápico remodela células T imunes e ajuda a proteger contra a doença futura.

 

Atividade física torna células T mais sensíveis em pacientes semanas após o fim da quimioterapia e fortifica resposta contra cânceres futuros.
(Foto: Corbis.com)

Pesquisadores do University of Nebraska Medical Center, nos EUA, descobriram que a prática de exercício após o tratamento quimioterápico pode fortificar o sistema imunológico contra cânceres futuros.

A pesquisa sugere que a atividade física torna as células T mais sensíveis em pacientes semanas após o fim da quimioterapia.

A descoberta pode ajudar a explicar por que o exercício pode reduzir significativamente as chances de cânceres secundários em sobreviventes ou reduzir as chances de câncer por completo em pessoas que nunca tiveram a doença.

Laura Bilek e seus colegas analisaram células T no sangue dos sobreviventes de câncer antes e depois um programa de exercício de 12 semanas.

Eles descobriram que uma parcela significativa dessas células imunes se converteu de uma forma senescente, que não é tão eficaz no combate à doença, para uma forma pronta para combater câncer e infecções.

Baseados em estudos anteriores que mostraram uma associação entre o exercício e um menor risco de câncer, os pesquisadores decidiram investigar como o exercício afeta o sistema imunológico de pacientes com câncer.

Trabalhando com um grupo de 16 sobreviventes de câncer, os investigadores se centraram nas células T, tipo de célula imune que ataca uma variedade de agentes infecciosos, bem como as células cancerosas.

Após a quimioterapia, pesquisas anteriores haviam demonstrado que a maioria das células T tornam-se senescentes, com uma redução da capacidade de combater infecções e cânceres.

No entanto, a reconstrução da resposta dessas células é fundamental para recuperar a função imunológica normal e a habilidade anticâncer.

Os pesquisadores primeiro retiraram amostras de sangue de cada um dos voluntários para examinar quantas células T senescentes e quantas células T ativas cada um tinha.

Em seguida, todos os participantes do estudo foram matriculados em programas de 12 semanas de exercícios. Todos os programas foram individualizados para os participantes do estudo, incorporando elementos de exercício cardiovascular, treinamento de força e resistência, e exercícios de flexibilidade, postura e equilíbrio, com ênfase em áreas onde os participantes eram fracos.

Após o programa de 12 semanas, os pesquisadores recolheram uma segunda amostra de sangue de cada voluntário e analisaram a mesma célula T.

Os resultados mostraram que a proporção de células T senescentes e ativas mudaram favoravelmente na maioria dos participantes, com a maioria dos sujeitos do estudo recuperando um maior número da variedade ativa.

“O que estamos sugerindo é que com o exercício, você pode se livrar de células T que não são úteis e abre espaço para as células T que podem ser úteis na prevenção da doença”, afirma Bilek.

A equipe ressalta que a descoberta destaca a importância do exercício para todos, incluindo aqueles com câncer e sobreviventes de câncer.

“Há uma longa lista de benefícios positivos do exercício. Se o exercício de fato fortalece o sistema imunológico e, potencialmente, melhora a vigilância do câncer, devemos educar mais os pacientes sobre mudanças no estilo de vida”, conclui Bilek.

Fonte: R7.com

Estudo conclui que HPV aumenta em 5 vezes o risco de câncer de garganta

Vírus é transmitido sexualmente e tem relação com câncer de colo de útero. Pesquisa reviu 55 estudos feitos nas duas últimas décadas.

O vírus do papiloma humano (HPV), que é transmitido sexualmente e geralmente está associado ao câncer de colo do útero, também aumenta em cinco vezes o risco de câncer no aparelho vocal, segundo um estudo publicado na revista “Journal of Infectious Diseases”.

Pesquisadores chineses combinaram os resultados de 55 estudos das últimas duas décadas, e descobriram que 28% das pessoas com câncer de laringe tinham tecidos tumorais com resultados positivos para o vírus do papiloma humano (HPV).

Mas esse índice variou amplamente de estudo para estudo — desde a ausência do HPV em pacientes com câncer de garganta, até uma taxa de infecção de 79% nos pacientes com tumores.

“A infecção pelo HPV, especialmente pelo tipo HPV-16, de alto risco, foi apontado como significativamente associado ao risco de carcinoma de células escamosas de laringe”, escreveu o coordenador do estudo, Xinagwei Li, da Academia Chinesa de Ciências Médicas e da Faculdade Médica da Universidade de Pequim.

