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Estudo afirma que leite materno pode reduzir risco de hiperatividade infantil

Amamentação é fundamental para o bom desenvolvimento do bebê

Corbis.com

Pesquisadores israelenses descobriram que os bebês que se alimentam de leite materno têm menos chances de desenvolver o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) que os que consomem leite comum. Os pediatras incentivam as mães a amamentar os recém-nascidos com leite materno, já que é uma nutrição completa e fácil de digerir, além de conter anticorpos que ajudam o sistema imunológico e hormônios que tranquilizam a criança.

Entre todos estes benefícios, agora também pode constar a prevenção do TDAH, de acordo com um estudo dirigido pela doutora Aviva Mimouni-Bloch da Faculdade de Medicina de Tel Aviv, que demonstrou que, entre as crianças que apresentam o transtorno, há uma proporção menor de bebês que mamaram no peito.

Embora os pesquisadores sejam cautelosos e alertem que só provaram a existência de uma relação significativa entre a lactação materna e uma menor incidência da hiperatividade na infância (inclusive levando em conta fatores típicos de risco), o estudo sugere que amamentar poderia servir de potente protetor contra o TDAH. Este é um dos transtornos de conduta mais comuns diagnosticados em crianças e adolescentes, de natureza heterogênea e multifatorial e é improvável encontrar uma única causa.

Publicado na revista Breastfeeding Medicine e apresentado no congresso da Academia de Sociedades Pediátricas realizado em Washington em maio, a pesquisa foi concentrada nos hábitos de lactação que os pais deram a seus filhos, divididos em três grupos.

O primeiro, constituído por 56 crianças diagnosticadas com TDAH; o segundo, formado por 52 irmãos de crianças com esse transtorno, e o terceiro, o grupo de controle, formado por 51 crianças sem qualquer relação genética. Os resultados revelaram uma clara relação entre a amamentação com leite industrializado e o TDAH.

Assim, as crianças que tomavam mamadeira aos três meses tinham três vezes mais possibilidades de apresentar o transtorno, quando comparadas às crianças que ainda mamavam no peito. A metodologia consistiu em um comparativo do histórico clínico de crianças com idades entre seis e 12 anos que haviam sido internadas por diferentes razões no Hospital Pediátrico Schneider de Petahtikva (Israel).

Os pais preencheram um questionário detalhado sobre a alimentação dos seus filhos nos primeiros meses de vida e outros fatores que podem influenciar na aparição do TDAH, como situação familiar, nível educativo dos pais, problemas durante a gravidez, como hipertensão ou diabetes, peso do recém-nascido e relação genética com o TADH.

Segundo Mimouni-Bloch, que também dirige o Centro de Neurodesenvolvimento Infantil do Hospital Loewenstein, “aos três meses, apenas 43% dos diagnosticados com TDAH haviam recebido leite materno, contra 69% do grupo dos irmãos e 73% do grupo de controle”.

— Vimos que existe uma associação significativa entre o TDAH e a falta de leite materno aos três meses. Sabíamos que o fator genético era determinante, mas nos surpreendemos ao encontrar diferenças significativas entre os que não foram amamentados aos três meses e os outros grupos.

Os pesquisadores não puderam determinar quais mecanismos influenciam nessa relação: os componentes do leite materno, o laço que se estabelece entre a mãe e o bebê durante a amamentação ou ambos. A pesquisa da Universidade de Tel Aviv complementa outro estudo, de Nova York, com resultados que, mesmo seguindo outra metodologia, apontam para uma tendência similar, o que, segundo a doutora israelense, reforça sua tese.

Fonte: R7 Notícias

Quebra da relação entre médicos e indústria farmacêutica melhora saúde e reduz custos

remediosUm novo relatório sugere que melhorias no cuidado à saúde e reduções significativas nos custos de medicamentos podem ser obtidas rompendo o antigo relacionamento entre médicos e representantes das empresas farmacêuticas que promovem os medicamentos mais novos, mais caros e muitas vezes desnecessários.

Esse sistema, que está em vigor há décadas, beneficiou os médicos no passado, mantendo-os atualizados sobre novos medicamentos, e fornecendo generosas quantidades de amostras grátis para que os pacientes começassem a usar as drogas mais recentes, bem como outros materiais e presentes.

