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Ministério lança campanha para atualizar a vacinação infantil

Meta é vacinar as crianças menores de cinco anos que não estiverem com a caderneta em dia. Durante ação, serão oferecidas todas as vacinas do calendário básico infantil

Para ampliar a cobertura vacinal das crianças, o Ministério da Saúde realizará em todo o país campanha nacional de atualização da caderneta de vacinação. A atividade será executada em conjunto com as secretarias estaduais e municipais de saúde de 24 a 30 de agosto, sendo 24 o dia D de divulgação e mobilização nacional.

Na campanha, serão oferecidas todas as vacinas do calendário básico infantil: BCG, hepatite B, penta, inativada poliomielite (VIP), oral poliomielite (VOP), rotavírus, pneumocócica 10 valente, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) e DTP (difteria, tétano e coqueluche).

Durante a apresentação da campanha, nesta quinta-feira (15), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a ação é dirigida às crianças menores de cinco anos. Ele fez um apelo para que os pais levem as crianças aos postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). “O ideal é que não esqueçam da caderneta, mas não tiver o documento, levem as crianças para que sejam avaliadas pelos profissionais de saúde”, afirmou o ministro. Ele explicou que, caso o posto não tenha o registro da criança, os profissionais de saúde seguem o protocolo do Ministério da Saúde, com as recomendações sobre o processo de atualização das vacinas, de acordo com faixa-etária.

O ministro explicou ainda que, com a ação, o Ministério da Saúde pretende aumentar a cobertura vacinal das crianças desta faixa etária, diminuindo orisco de transmissão de doenças que podem ser evitadas. “Hoje, oferecemos ao público infantil vacinas para 18 tipos de doenças, sendo 90% delas são produzidas no Brasil”, destacou Padilha.  Ele ressaltou o esforço do governo brasileiro no aumento da base tecnológica para a produção nacional de vacinas.

O secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, destacou a importância de que todo o calendário de vacinação seja concluído. “As crianças, especialmente as menores de cinco anos, só estarão protegidas, de fato, quando completarem todo o esquema de vacinal”, observou o secretário. Ele lembrou que a grande maioria das vacinas no Brasil exige mais de uma dose, acrescida do reforço.  O público nesta faixa etária é de, aproximadamente, 14,4 milhões de crianças.

ESTRTUTURA

Para a operacionalização da campanha, o Ministério da Saúde disponibilizou a estados e municípios R$ 18,6 milhões. A campanha envolve 34 mil postos fixos de vacinação – além dos volantes – e 350 mil profissionais de saúde, além da utilização de cerca de 40 mil veículos.

CAMPANHA

A partir deste domingo (18) serão veiculados vídeo e jingles para divulgação da campanha em emissoras de TVs abertas e fechadas e nas rádios. Também foram produzidas peças para divulgação na internet, mídia indoor e mídia exterior, além de materiais gráficos.

VITAMINA A

O Ministério da Saúde também disponibilizará para as crianças de seis meses a menores de cinco anos de idade – residentes em todos os municípios das Regiões Norte e Nordeste e municípios prioritários do Plano Brasil Sem Miséria das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul – a suplementação de vitamina A.A suplementação, com megadoses de vitamina A, contribui para a redução do risco global de morte, mortalidade por diarreia, além de ajudar no desenvolvimento e crescimento das crianças. A vitamina A também pode ser recebida na rotina dos serviços de saúde.

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Por Carlos Américo da Agência Saúde – Ascom/MS

Especialistas alertam para aumento global de diabetes infantil

Foto: Corbis

Foto: Corbis

O número de casos de diabetes tipo 1 está crescendo rapidamente, especialmente entre as crianças, enquanto muitas não são diagnosticadas devidamente, afirmam especialistas.

Segundo um estudo da Federação Internacional de Diabetes, a diabetes tipo 1 é uma das doenças endócrinas e metabólicas mais comuns na infância e os casos entre crianças estão aumentando em todo o mundo.

Atualmente, 371 milhões de pessoas sofrem de diabetes no mundo, principalmente diabetes tipo 2, provocada, principalmente, pela obesidade e por um estilo de vida precário.

Diabetes: você sabe se tem essa doença?

Para especialistas, o desenvolvimento de diabetes tipo 1 pode ter causas genéticas, mas eles ainda não sabem dizer a que se deve o incremento nos casos da doença.

Além disso, em um número considerável de países, cada vez mais as crianças também estão sendo diagnosticadas com diabetes tipo 2.

