Óleo de coco emagrece e faz bem à saúde. Mito ou verdade?

Foto: Corbis

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O óleo de coco extra virgem é uma das substâncias mais procuradas para quem busca emagrecimento mais “saudável”, mas fique atento, pois as opiniões variam sobre o tema e segundo a Dra Luciana Spina, Médica Endocrinologista com Doutorado e Mestrado em Endocrinologia pela UFRJ, o resultado da ingestão desse complemento alimentar pode ter efeito inverso ao esperado.

O óleo de coco é um produto que deriva da espécie cocos nuciferas (essa espécie de coco é da família das palmeiras, é a única classificada no gênero de cocos, sua origem é do nordeste da América do Sul). Esse óleo vegetal, conhecido também como manteiga de coco, não é submetido ao processo de refinamento e desodorização, sendo extraído a partir da polpa do coco fresco e maduro por processos físicos.

São inúmeras as promessas vinculadas ao uso contínuo do produto: emagrecedor “natural”, reduzir as taxas dos triglicerídeos e do mau colesterol (LDL), além do aumento do bom colesterol. Assim, ele é facilmente encontrado em farmácias e lojas de produtos naturais, com preço que pode variar entre R$ 25,00 e 108,00 – por sessenta cápsulas – ou de R$ 29,00 à 45,00 – a embalagem de 200ml,  na versão líquida.

Um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC/UFRJ) verificou indícios de que a ingestão de óleo de coco aumenta o nível do colesterol bom. A pesquisa foi realizada para a dissertação de mestrado de Christine Erika Vogel, orientada pelas professoras-adjuntas Márcia Soares da Mota e Eliane Lopes Rosado, do setor de Nutrição Clínica do INJC e publicada no site da UFRJ.

“- A ideia da pesquisa surgiu do fato de a literatura científica apontar a importância da qualidade do lipídio ingerido como um adjuvante no tratamento dietoterápico da obesidade. Estudos prévios propuseram que os triglicerídeos de cadeia média (TCM), tipo de lipídio encontrado no óleo de coco, favorecem a perda de peso por induzirem o aumento do gasto energético basal e da termogênese induzida pela dieta” — esclarece Márcia Soares, em matéria publicada no site da UFRJ.

O estudo foi realizado da seguinte forma: vinte e nove homens, entre 20 e 59 anos, obesos de grau 1, participaram da pesquisa. O primeiro passo foi fazer exame de sangue para verificar os parâmetros bioquímicos — colesterol, insulina, glicose e lipídios. Também foram considerados: a massa corporal, os percentuais de massa magra e massa gorda.  Em seguida, os pacientes foram divididos aleatoriamente em dois grupos. “Ambos fizeram uma dieta que consistia no consumo de pão branco, queijo cottage, creme cracker e suco industrializado. Porém, um grupo teve que ingerir 13g de óleo de coco extravirgem, enquanto o segundo ingeria a mesma quantidade de óleo de soja”,   explica Soares.

Posteriormente, os pesquisadores formularam uma dieta balanceada para os voluntários. No jantar, metade teria que consumir 13g de óleo de coco, como tempero, e a outra metade 13g de óleo de soja. Após 45 dias novos testes sanguíneos comprovaram as expectativas do estudo, evidenciando o aumento dos índices do colesterol HDL nos pacientes que utilizaram o óleo de coco, que ainda reduziu as taxas de glicemia – glicose em jejum – e a resistência à insulina, fatores positivos para prevenção e controle do diabetes, relatam os pesquisadores. Apesar dos resultados a professora Márcia Soares alerta: “ainda não se pode, a partir desses dados preliminares garantir uma recomendação populacional de uso do óleo de coco, pois há a necessidade de expandirmos o tempo de estudo e aumentarmos o número de voluntários, visando à confirmação dos efeitos benéficos.”

O alerta da pesquisadora é ratificado  e ampliado pela Dra, Luciana Spina, que em entrevista concedida ao Portal do Consumidor afirmou que: “O óleo de coco não dever ser usado como emagrecer. Óleo de coco é gordura saturada, e, em tese,  é uma gordura ruim.”

A Especialista Titulado em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia afirma que não há uma comprovação cientifica que esse óleo funcione e explica que os resultados positivos atribuídos ao produto não são verdadeiros. A médica nos relatou que em seu consultório alguns pacientes que usaram o óleo de coco  por conta própria não perderam peso e, em alguns, até tiveram aumento do LDL colesterol (conhecido como colesterol ruim), responsável pelo mecanismo de aterosclerose.