Mas esse sistema é na verdade um poderoso processo de marketing em que a indústria farmacêutica despeja dezenas de bilhões de dólares por ano, com mais de 90 mil representantes distribuindo presentes e recomendações.

Há um representante farmacêutico para cada oito médicos nos Estados Unidos.

Isto não necessariamente serve aos melhores interesses dos pacientes em termos de economia, eficácia, segurança e precisão das informações, dizem os especialistas autores do relatório.

Livre dos representantes das empresas farmacêuticas

Em um dos primeiros estudos desse tipo – intitulado Breaking Up is Hard to Do- “Romper é Difícil”, em tradução livre – pesquisadores da Universidade do Estado do Oregon, da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon e da Universidade de Washington descrevem o processo deliberado que uma clínica médica empreendeu para remover os representantes das empresas empresas farmacêuticas de sua prática.

O estudo explora os obstáculos enfrentados e o resultado final, bem-sucedido.

O estudo concluiu que evitar conflitos de interesse e tornar-se “pharma-free” é possível, mas não é fácil.

“É uma mudança de cultura, que já está acontecendo, mas ainda tem um caminho a percorrer, especialmente em clínicas privadas menores,” disse o Dr. David Evans, um dos autores do estudo.

Parte do que está permitindo essa mudança, segundo os pesquisadores, é que as informações sobre novos medicamentos já estão disponíveis em muitas outras formas.

Essas outras fontes têm menos viés e são mais baseadas em evidências científicas do que o material tradicionalmente fornecido pela indústria farmacêutica, que quer vender o produto mais recente.

Como quebrar a ligação entre médicos e representantes

Na Clínica Madras, onde foi feito o piloto de eliminação da influência dos representantes, os médicos substituíram as informações fornecidas anteriormente pelos representantes por reuniões mensais para atualização sobre novos medicamentos, com base em estudos científicos revisados pelos pares, em lugar da literatura promocional.

“Nos últimos 5-10 anos houve um reforço de um movimento em direção ao que chamamos de ‘detalhamento acadêmico’, em que as universidades e outras fontes imparciais de informação podem fornecer informações precisas, sem viés,” disse Daniel Hartung, coautor do estudo. “Isso está sendo apoiado por alguns estados e pelo governo federal, e é um passo na direção certa.”

A nova análise explora as medidas necessárias que uma clínica privada pode tomar para ajudar a resolver este problema, incluindo a quantificação da relação clínica-indústria, antecipação das preocupações dos clínicos e funcionários, como encontrar novas formas de fornecer informações atualizadas e de educar os pacientes e o público.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br

Consumo diário de uma colher de gergelim elimina gordurinhas

Foto: Corbis

Foto: Corbis

Para manter uma barriga sequinha, muitas mulheres acabam se submetendo às cirurgias plásticas e dietas mirabolantes. Porém, é possível ficar livre das indesejáveis gordurinhas de um jeito muito mais simples e saboroso: basta adicionar uma colher de sobremesa de gergelim ao cardápio diário. Isso porque a semente queima as células adiposas e reduz os agentes oxidantes, danosos ao tecido cutâneo.

Fonte de proteínas, como cálcio, ferro e ômega 3, e vitaminas B1, B2 e E, o produto de origem oriental deixa a silhueta enxuta ao melhorar a circulação sanguínea, regular o metabolismo, auxiliar o trânsito intestinal e recuperar a elasticidade cutânea.

De maneira natural, o redesenho do contorno corporal também é possível graças à fibra encontrada na casca, que aumenta o tempo de digestão e mantém a sensação de saciedade ao longo do dia. Esse nutriente funciona como auxiliar no combate à flacidez e, por consequência, fortalece o tônus muscular e deixa o abdômen durinho.

“Aliado a uma alimentação saudável e à prática de exercícios físicos, o gergelim ainda pode reduzir a inflamação produzida pelo sobrepeso e regular o colesterol, mantendo o corpo saudável e livre de gorduras”, explica Robena Molinari, nutricionista da Clínica de Nutrição Funcional Patrícia Davidson Haiat, do Rio de Janeiro.

