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Terapia comportamental é mais eficiente que remédios no tratamento contra TOC

[pullquote align=”right” textalign=”right” width=”30%”]Pesquisadores descobriram que 80% dos pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo que realizaram terapia apresentaram redução dos sintomas[/pullquote]

Existem cinco medicamentos antidepressivos aprovados pelo FDA (órgão que fiscaliza alimentos e medicamentos nos Estados Unidos) para o tratamento de transtornos obsessivo-compulsivos. Entretanto, às vezes esses medicamentos são ineficazes e as normas médicas sugerem que o tratamento inclua um antipsicótico. Cientistas agora descobriram que talvez seja mais eficiente incluir a terapia cognitivo-comportamental (TCC).

Os pesquisadores estudaram 100 pessoas com transtorno obsessivo compulsivo (TOC) que estavam tomando antidepressivos sem apresentar muitas melhoras. Os participantes foram divididos em três grupos: 40 tomaram o antipsicótico risperidona (cujo nome comercial é Risperdal), 20 receberam comprimidos de placebo e 40 realizaram terapia de exposição e prevenção de rituais (EPR) – um tipo de terapia cognitivo-comportamental – duas vezes por semana durante oito semanas. Todos os participantes continuaram tomando seus antidepressivos.

O estudo foi publicado online no periódico JAMA Psychiatry e diversos autores possuem relações financeiras com empresas farmacêuticas.

Com o uso de escalas e questionários devidamente validados, os pesquisadores descobriram que 80 por cento dos pacientes que realizaram a terapia de EPR apresentaram redução dos sintomas, progresso no desempenho das atividades diárias e melhora da qualidade de vida. Aproximadamente 23 por cento obtiveram melhoras após tomar risperidona e 15 por cento melhoraram com o uso do placebo.

“Os pacientes com transtorno obsessivo compulsivo devem receber antes de tudo a ERP e os sintomas de alguns atingirão um grau mínimo”, afirmou a Dra. Helen Blair Simpson, principal autora do estudo e professora de Psiquiatria da Universidade Columbia.

“Aqui temos uma notícia promissora”, afirmou. “Existem bons tratamentos.”

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Americana tem quíntuplos após tratamento de fertilidade

quintuplosOs quíntuplos nascidos nesta quinta-feira em um hospital de Ann Arbor, no estado americano do Michigan, passam bem, informou o hospital nesta sexta (6).

Os bebês estão na unidade de terapia intensiva.

Eles são filhos do casal Robert e Jessica Hicks, moradores de Fenton. O casal fez tratamento de fertilidade.

Inicialmente, os médicos disseram que Jessica esperava quádruplos.

“Nós ficamos cheios de júbilo, lágrimas e felicidade”, disse o pai.

Fonte: G1

Reprogramação de células-tronco pode ajudar pacientes com esquizofrenia

Corbis.com

Corbis.com

Recife – A reprogramação de células-tronco tem combatido os sintomas de pacientes com esquizofrenia. Após constatar que neurônios de pacientes com a doença consomem mais oxigênio que as células saudáveis do sistema nervoso, a equipe coordenada pelo pesquisador biomédico Stevens Rehen tem testado um tipo de medicamento capaz de reverter o problema.

A técnica da reprogramação celular, usada em laboratório pelo pesquisador, foi criada em 2007 pelo ganhador do Prêmio Nobel de Medicina, Shynia Yamanaka. Com o método, é feita uma biópsia do paciente com um pedaço da pele, de onde é extraída uma célula que posteriormente criará um tecido saudável.

“Não se usa necessariamente uma célula da pele, o fibroblasto, mas esta é uma forma mais fácil do procedimento e assim a transforma no que está interessado em estudar ou recriar”, explicou Rehen, em palestra durante a 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Realizado desde 1948, o encontro tem o objetivo de difundir os avanços da ciência e debater políticas públicas para área.

O biomédico destacou que a esquizofrenia é uma doença que afeta 1% da população mundial e está associada à má-formação do sistema nervoso. Apesar de não existir consenso sobre as causas, há indícios de que o estresse oxidativo tenha papel fundamental na geração da doença. O sintoma ocorre quando as defesas antioxidantes do corpo humano falham no momento da respiração.