Ao perguntamos a Dra. Spina qual o conselho que ela daria para quem faz uso contínuo desse produto em busca dos benefícios à saúde. Ela é categórica: “Usar óleo de coco para emagrecer é um mito. Não existe comprovação científica desse benefício. O meu conselho é seguir uma dieta balanceada, praticar atividade física e consumir óleos ricos em ômega 3 que são benéficos para a saúde.”

Fica a dica!

A Dra Luciana Spina é Médica Endocrinologista com Doutorado e Mestrado em Endocrinologia pela UFRJ. Especialista Titulado em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. 

 

Fonte: https://portaldoconsumidor.wordpress.com

Fibromialgia

fibromialgiaA fibromialgia é um conjunto complexo de sintomas e a sua causa e natureza não são conhecidas. O nome FIBROMIALGIA significa dores nos músculos e tecidos conectivos fibrosos (ligamentos e tendões). Afeta inúmeras partes do corpo levando assim a uma grande dificuldade em a diagnosticar. A doença é uma síndrome de dor crônica caracterizada por dor muscular, sono não reparador, rigidez muscular, fadiga, depressão, ansiedade e dor à pressão em 18 pontos específicos. Trata-se de uma doença complexa, sem prevenção, portanto esta deve ser baseada nos cuidados gerais da sociedade, como uma vida regrada, boa higiene do sono, exercício físico regular, alimentação saudável e medidas de combate ao stress excessivo e prolongado. O prognóstico da fibromialgia é mau e condena o utente a dor crônica e limitações funcionais que nunca melhoram completamente, apenas podem ficar mais suportáveis com a optimização dos cuidados gerais de saúde.

Os sintomas principais são:

  • Dor – A dor é crônica e difusa por todo o corpo. A intensidade da dor varia de acordo com as horas do dia, a intensidade dos esforços produzidos, a condição climatérica, a qualidade do sono na noite anterior, aspectos emocionais ou stress.

Uma das características essenciais da fibromialgia é também a existência de áreas sensíveis à pressão chamadas pontos dolorosos, que ao mínimo toque desperta dor. Estes pontos dolorosos localizam-se em áreas bem identificadas sobre músculos, tendões e tecido adiposo e distribuem-se generalizada e simetricamente.

  • Fadiga – A fadiga tem maior intensidade de manhã e frequentemente agrava-se a meio da tarde. Este tipo de fadiga não passa com o repouso como acontece noutras situações, ela é persistente e muitas vezes referida como uma espécie de cansaço mental com grande dificuldade de concentração. A falta de energia, leva a que no dia-a-dia a execução de tarefas consideradas simples levem a pessoa à exaustão.
  • Distúrbios do sono – Mesmo dormindo o número de horas necessárias, os doentes com fibromialgia acordam mais cansados do que quando se deitaram pois não atingem o estádio mais profundo do sono – este é superficial e com constantes acordares durante a noite.
  • Rigidez muscular – Para além da dor, a rigidez é a pior coisa de lidar. Manifesta-se ao acordar ou após longos períodos de permanência na mesma posição, quer sentado quer em pé.
  • Perturbações cognitivas – De dia para dia, vários sintomas variam: a dificuldade de concentração, falta de memória, confusão mental.
  • Perturbações gastrointestinais – Referem-se problemas gastrointestinais dos quais se destacam a obstipação, diarreia, dores abdominais, gases e náuseas.
  • Dores de cabeça – Dores de cabeça recorrentes assim como enxaquecas, que podem limitar a atividade diária do doente.
  • Hipersensibilidade química – Na multiplicidade dos sintomas, a intolerância e hipersensibilidade a determinados cheiros, ruídos, luzes intensas, medicamentos, alimentos e produtos de limpeza e higiene são também frequentemente referenciados.

Outros sintomas comuns

Dormência e formigamentos nas extremidades, intolerância ao frio, sensação de secura na boca e olhos, alergias, depressão, ansiedade, alterações de humor, dor torácica não cardíaca, tonturas, zumbidos nos ouvidos, visão turva ou desfocada, edema subjectivo e disfunção temporo-mandibular entre outros.

Estes sintomas são muitas vezes agravados por fatores externos como o stress, frio, umldade, ruído, mudanças climáticas, excesso de esforço e fatores internos como a ansiedade, depressão e variações hormonais.

Fonte: Clínica da Família Rinaldo De Lamare.

