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Saiba como tornar sua saúde melhor bebendo a água certa, na quantidade ideal

É importante não esperar sentir sede para beber água, diz especialistaFoto: Corbis.com

É importante não esperar sentir sede para beber água, diz especialista
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A proporção é quase a mesma. O planeta Terra é na verdade o planeta água. A Terra em que vivemos é mais de dois terços líquida. E com nosso corpo é igual. Somos 70%  água, embora à medida que o tempo passe essa taxa se reduza. É por causa disso que nos tornamos velhos. Um recém-nascido tem 75% do corpo composto de água. Em um idoso, essa taxa despenca para 60%. É essa queda que determina os sinais de envelhecimento, marcas da passagem do tempo quando nos tornamos flácidos e nossa pele perde a elasticidade.

Presidente da SBMEE (Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte), o médico Dr. Jomar Souza avisa que esse processo é irreversível. Não adianta tomar mais água que o normal achando que podemos retardar o envelhecimento.

— Todo excedente de água que a pessoa tomar será eliminado pelos rins, através da urina. O organismo reterá somente o que precisar. Assim, se uma pessoa tomar 10 litros de água por dia, aproveitará em média dois e eliminará oito.

Responsável pela composição das células no organismo, a água é o principal elemento do sangue e também funciona como transporte de nutrientes e estruturas de defesa. Uma pessoa desidratada ou que não ingere água o suficiente pode ter uma série de doenças, como cálculo renal, ressecamento da pele e até mesmo dificuldade nas funções intestinais. De acordo com o especialista, um copo de água pela manhã melhora o trânsito do intestino e passamos a reter menos substâncias tóxicas.

Ainda segundo Jomar, é importante não esperar sentir sede para beber água.

— Quando sentimos sede, sinal de que um processo de desidratação já teve início. Por isso, devemos ter o hábito de beber água sempre que possível.

E qual a melhor água para ingerirmos? Segundo ele, é a de torneira, depois de fervida e resfriada.

— A água potável que chega à nossa casa é a melhor que podemos consumir, desde que seja fervida e depois armazenada. É fundamental, no entanto, que o tanque ou caixa em que ela fica guardada antes de chegar à torneira de nossa casa seja limpo a cada seis meses ou um ano.

Não importa o tipo de filtro que se tem em casa. Nenhum processo de filtragem, explica o médico, consegue anular a principal propriedade da água: a hidratação.

A principal questão, no entanto, não é em relação à água que se toma, mas sim com qual velocidade ela precisa ser absorvida. Enquanto a água pura, a uma temperatura de 5 a 10 graus, é absorvida pelo corpo de maneira mais rápida, com a mineral esse processo é mais lento, devido aos elementos contidos nela, como sódio, magnésio, potássio. Leia mais

Dormir poucas horas por dia pode encurtar tempo de vida

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Milhões de pessoas prejudicam a própria saúde, sem terem consciência disso, por não dormirem o suficiente.

Pesquisas revelam que a maioria das pessoas requer sete a oito horas diárias de sono para apresentar desempenho ótimo. Quem não dorme o suficiente pode prejudicar sua própria saúde e até mesmo encurtar seu tempo de vida.

Desde a primeira infância até a velhice, os efeitos do sono insuficiente podem exercer profundos efeitos negativos sobre a memória, o aprendizado, a criatividade, a produtividade, a estabilidade emocional e a saúde física.

Especialistas dizem que vários sistemas corporais são negativamente afetados pelo sono insuficiente: como os órgãos (coração, por exemplo), a capacidade de resistir a doenças e o funcionamento cerebral.

Os níveis do hormônio leptina, que informa ao cérebro que você consumiu alimentos suficientes, são mais baixos nas pessoas que não dormiram o suficiente, e os níveis de grelina, que estimula o apetite, são mais altos. Além disso, o metabolismo fica mais lento quando o sono é perturbado. Se esse efeito não for contrabalançado com o aumento do exercício físico ou a redução da ingestão calórica, essa desaceleração metabólica resulta no ganho de quatro quilos em um ano.

