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Ponha no prato alimentos que deixam dentes e gengivas saudáveis

Escovação, aliada à dieta, promove mordida mais forte e sorriso mais branco. (Foto: Corbis.com)

Escovação, aliada à dieta, promove mordida mais forte e sorriso mais branco. (Foto: Corbis.com)

Escova, pasta de dente e fio dental são indispensáveis para ter dentes saudáveis. Mas se engana quem pensa que eles são os únicos aliados da saúde bucal. A dentista Oneida Werneck, presidente da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral, explica que alguns alimentos são fundamentais para deixar dentes e gengivas saudáveis. “Eles não substituem os cuidados básicos com a saúde bucal, mas se somam a eles para conseguir dentes perfeitos.” Que tal mudar a alimentação e distribuir mais sorrisos de hoje em diante?

Vitamina C – Oneida Werneck explica que a falta de vitamina C causa sangramento das gengivas e diminuição da massa óssea, o que pode levar a perda dos dentes. Mas é bom não exagerar no consumo de alimentos muito ácidos – como a laranja e o abacaxi, ricos em vitamina C – que causam desmineralização e deixam o dente mais poroso. E, ao tomá-los, use canudinhos, impedindo o contato direto com os dentes. Outra opção é fazer um bochecho com água pura ou mesmo tomar um copo de água para neutralizar o ácido logo após sua ingestão. “Não se aconselha a escovação dos dentes nesta hora, pois o atrito da escova com o esmalte descalcificado faz com que ele se desgaste ainda mais”, recomenda a especialista.

Alimentos fibrosos – A mastigação de alimentos ricos em fibras, além de contribuir para a saúde gastrointestinal, tem a capacidade de promover a autolimpeza dos dentes, evitando a formação de placa bacteriana, a causadora de cáries e gengivite. “Além disso, frutas como maçã e pera podem substituir doces bem açucarados, os principais responsáveis pelas cáries”, afirma Oneida Werneck.

Leite e derivados – O cálcio presente no leite e derivados dele é essencial para garantir ossos fortes e saudáveis. E o mesmo vale para os dentes. O nutriente é parte da composição dos dentes e, em níveis adequados, garante uma boa saúde a eles, principalmente durante a sua formação. Mas o cirurgião dentista Rodrigo Guerreiro Bueno de Moraes, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), explica que esses não são a única fonte de cálcio. Folhas verdes escuras, como a couve, podem compensar essa demanda – especialmente para quem não gosta ou não tolera a lactose.

Água – “O consumo de água (com gás ou não)é importante para eliminar detritos, açúcares e ácidos”, afirma Oneida Werneck. Além disso, a água das grandes cidades é fluoretada, que reforça a resistência do esmalte do dente. “Quando ingerido durante a formação dos dentes, isso é, até os doze anos de idade, o flúor torna os dentes muito mais resistentes à cárie por toda a vida”.

Chiclete sem açúcar – Mascar chicletes sem açúcar entre as refeições estimula a formação desaliva, o que contribui para a limpeza dos dentes. O cirurgião dentista Rodrigo conta que essas gomas se tornam ainda mais valiosas quando providas do xilitol (veja o rótulo), um adoçante que ajuda o processo de remineralização dentária e contribui para a longevidade e a proteção dos dentes.

Alimentos crus – Para mastigar alimentos crus, geralmente é necessário fazer mais força com os ossos da mandíbula e do maxilar.”Essa força deixa os ossos que sustentam os dentes mais fortes, garantindo firmeza a eles”, conta Rodrigo Guerreiro. Mas não são apenas os alimentos crus, como maçãs, que ajudam, outros alimentos mais difíceis de mastigar (como a carne) também cumprem o papel.

Vitamina D – O papel mais conhecido da vitamina D é sua atuação na absorção dos minerais cálcio e fósforo, relacionados à formação óssea. “A vitamina D aumenta a eficiência da absorção intestinal de cálcio em até 40% e a de fósforo em 80%”, afirma a nutricionista Thais Souza, da rede Mundo Verde. Essa influencia também aparece na arcada dentária, onde a vitamina D ajuda na fixação do cálcio nas bases ósseas e dentárias.