A corrida pela medicina personalizada

The New York Times*

Centros de pesquisa de câncer disputam por espaço para mapear genes de pacientes e avançar em direção a tratamentos mais precisos. (Foto: Corbis)

Centros de pesquisa de câncer disputam por espaço para mapear genes de pacientes e avançar em direção a tratamentos mais precisos. (Foto: Corbis)

Ventiladores elétricos rosnavam como se fossem aviões em decolagem e luzes verdes piscavam em um porão da Escola de Medicina Monte Sinai, Nova York, onde um novo supercomputador de US$3 milhões reunia rapidamente grandes quantidades de informação genética e biológica.

Há poucos quilômetros de distância, as concorrentes Faculdade Weill Cornell e o Hospital Presbiteriano de Nova York construiam um centro de pesquisa de US$ 650 milhões.

Do outro lado da rua, estava um recém concluído centro de pesquisa de U$ 550 milhões que servirá de base para outro concorrente, o Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering.

Grandes centros médicos acadêmicos em Nova York e em todos os Estados Unidos estão gastando e recrutando pesadamente no que se tornou uma disputa na guerra contra o câncer. Os investimentos são baseados na crença de que o estabelecimento médico está se movendo em direção ao sequenciamento do genoma de cada paciente na busca de “medicina de precisão”, uma trajetória para a prevenção e tratamento baseado nas mesmas características especiais e únicas dos genes do paciente.

Entre outros projetos, a Escola de Medicina de Harvard tem o seu Núcleo de Informática Biomédica, que entre uma ampla gama de abordagens utiliza modelos matemáticos para prever quando a informação genética pode levar a um tratamento mais eficaz. O Hospital de Crianças de Phoenix inaugurou o Instituto Ronald A. Matricaria de Medicina Molecular, em dezembro, recrutando investigadores de Los Angeles e Baltimore e planejando sequenciar os genomas de 30 % de seus pacientes de câncer infantil em sua busca de melhores terapias.

Johns Hopkins, com seu foco na saúde pública, pretende desenvolver um “programa de sequenciamento genômico sistemático” durante os próximos dois anos, que combinará análise genômica com a exposição de um paciente a um certo ambiente, histórico familiar e outros fatores para apoiar a medicina preventiva, disse Scott Zeger, vice-reitor da investigação. Leia mais

Acupuntura no SUS ajuda pacientes com dores sem solução e já está até na UTI

Foto: Corbis

Agulhas já são usadas por médicos de várias especialidades, de ortopedistas a psiquiatras. (Foto: Corbis)

As agulhadas usadas para aliviar a dor do motoqueiro ferido no trânsito e internado na UTI também são empregadas para tratar a perna da senhora que já passou por todos os médicos, sem resultados. Eles são exemplos de pacientes que estão entre os 1,2 milhão de atendimentos de acupuntura feitos no Sistema Único de Saúde (SUS) no último ano.

De acordo com um levantamento inédito feito pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), o total de consultas realizadas em 2011 – tabulados por meio do banco de dados do Ministério da Saúde – representa um aumento de 76,4% comparado as 680 mil feitas no ano anterior.

O crescimento do chamado método alternativo gratuito tem a contribuição das mais variadas especialidades médicas, da ortopedia à psiquiatria. De forma pioneira, é utilizado até mesmo em meio ao maquinário das unidades de terapia intensiva (UTI), como conta Fernando Genschow, médico do CMBA e um dos autores da resolução nacional que estabeleceu, em 2006, as diretrizes da introdução da acupuntura no SUS.

“Acupuntura é neurociência. É um método muito versátil porque as agulhas promovem estímulos neurológicos repercutidos em todas as células do corpo”, afirma o especialista, que atua no Hospital do Distrito Federal.

[pullquote align=”right” textalign=”right” width=”30%”]Em um ano, atendimentos pelo sistema público crescem 76%.[/pullquote]

“Por isso, no último ano introduzimos a técnica nas UTIs. Atendemos especialmente as vítimas de acidentes de trânsito, a maioria motociclistas, com múltiplos traumas no corpo.”

Segundo Genschow, são dois objetivos principais que justificam o emprego das agulhas para pacientes que exigem cuidados intensivos: o alívio da dor, indicação que concentra a maior parte das pesquisas científicas sobre acupuntura, e melhora da função respiratória dos acidentados.