Apesar do sucesso nas pesquisas em laboratório, Rehen destaca que ainda não foi descoberto ou criado um novo remédio para o combate à esquizofrenia. “É importante frisar que esse fato não significa que se descobriu nenhum medicamento, só foram abertas possibilidades. Agora podemos fazer uma triagem de centenas de medicamentos”, declara. Ele lembra que o método não é eficaz para todos os pacientes com esquizofrenia, pois as pessoas podem ter sintomas completamente diferentes.

Rehen explica que existem vários tipos de células-tronco, sendo que as embrionárias têm a maior capacidade de geração ou regeneração de órgãos, pois permite a formação diferentes tecidos do paciente. No caso da pesquisa, a célula foi reprogramada como um neurônio.

“Células-tronco reprogramadas são uma forma de voltar à célula de um adulto. Quando se abre essa ‘caixa de pandora’ e transforma essa célula da pele em outra que tenha a capacidade de gerar qualquer tecido, se abre uma série de possibilidades experimentais e eventualmente terapêuticas”, aponta Rehen.

Segundo Rehen há centenas de doenças sendo estudadas por todo mundo com as técnicas de reprogramação celular. Com o estudo de células-tronco também há pesquisas para criação de órgãos sob medida, “personalizados”. “É possível hoje em dia, em laboratório, retirar as células do coração de um animal, deixar a ‘matriz’ e introduzir nessa carcaça células-tronco que vão repovoar aquele órgão fazendo um coração novo. Se trata de um órgão personalizado, já que vai ser eventualmente transplantado no animal. Quando se pega uma célula reprogramada, além de tudo, diminui o risco de rejeição.”

No futuro, será possível uma medicina individualizada, pois a célula embrionária é criada com as células do próprio paciente. “Será possível, inclusive, a criação de órgãos sob medida por impressoras em 3D”, avalia. Mas o pesquisador garante que ainda não há prazo para que essa nova tecnologia seja colocada em prática e alerta para o “turismo de células-tronco”.

“É um problema mundial. Pessoas desenganadas com problemas graves, cuja medicina atual não é capaz de resolver, identificam sites e locais que prometem a cura imediata. Basta ir até o local e receber uma injeção de células-tronco. São pessoas que saem de grandes centros pagando, às vezes, U$ 30 mil para receber um medicamento que não tem nenhuma comprovação científica e, na maior parte dos casos, pode ser perigoso”,orienta.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br

SUS vai ampliar tratamento a fumantes

Com o objetivo de incentivar a população brasileira a largar o cigarro – que de acordo com estimativas mata cerca de 200 mil pessoas por ano no país -, o Ministério da Saúde (MS) irá ampliar o acesso de usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) a tratamentos para parar de fumar, já que o tabagismo é um dos principais fatores de risco para a incidência de infartos, derrames e vários tipos de câncer.

Foto: Freedigitalphotos.net por sippakorn

Foto: Freedigitalphotos.net por sippakorn

A medida foi publicada hoje (08/04/2013) no Diário Oficial da União e, segundo informações da Pasta, irá ampliar em até dez vezes o número de unidades de saúde do SUS que fornecem tratamento aos fumantes. Atualmente, há 3 mil centros de saúde que oferecem tratamento psicológico e medicamentoso e programas educativos, terapêuticos e preventivos a quem deseja parar de fumar. Pelas novas regras, a habilitação de serviços ocorrerá por meio do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade (PMAQ), do MS, que já atinge 30 mil unidades em 5,1 mil municípios do país. Dessa maneira, todas as unidades poderão optar por oferecer o serviço.

Segundo o ministério, até o momento, cerca de 5 mil municípios manifestaram interesse em oferecer o tratamento. Os gestores municipais devem inscrever a cidade interessada em receber o programa durante o mês de abril.

A pesquisa Vigitel 2011, do MS, demonstra que 14,8% dos brasileiros acima de 18 anos fumam. Já a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD 2008) apontou que 14,7% dos fumantes – cerca de 2,3 milhões de pessoas – desejam parar de fumar nos próximos 12 meses. Com isso, a meta do governo é reduzir de 15% para 9% a taxa de fumantes na população adulta até 2022.

Para se ter uma ideia, o MS gasta em média cerca de R$12 milhões anuais no tratamento de fumantes, entretanto, a projeção da Pasta é que esse valor chegue a R$60 milhões conforme transcorra a adesão das unidades de saúde. No ano anterior, aproximadamente 175 mil pacientes foram tratados por meio do programa em 1.159 municípios.