 

Fonte: Site Minha Vida

 

Agrotóxicos: saiba como se proteger e fazer a limpeza correta dos alimentos

Pimentão – campeão na lista de maior concentração de agrotóxicos, segundo a ANVISA. (Foto: Corbis.com)

Você sabia que o pimentão e o tomate são os campeões na concentração de agrotóxicos? O “Alternativa Saúde” se debruça sobre o tema ao constatar que o brasileiro consome mais química do que o recomendado. “Infelizmente, moramos em um país onde o controle de insumos é pouco criterioso. Por isso, consumimos agrotóxicos demais”, diz a nutricionista Adriana Bassoul, do Sítio do Moinho, que recomenda a opção pela compra de orgânicos. A legislação estabelece um volume máximo de agrotóxico a ser aplicado nas plantações, mas esse processo não costuma ser controlado. O resultado são legumes e hortaliças bonitos e vistosos, mas cheios de química.

Plantações orgânicas permitem o surgimento de insetos, livrando a lavoura de pragas

Hoje encontramos produtos orgânicos com mais facilidade. Os produtos também tem caído de preço. “Uma boa sugestão para quem compra legumes, frutas, verduras, é saber de onde eles estão vindo, quem os cultiva. Perguntar ao produtor de onde ele vem. Se tiver um tempinho, vá lá conferir. E você sabe uma forma bem rudimentar de se identificar a produção orgânica? É o matinho! A horta orgânica tem sempre um matinho. A gente pede licença à natureza para cultivar, e o matinho perto da plantação é sinal de que ali não tem agrotóxicos, que a natureza está cumprindo seu ciclo porque neste matinho é o alimento dos insetos. Assim, eles não precisam atacar a alface plantada, livrando a verdura de pragas”, orienta a nutricionista.

Na plantação convencional, os aditivos químicos prejudicam  o ciclo que o meio ambiente deveria fazer. “A soja raramente tem plantação orgânica. Neste caso, a produção é basicamente transgênica”, ressalta Adriana. Ela explica que a tecnologia de plantação orgânica permite produzir alimentos – quando estão na sua época – que são aparentemente muito parecidos aos das hortas convencionais. “O que acontece muito com o produto que sofre a ação dos aditivos químicos é que eles podem parecer grandes e com cores vivas, mas ficam ‘vazios’. A quantidade de aditivos químicos é tão grande que eles crescem muito, mas ficam sem sabor e pobres em nutrientes”, diz a nutricionista.

Lavar legumes e frutas diminui a concentração de agrotóxicos?

“Lavando o alimento conseguimos diminuir a concentração do inseticida que foi colocado no final do processo de produção, mas os ativos que foram colocados no início da plantação e passam para a essência do alimento. Nesse caso, não é possível eliminá-los”, ressalta Adriana.

Para lavar os alimentos, a nutricionista recomenda a seguinte receita: “Deixe verduras, legumes e frutas de molho em solução com 1 colher de sopa de cloro para 1 litro de água filtrada. Bicarbonato é outra alternativa para auxiliar na limpeza dos alimentos. O ideal seria higienizar todos os alimentos, mas também descascar frutas e legumes”, diz Adriana.

É importante lembrar que a adoção de hábitos saudáveis e conscientes também permite exceções. “Claro que você vai sair para comer uma pizza com os amigos. Vamos tentar fazer nossa vida de forma orgânica e saudável para chutar o balde de maneira feliz. As pessoas têm medo de um monte de coisas e acabam com receio de comer”, lembra a nutricionista.

Se possível, dê preferência para alimentos orgânicos

Realmente a orientação é “quando for comer algo cru, que seja orgânico”. Se não for possível, a nutricionista recomenda comprar os alimentos quando estiverem na época, tirando proveito da sazonalidade. “Mesmo o produto convencional tem menos agrotóxico. Quando está na época o alimento cresce naturalmente e precisa ser pouco (ou quase nada) incentivado por algum aditivo. Então, é bem provável que este alimento contenha menos agrotóxicos que outros frutos que não estão na época”, reforça Adriana.