“Como o tratamento promove uma reprogramação cerebral isso repercute na melhora da respiração. A necessidade de um respirador artificial é a mais frequente para manter o paciente na UTI. Então, além de melhorar a qualidade de vida, a acupuntura também pode reduzir o tempo de internação. Lá na ponta, isso pode até reduzir os custos hospitalares”, completa o especialista. Leia mais

Tiques nervosos, piscar nos olhos, o que pode ser e como é seu tratamento

Tiques nos olhos, piscar nos olhos, olhos piscando demasiadamente, tremor nos olhos são queixas frequentes nas pessoas. Muitos mitos circundam estes sintomas, muita culpa se coloca no estresse (stress), ansiedade, preocupação, depressão, realmente eles podem interferir nestas queixas, mas existem diversos diagnósticos distintos.

Tiques nos olhos, piscar os olhos excessivamente pode ser do quadro da síndrome de Tourette. A síndrome de Tourette é uma doença neurológica que cursa com tiques motores e fônicos além de alterações comportamentais como coprolalia, compulsões, e outros.

Os tiques são vivenciados como algo irresistível (como por exemplo a necessidade de espirrar) e que precisa por fim se manifestar. Os tiques são piorados (porém não causados) por estresse e ansiedade e diminuem com o relaxamento ou com a concentração em uma tarefa prazerosa.

Os tipos de tiques são motores ou vocais, simples ou complexos, os tiques simples são:

  • Motores – piscar os olhos, repuxar a cabeça, encolher ombros, fazer caretas, tensão abdominal ou de outras partes do corpo.
  • Vocais – pigarrear, grunhir, estalar a língua, fungar e outros ruídos.

Os tiques complexos são:

  • Motores – pular, tocar as pessoas ou coisas, cheirar e retorcer-se;
  • Vocais – palavras ou frases fora do contexto; ecolalia (repetição de um som, palavra ou frase); coprolalia (dizer palavras de baixo calão, insultos, obscenidades).

Estudo clínico mostra uma nova opção para o tratamento dos tiques e síndrome de Tourette

Estudo Americano publicado na revista Journal of Neurology Neurosurgery and Psychiatry, usando topiramato (topamax, toptil, amato) na dose média de 118 mg mostrou bons resultados no tratamento dos tiques motores e fônicas e da síndrome de Tourette.

Se você tem tiques PROCURE UM NEUROLOGISTA! Ele poderá fazer o seu diagnóstico e tratamento correto.

Fonte: Artigonal

Prevenção e tratamento: saiba como diferenciar sobrepeso e obesidade

Mais do que um problema com a aparência física, o sobrepeso e a obesidade causam desde uma série de problemas médicos até incômodos sociais e emocionais. “A obesidade é uma epidemia mundial de causa multifatorial resultante da interação de fatores genéticos mas, sobretudo, ambientais, que causa impactos na qualidade de vida. Já o sobrepeso é um alerta de que o indivíduo está a um passo de se tornar obeso”, esclarece Loraine de Moura Ferraz, nutricionista do Serviço de Assistência e Tratamento da Obesidade Mórbida (SATOM) do Hospital Federal do Andaraí (HFA), vinculado ao Ministério da Saúde.

A especialista explica que a Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o excesso de peso baseando-se no índice de massa corporal (IMC). O cálculo é feito dividindo o peso (em quilogramas) pela altura (em metros) ao quadrado. Esta fórmula possibilita diagnosticar se uma pessoa tem um peso normal (IMC de 20 a 25), se está com sobrepeso ou excesso de peso (IMC de 25 a 30) ou ainda, se está obesa (IMC superior a 30).

Ela explica que a gravidade da obesidade é dividida em grau I (moderado excesso de peso) quando o IMC situa-se entre 30 e 34,9; grau II (obesidade leve ou moderada) com IMC entre 35 e 39,9 e, por fim, grau III (obesidade mórbida) na qual IMC ultrapassa 40.

“É importante que paciente e profissional da Saúde fiquem atentos para que os cuidados comecem antes do sobrepeso se tornar obesidade. Os problemas com a saúde, como aumento da pressão arterial, diabetes, artrites, dislipidemias, distúrbios cardiovasculares, respiratórios e gastrointestinais, já começam nesta fase”, observa Loraine.

[pullquote align=”left|center|right” textalign=”left|center|right” width=”30%”]“É importante consumir diariamente porções do grupo de cereais, tubérculos, legumes, verduras e frutas e evitar comidas gordurosas, açúcar e sal em excesso”[/pullquote]

De acordo com a nutricionista do HFA, a maioria dos casos de excesso de peso ocorre quando se associa o abuso da ingestão calórica ao sedentarismo. “São hábitos que começam errado desde a infância. Parece genético porque a família toda está acima do peso, no entanto, é causado pelo mau hábito familiar, como ingestão em excesso de fast food, açúcares e pouco exercício físico”, observa Loraine.