Além de reverem os estudos, os pesquisadores analisaram também 12 trabalhos que comparavam tecidos cancerosos e não-cancerosos em um total de 630 pacientes. Eles concluíram que os tecidos cancerosos de garganta tinham 5,4 vezes a chance de dar positivo para um exame de HPV, em relação ao tecido não-canceroso.

“Estamos descobrindo que o HPV parece estar ligado a vários carcinomas de células escamosas da cabeça, pescoço e garganta”, disse William Mendenhall, oncologista especializado em radioterapia, da Universidade da Flórida, em Gainesville, que não participou do estudo.

“Acho que o risco do HPV em câncer de laringe é provavelmente relativamente baixo”, acrescentou. “A maioria dos pacientes que vemos atualmente vindo com câncer de laringe têm um forte histórico de tabagismo, e também de consumo pesado de bebidas.”

Além do cigarro e do álcool, a má alimentação e a exposição a certas substâncias químicas podem aumentar o risco de cânceres de cabeça e pescoço (incluindo laringe).

A Sociedade Americana do Câncer estima que 12.360 pessoas receberão um diagnóstico de câncer de laringe nos EUA em 2012, e que haverá 3.650 mortes em decorrência da doença.

Mendehall disse que, de todos os cânceres de cabeça e pescoço, o HPV parece desempenhar um papel maior não no de laringe, e sim no câncer das amígdalas e do fundo da língua.

“A exposição é provavelmente décadas antes. Alguém que desenvolva um câncer da base de língua aos 50 anos provavelmente foi exposto ao vírus anos antes, na adolescência ou na faixa dos 20 anos”, afirmou.

Pelo menos metade das pessoas sexualmente ativas contrai HPV em algum momento da vida, segundo autoridades dos EUA, mas o vírus geralmente é eliminado pelo sistema imunológico. Apenas algumas das mais de 40 cepas do HPV estão associadas ao câncer.

Fonte: Globo.com

INCA aponta menor incidência de alguns tipos de câncer no país

Rio de Janeiro – Estudo do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta queda nas taxas de incidência e mortalidade para tipos da doença em algumas cidades do país.

Curitiba (PR) é a capital com a maior queda de casos novos de câncer (9,4%) e mortes (7,9%). São Paulo (SP) e Goiânia (GO) também apresentaram redução significativa (7,4% dos casos e 3,6% das mortes ) e (4,9% dos casos e 3,2% das mortes), respectivamente.

Para o câncer de colo de útero, o estudo aponta que das 11 cidades com Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP), com pelo menos oito anos de informações consolidadas, nove apontam tendência de queda nos casos e nas mortes, duas registraram tendência de alta na incidência e uma tendência de alta da mortalidade. Em Salvador, por exemplo, entre os anos de 1997 e 2004, houve redução de 5,3% na incidência e 3,5% na mortalidade. A estimativa do instituto, até o fim do ano, é que quase 18 mil mulheres, em todo o país, sejam diagnosticadas com a doença.

Para o diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, o declínio é resultado das campanhas de prevenção feitas no país nos últimos 20 anos e do diagnóstico precoce das doenças. Ele destacou a importância dos dados para a continuação das pesquisas sobre o câncer. “Isso não é motivo para nos contentarmos, ao contrário, isso é motivo para nos estimular a dizer: ‘Olha, tem sido feito coisas que estão dando certo, então precisamos aumentar ainda mais a vigilância e a eficiência e produzir esses documentos que permitem fazer as análises de acompanhamentos e projeções'”, avaliou.

O câncer de mama também apresentou redução nas taxas de incidência e morte. Estima-se que 80% das mulheres diagnosticadas com a doença têm sobrevida, percentual superior ao demais países da América Latina. Das 11 cidades avaliadas, a maioria apresentou taxas estáveis para incidência e mortalidade. Quatro apontaram tendência de alta na incidência e três, na de mortalidade, de acordo com o estudo Informativo Vigilância do Câncer.

Apesar do resultado positivo em relação ao câncer de mama, Santini ressalta que é preciso fazer um esforço para melhorar a qualidade dos exames de mamografia. “O exame da mamografia é o mais importante para a detecção precoce do câncer de mama. Ele já detecta a existência do câncer. A mamografia, se feita e analisada de forma correta, é fundamental para reduzir a mortalidade. Não é só garantir o acesso ao exame, mas sim garantir o acesso com qualidade”, destacou.