Outra iniciativa prevista na portaria é a capacitação de profissionais em cada unidade, que atenderão quem quer largar o tabaco. A capacitação não abordará somente o tratamento medicamentoso; incluirá também abordagem comportamental qualificada para incentivar o fumante a prosseguir com o tratamento até o final.

Fonte: Site de Dr. Dráuzio Varela

Histórias em quadrinhos ajudam a tratar distúrbios do sono em crianças

Ilustração: Corbis.com

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) utilizou histórias em quadrinhos para ajudar crianças em idade de pré-alfabetização a identificarem a presença de distúrbios do sono nelas mesmas ou em membros de suas famílias. Os desenhos ajudam no reconhecimento do ronco, insônia, síndrome da apneia obstrutiva do sono (uma espécie de parada respiratória durante o sono) e síndrome das pernas inquietas.

O objetivo do estudo foi evitar o agravamento desses problemas, além de trazer o reconhecimento de que roncar não é normal e pode significar problemas de saúde mais sérios. Foram submetidas a uma avaliação 548 crianças, com idades entre 6 e 10 anos, estudantes do ensino fundamental em escolas públicas e privadas.

Segundo a autora da pesquisa, Eleida Camargo, doutora em ciências da saúde, foram distribuídos questionários às crianças com questões referentes aos temas de distúrbios do sono. A maioria delas respondeu que acredita que roncar seja algo normal (57,9%) e apenas 39,6% reconheceram que o ronco possa representar sintoma de alguma doença.

Após a leitura das histórias em quadrinhos, que trazem esclarecimentos sobre os temas ligados aos distúrbios do sono de forma lúdica, o percentual de alunos que avaliaram o ronco como algo normal caiu para 37,3%. A maioria das crianças (61,4%) passou a identificar o ronco como um sintoma. Outro dado interessante da pesquisa foi a percepção de que o ronco é visto principalmente como um incômodo social. “A gente percebe que o hábito do ronco acaba sendo considerado negativo mais pelos seus aspectos culturais do que pelo reconhecimento de que pode ser uma doença”, disse. Leia mais

SUS terá 11 novas terapias para câncer

O Ministério da Saúde lançou um pacote de medidas para remodelar o tratamento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A lista de procedimentos foi atualizada, com a inclusão de 11 terapias, readequação de 20 e exclusão de 9, consideradas obsoletas. Além da revisão dos procedimentos, o ministério criou uma gratificação para incentivar hospitais a fazer mais cirurgias.

“O País dispõe de centros com capacidade para aumentar o número de atendimentos com a infraestrutura existente”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O incentivo será dado para hospitais classificados com porte A e B, que realizam, respectivamente, mais de 1,6 mil cirurgias para tratamento de pacientes com câncer por ano.

[pullquote align=”right” textalign=”right” width=”30%”]Entre as novas cirurgias, cinco são de cabeça e pescoço.[/pullquote]

Aqueles que superarem a meta receberão um acréscimo de 20% nos valores pagos pelos procedimentos. “A ideia é que centros ganhem em escala. Muitos podem perfeitamente trabalhar em três turnos, realizando, por exemplo, cirurgias ou quimioterapia à noite para pacientes internados”, completou Padilha.

A estratégia começou a ser estudada no início do ano por uma equipe do ministério, integrantes do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica. “O objetivo é reduzir ao máximo a espera para o início do tratamento de câncer”, disse o ministro.

Além de aproveitar a capacidade já instalada dos centros, Padilha disse ser necessária a criação de pontos de atendimento em áreas onde hoje a oferta ainda é deficiente. “Precisamos reduzir as desigualdades. Para criação de novos serviços, é preciso também garantir profissionais.”

O ministro conta que a partir de 2013 uma nova dinâmica para discussão do atendimento de pacientes com câncer será adotada. A ideia é fazer reuniões periódicas com direção de hospitais e representantes de Estados e municípios onde serviços funcionam para avaliar as necessidades, criar estímulos e, se necessário, reorganizar o atendimento.

Fragilidades – O grupo formado no início do ano identificou duas fragilidades no atendimento: a oferta de serviços de radioterapia e cirurgias.

Numa primeira etapa, o governo anunciou a expansão dos centros de radioterapia. A meta é ter, até 2014, 80 centros de atendimento. Além dos serviços públicos, o governo autorizou a realização de tratamentos radioterápicos em serviços especializados particulares conveniados com o SUS.