Diagnóstico adequado

A diabetes se manifesta quando o organismo não pode produzir ou utilizar eficientemente a insulina, um hormônio que regula o nível de açúcar no sangue.

Caso não seja tratada adequadamente, a doença pode produzir complicações severas.

Uma pessoa com diabetes tipo 2 pode permanecer sem ser diagnosticada durante muito tempo.

Mas no caso da diabetes tipo 1, se o paciente não recebe injeções de insulina diariamente para controlar seus nível de glicose, corre risco de morte.

Apesar de a doença aparecer em qualquer idade, o mais comum é que ela ocorra em crianças e adolescentes menores de 14 anos.

Falta informação sobre diabetes tipo 1, especialmente nas escolas, alerta especialista.

Segundo o informe da Federação Internacional de Diabetes, nos últimos anos, houve um crescimento anual de 3% dos casos de diabetes tipo 1 no mundo, principalmente em menores de 14 anos.

O principal aumento ocorreu na Europa central e do leste.

Embora não haja estudos sobre a incidência em outras partes do mundo, acredita-se que as tendências sejam similares globalmente.

Conhecendo os sintomas

Estima-se que, em média, cerca de 78 mil menores com até 15 anos desenvolvam a doença todo ano.

Com isso, a diabetes tipo 1 pode ser um enorme desafio para muitas crianças e adolescentes. Além do impacto físico, a doença pode dificultar ou limitar as relações sociais, além de afetar o desempenho escolar.

O estudo indica que cerca de 25% das crianças que desenvolvem a diabetes tipo 1 são diagnosticadas quando já se encontram em estado grave.

Segundo Barbara Young, presidente-executiva da Diabetes UK, ‘é particularmente importante que os pais conheçam os sintomas da doença’.

‘Atualmente, o desconhecimento dos sintomas da diabetes tipo 1 é uma das principais razões para que um número assombroso de crianças estejam gravemente doentes quando recebem um diagnóstico’.

Entre os principais sintomas, explica a especialista, estão: necessidade frequente de urinar, sede abundante, cansaço extremo e uma perda inexplicável de peso.

‘Os padres e as babás também precisam entender que se uma criança apresentar algum desses sintomas têm de levá-la ao médico o mais rápido possível, para que se faça o teste da diabetes tipo 1’, acrescentou Young.

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.b

Papel da família é fundamental no tratamento do câncer infantil

Foto: Corbis.com

Em meados da década de 1960, o câncer ainda era considerado uma doença de adultos. Não acometia as crianças. Ouvir dizer que uma garota ou garoto estava com a doença era motivo de surpresa e comoção geral, e o diagnóstico era encarado como uma sentença de morte.

Não se tinha muito conhecimento sobre a doença nos mais jovens, especialmente a respeito da sua evolução. As crianças acabavam por receber o mesmo tratamento dos adultos, embora o câncer infantil tenha características biológicas e orgânicas completamente diferentes. Na fase adulta, o surgimento da doença está relacionado muitas vezes a fatores ambientais, como acontece com fumo e câncer de pulmão, sol e câncer de pele. Nas crianças, pelo pouco tempo de vida, geralmente não há esse tipo de conexão, o que dificulta ou mesmo impede a prevenção.

O oncopediatra Sérgio Petrilli, superintendente do Graac (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), explica que os tumores pediátricos afetam geralmente as células do sistema sanguíneo, por isso as neoplasias mais incidentes nas crianças são as leucemias (câncer dos glóbulos brancos), os linfomas (do sistema linfático) e os tumores cerebrais, seguidas por neuroblastoma (das células do sistema periférico), tumor renal (em especial o de Wilms), ósseo, germinativo (nas gônadas) e câncer de retina. “Nas crianças, a doença tem evolução mais rápida, porque as células cancerígenas se dividem mais depressa, diferentemente dos adultos, que têm células mais maduras que evoluem lentamente”, explica Petrilli.

Por se dividirem mais rapidamente, o tratamento do câncer da criança deve ser mais intensivo, com várias doses de medicação em intervalos curtos. A alta toxicidade causa efeitos colaterais que devem ser acompanhados de perto. “Os quimioterápicos acabam abaixando a quantidade de glóbulos brancos e vermelhos, por isso é importante manter o tratamento de suporte (transfusão de glóbulos e plaquetas) para impedir que isso a deixe debilitada e propensa a novos problemas de saúde”, afirma o oncopediatra. Em contrapartida, os resultados da quimioterapia são mais efetivos nas crianças que nos adultos.