Além desses dois tipos, foram analisados também as tendências de incidência e mortalidade dos cânceres de próstata, estômago e de cólon e reto. Em relação ao de pele, devido à baixa letalidade, foi analisada apenas a tendência de incidência.

O Rio de Janeiro, sede do Inca, ficou de fora dos estudos. De acordo com Santini, a “falha” é em decorrência da dificuldade na implementação das políticas de saúde pública. “É uma questão bastante complexa. Isso não é negligência da atual administração, mas sim, uma consequência da superposição de autoridades na história da saúde pública do Rio de Janeiro. É uma história de competição e não de cooperação”, disse.

O lançamento do estudo marca o Dia Nacional de Combate ao Câncer. O estudo reúne informações coletadas em 22 estados que têm o RCBP, indicador do Inca, com pelo menos um ano consolidado. Ainda engloba 11 cidades que têm o RCBP por pelo menos oito anos, com o objetivo de analisar as tendências da doença no país. Os dados coletados são de 1987 a 2009, dependendo da cidade avaliada.

 

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

Papel da família é fundamental no tratamento do câncer infantil

Foto: Corbis.com

Em meados da década de 1960, o câncer ainda era considerado uma doença de adultos. Não acometia as crianças. Ouvir dizer que uma garota ou garoto estava com a doença era motivo de surpresa e comoção geral, e o diagnóstico era encarado como uma sentença de morte.

Não se tinha muito conhecimento sobre a doença nos mais jovens, especialmente a respeito da sua evolução. As crianças acabavam por receber o mesmo tratamento dos adultos, embora o câncer infantil tenha características biológicas e orgânicas completamente diferentes. Na fase adulta, o surgimento da doença está relacionado muitas vezes a fatores ambientais, como acontece com fumo e câncer de pulmão, sol e câncer de pele. Nas crianças, pelo pouco tempo de vida, geralmente não há esse tipo de conexão, o que dificulta ou mesmo impede a prevenção.

O oncopediatra Sérgio Petrilli, superintendente do Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), explica que os tumores pediátricos afetam geralmente as células do sistema sanguíneo, por isso as neoplasias mais incidentes nas crianças são as leucemias (câncer dos glóbulos brancos), os linfomas (do sistema linfático) e os tumores cerebrais, seguidas por neuroblastoma (das células do sistema periférico), tumor renal (em especial o de Wilms), ósseo, germinativo (nas gônadas) e câncer de retina. “Nas crianças, a doença tem evolução mais rápida, porque as células cancerígenas se dividem mais depressa, diferentemente dos adultos, que têm células mais maduras que evoluem lentamente”, explica Petrilli.

Por se dividirem mais rapidamente, o tratamento do câncer da criança deve ser mais intensivo, com várias doses de medicação em intervalos curtos. A alta toxicidade causa efeitos colaterais que devem ser acompanhados de perto. “Os quimioterápicos acabam abaixando a quantidade de glóbulos brancos e vermelhos, por isso é importante manter o tratamento de suporte (transfusão de glóbulos e plaquetas) para impedir que isso a deixe debilitada e propensa a novos problemas de saúde”, afirma o oncopediatra. Em contrapartida, os resultados da quimioterapia são mais efetivos nas crianças que nos adultos.

Percepções da criança durante o tratamento

As crianças percebem que está acontecendo algo de errado com ela, notam que seu corpo não está como antes e sentem as reações aos medicamentos, que as deixam mais debilitada. Por isso, a psiconcologista Maria Letícia Rotta, coordenadora do setor de psicologia da AACC (Associação de Apoio à Criança com Câncer), orienta que é essencial os pais serem sinceros com os filhos e explicarem, com linguagem simples, o que realmente está acontecendo. “A criança precisa ser ativa no processo do seu próprio tratamento. Ela tem que entender o que esta acontecendo e que é importante tomar os remédios, para que assim consiga seguir as orientações e combater a doença.”

Não se deve omitir nenhum detalhe: é preciso afirmar que o remédio é ruim, que o cabelo vai cair e que haverá alguns desconfortos como náuseas, feridas na boca, diarreia, infecção e anemia, mas que isso fará com que a saúde dela melhore. “Alguns assuntos serão mais difíceis de ser abordados, como por exemplo a morte. Geralmente, esperamos a criança trazer o assunto à tona. Ela vai acabar falando sobre algo, já que percebe que alguns amiguinhos deixaram de frequentar o hospital. Nesse momento, é importante explicar o que aconteceu, deixando claro que, apesar de os riscos existirem, eles diminuem quando o tratamento é feito da maneira correta.”