“Novos centros foram credenciados, sobretudo nas Regiões Norte e Nordeste”, disse o ministro. A meta agora é melhorar a oferta de cirurgias. “Além da incorporação de novas técnicas, decidimos reajustar as tabelas.”

Entre as novas cirurgias, cinco são de cabeça e pescoço. O valor da internação para quimioterapia em pacientes com leucemias também foi ampliado em três vezes. O valor passará de R$ 167 para R$ 562. Pelos cálculos do governo, isso vai representar um aumento de R$ 25,2 milhões no orçamento de quimioterapia. Ao todo, serão reservados para o tratamento R$ 39,4 milhões.

A revisão nos valores das cirurgias também trará um impacto significativo. A expectativa é de que, para financiar os 121 procedimentos existentes, o orçamento reservado para cirurgias oncológicas passe de R$ 172,1 milhões para R$ 380,3 milhões.

Fonte: O Estadão

Papel da família é fundamental no tratamento do câncer infantil

Foto: Corbis.com

Em meados da década de 1960, o câncer ainda era considerado uma doença de adultos. Não acometia as crianças. Ouvir dizer que uma garota ou garoto estava com a doença era motivo de surpresa e comoção geral, e o diagnóstico era encarado como uma sentença de morte.

Não se tinha muito conhecimento sobre a doença nos mais jovens, especialmente a respeito da sua evolução. As crianças acabavam por receber o mesmo tratamento dos adultos, embora o câncer infantil tenha características biológicas e orgânicas completamente diferentes. Na fase adulta, o surgimento da doença está relacionado muitas vezes a fatores ambientais, como acontece com fumo e câncer de pulmão, sol e câncer de pele. Nas crianças, pelo pouco tempo de vida, geralmente não há esse tipo de conexão, o que dificulta ou mesmo impede a prevenção.

O oncopediatra Sérgio Petrilli, superintendente do Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), explica que os tumores pediátricos afetam geralmente as células do sistema sanguíneo, por isso as neoplasias mais incidentes nas crianças são as leucemias (câncer dos glóbulos brancos), os linfomas (do sistema linfático) e os tumores cerebrais, seguidas por neuroblastoma (das células do sistema periférico), tumor renal (em especial o de Wilms), ósseo, germinativo (nas gônadas) e câncer de retina. “Nas crianças, a doença tem evolução mais rápida, porque as células cancerígenas se dividem mais depressa, diferentemente dos adultos, que têm células mais maduras que evoluem lentamente”, explica Petrilli.

Por se dividirem mais rapidamente, o tratamento do câncer da criança deve ser mais intensivo, com várias doses de medicação em intervalos curtos. A alta toxicidade causa efeitos colaterais que devem ser acompanhados de perto. “Os quimioterápicos acabam abaixando a quantidade de glóbulos brancos e vermelhos, por isso é importante manter o tratamento de suporte (transfusão de glóbulos e plaquetas) para impedir que isso a deixe debilitada e propensa a novos problemas de saúde”, afirma o oncopediatra. Em contrapartida, os resultados da quimioterapia são mais efetivos nas crianças que nos adultos.

Percepções da criança durante o tratamento

As crianças percebem que está acontecendo algo de errado com ela, notam que seu corpo não está como antes e sentem as reações aos medicamentos, que as deixam mais debilitada. Por isso, a psiconcologista Maria Letícia Rotta, coordenadora do setor de psicologia da AACC (Associação de Apoio à Criança com Câncer), orienta que é essencial os pais serem sinceros com os filhos e explicarem, com linguagem simples, o que realmente está acontecendo. “A criança precisa ser ativa no processo do seu próprio tratamento. Ela tem que entender o que esta acontecendo e que é importante tomar os remédios, para que assim consiga seguir as orientações e combater a doença.”

Não se deve omitir nenhum detalhe: é preciso afirmar que o remédio é ruim, que o cabelo vai cair e que haverá alguns desconfortos como náuseas, feridas na boca, diarreia, infecção e anemia, mas que isso fará com que a saúde dela melhore. “Alguns assuntos serão mais difíceis de ser abordados, como por exemplo a morte. Geralmente, esperamos a criança trazer o assunto à tona. Ela vai acabar falando sobre algo, já que percebe que alguns amiguinhos deixaram de frequentar o hospital. Nesse momento, é importante explicar o que aconteceu, deixando claro que, apesar de os riscos existirem, eles diminuem quando o tratamento é feito da maneira correta.”