No prato

Indica-se o consumo de gergelim por meio de sua forma integral e triturada, adicionada a molhos, sucos e saladas. Apesar da recomendação, é possível substituir por alimentos que contenham a semente, como pães e bolachas. Alternativa para quem não é fã do alimento, é utilizá-lo na versão em óleo, em sopas e caldos.

Mas é preciso ficar atento para a quantidade diária não ultrapassar o equivalente a uma colher de sobremesa, pois o exagero pode criar o efeito rebote, estimulando a produção das células de gordura. Além disso, é necessário beber dois litros de água, todos os dias, para estimular a absorção das substâncias naturais.

 

 Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Brincar ao ar livre reduz miopia

Nas férias, evite que as crianças passem o dia todo em frente ao computador, videogame ou TV (Foto: Corbis.com)

Nas férias, evite que as crianças passem o dia todo em frente ao computador, videogame ou TV (Foto: Corbis.com)

Pesquisadores afirmam que encorajar as crianças a brincar mais ao ar livre pode ser um jeito interessante de proteger a visão e reduzir o risco de miopia. Apesar de a dificuldade de enxergar de longe ser muito comum e fácil de corrigir com o uso de óculos, lentes de contato ou cirurgias, quanto mais afastadas do problemas elas tiverem, melhor.

Na opinião do pesquisador Justin Sherwin, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, ainda que uma boa parcela dos casos de miopia tenha um componente hereditário importante, isso não exclui a forte influência de fatores externos como passar muitas horas diante da TV ou lendo livros. “Descobrimos uma associação relevante entre o aumento do tempo passado ao ar livre e prevalência de miopia em cerca de dez mil crianças e adolescentes. A cada hora a mais por semana passada em ambiente externo, como parques e playgrounds, o risco de miopia é reduzido em 2%.”

Esse tipo de estudo reforça outra constatação muito comum nos consultórios oftalmológicos: o uso excessivo de computadores e videogames vem prejudicando a visão de crianças e adolescentes, que mesmo nas férias passam horas nas redes sociais ou jogando em telas pequenas. De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, a falta de brincar ao ar livre e o uso contínuo de videogames pode levar a criança a sentir dificuldade para enxergar de longe, criando um embaçamento da vista. “Também pode provocar dores de cabeça, lacrimejamento, ardor e vermelhidão nos olhos. Essa condição costuma persistir por vários meses, levando ao diagnóstico de miopia – que pode ser transitória ou permanente”.

Os pais, na opinião do médico, têm de prestar mais atenção no que os filhos fazem nas horas livres. “Talvez por uma questão de segurança ou porque os pais trabalham fora, as crianças estão cada vez mais voltadas para dentro de casa. Nesse cenário, muitos nem se dão conta de que os pequenos se refugiam em seus quartos, passando horas demais diante do monitor de computador ou do videogame. Uma das consequências é a miopia”.  Neves diz que para cada hora que a criança passa fixando a tela do monitor ou a TV, ela deve fazer uma pausa de pelo menos 15 minutos, piscando várias vezes e olhando pela janela para focar objetos mais distantes. “E que procurem brincar mais em parques, clubes e playgrounds. Os olhos agradecem”.

 

Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista e diretor do Eye Care Hospital de Olhos, de São Paulo
 
Publicado no site Viver Bem

FDA pede redução na dosagem de remédios contra insônia

Foto: Corbis.com

Foto: Corbis.com

WASHINGTON – A FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, anunciou nesta quinta-feira que pediu aos fabricantes dos remédios contra insônia mais populares nos EUA, como Ambien e Zolpimist, para reduzir a dose recomendada pela metade para mulheres.

Estudos laboratoriais mostraram que estas drogas podem deixar as pessoas sonolentas de manhã e com riscos de sofrer acidentes de carros.

O requerimento se aplica a drogas com o princípio ativo zolpidem (no Brasil, os remédios Lioram e Stilnox o têm em suas fórmulas), de longe o mais usado para o tratamento da insônia. Com doses mais baixas, a droga permanece no organismo por menos tempo durante a manhã, reduzindo o risco de que a pessoa esteja debilitada ao volante.