O maior medo das crianças, entretanto, não costuma ser a morte. “O maior temor é em relação à picada para tomar o soro”, comenta Sérgio Petrilli. Mas como têm mais facilidade para se adaptar a novas situações, elas logo perdem esse receio e se acostumam. “Com o tempo, muitas vezes elas passam a gostar de vir ao hospital para poder brincar com os amigos. Isso ajuda bastante na aceitação e aderência ao tratamento”, afirma o oncopediatra.

Pais e irmãos

Como o papel dos pais é de extrema importância no tratamento das crianças, é preciso que eles também façam acompanhamento psicológico, já que alguns passam por um longo processo de aceitação e demoram para acreditar no que está acontecendo. “Alguns pais pedem para não contarmos para a criança a respeito da doença. Procuramos tirar essas resistências. A partir do momento em que a criança entende a doença dela, a aderência ao tratamento é muito maior”, relata Petrilli.

Em geral, os centros de atendimento à criança com câncer oferecem terapias psicológicas para toda a família. Além de ser fundamental para o apoio emocional, os pais aprendem a lidar com outras situações que não se referem diretamente à criança doente. Por exemplo, a relação com os irmãos. “Esse é um assunto bem delicado. Quando há uma criança com câncer em casa, temos uma família que precisa de cuidados. Como há um elo mais frágil, que precisa de cuidados médicos, algumas vezes o irmão ou irmã não recebe mais a mesma atenção dos pais e acaba se sentindo isolado, o que gera ciúme. É muito comum o irmão adotar uma postura mais agressiva e ir mal na escola para conseguir de volta toda a atenção dos pais”, explica a psiconcologista Maria Letícia Rotta.

O ideal é incluir a outra criança no tratamento do paciente, explicar o que está acontecendo, que o irmão precisa de mais cuidado naquele momento. “Distribua funções para todos os membros da família. Diga ao irmão que ele está encarregado de ajudar o outro. Inclua-o nas visitas ao hospital e, se possível, leve-o para brincar com as crianças dos centros de apoio”, sugere Rotta.

Os pais devem cuidar, mas não adotar um perfil diferente no trato com o filho doente. Isso ajuda a evitar problemas de ciúme nos irmãos e ainda auxilia no tratamento da própria criança. “A pior coisa que existe para criança e para o tratamento é o sentimento de comiseração”, enfatiza Petrilli. “Quando os pais ficam bajulando o paciente, eles passam a tratá-lo como frágil e ‘coitadinho’ demais, sem dar esperança para uma possível cura. Sem contar que a criança acaba ficando mais dengosa e manhosa”, completa.

O importante é deixar a criança com a rotina mais próxima possível do normal e sem isentá-la de broncas e limites. “Muitas vezes ela vai pedir para faltar a uma atividade por estar debilitada. Não há problema nenhum em conceder o pedido, mas deixe claro que ela precisará repor isso mais para frente. À medida que você cuida e coloca limites ao mesmo tempo, vai mostrando que ela vai ficar boa. A criança percebe que tem um futuro e que vai conseguir levar uma vida normal em pouco tempo”, explica a psiconcologista.

 

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella

Publicada lei que dá prazo para tratamento do câncer

Norma entra em vigor em 180 dias e estabelece que terapias deverão ser iniciadas no prazo de até 60 dias após o diagnóstico da doença. Medidas coordenadas pelo Ministério da Saúde já estão sendo implementadas para a ampliação do acesso e da qualidade da assistência oncológica no SUS

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que fixa o prazo de até 60 dias para o início do tratamento de câncer maligno pelo Sistema Único de Saúde, contado a partir do diagnóstico da doença. De acordo com a Lei 12.732, publicada sem vetos no Diário Oficial da União desta sexta (23), o primeiro tratamento no SUS será considerado efetiva mediante a realização de quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, conforme a necessidade do paciente, atestada na prescrição do médico.