Percepções da criança durante o tratamento

As crianças percebem que está acontecendo algo de errado com ela, notam que seu corpo não está como antes e sentem as reações aos medicamentos, que as deixam mais debilitada. Por isso, a psiconcologista Maria Letícia Rotta, coordenadora do setor de psicologia da AACC (Associação de Apoio à Criança com Câncer), orienta que é essencial os pais serem sinceros com os filhos e explicarem, com linguagem simples, o que realmente está acontecendo. “A criança precisa ser ativa no processo do seu próprio tratamento. Ela tem que entender o que esta acontecendo e que é importante tomar os remédios, para que assim consiga seguir as orientações e combater a doença.”

Não se deve omitir nenhum detalhe: é preciso afirmar que o remédio é ruim, que o cabelo vai cair e que haverá alguns desconfortos como náuseas, feridas na boca, diarreia, infecção e anemia, mas que isso fará com que a saúde dela melhore. “Alguns assuntos serão mais difíceis de ser abordados, como por exemplo a morte. Geralmente, esperamos a criança trazer o assunto à tona. Ela vai acabar falando sobre algo, já que percebe que alguns amiguinhos deixaram de frequentar o hospital. Nesse momento, é importante explicar o que aconteceu, deixando claro que, apesar de os riscos existirem, eles diminuem quando o tratamento é feito da maneira correta.”

O maior medo das crianças, entretanto, não costuma ser a morte. “O maior temor é em relação à picada para tomar o soro”, comenta Sérgio Petrilli. Mas como têm mais facilidade para se adaptar a novas situações, elas logo perdem esse receio e se acostumam. “Com o tempo, muitas vezes elas passam a gostar de vir ao hospital para poder brincar com os amigos. Isso ajuda bastante na aceitação e aderência ao tratamento”, afirma o oncopediatra.

Pais e irmãos

Como o papel dos pais é de extrema importância no tratamento das crianças, é preciso que eles também façam acompanhamento psicológico, já que alguns passam por um longo processo de aceitação e demoram para acreditar no que está acontecendo. “Alguns pais pedem para não contarmos para a criança a respeito da doença. Procuramos tirar essas resistências. A partir do momento em que a criança entende a doença dela, a aderência ao tratamento é muito maior”, relata Petrilli.

Em geral, os centros de atendimento à criança com câncer oferecem terapias psicológicas para toda a família. Além de ser fundamental para o apoio emocional, os pais aprendem a lidar com outras situações que não se referem diretamente à criança doente. Por exemplo, a relação com os irmãos. “Esse é um assunto bem delicado. Quando há uma criança com câncer em casa, temos uma família que precisa de cuidados. Como há um elo mais frágil, que precisa de cuidados médicos, algumas vezes o irmão ou irmã não recebe mais a mesma atenção dos pais e acaba se sentindo isolado, o que gera ciúme. É muito comum o irmão adotar uma postura mais agressiva e ir mal na escola para conseguir de volta toda a atenção dos pais”, explica a psiconcologista Maria Letícia Rotta.

O ideal é incluir a outra criança no tratamento do paciente, explicar o que está acontecendo, que o irmão precisa de mais cuidado naquele momento. “Distribua funções para todos os membros da família. Diga ao irmão que ele está encarregado de ajudar o outro. Inclua-o nas visitas ao hospital e, se possível, leve-o para brincar com as crianças dos centros de apoio”, sugere Rotta.

Os pais devem cuidar, mas não adotar um perfil diferente no trato com o filho doente. Isso ajuda a evitar problemas de ciúme nos irmãos e ainda auxilia no tratamento da própria criança. “A pior coisa que existe para criança e para o tratamento é o sentimento de comiseração”, enfatiza Petrilli. “Quando os pais ficam bajulando o paciente, eles passam a tratá-lo como frágil e ‘coitadinho’ demais, sem dar esperança para uma possível cura. Sem contar que a criança acaba ficando mais dengosa e manhosa”, completa.

O importante é deixar a criança com a rotina mais próxima possível do normal e sem isentá-la de broncas e limites. “Muitas vezes ela vai pedir para faltar a uma atividade por estar debilitada. Não há problema nenhum em conceder o pedido, mas deixe claro que ela precisará repor isso mais para frente. À medida que você cuida e coloca limites ao mesmo tempo, vai mostrando que ela vai ficar boa. A criança percebe que tem um futuro e que vai conseguir levar uma vida normal em pouco tempo”, explica a psiconcologista.