Fonte: GNT / Programa Alternativa Saúde

Manual traz orientações para as escolas particulares

Acordo com a Federação Nacional das Escolas Particulares vai incentivar os estabelecimentos a oferecerem às crianças alimentos com menos sódio, açúcar e gordura

O Ministério da Saúde lança em Porto Alegre (RS), nesta quarta-feira (5), o Manual das Cantinas Escolares Saudáveis: promovendo a alimentação saudável. O objetivo é incentivar as escolas particulares a oferecer lanches menos calóricos e com maior valor nutritivo aos alunos e assim diminuir a incidência da obesidade infantil. O manual traz diversas orientações às instituições de ensino, como substituição de alimentos fritos por assados e industrializados por opções mais naturais e livres de conservantes.

A iniciativa faz parte do acordo de cooperação técnica assinado entre o Ministério da Saúde e a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP), que tem de perto de 18 mil escolas associadas. O evento na capital gaúcha contará com a presença de representantes das escolas particulares vinculadas ao SINEPE-RS – Sindicato do Ensino Privado.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destaca que os muitos hábitos alimentares começam a ser formados na infância e que o ambiente escolar tem um papel fundamental neste processo. “Oferecer um ambiente favorável às escolhas alimentares saudáveis às crianças ajuda a prevenir a obesidade infantil”. O ministro também reforça que a inciativa terá impacto positivo em um futuro próximo. “Crianças com hábitos saudáveis tendem a se tornar adultos saudáveis”, concluiu o ministro.

Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34,8% das crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

Já na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%. Neste grupo, o índice de massa corporal (IMC) — razão entre o peso e o quadrado da altura — deve ficar entre 13 e 17. A manutenção do peso adequado desde a infância é um dos principais fatores para a prevenção de doenças na fase adulta.

Os maus hábitos alimentares dos estudantes brasileiros também podem ser constatados nos resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PENSE/2009). A avaliação apontou que apenas um terço dos alunos matriculados no ensino fundamental da rede privada consome frutas e hortaliças em cinco dias ou mais na semana. Já refrigerantes e frituras fazem parte da rotina alimentar de 40% dos alunos.

Os hábitos ruins da infância podem se refletir na idade adulta. Nos últimos seis anos, o Brasil tem aumentado o percentual de pessoas acima do peso. De acordo com o Vigitel, a proporção de adultos com sobrepeso avançou de 43%, em 2006, para 49%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

DCNT – No Brasil, 72% das mortes registradas estão relacionadas a Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Pessoas obesas também têm mais chance de sofrer com doenças cardiovasculares, além de problemas ortopédicos, asma, apneia do sono e alguns tipos de câncer.

PLANO

Lançado em 2011, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT estabeleceu metas para combater os fatores de riscos nos próximos dez anos. Em relação à obesidade e ao excesso de peso, a intenção do Plano é deter o crescimento entre os adultos brasileiros e reduzir entre crianças aos mesmos patamares de 1988: 8% entre os meninos e 5% entre as meninas, revertendo a curva atual. Já na faixa de 10 a 19 anos, o objetivo é diminuir as taxas de 5,9% para 3,2% entre os meninos e de 4% para 2,7% entre as meninas.

MENOS SAL

Com o objetivo de melhorar a dieta do brasileiro e promover maior qualidade de vida o Ministério da Saúde, a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA) fecharam acordo voluntário para redução de sódio nos alimentos. Entre os alimentos que preveem a redução estão varias guloseimas comumente consumidas pelas crianças, como bisnaguinha, batata palha, salgadinhos de milhos e biscoitos recheados. De acordo com dados do IBGE, os adolescentes brasileiros consomem mais salgadinhos (sete vezes mais), biscoitos recheados (quatro vezes mais), biscoitos doces (mais de 2,5 vezes mais) e biscoitos salgados (50% a mais) que os adultos.

Fonte: DAB – MS

Cuidados e prevenção na alimentação

Alimentação saudável

Ter uma boa alimentação é sinônimo de vida saudável. Por meio da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, o governo incentiva a população a ter bons hábitos e conscientiza sobre os riscos de doenças causadas pela ingestão prolongada de alguns tipos de produtos.

Muitos componentes da alimentação dos brasileiros são associados ao desenvolvimento de doenças, como o câncer, problemas cardíacos, obesidade e outras enfermidades crônicas, como o diabetes. Por isso, alimentos ricos em gorduras, como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, linguiças, mortadelas, entre outros, devem ser ingeridos com moderação.

O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de doenças. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, por exemplo, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, ensopados, guisados, cozidos ou assados.

Alimentar-se de maneira correta significa prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida. Leia mais