O risco de doenças cardiovasculares e de acidentes vasculares cerebrais é maior nas pessoas que dormem menos de seis horas por dia. Basta uma noite insuficiente de sono para elevar a pressão sanguínea dos hipertensos durante todo o dia seguinte. O sono insuficiente também é associado à calcificação de artérias coronárias e à elevação dos níveis de fatores inflamatórios ligados às doenças do coração.

Dormir demais também encerra riscos. Índices mais altos de doenças cardíacas foram constatados entre mulheres que dormem mais de nove horas diárias.

O risco de câncer também pode estar ligado ao sono. Um estudo japonês feito com quase 24 mil mulheres na faixa dos 40 aos 79 anos constatou que aquelas que dormiam menos de seis horas diárias tinham mais chances de desenvolver câncer de mama que as mulheres que dormiam mais. Eva S. Schernhammer, da Escola Médica de Harvard, verificou relações entre os níveis da melatonina, o hormônio do sono, e o risco aumentado de câncer de mama.

Um estudo com 1.240 pessoas pela Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, em Ohio, encontrou risco aumentado de pólipos colorretais potencialmente cancerosos em pessoas que dormiam menos de seis horas diárias.

Durante o sono, o corpo produz hormônios que ajudam a combater infecções, que estimulam o crescimento e que reparam células danificadas.

O psiquiatra Vatsal G. Thakkar, vinculado à Universidade de Nova York, descreveu recentemente evidências que vinculam o sono insuficiente a diagnósticos equivocados de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade em crianças. Em um estudo, 28% das crianças com problemas de sono apresentavam sintomas do transtorno, mas não o próprio transtorno.

Alguns dos efeitos mais insidiosos do sono insuficiente, contudo, envolvem processos mentais como o aprendizado, a memória, o julgamento e a resolução de problemas. Durante o sono, novos caminhos de aprendizado e memória são codificados no cérebro. O corpo precisa de sono suficiente para que esses caminhos consigam funcionar em nível ótimo.

Quando você fizer um check-up médico, informe ao médico quantas horas dorme e descreva a qualidade de seu sono. Seja sincero -a duração e a qualidade do sono podem ser tão importantes para sua saúde quanto sua pressão sanguínea e seu nível de colesterol.

 

Fonte: Folha de São Paulo

Mitos e verdades: odontologista explica sobre saúde dos dentes

Corbis.com

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Cuidar corretamente da boca é fundamental para mantê-la saudável e evitar o surgimento de uma série de problemas nos dentes e na gengiva. Existem muitos mitos em relação ao que realmente deve ser feito para uma boa manutenção desta parte do corpo. A odontologista Fabiana Tentardini, do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), esclarece algumas dúvidas.

Bebidas alcoólicas deixam os dentes escuros. Verdade.

“As bebidas alcoólicas podem comprometer a saúde bucal por conter substâncias corrosivas e pigmentos que fazem escurecer os dentes.”

Cigarro causa gengivite. Meia verdade.

“Sim, a gengivite é uma inflamação na gengiva causada pelo excesso de placa bacteriana. O cigarro não causa gengivite, porém é um fator coadjuvante na piora, além de ser um complicador na cicatrização da doença.”

Bebês que ainda não possuem dentes não precisam realizar higienização oral. Mito.

“Não, mesmo sem dentes é importante que os pais façam limpeza da gengiva dos bebês com gazes umedecidas. Além disso, quando há alimentação noturna deve ser retirado todo o resto de comida.”

Comer doce em excesso aumenta a incidência de cáries. Verdade.

“A frequência no consumo de alimentos doces, principalmente os com sacarose, aumenta o desenvolvimento das cáries. O açúcar não agride o esmalte dos dentes, mas ele serve de alimento para as bactérias que liberam substâncias ácidas, provocando um processo de descalcificação do tecido bucal, além de diminuir o cálcio do dente. É fundamental que a pessoa consuma esses alimentos com moderação e tenha hábitos de higienização.”

Dor nos dentes significa problemas na gengiva. Meia verdade.