 

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella

Câncer infantil: diagnóstico precoce e quimioterapia permitem cura de até 80%

Foto: ABR

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, todos os anos, cerca de 9 mil casos de câncer infantil são detectados no país. Os tipos mais comuns são a leucemia (doença maligna dos glóbulos brancos) e os linfomas (que se originam nos gânglios). A boa notícia é que o diagnóstico precoce e a quimioterapia, juntos, representam a principal arma contra a doença e permitem índices de cura que chegam a 80%.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, lembrado hoje (23), a onco-hematologista e diretora técnica do Hospital da Criança de Brasília, Isis Magalhães, lembrou que a doença em crianças é diferente da diagnosticada em adultos. Nas crianças, as células malignas são geralmente mais agressivas e crescem de forma rápida. Os tumores dificilmente são localizados e o tratamento não pode ser feito com cirurgia, destacou a especialistas, em entrevista à Agência Brasil.

Outra peculiaridade do câncer infantil é que não há forma de prevenção, uma vez que não é possível explicar a razão do surgimento dos tumores. Isis alertou que os sinais da doença podem ser facilmente confundidos com os de quadros bastante comuns em crianças, como infecções. Alguns exemplos são o aparecimento de manchas roxas na pele e anemia. Os sintomas, entretanto, devem se manifestar por um período superior a duas semanas para causar algum tipo de alerta.

“É preciso saber identificar quando aquilo está passando do limite e quando é normal. Afinal, qual criança não tem uma mancha roxa na canela de vez em quando? Dependendo da situação, a lista de sinais causa mais desespero nos pais do que ajuda”, explicou. A orientação, segundo ela, é levar as crianças periodicamente ao pediatra.

Isis também defende que os próprios oncologistas pediátricos orientem profissionais de saúde da rede básica sobre os sinais de alerta do câncer infantil. A ideia é que o pediatra geral e o agente de saúde, por exemplo, sejam capazes de ampliar seu próprio grau de suspeita, prescrever exames mais detalhados e, se necessário, encaminhar a criança ao especialista.

“A doença não dá tempo para esperar. É preciso seguir o protocolo à risca, porque essa é a chance da criança. O primeiro tratamento tem que ser o correto”, disse. Isis destacou também a importância de centros especializados de câncer infantil, já que a doença precisa ser combatida por equipes multidisplinares, compostas por oncologistas, pediatras, neurologistas, cardiologistas, infectologistas e mesmo psicólogos, odontólogos e fisioterapeutas, além do assistente social.

Luziana Alves de Carvalho, de 29 anos, conhece bem essa rotina de especialistas e exames oncológicos. O filho Madson foi diagnosticado com leucemia pela primeira vez quando tinha apenas 3 anos. Enfrentou sessões de quimioterapia, ficou livre da doença, mas, aos 7 anos, ela voltou. Durante os quatro anos de luta contra o câncer, o menino só conseguiu frequentar o primeiro ano da pré-escola.

Antes de iniciar o tratamento na capital federal, a família morava no município de Santa Maria da Vitória (BA). “Nunca tinha ouvido falar em leucemia. Nem sabia muito bem o que era o câncer. No interior, não temos essas coisas. Os médicos diziam que ele tinha uma infecção na garganta ou uma virose”, contou Luziana. Os sintomas iniciais apresentados pelo menino eram manchas roxas no corpo, dor de estômago e muito cansaço.

Atualmente, Madson está bem de saúde. A próxima sessão de quimioterapia está prevista para o dia 4 de dezembro e a última deve se ser em janeiro de 2013. Os planos de Luziana para o Ano-Novo da família incluem voltar para a Bahia com o filho curado e matricular o menino na escola. “Ele sente muita falta de casa e chora pedindo para assistir à aula. Se Deus quiser, vai dar certo.”

 

Fonte: Agência Brasil

23/Nov – Dia de Combate ao Câncer Infantil

Ninguém quer acreditar que uma doença tão forte e traiçoeira como o câncer possa alcançar um ser tão pequeno e frágil quanto uma criança. Por esse motivo a surpresa e o desespero da maioria dos pais, ao se deparar com tal diagnóstico. Felizmente, as pesquisas sobre o assunto vêm se desenvolvendo a passos largos e hoje o câncer infanto-juvenil já pode ser vencido, se diagnosticado a tempo.