A lei entra vigor em 180 dias, período em que os estados deverão elaborar planos regionais para o aprimoramento da assistência oncológica à população. Contudo, desde o ano passado, o Sistema Único de Saúde já vem implementando medidas coordenadas pelo Ministério da Saúde, voltadas à ampliação do acesso e da qualidade do atendimento a pacientes com câncer. “As ações têm o objetivo de incentivar os estados e municípios a modernizarem e integrarem a rede de atendimento para que a assistência ao paciente oncológico comece no menor prazo possível, o que é fundamental para o sucesso do tratamento da doença”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Até o final deste ano, o investimento financeiro do Ministério da Saúde em procedimentos hospitalares, tratamentos e cirurgias na área oncológica deve chegar a R$ 2,4 bilhões – R$ 200 milhões a mais do que foi investido que 2011. Em relação a 2003, os recursos aplicados neste setor mais que dobraram (143% de reajuste).

Só para o atendimento a pacientes com câncer citopatológico e de mama, por exemplo, o SUS conta atualmente com cerca de 300 serviços de saúde. Outros nove hospitais especializados neste segmento estão em processo de estruturação nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. E mais sete estabelecimentos de saúde deverão ser habilitados nos estados de Alagoas, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de mais uma unidade em São Paulo e na Bahia.

Em relação a mamografias realizadas no SUS, só no primeiro semestre deste ano foram contabilizados 2,1 milhões deste tipo de exame de rastreamento. Este quantitativo é 16% maior que o número de mamografias em 2011, ano em que também foram feitas, pelo Sistema Único de Saúde, 94 mil cirurgias oncológicas (40% a mais que em 2003) e 2,4 milhões de quimioterapias (100% a mais que em 2003).

A REDE

Atualmente, os pacientes atendidos pelo SUS contam com 32 serviços de radioterapia, quantidade que chegará a 80 unidades (até 2015). Para isso, o Ministério da Saúde reservou R$ 505 milhões para a ampliação da rede de assistência neste segmento. Os recursos também serão utilizados na aquisição de acelerados lineares, equipamentos usados em radioterapia.

A Lei 12.732 estabelece, ainda, que as terapias oncológicas deverão ser atualizadas, sempre que necessário, com o objetivo de se adequar a assistência no SUS ao conhecimento científico e à disponibilidade de novos tratamentos. Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde autorizou a incorporação de quatro medicamentos (Nilotinibe, Mesilato de imatinibe, Rituximabe e Trastuzumabe) e três procedimentos oncológicos (Ablação por radiofrequência, Injeção percutânea de etanol e Quimio-embolização) na rede pública de saúde.

A POLÍTICA

Em 2005, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Atenção Oncológica, para reforçar ações de controle ao câncer. Desde 2003, também realiza campanhas e ações de conscientização e prevenção dentro do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e do Programa Nacional de controle do Câncer do Colo do Útero e de Mama. E, ano passado, a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica em todo o país.

No Brasil, o câncer representa a segunda causa de mortes. Até o final deste ano, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que serão registrados cerca de 523 mil casos novos da doença. Os tipos de câncer com maior incidência no país são o de pele, próstata, mama e pulmão.

 

Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde – Ascom/MS

Câncer infantil: diagnóstico precoce e quimioterapia permitem cura de até 80%

Foto: ABR

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, todos os anos, cerca de 9 mil casos de câncer infantil são detectados no país. Os tipos mais comuns são a leucemia (doença maligna dos glóbulos brancos) e os linfomas (que se originam nos gânglios). A boa notícia é que o diagnóstico precoce e a quimioterapia, juntos, representam a principal arma contra a doença e permitem índices de cura que chegam a 80%.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, lembrado hoje (23), a onco-hematologista e diretora técnica do Hospital da Criança de Brasília, Isis Magalhães, lembrou que a doença em crianças é diferente da diagnosticada em adultos. Nas crianças, as células malignas são geralmente mais agressivas e crescem de forma rápida. Os tumores dificilmente são localizados e o tratamento não pode ser feito com cirurgia, destacou a especialistas, em entrevista à Agência Brasil.

Outra peculiaridade do câncer infantil é que não há forma de prevenção, uma vez que não é possível explicar a razão do surgimento dos tumores. Isis alertou que os sinais da doença podem ser facilmente confundidos com os de quadros bastante comuns em crianças, como infecções. Alguns exemplos são o aparecimento de manchas roxas na pele e anemia. Os sintomas, entretanto, devem se manifestar por um período superior a duas semanas para causar algum tipo de alerta.

“É preciso saber identificar quando aquilo está passando do limite e quando é normal. Afinal, qual criança não tem uma mancha roxa na canela de vez em quando? Dependendo da situação, a lista de sinais causa mais desespero nos pais do que ajuda”, explicou. A orientação, segundo ela, é levar as crianças periodicamente ao pediatra.