O maior medo das crianças, entretanto, não costuma ser a morte. “O maior temor é em relação à picada para tomar o soro”, comenta Sérgio Petrilli. Mas como têm mais facilidade para se adaptar a novas situações, elas logo perdem esse receio e se acostumam. “Com o tempo, muitas vezes elas passam a gostar de vir ao hospital para poder brincar com os amigos. Isso ajuda bastante na aceitação e aderência ao tratamento”, afirma o oncopediatra.

Pais e irmãos

Como o papel dos pais é de extrema importância no tratamento das crianças, é preciso que eles também façam acompanhamento psicológico, já que alguns passam por um longo processo de aceitação e demoram para acreditar no que está acontecendo. “Alguns pais pedem para não contarmos para a criança a respeito da doença. Procuramos tirar essas resistências. A partir do momento em que a criança entende a doença dela, a aderência ao tratamento é muito maior”, relata Petrilli.

Em geral, os centros de atendimento à criança com câncer oferecem terapias psicológicas para toda a família. Além de ser fundamental para o apoio emocional, os pais aprendem a lidar com outras situações que não se referem diretamente à criança doente. Por exemplo, a relação com os irmãos. “Esse é um assunto bem delicado. Quando há uma criança com câncer em casa, temos uma família que precisa de cuidados. Como há um elo mais frágil, que precisa de cuidados médicos, algumas vezes o irmão ou irmã não recebe mais a mesma atenção dos pais e acaba se sentindo isolado, o que gera ciúme. É muito comum o irmão adotar uma postura mais agressiva e ir mal na escola para conseguir de volta toda a atenção dos pais”, explica a psiconcologista Maria Letícia Rotta.

O ideal é incluir a outra criança no tratamento do paciente, explicar o que está acontecendo, que o irmão precisa de mais cuidado naquele momento. “Distribua funções para todos os membros da família. Diga ao irmão que ele está encarregado de ajudar o outro. Inclua-o nas visitas ao hospital e, se possível, leve-o para brincar com as crianças dos centros de apoio”, sugere Rotta.

Os pais devem cuidar, mas não adotar um perfil diferente no trato com o filho doente. Isso ajuda a evitar problemas de ciúme nos irmãos e ainda auxilia no tratamento da própria criança. “A pior coisa que existe para criança e para o tratamento é o sentimento de comiseração”, enfatiza Petrilli. “Quando os pais ficam bajulando o paciente, eles passam a tratá-lo como frágil e ‘coitadinho’ demais, sem dar esperança para uma possível cura. Sem contar que a criança acaba ficando mais dengosa e manhosa”, completa.

O importante é deixar a criança com a rotina mais próxima possível do normal e sem isentá-la de broncas e limites. “Muitas vezes ela vai pedir para faltar a uma atividade por estar debilitada. Não há problema nenhum em conceder o pedido, mas deixe claro que ela precisará repor isso mais para frente. À medida que você cuida e coloca limites ao mesmo tempo, vai mostrando que ela vai ficar boa. A criança percebe que tem um futuro e que vai conseguir levar uma vida normal em pouco tempo”, explica a psiconcologista.

 

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella

Publicada lei que dá prazo para tratamento do câncer

Norma entra em vigor em 180 dias e estabelece que terapias deverão ser iniciadas no prazo de até 60 dias após o diagnóstico da doença. Medidas coordenadas pelo Ministério da Saúde já estão sendo implementadas para a ampliação do acesso e da qualidade da assistência oncológica no SUS

A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que fixa o prazo de até 60 dias para o início do tratamento de câncer maligno pelo Sistema Único de Saúde, contado a partir do diagnóstico da doença. De acordo com a Lei 12.732, publicada sem vetos no Diário Oficial da União desta sexta (23), o primeiro tratamento no SUS será considerado efetiva mediante a realização de quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, conforme a necessidade do paciente, atestada na prescrição do médico.