A FDA disse aos fabricantes que a dose recomendada para mulheres, que eliminam o zolpidem mais lentamente que os homens, deveria ser baixada de 10 miligramas para 5 miligramas em produtos de uso imediato. Em medicamentos de uso contínuo, a redução deve ser de 12,5 miligramas para 6,25 miligramas. Para homens, a FDA informou que os rótulos devem recomendar doses menores.

 

Fonte:

http://www.portaldoconsumidor.

gov.br

O consumo de água mineral pode diminuir o acesso ao flúor

Diversos fatores são importantes para saber se você está recebendo ou não flúor suficiente.
 

Foto: Corbis.com

Se a água mineral for sua fonte principal de água de consumo, você poderá não estar obtendo flúor em quantidade suficiente. Enquanto o flúor é adicionado na água de abastecimento público em 60% dos municípios do Brasil para reduzir a cárie dental, a maioria das águas minerais disponíveis no mercado não contém níveis ideais de flúor.

Diversos fatores são importantes para saber se você está recebendo ou não flúor suficiente, entre eles:

    • O nível de flúor na sua água mineral, que pode variar muito entre as diferentes marcas. Se a quantidade de flúor não aparecer no rótulo, peça informações à empresa responsável.
    • A quantidade de água mineral que você bebe durante o dia.
    • Se você usa a água mineral para beber, cozinhar ou preparar sopas, sucos e outras bebidas.
    • Se você também bebe água fluoretada na escola, trabalho ou outros lugares.

Se você bebe principalmente água mineral, você deve conversar com seu dentista sobre a necessidade de tratamentos complementares com flúor – especialmente se tiver filhos. Seu dentista pode recomendar complementação de flúor se achar que seu filho não está recebendo níveis adequados de flúor.

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive.
Copyright 2011 Colgate-Palmolive.

Mortalidade feminina cai 12% nos últimos 10 anos

As doenças cerebrovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e as isquêmicas do coração, como o infarto, tiveram as taxas reduzidas.
 

Foto: Corbis.com

O Brasil reduziu em 12% a mortalidade feminina nos últimos 10 anos. No período de 2000 a 2010, houve redução da taxa de mortalidade de 4,24 óbitos por 100 mil mulheres para 3,72. Este é um dos estudos do Saúde Brasil (edição 2011), publicação do Ministério da Saúde.

“Essa redução mostra que o país tem qualificado assistência à mulher, mas também demonstra que temos de continuar priorizando as causas dos óbitos das mulheres, como o câncer de mama”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Todas as regiões do país tiveram suas taxas reduzidas. A maior redução foi verificada na região Sul do país (14,6%), seguida pela região Sudeste (14,3%). A região Centro-Oeste apresentou redução de 9,6%, enquanto as regiões Nordeste e Norte, apresentaram redução de 9,1% e 6,8%, respectivamente.

Entre as principais causas de mortalidade feminina estão as doenças do aparelho circulatório, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto, que aparecem em primeiro lugar representando 34,2%. No entanto, as doenças cerebrovasculares e as isquêmicas do coração apresentaram redução no período de 2000 a 2010. A taxa das doenças cerebrovasculares em mulheres, como o AVC, caiu de 43,87 em 2000, para 34,99 em 2010. As doenças isquêmicas do coração, como o infarto, também tiveram a taxa reduzida de 34,85 para 30,04.

“A melhoria na assistência à saúde, o aumento da expectativa de vida aliado à ampliação do acesso à informação, assim como a redução do tabagismo contribuíram para termos um impacto positivo nas mortes de jovens,” disse Deborah Malta, diretora de Análise de Situação em Saúde, do Ministério da Saúde.

Essas doenças têm como fatores de risco a falta de exercícios físicos e uma dieta rica em gordura saturada, que tem como consequência o aumento dos níveis de colesterol e hipertensão. Para ampliar e qualificar a assistência às vitimas de infarto e AVC, o Ministério da Saúde está investindo nas linhas de cuidado dessas doenças. Entre as novidades para o infarto está a inclusão dos medicamentos tenecteplase, alteplase e clopidogrel – para continuidade do tratamento, além do troponina que é o teste rápido para diagnóstico do infarto. Já para o AVC, a novidade também está na incorporação do trombolítico alteplase, além da ampliação de serviços habilitados para assistência às vítimas da doença.