“Nem sempre. Essa dor pode ser na gengiva, como também nos dentes, ossos, ligamentos. Além de poder está relacionada com outras articulações da face, por exemplo, a mandíbula ou musculatura. Todos esses fatores podem repercutir em dor.”

Comer hortaliças ajuda na saúde dos dentes. Verdade.

“Ajuda no sentido de adquirir uma alimentação saudável, com baixo teor de açúcar, diminuindo assim o risco de cáries. Além disso, esses alimentos são fontes de vitaminas e sais minerais. Outro fator positivo é a mastigação, que produz mais saliva e isso ajuda a banhar os dentes com o flúor natural.”

Comer uma maçã após o almoço ajuda a diminuir as placas. Meia verdade.

“Em partes, mas esta ação não é suficiente para substituir a limpeza bucal, escovação, fio dental e flúor. Apesar da maçã ser um alimento saudável e inibir a formação da placa bacteriana, por conta da sua dureza não substitui a higienização.”

Chiclete sem açúcar auxilia contra as cáries. Mito.

“A prevenção de cáries se dá através da higienização bucal. O chiclete sem açúcar não causa cáries, mas também não previne. Além disso, a mastigação de chicletes pode levar a uma fadiga muscular e acentuar problemas relacionados ao bruxismo, por exemplo.”

Confira algumas dicas para colocar a higienização em dia:

  • Não consuma açúcar em excesso e evite o consumo no período noturno;
  • Recomenda-se a escovação pelo menos duas vezes ao dia, principalmente após cada refeição e antes de dormir;
  • A escovação da língua é fundamental para evitar mau hálito;
  • Use o fio dental e flúor periodicamente;
  • Opte por cremes dentais com flúor;
  • Escovas macias não machucam a gengiva;
  • Lave bem a escova depois de usar;
  • Visite o dentista a cada seis meses. Leia mais

Portal de Saúde do Cidadão põe tecnologia a serviço do SUS

A ferramenta está integrada ao Sistema Cartão Nacional de Saúde

A ferramenta está integrada ao Sistema
Cartão Nacional de Saúde

Pouco mais de dois meses depois de seu lançamento, o Portal de Saúde do Cidadão consolida uma das principais metas desta gestão, que é fortalecer a participação social no Sistema Único de Saúde (SUS). Até agora já foram contabilizados 1.842 cadastros de usuários ao ambiente e 1.651 pré-cadastros. A ferramenta foi desenvolvida pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS), da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) e está integrada ao Sistema Cartão Nacional de Saúde.

No endereço http://portaldocidadao.saude.gov.br o usuário pode consultar seu número de cartão e com ele fazer o login para acessar seu histórico de atendimento no SUS. Também pode inserir informações extras como alergias, doenças crônicas e exames complementares. Com autorização do usuário no próprio site, os profissionais de saúde terão acesso restrito a esses dados para um diagnóstico mais preciso e, eventualmente, poderão se comunicar com o paciente, solicitando informações complementares.

A lista de endereços das unidades de saúde e farmácias populares, com os respectivos medicamentos disponíveis, pode ser consultada no Portal. Quem ainda não tiver, ou não souber o número de Cartão, pode fazer um pré-cadastro que será validado nas unidades de saúde. Está disponível ainda um aplicativo para smartphone com plataforma Android.

Cartão

Regulamentado pela Portaria do Ministério da Saúde 940/2011, o Cartão Nacional de Saúde objetiva unificar a base de dados de vários sistemas existentes no SUS, organizando a identificação do cidadão por meio de um registro único. Esse registro é a chave de acesso do cidadão ao Sistema, por meio do Portal. A meta é que até 2014, todo cidadão brasileiro tenha Cartão, inclusive os que saem das maternidades.

Ainda no primeiro semestre de 2013, o Ministério da Saúde está distribuindo 12 mil impressoras a 1.315 municípios para a impressão de etiquetas com o número do Cartão. Também está em fase de conclusão o processo licitatório para a distribuição de 192 milhões de mídias de PVC.