Ela indica a promoção de bons hábitos alimentares desde a infância, com base no Guia Dez Passos para uma Alimentação Saudável. “É importante consumir diariamente porções do grupo de cereais, tubérculos, legumes, verduras e frutas e evitar comidas gordurosas, açúcar e sal em excesso”, frisa. E diminuir o tempo que crianças ficam em frente à TV e ao computador e estimular brincadeiras que gastem energia, como pular corda e jogar bola.

Se a pessoa já está com o IMC acima de 25, o que indica sobrepeso, ela lembra que é importante a conscientização da equipe de saúde sobre a importância da assistência multidisciplinar, buscando a melhora física, psíquica e social, para garantir a qualidade da assistência oferecida. “É essencial fazer dieta acompanhada com profissional qualificado e, após avaliação cardiológica, praticar atividade física para ajudar na perda de peso. Além disso, o endocrinologista deve ser procurado quando a pessoa tem problema hormonal como diabetes e hipotireoidismo”, explica Loraine.

Ela ressalta que sobrepeso e obesidade também causam problema social. “A pessoa não encontra roupa adequada, não consegue passar em roleta giratória ou ao menos encontrar cadeira apropriada em cinema, teatro ou avião. Isto acaba levando a pessoa ao isolamento”, frisa Loraine.

Linha de Cuidado

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou na terça-feira (19) portaria que cria a Linha de Cuidados Prioritários do Sobrepeso e da Obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). A nova linha define como será o cuidado, desde a orientação e apoio à mudança de hábitos até os critérios rigorosos para a realização da cirurgia bariátrica, último recurso para atingir a perda de peso.

A pessoa com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25) poderá ser encaminhada a um pólo da Academia da Saúde para realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para receber orientações para uma alimentação saudável e balanceada. Toda a evolução do tratamento será acompanhada por uma das 37 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), presentes em todos os municípios brasileiros.

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/

Enquanto o bebê não vem…

O casal decide ter filhos, abandona os métodos anticoncepcionais e depois de pouco tempo recebe a visita da cegonha com um bebê saudável e muito desejado. A história parece simples, mas não é. Calcula-se que 15% dos casais em idade reprodutiva encontrem dificuldades para obter uma gravidez natural, necessitando de ajuda especializada. De acordo com Assumpto Iaconelli Junior, diretor da clínica Fertility – Centro de Fertilização Assistida (SP), 80% conseguirão engravidar no primeiro ano, 5% apenas após dois anos e a taxa de gravidez entre os restantes caiverticalmente, com apenas2% de gestação a cada 12 meses. Portanto, para realizar o sonho de ser mãe é preciso ter paciência, uma vez que os médicos só consideram que há algum problema após o período de um ano de tentativas (mulheres com até 35 anos) ou seis meses (acima de 36 anos), sem contraceptivos.

Além disso, a fecundação – junção do espermatozoide com o óvulo que forma o embrião – só acontece quando a mulher está no período fértil, e do total de espermatozoides ejaculado, apenas 1% consegue entrar no útero e somente uns poucos conseguem chegar até as trompas, local onde acontecerá a concepção.

A boa notícia é que a medicina já oferece diversas alternativas de tratamento para quem quer engravidar. “O desenvolvimento socioeconômico do País na última década tem modificado o perfil dos casais que buscam ajuda para engravidar. Os tratamentos da área de reprodução humana, antes tidos como pouco acessíveis à população, devido aos altos valores envolvidos, agora estão ao alcance de grande parte dos brasileiros”, afirma o especialista Daniel Suslik Zylbersztejn, médico do Setor de Reprodução Humana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Múltiplas causas

Durante muito tempo, os problemas de fertilidade eram atribuídos às mulheres. Mas atualmente, sabe-se que são vários os fatores que levam o casal a se deparar com a dificuldade de engravidar. E a origem da infertilidade é distribuída: 30% são causas femininas, 30% são causas masculinas e 40% têm causa mista, ou seja, tanto a mulher quanto o homem apresentam simultaneamente alterações que levam ao quadro de infertilidade. Veja os principais problemas acometidos por ambos os sexos:

