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Lei antitabagismo previne mais ataques cardíacos em jovens, diz estudo

Foto: Corbis.com

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Um estudo apresentado no Congresso Europeu de Cardiologia demonstrou os resultados positivos da lei que proibiu o tabagismo em lugares públicos da cidade de Bremen, Alemanha.

Houve uma redução significante na incidência de infarto do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco, em 16% nos indivíduos adultos não fumantes (fumantes passivos).Entre os fumantes ativos a incidência de ataque cardíaco ficou estável.

A explicação foi de que os fumantes ativos estão expostos a uma carga tabágica tão elevada que é praticamente desprezível o efeito do tabagismo passivo que recebem, não alterando o seu risco individual.

A aplicação da lei antitabagismo teve resultados mais positivos na população de adultos jovens onde não fumantes tiveram redução de 31% na incidência de infarto.O tabagismo é a principal causa modificável de morte no mundo.Estima-se que no Brasil cerca de 17% dos adultos sejam fumantes.

Fonte: Congresso Europeu de Cardiologia

Depressão em adolescentes pode levar à automutilação

Especialistas alertam para a necessidade de mais diálogo entre pais e filhos

Foto: Corbis.com

É chocante ler em chats histórias de adolescentes que cortam braços e pernas sem motivo aparente e estampam cicatrizes e marcas de queimaduras na pele. Tamanha agressividade contra si mesmo é chamada de automutilação, conforme explica a psiquiatra Dra. Regina Alvares Biscaro, professora de psicoterapia da disciplina de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC.

A automutilação é um distúrbio de comportamento que pode ter várias causas, entre elas, transtornos obsessivos, quadros depressivos ou o que chamamos de Transtorno de Personalidade Borderline, caracterizado pela impulsividade.

A especialista acrescenta que este comportamento agressivo também pode ser resultado do uso de drogas e álcool ou ainda uma tentativa de chamar a atenção dos pais. Para a psiquiatra Dra. Jackeline Giusti, do Ambulatório Geral da Infância e Juventude do Hospital das Clínicas de São Paulo, a automutilação atua como uma medicação para aliviar o estado emocional do adolescente.

A automutilação é usada para aliviar sensações de angústia, tristeza e culpa, que também são sintomas da depressão.

Embora raro, o problema existe e precisa ser tratado adequadamente. De acordo com a psiquiatra do HC, alguns sinais podem indicar a necessidade de ajuda médica.

Geralmente, os pais notam mudanças de comportamento, desinteresse por atividades que antes o filho gostava, queda de rendimento escolar, isolamento, uso de roupas de manga longa em dias quentes e cortes frequentes nos braços e pernas.

A médica da Faculdade de Medicina do ABC explica que o tratamento consiste em psicoterapia e, em alguns casos, medicação. Apesar de ser um pouco longo, ela garante que é possível superá-lo sem grandes prejuízos.

É muito importante os pais manter-se próximos dos filhos, conhecer seus gostos pessoais e saber quem são seus amigos. Além disso, os adultos precisam dialogar mais com os adolescentes, impor limites e participar do seu dia a dia.

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Adolescentes terão cirurgia de obesidade no SUS

A idade mínima para realizar as cirurgias bariátricas na rede pública vai cair dos atuais 18 anos para 16.

A proposta é seguir os mesmos critérios de indicação da cirurgia usados com os adultos –quando o IMC (índice de massa corporal) está acima de 40, ou a partir dos 35, desde que a pessoa tenha doenças associadas à obesidade.

Entre adultos, a frequência da cirurgia no SUS cresceu 43% entre 2009 e 2011, segundo o Ministério da Saúde.

Infográfico: Editoria de arte/folhapress

E vai crescer mais, dizem especialistas, após o governo ter retirado do mercado, em dezembro, uma fatia grande dos inibidores de apetites.

O ministério usa dados de um estudo feito há três anos pela pasta e pelo IBGE para justificar sua preocupação. Entre 2008 e 2009, 21,7% dos jovens entre dez e 19 anos estavam acima do peso.

“Estudos mostram que fazer a intervenção cirúrgica em adolescentes que tenham indicação e já tenham buscado outros mecanismos –sobretudo atividade física e mudanças de hábito alimentar– pode ajudar a reduzir complicações como hipertensão e diabetes”, diz o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

Segundo ele, no caso dos adolescentes, a indicação da cirurgia deve estar reforçada pela avaliação da equipe multiprofissional –não ficando, assim, só baseada no IMC.

Haverá ainda outras mudanças nessas cirurgias. Segundo o ministro, o SUS passa a custear uma técnica mais recente –a gastroplastia vertical em manga– em substituição a outra praticada.

A cirurgia reparadora feita depois, para retirar o excesso de pele, passará a incluir a parte posterior do corpo (e não mais só a frontal), diz ele.

O governo também vai tornar obrigatória, no pré-operatório, a realização de cinco exames, como o ultrassom de abdômen total –já praticados na rede privada e em hospitais públicos de referência.