Para os profissionais de saúde que operam a base de dados do Cartão, já está disponível na internet o CadSUSWeb,instrumento que permite visualizar os dados e editá-los em tempo real. Possibilita imprimir imagem e etiqueta do Cartão em três modalidades. O CadSUSWEb pode ser acessado por profissionais que possuem o código de acesso do Cadastro Nacional dos Estabelecimentos de Saúde (CNES). O acesso está disponível por meio do link http://cartaonet.datasus.gov.br

E-SUS Atenção Básica

A implantação do Sistema E-SUS Atenção Básica, integrado ao Cartão, viabiliza a gestão informatizada das Unidades Básicas de Saúde (UBS). O software está disponibilizado pelo Ministério da Saúde na página http://dab.saude.gov.br/portaldab/esus. O processo para disponibilizar conectividade em mais de 13 mil UBS está em andamento com recursos federais, em uma parceria entre os ministérios da Saúde e Comunicações.

O E-SUS AB possibilita a implantação do Prontuário Eletrônico do Cidadão, que contém o registro de atendimento do usuário, além de soluções de gestão, como controle de estoque de medicamentos e insumos, agendamento de consultas e monitoramento da carga horária dos profissionais.

Mais informações sobre o Portal 
ajudaportaldocidadao@saude.gov.br

Ajuda ao Cadastro
cns.cadastramento@saude.gov.br

31/mar – Dia Nacional da Saúde e Nutrição

dia_saude_e_nutricaoNo dia 31 de março, comemoramos o Dia Nacional da Saúde e da Nutrição. Neste dia, reforçamos a importância da alimentação saudável no desenvolvimento do corpo, na conservação da saúde e na manutenção da qualidade de vida. Comer de maneira adequada, além de nutrir o corpo e manter as suas funções, fortalece as defesas do organismo, nos protegendo de várias doenças.

É comum ver, nos meios de comunicação, diversas ?soluções mágicas? e dietas ditas milagrosas, prometendo perda ou ganhos de peso quase instantâneos. Na maioria dos casos, estas dietas são regimes que podem prejudicar a saúde. A alimentação saudável deve fornecer água, carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, fibras e minerais, que são fundamentais ao bom funcionamento do organismo. Nenhum alimento específico pode dar conta sozinho de fornecer todos os nutrientes necessários ao nosso corpo, por isso a importância de se ter uma dieta variada e equilibrada.

Confira algumas dicas e atitudes que podem fazer a diferença na sua alimentação:

 

  • Evite o consumo de alimentos ricos em calorias e industrializados, gordurosos e salgados
  • Aumente o consumo de frutas, verduras e legumes, cereais integrais e feijões
  • Beba água diariamente
  • Reduza ou evite o consumo de bebidas alcoólicas e o uso do cigarro
  • Faça exames preventivos e consulte sempre o seu médico
  • Faça exercícios físicos regulares, diariamente ou pelo menos três vezes por semana, após consultar o seu médico
  • Durma pelo menos 8h num período de 24h
Fonte:Usisaúde

Gestores terão de informar todos os gastos em Saúde

Todos os entes federados devem atualizar os dados no Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS). A determinação é do Ministério da Saúde, por meio da Portaria 53/2013, publicada no Diário Oficial da União (DOU), do dia 17 de janeiro.

Os gestores devem declarar no sistema quais as receitas totais e as despesas com serviços públicos de saúde. O Siops faz o cálculo automático dos recursos públicos mínimos aplicados no setor.

O Sistema existia antes da publicação da Portaria ministerial, mas o uso dele não era obrigatório. Agora é. Os governos estaduais e municipais que não preencherem os dados no Siops terão as transferências constitucionais – como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Fundo de Participação dos Estados (FPE) – condicionadas. Além da suspensão das transferências voluntárias dos recursos da União – como celebração de convênios e contratos.

Como funciona o sistema

O Siops é um canal de transparência onde os gestores mostram onde, como e quanto é o gasto em Saúde. Ele é aberto para a população e serve como ferramenta para os órgãos de fiscalização. Nele é possível saber, por exemplo, se União, Estados e Municípios aplicam o mínimo exigido em lei no setor. Os dados informados são organizados e disponibilizados na internet, na forma de diversos tipos de consultas e relatórios.