CAUSAS

As neoplasias representam a segunda maior proporção de óbitos em mulheres em 2010, no total de 18,3%. Dentro das neoplasias, o câncer de mama tem o maior índice (2,8%), depois o câncer de pulmão (1,8%) e câncer do colo do útero (1,1%).

Como forma de prevenção do câncerde mama e do colo de útero, o Ministério da Saúde tem investido no Plano Nacional de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Câncer de Colo do Útero e de Mama, lançando no ano passado. Entre as ações está a incorporação do Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama e a expansão dos serviços de radioterapia no país.

Na faixa etária a partir dos 30 anos, as doenças do aparelho circulatório e neoplasias se confirmaram como as causas mais frequentes de óbitos. Já nos menores de 10 anos predominaram as afecções perinatais, e entre mulheres de 10 a 29 anos de idade, as causas externas, como, por exemplo, acidentes e agressões.

FECUNDIDADE

O estudo revela novo perfil da população feminina, apontando para envelhecimento desde público. Entre 2000 a 2010, a taxa de fecundidade geral no Brasil caiu de 2,38 para 1,9 filhos por mulher, valor inferior ao chamado nível de reposição que é de 2,1 filhos por mulher.

Em 2010, a esperança de vida das mulheres era de 77,32 anos, enquanto a dos homens era de 69,73 anos, o que corresponde a uma diferença de mais de sete anos.

MORTALIDADE MATERNA

O estudo Saúde Brasil também trouxe a taxa de mortalidade materna de 2010, que chegou a 68 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. Na comparação com os últimos 20 anos (1990 a 2010), a razão da mortalidade materna no Brasil caiu 50%.

Para continuar reduzindo esses índices, o Ministério da Saúde lançou no ano passado a estratégia Rede Cegonha, que vem ampliando e qualificando a assistência à mulher e ao bebê. Já foram destinados R$ 3,3 bilhões para execução das ações da rede, além de mais de R$ 89 milhões para fortalecer o pré-natal no SUS. Mais de 4.800 municípios já aderiram à estratégia, com a previsão de atendimento de mais de dois milhões de gestantes no país.

Fonte: MS/Portal da Saúde

Acordo prevê redução da mortalidade infantil

Governo brasileiro, que atingiu meta quatro anos antes do previsto, irá colaborar com experiências que levaram a resultados expressivos em todo território nacional

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta quinta-feira, (26/09) em Brasília, o “Compromisso com a sobrevivência infantil: uma promessa renovada”. O documento é um sinal de comprometimento do governo brasileiro em ajudar países que enfrentam dificuldades para alcançar os índices de redução da mortalidade na infância propostos nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB). Por ter atingido a meta quatro anos antes do previsto, de acordo com o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Brasil é convidado a compartilhar as experiências bem-sucedidas, realizadas pelo Ministério da Saúde e outros setores do governo, que contribuíram com resultados positivos.

O acordo, proposto pelo Unicef e pelos governos dos EUA, Índia e Etiópia, conta com as assinaturas chefes de governo de diversos países. Mais de 100 nações já assinaram o documento. Este compromisso visa acelerar os esforços dos governos e da sociedade em reduzir as mortes evitáveis de crianças de até cinco anos, com ênfase nos primeiros dias de vida.A adesão do Brasil, como uma das referências mundiais na redução da mortalidade na infância, é extremamente importante. Em 2011, o País foi um dos cinco que tiveram os melhores índices.

Com o compromisso, o Brasil fortalece a cooperação mundial na redução da mortalidade na infância de países subdesenvolvidos. O intercâmbio de informações e a troca de experiências devem colaborar com o desenvolvimento de programas em várias outras nações. De acordo com o Relatório de Monitoramento 2012 do Unicef, o Brasil apresenta a redução de 73% das mortes na infância com relação a 1990. Neste ano, a taxa brasileira indicava que a cada mil crianças nascidas vivas, 58 morriam antes de completar cinco de anos de vida. Em 2011, o órgão internacional mostra que o índice reduziu para 16/1.000.