HOMENS
Segundo Jonathas Borges Soares, especialista em reprodução assistida do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), são várias as causas que podem levar à infertilidade masculina. Elas podem ser genéticas ou mesmo idiopáticas, ou seja, desconhecidas pela medicina. Alguns homens podem não conseguir ter uma relação sexual (impotência), e há casos de ausência total de espermatozoides no sêmen. As outras causas são:
 Varicocele: é uma doença caracterizada pela dilatação das veias (varizes) testiculares. Ela gera um aumento crônico da temperatura testicular, acarretando um prejuízo na produção e na qualidade dos espermatozoides produzidos.
 Alterações hormonais: a baixa produção de espermatozoides ou a produção inadequada de espermatozoides podem ocorrer devido a problemas hormonais (produzidos pela hipófise).
 Tratamento quimioterápico: certos medicamentos que são usados no tratamento do câncer podem causar infertilidade. Anabolizantes diminuem a produção de espermatozoides.

 

MULHERES
A maioria das causas de infertilidade feminina é ocasionada por três grandes fatores: fator ovulatório (ovulação), fator tubário e endometriose. Causas principais:
 Mioma: são tumores uterinos benignos, formados por tecido muscular, que ocorrem em até 50% das mulheres no período reprodutivo. “Embora a doença possa não apresentar sintomas, algumas sentem dor, há aumento do volume do abdome, do fluxo menstrual, casos de infertilidade e aborto”, diz Marcio Coslovsky, especialista em reprodução humana do Centro de Medicina Reprodutiva Huntington (RJ).
 Endometriose: é a presença do tecido endometrial fora da cavidade uterina. Os sintomas são dor pélvica, associada ou não à atividade sexual e/ou menstruação. “O tecido presente na cavidade abdominal descama a cada ciclo menstrual, gerando a endometriose e afetando o funcionamento adequado dos mais diversos órgãos: ovários, tubas uterinas, intestino e bexiga”, fala Zylbersztejn.
 ovários policísticos: as mulheres com a síndrome do ovário policístico não ovulam todo mês, por isso é mais difícil engravidar. Essa alteração ovariana pode gerar atraso ou ausência das menstruações, acne e até aumento da oleosidade no corpo, além de crescimento considerável dos pelos.
 Problemas hormonais: alterações nos hormônios, como o aumento de prolactina ou doenças da tireoide, podem influenciar o ciclo ovariano e causar a dificuldade.
 Lesões nas trompas: algum bloqueio ou obstrução nas trompas resultará no impedimento da chegada dos espermatozoides até o óvulo.


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Fonte: Site da revista Vida Saúde (texto: Samantha Cerquetani)

A dimensão do abandono aos idosos

Foto: Corbis.com

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O “Fantástico” de domingo último, dia 13, exibiu diversas modalidades de violência contra pessoas idosas envolvendo cuidadores remunerados e familiares. A matéria afirmou que as “denúncias de crimes contra idosos crescem quase 200% em um ano”; que elas triplicaram entre 2011 e 2012; e que os “crimes mais denunciados são negligência e violência psicológica. Depois, vêm abuso financeiro e econômico, violência física e abandono”.

Há anos tenho a percepção de que os pronto-socorros se esvaziam no Natal, período em que, desde a antevéspera, há uma pressão familiar exagerada para que idosos e acamados em geral recebam alta. Simples. Natal é festa em casa, e nenhum familiar quer ficar em hospital com doente. Daí a insistência pela alta. Algo bem diferente do restante do ano.

Via de regra, a tendência é se insurgir contra a alta hospitalar, exigindo que seu familiar idoso ou fisicamente dependente permaneça no hospital ad aeternum, sob diferentes argumentos, mas, na base, em geral, está o desejo de não levá-lo para casa.

No Ano Novo, uma festa de rua, dá-se o inverso. A partir do dia 30, começa a romaria do retorno de idosos e acamados para o pronto-socorro, exigindo que fiquem internados. Até uma troca de sonda nasoentérica é motivo para uma esculhambação para que aquele doente fique no hospital. Um disparate total. Dá náuseas.