A CNM ressalta que o Sistema ainda não está totalmente ajustado às novas funções, e precisará passar por um processo de reestruturação, previsto na Portaria. Todavia, a Confederação recomenda que os prefeitos fiquem atentos aos dados inseridos no Siops. A alimentação do Sistema, bem como os dados registrados, é de responsabilidade dos gestores dos entes federativos.

Outra recomendação da CNM é para que os gestores tenham atenção às datas e prazos para inserção dos dados no Siops. Os efeitos do descumprimento desses prazos são financeiros como foi dito, repasses e transferências podem ser suspensos.

É válido lembrar que, conforme a Emenda Constitucional 29, a União deve aplicar na saúde o valor empenhado no ano anterior mais a variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Os Estados e o Distrito Federal precisam investir 12% da receita, e os Municípios devem aplicar o mínimo de 15%.

Histórico do SIOPS

O Siops foi instituído inicialmente com a Lei Complementar (LC) 141/2012, que regulamentou a Emenda Constitucional 29/2000. A Lei apresentou o Sistema como um registro eletrônico das informações de saúde das três esferas de governo – União, Estados e Municípios -, para assim garantir o acesso público às informações.
Em 2012, por meio do Decreto 7.827, foram regulamentados as condições e restabelecimento de transferências constitucionais, bem como de suspensão e restabelecimento das transferências voluntárias da União, quando for descumprida a aplicação dos recursos mínimos em Saúde.

A Lei de Responsabilidade Fiscal – Lei Complementar 101/2000 -, no artigo 52, estabeleceu que o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) deve conter: os demonstrativos que trazem informações das receitas por categoria econômica e fonte, e das despesas por categoria econômica, grupo de natureza de despesa, função e subfunção, deve ser publicado até 30 dias após o encerramento de cada bimestre.

O demonstrativo de despesa com saúde será gerado a partir dos dados informados pelos gestores e inseridos no Siops. É válido lembrar que ele também constitui um dos demonstrativos do RREO. Consoante a nova normatização da temática o prazo de declaração de dados sobre receitas e despesas por meio do Siops passa a ser bimestral.

As datas limites para a transmissão de dados são:

  • Fim do exercício 2012 – até 30 de janeiro de 2013
  • 1º bimestre 2013 – até 30 de março de 2013
  • 2º bimestre 2013 – até 30 de maio de 2013
  • 3º bimestre 2013 – até 30 de julho de 2013
  • 4º bimestre 2013 – até 30 de setembro de 2013
  • 5º bimestre 2013 – até 30 de novembro de 2013
  • 6º bimestre 2013 (fim do exercício 2013) – até 30 de janeiro de 2014

 

Clique aqui para acessar o portal do SIOPS

 Fonte: FAMUP

O descanso não traz felicidade

A Dra. Elizabeth Mokyr Horner, da Universidade da Califórnia, publicou um interessante estudo no Journal of Happiness Studies. Segundo a pesquisa, os homens, após se aposentarem, passam por alguns estágios psicológicos comuns a todos eles. E, aos 70 anos de idade, o índice de satisfação com a vida se estabiliza em um patamar inferior, independentemente da idade em que se aposentam.

Exemplo. Em plena atividade aos 93 anos, a escritora Tatiana Belinky lançou dois livros em 2012. Foto: Valéria Gonçalvez/ Estadão Conteúdo

Com a evolução da medicina, os humanos sobrevivem mais. Foram mais de 30 anos ganhos em pouco mais de um século. Hoje, não é raro encontrarmos indivíduos idosos trabalhando ou praticando exercícios, com condições plenas de saúde ou até centenários em plena atividade. Esse ganho na sobrevida aumentou muito a demanda de benefícios previdenciários e a utilização dos serviços públicos em geral, tornando deficitária a grande maioria dos programas de saúde e previdência no mundo.

A questão de quando devemos parar de trabalhar arde nos pensamentos das pessoas que estão chegando na idade para tal. A definição de “velho” também mudou, e a que mais se adequa hoje em dia é a de alguém duas ou três décadas a mais que a gente.