“Poder cooperar com os avanços relacionados à sobrevivência de recém-nascidos, crianças e mães é motivo de orgulho para o governo brasileiro. Essa vitória ao atingir a meta estabelecida pela ONU antes do prazo se deve a uma série de ações voltadas para a melhoria da saúde das crianças, como a Rede Cegonha, a Política Nacional de Aleitamento Materno, o Programa Nacional de Imunização e a ampliação do acesso à Atenção Básica”, explica Padilha.

Gary Stahl, representante do Unicef no Brasil, reconhece a importância da participação brasileira na iniciativa. “O Unicef parabeniza o Brasil pela assinatura desse documento. Ao fazer esse acordo, o governo e também toda a sociedade brasileira ratificam o compromisso com o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento infantil. Esse ato, sem dúvida alguma, eleva o País a uma posição de liderança e de exemplo para as demais nações”, afirma.

PROGRESSO

O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 3,3 bilhões na Rede Cegonha e já conta com a adesão de 4.729 municípios brasileiros. O programa, que reúne medidas que garantem assistência integral às grávidas e ao bebê, criou 348 leitos neonatais e requalificou mais 86 em 2011. A previsão é habilitar outros 350 novos leitos neonatal ainda este ano. Atualmente, o Brasil conta com 3.973 de UTI Neonatal e 2.249 leitos de UTI Pediátrico. Estima-se que 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.

A Política Nacional de Aleitamento Materno também tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento materno de forma significativa e contribuído efetivamente para que o país atingisse as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008.

Com o Programa Nacional de Imunização, o Brasil conseguiu eliminar a ocorrência de muitas doenças imunopreveníveis. O Ministério da Saúde incluiu a vacina de Rotavírus Humano (VORH) no calendário de vacinação em 2006, hoje cerca de87 % das crianças estão imunizadas. Em 2010, foram incluídas as vacinas Pneumocócica 10 (conjugada) e a meningocócica C (conjugada).

 

Fonte: Agência Saúde

Brasil supera meta da ONU de redução de mortes em crianças

Relatório da ONU reconhece que ações governamentais tiveram forte impacto na conquista brasileira

O Relatório Progresso 2012 – O compromisso com a sobrevivência da criança: Uma promessa renovada, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (13/09), destaca que o Brasil já alcançou os índices de redução definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em relação à mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade. O acordo internacional previa a redução em 2/3 da mortalidade desse público entre 1990 e 2015.

De acordo com a ONU, o Brasil apresentou redução de 73% das mortes na infância desde 1990. Neste ano, a taxa brasileira indicava que a cada mil crianças nascidas vivas, 58 morriam antes de completar cinco de anos de vida. Em 2011, o órgão internacional mostra que o índice reduziu para 16/1.000.

Os dados divulgados pela ONU estão dentro das expectativas do Ministério da Saúde e confirmam que as politicas de Saúde Pública do governo federal voltadas para a família, à gestante e à criança temsurtido efeito. Em 2011, o Brasil foi um dos cinco países que mais teve redução da mortalidade em crianças.

“Atingir a meta estabelecida pela ONU antes do prazo é uma grande vitória brasileira. Esta significativa redução faz parte da expansão da Atenção Básica no país, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), e de ações preconizadas para a melhoria da atenção integral a saúde das crianças.Mas nós queremos avançar ainda mais. Para isso, temos a Rede Cegonha que vai reforçar a qualidade no pré-natal e também a qualidade na assistência ao parto.”

O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 3,3 bilhões na Rede Cegonha e já conta com a adesão de 4.729 municípios brasileiros. O programa, que reúne medidas que garantem assistência integral às grávidas e ao bebê, criou 348 leitos neonatais e requalificou mais 86 em 2011. A previsão é habilitar outros 350 novos leitos neonatal ainda este ano. Atualmente, o Brasil conta com 3.973 de UTI Neonatal e 2.249 leitos de UTI Pediátrico. Estima-se que 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.