Há famílias, e são várias, que dão até endereço errado! Pelo rodízio familiar, era a vez de uma fulana cuidar do pai por uma semana. Simples. Ela chamou o Samu, sob o argumento de crises convulsivas (descobrimos que era mentira!), e levou o velho, que não tinha nada, apenas era acamado há anos. Ao fazer a ficha de atendimento, ela deu endereço e telefone de outra irmã e sumiu! A cuidadora viajou para o réveillon na praia! Foi um bafafá, porque a filha cujo endereço estava na ficha de atendimento se recusava a buscar o pai no hospital e só compareceu sob ameaça de um BO por abandono de incapaz! Chegou, cinco horas depois, esbravejando e ameaçou todo mundo de negligência, omissão de socorro…

Há casos em que a pessoa doente está de alta, sobretudo pós Acidente Vascular Cerebral (AVC), com sequelas incapacitantes para a vida autônoma, em que a família fica enrolando por semanas, alegando que precisa se preparar para recebê-la em casa… Se são muitos filhos, o hospital vira um ringue… Cada um tirando o corpo fora mais que o outro… Mas todos querem ser o “procurador” junto do INSS.

Houve um caso em que cada um dos quatro filhos solicitou declaração de que a mãe, com sequelas graves pós-AVC, estava impossibilitada de receber a pensão pessoalmente. Como a declaração havia sido dada à filha que a internou e que, perante o hospital, era a responsável por ela, inclusive em dois atendimentos anteriores, o mundo quase veio abaixo. Disse-lhes que fossem resolver o caso deles na polícia.

Todavia, o que mais dá a dimensão de completo abandono é de idosos, acamados e crianças com miíase (mye=moscas; ase=doença), o que se chama na roça de “bicheira”, coisa não rara em Belo Horizonte. Fico possessa, pois acho que gente não é para ser comida viva por bichos!

Puxando pela memória, expus, sucintamente, alguns casos, apenas para demonstrar diferentes graus de violação dos direitos humanos que as famílias perpetram contra seus familiares com dependência física de cuidados, com o intuito de demonstrar a banalização e a naturalização da violência a que estão submetidos no cotidiano. Alguém tem de dar um basta em tamanha desgraça.

Fonte: Jornal O TEMPO
 
Via: Viomundo

Cura sem mutilação

Foto: Corbis.com

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Duzentos anos atrás, a cirurgia era a única técnica para curar tumores malignos. Em 1812, foi publicado o primeiro número do The New England Journal of Medicine, a revista médica de maior circulação até os dias de hoje. Como parte da comemoração do 200º aniversário, a revista fez uma revisão dos principais trabalhos sobre a evolução da cirurgia oncológica.

Em 1809, bem antes do advento da anestesia, Ephraim McDowell removeu um tumor ovariano, demonstrando que tumores malignos de órgãos internos poderiam ser curados por intervenções cirúrgicas, desde que realizadas por mãos hábeis no menor tempo possível, por causa da dor. Foi a primeira cirurgia abdominal realizada nos Estados Unidos.

Em 1846, John Collins Warren descreveu o primeiro uso público da anestesia. Com o doente anestesiado havia possibilidade de realizar cirurgias mais complexas, embora associadas a taxas altíssimas de complicações infecciosas.

Em 1867, Joseph Lister introduziu a antissepsia nas práticas operatórias, passo fundamental para os avanços no tratamento do câncer ocorridos no século XIX e nas primeiras décadas do século XX. Ficou claro que qualquer órgão afetado por um tumor maligno poderia ser abordado cirurgicamente.

Nessa época, trabalhava em Chicago um cirurgião que exerceu enorme influência entre seus pares: William Halsted, hoje, nome de uma das avenidas da cidade. Em 1894, Halsted introduziu a técnica que ficou conhecida internacionalmente como mastectomia radical, baseada num conceito novo: a “ressecção em bloco”.

A mastectomia radical preconizava a retirada da mama inteira, dos ­músculos peitorais abaixo dela e de todos os linfonodos da axila, em continuidade – daí o nome de ressecção em bloco. A pele ficava apoiada diretamente sobre as costelas e os músculos intercostais, mutilação com grande impacto na feminilidade e na vida das mulheres.

O princípio que norteou Halsted era o de que as células malignas se espalhariam de modo centrífugo, da mama para as estruturas vizinhas. A cura só seria possível se os tecidos adjacentes fossem retirados em um único bloco, juntamente com o tumor ­primário, para evitar que sobrassem células ­tumorais no trajeto.

Em diversos centros do mundo, inclusive no Brasil, alguns cirurgiões influentes levaram tão a sério as ideias de Halsted, que passaram a realizar a chamada mastectomia radical ampliada, na qual retiravam também os linfonodos existentes na fossa supraclavicular.

Em pouco tempo, as ressecções em bloco foram adotadas para tumores de outros órgãos. O princípio de radicalidade descrito por Halsted tornou-se o primeiro mandamento da oncologia cirúrgica, apesar da falta de evidências científicas e da fragilidade dos argumentos que o sustentavam.