A pesquisadora analisou dados de mais de 18 mil homens entre 50 e 70 anos, aposentados ou próximos de se aposentar. Eles vivem em países da União Europeia e os entrevistou durante anos buscando saber o quão felizes estavam nos diferentes períodos de aposentadoria até atingirem os 70 anos.

O estudo revela que, logo após nos aposentarmos, o índice de satisfação com a vida e a sensação de bem-estar cresce rapidamente. Mas, após alguns meses, esse índice cai rapidamente e se estabiliza, até chegarmos aos 70 anos, independentemente da idade de aposentadoria.

A conclusão da pesquisadora é que se aposentar mais tarde apenas atrasa um ganho de qualidade de vida que na re­alidade é fugaz. Aposentar-se tardiamente não reduz o índice de satisfação com a vida e, portanto, pode ser uma opção para as pessoas que ainda se sentem produtivas e estão felizes no ambiente de trabalho. Para a autora, aposentar-se tem apenas um efeito “marginal” na felicidade das pessoas e aposentadoria tardia seria uma boa saída para os países endividados.

Dieta cara

Todos nós, médicos, elegemos a dieta do Mediterrâneo como a mais saudável e insistimos para que as pessoas no mundo todo a adotem, sem contudo, perceber que o custo dela pode torná-la inviável. É o que está acontecendo até lá mesmo, no Mediterrâneo. Um estudo da Universidade Católica de Compobasso na Itália e publicado no British Medical Journal, avaliou informações na dieta de 13 mil pessoas da região e se houve mudança nos seus hábitos alimentares desde 2005.

Os autores descobriram que as pessoas com menor renda trocaram a dieta do Mediterrâneo por uma dieta mais rica em carboidratos, o que provocou uma pandemia de obesidade nos países europeus. Segundo a pesquisadora Marialaura Bonaccio, 72% dos europeus mais ricos ainda permanecem se alimentando de maneira saudável e tem apenas 20% de obesos entre eles, enquanto 36% dos mais pobres padecem de obesidade. Para os autores, a queda do poder aquisitivo dos europeus deve ser a principal causa de obesidade entre eles.

Imagine o que pode acontecer no Brasil, onde a renda per capita da população não chega a um terço da dos europeus.

 

Por Rogério Tuma
Fonte: Site da revista Carta Capital

Saúde financia bolsas na área de vigilância

Instituições de Ensino Superior têm até o dia 19 de dezembro para inscrever seus projetos. Iniciativa contará com investimento de até R$ 8 milhões por ano

O Ministério da Saúde vai financiar por meio do Edital n 28/2012 projetos na área de Vigilância, elaborados por Instituições de Ensino Superior, em conjunto com Secretarias de Saúde. A iniciativa faz parte do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde/Vigilância em Saúde (PET/VS) para o período de 2013 a 2014. O valor investido por ano pelo Ministério da Saúde será de até R$ 8 milhões, a depender do número de projetos aprovados.

O programa disponibiliza bolsas para tutores (professores), preceptores (profissionais de saúde) e estudantes de graduação da área da saúde com o objetivo de fortalecer ações de integração ensino-serviço-comunidade. Podem se candidatar instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos, que ofereçam cursos de graduação na saúde. Cada instituição deverá apresentar projeto com período de duração de dois anos, prevendo a participação integrada dos cursos de graduação envolvidos até dia 19 de dezembro.

Os projetos precisam estar alinhados às prioridades definidas pela Agenda Estratégica da Secretaria de Vigilância em Saúde – 2011-2015, preferencialmente articuladas ao planejamento das ações de saúde das Regiões de Saúde (Decreto nº 7.508/2011) e às Redes de Atenção à Saúde (Portaria 4.279/2010).

Os projetos deverão explicitar o número de bolsas para os tutores acadêmicos, preceptores e estudantes respeitando a seguinte proporção para cada grupo PET-Saúde: um tutor acadêmico e dois preceptores responsáveis pelo aprendizado em serviço de oito estudantes de graduação da área da saúde. Serão selecionados no máximo cinco grupos PET-VS por projeto aprovado.