O ministério vai discutir um reajuste de 20% no valor pago pela cirurgia e pelos exames pré-operatórios e a fixação de uma remuneração para estimular a formação de equipes multiprofissionais.

Com isso, espera-se reduzir as filas de espera. As mudanças devem passar a valer no início de 2013.

De acordo com Bruno Geloneze, coordenador do Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes da Unicamp, a cirurgia a partir dos 16 anos é possível com “restrições ao quadrado”.

O médico alerta para a necessidade do acompanhamento do jovem por uma equipe com endocrinologista. Essas equipes, afirma, que nem sempre existem no SUS, podem selecionar os casos a serem levados à cirurgia.

O presidente da Sociedade de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, acha positiva a redução da faixa etária, mas aponta as longas filas já existentes no SUS como um limitador. “Eles não conseguem, hoje, atender a demanda do adulto.”

JOHANNA NUBLAT

Fonte: Folha de São Paulo

MS aposta nos jovens para prevenir violência e uso de álcool/drogas

Adolescentes e jovens de 10 a 29 anos de idade serão os beneficiários diretos de projetos que serão selecionados pelo Vivajovem.com. O objetivo da iniciativa, lançada por meio de edital de seleção pelo Ministério da Saúde, é de incentivar ações de intervenção e formação de adolescentes e jovens promotores de saúde. A ênfase está na prevenção de violências e prevenção/redução de danos no uso de álcool e drogas.

Podem participar da seleção entidades estudantis e instituições privadas sem fins lucrativos que tenham comprovada a experiência de, pelo menos, três anos em atividades referentes ao Vivajovem.com. Cada proponente poderá apresentar apenas um projeto que, se aprovado, terá o prazo de execução entre 12 e 24 meses.

O Edital de Chamamento Público nº 12/2012 ficará disponível no portal do Fundo Nacional de Saúde (www.fns.saude.gov.br); do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (www.unodc.org.br). As dúvidas em relação ao edital devem ser encaminhadas à Área Técnica de Saúde de Adolescentes Jovens pelo e-mail maisjuventude@saude.gov.br ou pelos telefones (61) 3315 9129 / 3315 9128.

PROJETO

O Vivajovem.com é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) que conta, ainda, com a parceria da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC). Tem por objetivo apoiar e qualificar projetos de intervenção e capacitação voltados à juventude para formar multiplicadores que promovam a interação com a comunidade e com as escolas, criando mecanismos de integração de adolescentes e jovens com os serviços de saúde e outras políticas públicas.

O Ministério da Saúde e parceiros, por meio do Vivajovem.com, pretendem formar uma rede virtual entre os proponentes e os jovens beneficiados pelos projetos, para o intercâmbio de experiências e conhecimentos, e para a divulgação de boas práticas de promoção da saúde de adolescentes e jovens.

Fonte: MS

Pressão alta atinge 25% das crianças e adolescentes

Sódio é considerado vilão das dietas e especialistas recomendam cortar refrigerante, macarrão instantâneo, lanches e alimentos industrializados.

Uma pesquisa feita com 284 crianças e jovens da Casa do Adolescente de Pinheiros, unidade ligada à Secretaria de Estado da Saúde, apontou que 25% deles apresentavam quadro de hipertensão arterial combinada com alto consumo de sódio na dieta, apesar da pouca idade.

Foram coletados dados relativos à idade, peso, estatura, IMC (Índice de Massa Corporal), pressão arterial e relatos da alimentação das 24 horas anteriores ao preenchimento. A pesquisa foi feita com os prontuários do público com idade entre 10 e 17 anos.

Os dados mostraram ainda que outros 11%, apesar de fazerem também alto consumo de sódio, não desenvolveram hipertensão ainda. Os outros 64% estão com a pressão arterial e o consumo de sódio dentro dos padrões considerados adequados.

Segundo o médico Arlindo Frederico Junior, do Centro de Saúde de Pinheiros, o índice constatado pode ser considerado preocupante porque a doença tende a se agravar com o tempo e trazer complicações no início da fase adulta como o AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto, diabetes, doenças renais e até morte súbita.

O refrigerante é um dos grandes vilões na alimentação de crianças e adolescentes, já que tem concentração expressiva de sódio. O consumo de lanches e refeições semiprontas (fast food) e de salgadinhos também colaboram com os índices negativos.

“Nossa cultura cotidiana também está condicionada a usar muito mais sal do que o necessário na dieta. O excesso de sal está presente na vida do jovem desde as refeições em casa até com o que é consumido nas cantinas das escolas”, diz Frederico Júnior.

A obesidade e o sobrepeso também podem ter contribuído para a hipertensão dos adolescentes. O problema, também agravado pela má alimentação, foi constatado em 23% dos prontuários pesquisados.

Segundo o médico, se por um lado a idade pode dificultar as correções pela fase da vida tradicionalmente crítica e questionadora, por outro, o metabolismo de crianças e adolescentes é mais flexível do que o de um adulto, o que favorece as adaptações.

“É o melhor momento para iniciar mudanças e evitar que a doença se agrave com o tempo”, afirma o médico. Leia mais