Pensando nisso, em 2008, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 11.650 que institui o DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER INFANTIL a ser comemorado anualmente no dia 23 de novembro. Tal lei tem como objetivos: estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil; promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer; apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol das crianças com câncer; difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil; apoiar as crianças com câncer e seus familiares.

Graças ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, hoje cerca de 70% das crianças que descobrem possuir câncer, conseguem alcançar a cura.

Se você apóia a prevenção e o diagnóstico precoce dessa doença, compartilhe essa informação. Quanto mais gente souber que o câncer pode ser tratado mais sorrisos estaremos distribuindo pelo Brasil.

Fonte: Blog Anjos da Enfermagem

Acordo prevê redução da mortalidade infantil

Governo brasileiro, que atingiu meta quatro anos antes do previsto, irá colaborar com experiências que levaram a resultados expressivos em todo território nacional

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta quinta-feira, (26/09) em Brasília, o “Compromisso com a sobrevivência infantil: uma promessa renovada”. O documento é um sinal de comprometimento do governo brasileiro em ajudar países que enfrentam dificuldades para alcançar os índices de redução da mortalidade na infância propostos nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB). Por ter atingido a meta quatro anos antes do previsto, de acordo com o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Brasil é convidado a compartilhar as experiências bem-sucedidas, realizadas pelo Ministério da Saúde e outros setores do governo, que contribuíram com resultados positivos.

O acordo, proposto pelo Unicef e pelos governos dos EUA, Índia e Etiópia, conta com as assinaturas chefes de governo de diversos países. Mais de 100 nações já assinaram o documento. Este compromisso visa acelerar os esforços dos governos e da sociedade em reduzir as mortes evitáveis de crianças de até cinco anos, com ênfase nos primeiros dias de vida.A adesão do Brasil, como uma das referências mundiais na redução da mortalidade na infância, é extremamente importante. Em 2011, o País foi um dos cinco que tiveram os melhores índices.

Com o compromisso, o Brasil fortalece a cooperação mundial na redução da mortalidade na infância de países subdesenvolvidos. O intercâmbio de informações e a troca de experiências devem colaborar com o desenvolvimento de programas em várias outras nações. De acordo com o Relatório de Monitoramento 2012 do Unicef, o Brasil apresenta a redução de 73% das mortes na infância com relação a 1990. Neste ano, a taxa brasileira indicava que a cada mil crianças nascidas vivas, 58 morriam antes de completar cinco de anos de vida. Em 2011, o órgão internacional mostra que o índice reduziu para 16/1.000.

“Poder cooperar com os avanços relacionados à sobrevivência de recém-nascidos, crianças e mães é motivo de orgulho para o governo brasileiro. Essa vitória ao atingir a meta estabelecida pela ONU antes do prazo se deve a uma série de ações voltadas para a melhoria da saúde das crianças, como a Rede Cegonha, a Política Nacional de Aleitamento Materno, o Programa Nacional de Imunização e a ampliação do acesso à Atenção Básica”, explica Padilha.

Gary Stahl, representante do Unicef no Brasil, reconhece a importância da participação brasileira na iniciativa. “O Unicef parabeniza o Brasil pela assinatura desse documento. Ao fazer esse acordo, o governo e também toda a sociedade brasileira ratificam o compromisso com o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento infantil. Esse ato, sem dúvida alguma, eleva o País a uma posição de liderança e de exemplo para as demais nações”, afirma.

PROGRESSO

O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 3,3 bilhões na Rede Cegonha e já conta com a adesão de 4.729 municípios brasileiros. O programa, que reúne medidas que garantem assistência integral às grávidas e ao bebê, criou 348 leitos neonatais e requalificou mais 86 em 2011. A previsão é habilitar outros 350 novos leitos neonatal ainda este ano. Atualmente, o Brasil conta com 3.973 de UTI Neonatal e 2.249 leitos de UTI Pediátrico. Estima-se que 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.

A Política Nacional de Aleitamento Materno também tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento materno de forma significativa e contribuído efetivamente para que o país atingisse as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008.

Com o Programa Nacional de Imunização, o Brasil conseguiu eliminar a ocorrência de muitas doenças imunopreveníveis. O Ministério da Saúde incluiu a vacina de Rotavírus Humano (VORH) no calendário de vacinação em 2006, hoje cerca de87 % das crianças estão imunizadas. Em 2010, foram incluídas as vacinas Pneumocócica 10 (conjugada) e a meningocócica C (conjugada).