Para se inscrever, os interessados devem acessar o formulário por meio do endereço eletrônico: http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=8916

PET-Saúde

O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde é regulamentado pela Portaria Interministerial 421/2010 e financia cerca de 9 mil bolsas por mês para docentes, estudantes e profissionais que atuam na Rede de Atenção a Saúde.

Ao todo o programa conta com a participação de 95 Instituições de Ensino Superior, 123 Secretarias Municipais de Saúde e doze Secretarias Estaduais de Saúde. O valor investido pelo Ministério é de R$ 156 milhões no período de 2012 a 2014. Lançado em 2010, o PET-Saúde VS apoiou, até 2012, 145 grupos, com a participação de 1.590 bolsistas entre estudantes, tutores e preceptores.

Por Wesley Kuhn, da Agência Saúde
Fonte: Portal da Saúde

Novos governos municipais e propostas de saúde

por Gilson Carvalho, Médico Pediatra e de Saúde Pública

Mais uma vez estamos colhendo os primeiros frutos das  eleições municipais. A cada dia testando a capacidade do cidadão de aprimorar suas escolhas com clareza e chance de acerto. Em mais um período de transição entre governos novos ou reeleitos, minha proposta é levantar algumas questões da área de saúde para serem discutidas neste período prévio às posses e no de início de governo.

Felizmente, a Constituição Federal de 1988, mudou o status de nós pessoas, de, apenas pedintes da caridade alheia, agora transformados em cidadãos portadores de direito à saúde. Garantiu-se a todos  o Direito à Saúde como Dever do Estado. Foi criado o Sistema Único de Saúde que eleva a saúde à condição de direito universal de cada cidadão. O SUS tem como objetivo: identificar e divulgar os condicionantes e determinantes da saúde; planejar para modificá-los, diminuindo o risco de agravos à saúde; realizar ações e serviços  no campo da promoção da saúde (trabalhar com as causas das doenças), da proteção da saúde (trabalhar com os riscos de adoecer) e recuperação (trabalhar com as pessoas já adoecidas).  Este SUS tem que ser para todos (universalidade) e garantir o tudo em saúde (integralidade) e com igualdade qualificada com a justiça (equidade). É uma obrigação das três esferas de governo e não apenas dos Municípios. União, Estados e Municípios devem cuidar da saúde com igual responsabilidade e com participação financeira trilateral. Os Municípios devem colocar, em saúde, no mínimo 15% de seus impostos, os arrecadados e aqueles de transferências Federal (FPM-ITR) e Estadual (ICMS-IPVA).

Qual a responsabilidade em saúde é de competência municipal? Pela CF os Municípios podem fazer todas as ações de saúde. Entretanto, é claro que este limite da possibilidade, está ligado à capacidade do município que depende se seu porte, de  sua receita etc. Sendo responsabilidade das três esferas de governo deve existir um documento de compromisso entre, União, Estados e Municípios hoje denominado de COAPS – Contrato Organizativo da Ação Pública em Saúde.

Os princípios organizativos do SUS: descentralização com  rede de ações e serviços de saúde regionalizada e hierarquizada, de complexidade crescente. Leia mais

Saúde Ocular – Ministério da Saúde credencia serviços privados ao SUS

O Ministério da Saúde está ampliando e qualificando a assistência oferecida pelo projeto Olhar Brasil. Uma das medidas será a contratação de estabelecimentos de saúde privados e públicos para atender mais de quatro milhões de consultas e exames oftalmológicos. Com a formação de um cadastro nacional de estabelecimentos de saúde – públicos e privados -pretende-se aumentar a capacidade instalada de atendimento e reduzir as filas de espera.A inscrição dos serviços deve ser feito na internet pelo link que consta no Edital, publicado no dia 1º de novembro no Diário Oficial da União. O cadastro ficará disponível em um site para consulta dos gestores responsáveis pela contratação dos serviços.