A lei entra vigor em 180 dias, período em que os estados deverão elaborar planos regionais para o aprimoramento da assistência oncológica à população. Contudo, desde o ano passado, o Sistema Único de Saúde já vem implementando medidas coordenadas pelo Ministério da Saúde, voltadas à ampliação do acesso e da qualidade do atendimento a pacientes com câncer. “As ações têm o objetivo de incentivar os estados e municípios a modernizarem e integrarem a rede de atendimento para que a assistência ao paciente oncológico comece no menor prazo possível, o que é fundamental para o sucesso do tratamento da doença”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Até o final deste ano, o investimento financeiro do Ministério da Saúde em procedimentos hospitalares, tratamentos e cirurgias na área oncológica deve chegar a R$ 2,4 bilhões – R$ 200 milhões a mais do que foi investido que 2011. Em relação a 2003, os recursos aplicados neste setor mais que dobraram (143% de reajuste).

Só para o atendimento a pacientes com câncer citopatológico e de mama, por exemplo, o SUS conta atualmente com cerca de 300 serviços de saúde. Outros nove hospitais especializados neste segmento estão em processo de estruturação nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. E mais sete estabelecimentos de saúde deverão ser habilitados nos estados de Alagoas, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraná, além de mais uma unidade em São Paulo e na Bahia.

Em relação a mamografias realizadas no SUS, só no primeiro semestre deste ano foram contabilizados 2,1 milhões deste tipo de exame de rastreamento. Este quantitativo é 16% maior que o número de mamografias em 2011, ano em que também foram feitas, pelo Sistema Único de Saúde, 94 mil cirurgias oncológicas (40% a mais que em 2003) e 2,4 milhões de quimioterapias (100% a mais que em 2003).

A REDE

Atualmente, os pacientes atendidos pelo SUS contam com 32 serviços de radioterapia, quantidade que chegará a 80 unidades (até 2015). Para isso, o Ministério da Saúde reservou R$ 505 milhões para a ampliação da rede de assistência neste segmento. Os recursos também serão utilizados na aquisição de acelerados lineares, equipamentos usados em radioterapia.

A Lei 12.732 estabelece, ainda, que as terapias oncológicas deverão ser atualizadas, sempre que necessário, com o objetivo de se adequar a assistência no SUS ao conhecimento científico e à disponibilidade de novos tratamentos. Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde autorizou a incorporação de quatro medicamentos (Nilotinibe, Mesilato de imatinibe, Rituximabe e Trastuzumabe) e três procedimentos oncológicos (Ablação por radiofrequência, Injeção percutânea de etanol e Quimio-embolização) na rede pública de saúde.

A POLÍTICA

Em 2005, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Atenção Oncológica, para reforçar ações de controle ao câncer. Desde 2003, também realiza campanhas e ações de conscientização e prevenção dentro do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e do Programa Nacional de controle do Câncer do Colo do Útero e de Mama. E, ano passado, a presidenta Dilma Rousseff lançou o Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, estratégia para expandir a assistência oncológica em todo o país.

No Brasil, o câncer representa a segunda causa de mortes. Até o final deste ano, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) é que serão registrados cerca de 523 mil casos novos da doença. Os tipos de câncer com maior incidência no país são o de pele, próstata, mama e pulmão.

 

Por Ubirajara Rodrigues, da Agência Saúde – Ascom/MS

Sintomas de Câncer de próstata

Sintomas como dor lombar, problemas de ereção, dor na bacia ou joelhos e sangramento pela uretra podem ser suspeitos. A maioria dos cânceres de próstata não causa sintomas até que atinjam um tamanho considerável.

Diagnóstico de Câncer de próstata

Em homens acima de 50 anos, pode-se realizar o exame de toque retal e dosagem de uma proteína do sangue (PSA), por meio de exame de sangue, para saber se existe um câncer de próstata sem sintomas. O toque retal e a dosagem de PSA não dizem se o indivíduo tem câncer, eles apenas sugerem a necessidade ou não de realizar outros exames.

O toque retal identifica outros problemas além do câncer de próstata e é mais sensível em homens com algum tipo de sintoma. O PSA tende a aumentar de acordo com o avanço da idade. Cerca de 75-80% dos homens com aumento de PSA não têm câncer de próstata.

Cerca de 20% dos homens com câncer de próstata sintomático apresentam um PSA normal. Dependendo da região da próstata, o câncer também pode não ser palpável pelo toque retal. A melhor estratégia é realizar os dois exames, já que são complementares.

Fatores de risco

Menos de 10% dos cânceres de próstata têm algum componente hereditário. Quanto mais jovem o homem em quem o câncer for detectado, maior a probabilidade de haver um componente hereditário.

O que é Câncer de próstata?