Isis também defende que os próprios oncologistas pediátricos orientem profissionais de saúde da rede básica sobre os sinais de alerta do câncer infantil. A ideia é que o pediatra geral e o agente de saúde, por exemplo, sejam capazes de ampliar seu próprio grau de suspeita, prescrever exames mais detalhados e, se necessário, encaminhar a criança ao especialista.

“A doença não dá tempo para esperar. É preciso seguir o protocolo à risca, porque essa é a chance da criança. O primeiro tratamento tem que ser o correto”, disse. Isis destacou também a importância de centros especializados de câncer infantil, já que a doença precisa ser combatida por equipes multidisplinares, compostas por oncologistas, pediatras, neurologistas, cardiologistas, infectologistas e mesmo psicólogos, odontólogos e fisioterapeutas, além do assistente social.

Luziana Alves de Carvalho, de 29 anos, conhece bem essa rotina de especialistas e exames oncológicos. O filho Madson foi diagnosticado com leucemia pela primeira vez quando tinha apenas 3 anos. Enfrentou sessões de quimioterapia, ficou livre da doença, mas, aos 7 anos, ela voltou. Durante os quatro anos de luta contra o câncer, o menino só conseguiu frequentar o primeiro ano da pré-escola.

Antes de iniciar o tratamento na capital federal, a família morava no município de Santa Maria da Vitória (BA). “Nunca tinha ouvido falar em leucemia. Nem sabia muito bem o que era o câncer. No interior, não temos essas coisas. Os médicos diziam que ele tinha uma infecção na garganta ou uma virose”, contou Luziana. Os sintomas iniciais apresentados pelo menino eram manchas roxas no corpo, dor de estômago e muito cansaço.

Atualmente, Madson está bem de saúde. A próxima sessão de quimioterapia está prevista para o dia 4 de dezembro e a última deve se ser em janeiro de 2013. Os planos de Luziana para o Ano-Novo da família incluem voltar para a Bahia com o filho curado e matricular o menino na escola. “Ele sente muita falta de casa e chora pedindo para assistir à aula. Se Deus quiser, vai dar certo.”

 

Fonte: Agência Brasil

23/Nov – Dia de Combate ao Câncer Infantil

Ninguém quer acreditar que uma doença tão forte e traiçoeira como o câncer possa alcançar um ser tão pequeno e frágil quanto uma criança. Por esse motivo a surpresa e o desespero da maioria dos pais, ao se deparar com tal diagnóstico. Felizmente, as pesquisas sobre o assunto vêm se desenvolvendo a passos largos e hoje o câncer infanto-juvenil já pode ser vencido, se diagnosticado a tempo.

Pensando nisso, em 2008, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 11.650 que institui o DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER INFANTIL a ser comemorado anualmente no dia 23 de novembro. Tal lei tem como objetivos: estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil; promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer; apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol das crianças com câncer; difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil; apoiar as crianças com câncer e seus familiares.

Graças ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, hoje cerca de 70% das crianças que descobrem possuir câncer, conseguem alcançar a cura.

Se você apóia a prevenção e o diagnóstico precoce dessa doença, compartilhe essa informação. Quanto mais gente souber que o câncer pode ser tratado mais sorrisos estaremos distribuindo pelo Brasil.

Fonte: Blog Anjos da Enfermagem

Sintomas de Câncer de próstata

Sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinjam um tamanho considerável.

Diagnóstico de Câncer de próstata

Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.

O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75-80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.

Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares.

Fatores de risco

Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. Quanto mais jovem o homem em quem o câncer for detectado, maior a probabilidade de haver um componente hereditário.

O que é Câncer de próstata?

É o tipo de câncer que ocorre na próstata: glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis.

Prevenção

Alguns médicos recomendam a realização do toque retal e da dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames. Não existem evidências de que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens que não apresentem sintomas diminua a mortalidade por câncer de próstata. Manter uma alimentação saudável, não fumar, ser fisicamente ativo e visitar regularmente o médico contribuem para a melhoria da saúde em geral e podem ajudar na prevenção deste câncer.

Fonte: Minha Vida – Saúde, alimentação e bem estar.

NOVEMBRO AZUL

CAMPANHA DE COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA

 

A intenção do COSEMS-PB durante todo esse mês de novembro é sensibilizar os homens acima de 40 anos sobre a importância do diagnóstico precoce do Câncer de Próstata, o que aumenta as chances de cura.