Cadastro tem objetivo de formar rede de prestadores de serviços privados e públicos para aumentar a capacidade e qualificar o atendimento no projeto Olhar Brasil.
Foto: Corbis.com

O edital é uma das ações do projeto Olhar Brasil, que foi redefinido recentemente por meio de portaria interministerial (Ministério da Saúde e Ministério da Educação) e da portaria nº 1.229, de 01 de novembro de 2012, do Ministério da Saúde. Os serviços cadastrados irão contribuir para o atendimento de cerca de 10,5 milhões de crianças, jovens e adultos matriculados na rede pública e inseridos nos programas Saúde na Escola (PSE) e Brasil Alfabetizado (PBA) até 2014.

O novo projeto Olhar Brasil prevê, além de oferecer tratamento oftalmológico integral, o reajuste de valores dos procedimentos na tabela do SUS, a identificação de problemas de visão de estudantes de escolas públicas. No período de 2008 a 2011 foram realizadas 483 mil consultas oftalmológicas, apesar de a demanda ser ainda maior. “Nossa meta é ampliar em até nove vezes a quantidade de consultas. A grande mudança no projeto Olhar Brasil é a ampliação da oferta de consultas especializadas e exames de diagnóstico, sobretudo pelas clínicas privadas”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ele adianta que está sendo estudada a possibilidade de adotar essa mesma estratégia para atender outras especialidades, como doenças cardiovasculares e câncer.

De acordo com Padilha a estratégia é ampliar fortemente o número de consultas a serem oferecidas. “As secretarias municipais de saúde afirmam, e, com razão, que a maior dificuldade de oferecer consulta oftalmológica aos alunos do PSE e PBA é fixar o oftalmologista na localidade”, explica o ministro. Na sua avaliação, o cadastro vem para ajudar nesta questão. “Entre as vantagens do cadastro, está que o profissional estruturado em clínica particular é remunerado pelo número de procedimentos entregues, e não por número de horas trabalhadas. Outra vantagem é que pela escala apresentada de pacientes a serem atendidos pode atrair mais fortemente o número de clínicas e de oftalmologistas que venham prestar serviço para aqueles municípios”, destaca Padilha.

Dentro dos próximos anos, o Ministério da Saúde estima realizar, via projeto Olhar Brasil, 4,7 milhões de consultas, 871% a mais que no primeiro período do projeto, entre 2008 e 2012 (até agosto), quando foram feitas 483.898. O ministério também estima entregar 2,2 milhões óculos, 780% a mais que nos últimos quatro anos, com 258.261 óculos.

INCENTIVOS

Os estados e municípios receberão recursos a mais para realizar todas as etapas do projeto. Para realização das consultas serão investidos cerca de R$ 100 milhões. Esses valores se somam ao financiamento do restante da assistência, como fornecimento de óculos, tratamento de doenças oculares, além do tratamento da refração, abrangendo aproximadamente 20 procedimentos, como biometria ultrassônica, mapeamento da retina com gráfico e retinografia colorida. Parte desses procedimentos terá reajuste na tabela do SUS, que irão variar entre 36,6% a 63,20%, para o atendimento no projeto Olhar Brasil.

O valor pago pela consulta terá aumento de 47%, passando de R$ 14,29 para R$ 21. “Estamos criando uma tabela SUS específica para atender esse público definido, por se tratar de parte da população com menor condição de acesso ao atendimento especializado e a óculos, principalmente os que vivem em regiões mais pobres”, destaca o ministro Alexandre Padilha.

O edital para cadastramento traz um conjunto de normas que devem ser cumpridas pelos estabelecimentos de saúde, como normas da Vigilância Sanitária. Após a realização do cadastro e a partir do momento que passar a atender pelo projeto Olhar Brasil, o serviço terá que preencher um sistema de informação do Ministério da Saúde. Trata-se de medida de controle sobre o procedimento da consulta. Os serviços cadastrados e habilitados pelo Ministério da Saúde poderão ter seus serviços contratados diretamente pelo gestor local (estado e município) que estiver inserido no projeto. Para fazer parte do Olhar Brasil, o gestor deve aderir ao projeto por meio de solicitação ao Ministério da Saúde.

Fonte: www.saude.gov.br