É o tipo de câncer que ocorre na próstata: glândula localizada abaixo da bexiga e que envolve a uretra, canal que liga a bexiga ao orifício externo do pênis.

Prevenção

Alguns médicos recomendam a realização do toque retal e da dosagem do PSA a todos os homens acima de 50 anos. Para aqueles com história familiar de câncer de próstata (pai ou irmão) antes dos 60 anos, os especialistas recomendam realizar esses exames a partir dos 45 anos. Entretanto, vale lembrar que somente o médico pode orientar quanto aos riscos e benefícios da realização desses exames. Não existem evidências de que a realização periódica do toque retal e dosagem de PSA em homens que não apresentem sintomas diminua a mortalidade por câncer de próstata. Manter uma alimentação saudável, não fumar, ser fisicamente ativo e visitar regularmente o médico contribuem para a melhoria da saúde em geral e podem ajudar na prevenção deste câncer.

Fonte: Minha Vida – Saúde, alimentação e bem estar.

Dor na coluna – causas e tratamento

(Foto: Corbis.com)

A popularmente chamada dor na coluna pode vir de músculos, nervos, ossos, articulações ou outras estruturas na coluna vertebral. A dor pode ser constante ou intermitente, restrita a um local ou irradiar para outras áreas. A dor pode ser sentida no pescoço (podendo irradiar para os braços), coluna superior, ou na região lombar (podendo irradiar para as pernas).

Dor na coluna é um dos incômodos mais comuns da humanidade. Nos Estados Unidos a dor na região lombar, também chamada de lombalgia, é quinta causa mais comum de consultas médicas. Em torno de 90% dos adultos experimentam dor na coluna em algum ponto da vida, e 50% dos adultos que trabalham têm dor de coluna todos os anos.

Gravidade do problema de dor na coluna

Em geral a dor na coluna não é sinal de problema médico sério. A grande maioria dos casos de dor na coluna são benignos e não progressivos. A maioria das síndromes de dor na coluna são devido a inflamação, especialmente na fase aguda, a qual geralmente dura de duas semanas a três meses.

Embora seja raro, a dor na coluna pode ser sinal se problema médico grave nos seguintes casos:

  • Os sinais de alerta típicos de problema que requer tratamento para toda a visa são incontinência dos intestinos e/ou da bexiga, ou fraqueza progressiva nas pernas. Pessoas com esses sintomas devem procurar cuidados médicos
  • Dor na coluna é severa, como aquela que é forte o suficiente para interromper o sono, a qual ocorre junto com outros sinais de doença séria (febre, perda de peso), pode indicar um problema médico sério como câncer.
  • A dor na coluna ocorre depois de um trauma, como acidente de carro ou queda, a qual deve ser rapidamente avaliada por um médico para verificar a ocorrência de fratura ou outra lesão.
  • A dor na coluna ocorre em pessoas com problemas médicos que as coloca sob risco de fratura, como osteoporose e mieloma múltiplo. Nesses casos há necessidade de atenção médica.

Causas da dor na coluna

A coluna vertebral é uma interconexão complexa de nervos, articulações, músculos, tendões e ligamentos, todos esses capazes de causar dor. Nervos longos que se originam na coluna e vão até as pernas e braços podem fazer a dor irradiar para as extremidades. A dor nas costas alguma vezes também ocorre quando não há nenhum problema anatômico aparente. Distensão muscular é a causa mais comum de dor lombar, a qual costuma desaparecer entre duas e seis semanas.

Quando a dor na coluna dura mais de três meses, ou quando há mais dor na perna do que nas costas, geralmente é necessário um diagnóstico mais específico. Há várias causas para a dor na região lombar e pernas: para adultos de menos de 50 anos elas incluem prolapso ou hérnia de disco e doença degenerativa do disco; para pessoas acima de 50 as causas mais comuns são osteoartrite e estenose espinhal.

Tratamento da dor na coluna

Nem todos os tratamentos para dor na coluna funcionam para os diversos casos e indivíduos na mesma condição, e muitos acham que precisam tentar varias opções de tratamento para descobrir o que funciona melhor. Apenas em uma minoria, estimada entre 1-10% dos casos, requer cirurgia. Geralmente acredita-se que alguma forma de alongamento e exercício físico consistente sejam um componente essencial dos programas para tratamento de dor de coluna.

Fonte: http://www.copacabanarunners.net/dor-na-coluna.html