A coordenadora da área de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil do UNICEF no Brasil, Cristina Albuquerque, enfoca que esta vitória reflete os esforços brasileiros para enfrentar as principais causas de mortalidade. “Esse resultado deve ser celebrado pelo País porque representa o esforço conjunto do governo e da sociedade em favor da garantia do direito de sobrevivência das crianças brasileiras”, afirma.

O Brasil possui a maior e mais complexa rede de Banco de Leite do mundo, que conta com 208 bancos e 109 postos de coleta em todo o país. No caso dos bebês prematuros o leite materno é importantíssimo para o desenvolvimento saudável, fortalecimento, proteção contra alergias e infecções.

A Politica Nacional de Aleitamento Materno também tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento materno de forma significativa e contribuído efetivamente para que o país atingisse as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008.

Programa Nacional de Imunização que conseguiu que o país eliminasse a ocorrência de muitas doenças imunopreveníveis, O Ministério da Saúde incluiu a vacina de Rotavirus Humano (VORH) no calendário de vacinação em 2006, hoje cerca de 80 % das crianças estão imunizadas. Em 2010, foram incluídas as vacinas Pneumocócica 10 (conjugada) e a meningocócica C (conjugada).

A diminuição da pobreza obtida pelo programa brasileiro de transferência de renda – o Bolsa Família – é um forte fator para a redução dos óbitos infantis. Para receber a verba federal toda mãe com crianças de até sete anos de idade deve apresentar a carteira vacinal em dia e, caso a mulher esteja gestante, deve ter acompanhamento do pré-natal.

Fonte: Fabiane Schmidt /Agência Saúde

Saúde quer reduzir óbitos e sequelas decorrentes de traumas

Ministério da Saúde coloca em consulta pública documento inédito que cria a Linha de Cuidado ao Trauma no SUS

Para reduzir o número de óbitos e sequelas provocadas por traumas, e proporcionar um atendimento mais humanizado, o Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (23), no Rio de Janeiro, a consulta pública da Linha de Cuidados ao Trauma na Rede de Atenção às Urgências e Emergências (RUE).

As principais novidades são a definição das diretrizes clínicas para o tratamento de pacientes,oestabelecimento de um protocolo único, a habilitação de centros de trauma e a criação de incentivos financeiros diferenciados para esses hospitais.

“Acredito que o aumento de recursos incentivará os hospitais a se especializarem no atendimento às vítimas de traumas”, disse Padilha. Sobre a Linha de Cuidado ao Trauma, além de organizar a rede de saúde, o Ministério garantirá o desenvolvimento de um registro, de base nacional, para inclusão de dados detalhados sobre os pacientes atendidos nas unidades de saúde (tempo de permanência na unidade, tipo de acidente que causou o trauma e o atendimento prestado). O ministro acredita que a “prevenção do trauma vai fortalecer a cidadania, através da oferta de serviços de saúde de forma mais ampla. Significa avançar na prevenção das mortes evitáveis”, defende Padilha.

Estudos internacionais indicam queda de mortalidade nos locais onde esse modelo de atendimento é implantado. Nos Estados Unidos, por exemplo, 50% dos estados já possui sistema de trauma organizado e se verificou uma redução de 9% na mortalidade nos estado norte-americanos que adotaram as medidas. Analisando apenas os acidentes por veículo motorizado, a redução da mortalidade foi de 17%. A revisão de 14 artigos sobre resultados após a implantação do sistema de trauma no mundo mostrou que houve, em média, redução de 15% da mortalidade.

O objetivo imediato dessa iniciativa é gerar estímulo à aplicação de medidas intersetoriais de prevenção a acidentes e violência, e a organização dos serviços de saúde para o cuidado qualificado às vítimas de trauma, uma vez que o SUS já realiza atendimentos a esses usuários, independente da causa – acidentes de trânsito ou domésticos, quedas, tentativas de homicídio, entre outras.

A consulta pública lançada nesta quinta-feira, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, busca subsidiar a organização dos serviços no Sistema Único de Saúde (SUS) e definir a habilitação de centros especializados e estimular a melhoria do acesso à população. O documento ficará disponível para contribuições de profissionais e da sociedade durante 30 dias. Leia mais