Foram necessários 74 anos para que a lógica das mastectomias radicais e das ressecções em bloco fosse questionada, curiosamente, por outro cirurgião americano: Bernard Fisher.

Com base em experimentos com camundongos, Fisher propôs que as células do câncer de mama teriam acesso aos linfonodos e à corrente sanguínea mesmo em fases precoces do desenvolvimento. O comprometimento macroscópico dos linfonodos seria simples reflexo regional da ­doe­nça já disseminada.

A mastectomia radical, segundo ele, era a um só tempo too much and too little. Isto é, exagerada no caso de tumores pequenos e insuficiente para curar tumores avançados.

Nos anos seguintes, numa série de estudos clínicos com milhares de pacientes, conduzidos por um grupo cooperativo mais tarde batizado como National Surgical Adjuvant Breast and Bowel Project (NSABP), Fisher demonstrou que o câncer de mama poderia ser tratado com operações muito mais econômicas, com os mesmos índices de cura e resultados estéticos incomparavelmente superiores.

A metodologia empregada pelo NSABP na análise dos dados estatísticos tornou-se obrigatória nos estudos. Nasceu a ­cirurgia oncológica moderna.

Publicado em Carta Capital
Fonte: Blog Saúde Brasil

Estresse

foto: Corbis.com

O nível de estresse dos trabalhadores aumentou consideravelmente nos últimos anos. Segundo a especialista Marilda Lipp, presidente do Instituto de Psicologia e Controle do Stress, o alastramento do estresse se deve a uma mudança de valores associada ao avanço tecnológico, que estimula o trabalhador a ficar em constante estado de alerta.

“As pessoas vivem como se estivessem no meio de um furacão, sempre colocando força e energia extrema em tudo o que fazem”, explica Lipp. “Mas esse ritmo enlouquecido não está nos garantindo felicidade e bem-estar.” Por isso, as pessoas adoecem.

Existe um estresse positivo, que alerta, aumenta a adrenalina e anima. Ele ajuda na produtividade e dá asas à criatividade. Mas, se mantido por muito tempo, pode se tornar prejudicial. É perigoso ultrapassar os limites individuais e esgotar a capacidade de adaptação. Aí vem o efeito oposto: a energia mental fica reduzida, a produtividade e a capacidade de trabalho caem.

Nessa fase, além de força e vigor, o estresse frequentemente provoca taquicardia, tensão muscular, boca seca, nó no estômago, mãos frias e suadas e, em estágios mais avançados, sensações de desgaste generalizado e dificuldade de memória. A qualidade de vida piora muito.

Reduzir os efeitos do estresse é um desafio para os trabalhadores e seus empregadores. Entre policiais e bombeiros, o índice de estresse subiu para aproximadamente 51% entre 2006 e 2011, e um dos motivos é que falta um treinamento adequado em técnicas de enfrentamento.

Entre executivos, o índice de estresse também aumentou dramaticamente. “Há 10 anos, o percentual de executivos brasileiros com estresse era de aproximadamente 45%. Agora é de 49%”, diz Lipp, que publicou estudo sobre o assunto. Dos profissionais que trabalham em escritórios sem exercer cargos de chefia, 35% têm sinais de estresse. “A pressa se tornou uma constante, e ela estressa.”

O governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), tem subsidiado programas antiestresse e de valorização do policial e demais servidores da Segurança Pública. Mas, segundo Lipp, ainda são poucas as empresas que assumem a responsabilidade sobre o nível de estresse de seus empregados e possuem programas efetivos de prevenção.

A especialista sugere algumas alternativas para reduzir o estresse negativo no trabalho, para empregados e empregadores:

  • Melhorar o relacionamento com colegas, chefes e subordinados;
  • Controlar o estresse e a raiva;
  • Gerenciar bem o tempo de cada atividade;
  • Realizar testes periódicos de estresse;
  • Buscar horários flexíveis;
  • Campanhas de esclarecimento e repúdio ao assédio moral;
  • Sala de relaxamento;
  • Atividade física e alimentação adequada (convênios com academias e nutricionistas);
  • Psicoterapia.

“Não se deve esperar o trabalhador adoecer para tratá-lo”, afirma a especialista. Para ela, melhor é equipá-lo para lidar com os fatores estressores que enfrenta do dia-a-dia e exigir dele somente aquilo que legitimamente ele pode dar.

Fontes:
Ministério da Saúde
Política Nacional de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde/ proposta para consulta pública (2004)