 

Fonte: Agência Saúde

Brasil supera meta da ONU de redução de mortes em crianças

Relatório da ONU reconhece que ações governamentais tiveram forte impacto na conquista brasileira

O Relatório Progresso 2012 – O compromisso com a sobrevivência da criança: Uma promessa renovada, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira (13/09), destaca que o Brasil já alcançou os índices de redução definidos pelas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), em relação à mortalidade de crianças com menos de cinco anos de idade. O acordo internacional previa a redução em 2/3 da mortalidade desse público entre 1990 e 2015.

De acordo com a ONU, o Brasil apresentou redução de 73% das mortes na infância desde 1990. Neste ano, a taxa brasileira indicava que a cada mil crianças nascidas vivas, 58 morriam antes de completar cinco de anos de vida. Em 2011, o órgão internacional mostra que o índice reduziu para 16/1.000.

Os dados divulgados pela ONU estão dentro das expectativas do Ministério da Saúde e confirmam que as politicas de Saúde Pública do governo federal voltadas para a família, à gestante e à criança temsurtido efeito. Em 2011, o Brasil foi um dos cinco países que mais teve redução da mortalidade em crianças.

“Atingir a meta estabelecida pela ONU antes do prazo é uma grande vitória brasileira. Esta significativa redução faz parte da expansão da Atenção Básica no país, por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF), e de ações preconizadas para a melhoria da atenção integral a saúde das crianças.Mas nós queremos avançar ainda mais. Para isso, temos a Rede Cegonha que vai reforçar a qualidade no pré-natal e também a qualidade na assistência ao parto.”

O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 3,3 bilhões na Rede Cegonha e já conta com a adesão de 4.729 municípios brasileiros. O programa, que reúne medidas que garantem assistência integral às grávidas e ao bebê, criou 348 leitos neonatais e requalificou mais 86 em 2011. A previsão é habilitar outros 350 novos leitos neonatal ainda este ano. Atualmente, o Brasil conta com 3.973 de UTI Neonatal e 2.249 leitos de UTI Pediátrico. Estima-se que 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.

A coordenadora da área de Sobrevivência e Desenvolvimento Infantil do UNICEF no Brasil, Cristina Albuquerque, enfoca que esta vitória reflete os esforços brasileiros para enfrentar as principais causas de mortalidade. “Esse resultado deve ser celebrado pelo País porque representa o esforço conjunto do governo e da sociedade em favor da garantia do direito de sobrevivência das crianças brasileiras”, afirma.

O Brasil possui a maior e mais complexa rede de Banco de Leite do mundo, que conta com 208 bancos e 109 postos de coleta em todo o país. No caso dos bebês prematuros o leite materno é importantíssimo para o desenvolvimento saudável, fortalecimento, proteção contra alergias e infecções.

A Politica Nacional de Aleitamento Materno também tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento materno de forma significativa e contribuído efetivamente para que o país atingisse as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008.

Programa Nacional de Imunização que conseguiu que o país eliminasse a ocorrência de muitas doenças imunopreveníveis, O Ministério da Saúde incluiu a vacina de Rotavirus Humano (VORH) no calendário de vacinação em 2006, hoje cerca de 80 % das crianças estão imunizadas. Em 2010, foram incluídas as vacinas Pneumocócica 10 (conjugada) e a meningocócica C (conjugada).

A diminuição da pobreza obtida pelo programa brasileiro de transferência de renda – o Bolsa Família – é um forte fator para a redução dos óbitos infantis. Para receber a verba federal toda mãe com crianças de até sete anos de idade deve apresentar a carteira vacinal em dia e, caso a mulher esteja gestante, deve ter acompanhamento do pré-natal.

Fonte: Fabiane Schmidt /Agência Saúde

Publicidade infantil: entenda quais são os perigos

As crianças são consideradas sensíveis e vulneráveis à publicidade, por isso a propaganda para esse público deve ser regulada cuidadosamente.
 
Por ser um público extremamente sugestionável, persuadido com facilidade, as crianças são vistas pelas empresas como parte relevante do mercado. Para o Idec, tendo como base o artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor, a publicidade direcionada ao público infantil é abusiva pois se aproveita da deficiência de julgamento da criança. O Conselho Federal de Psicologia afirma que “além da menor experiência de vida e de menor acúmulo de conhecimentos, a criança ainda não possui a sofisticação intelectual para abstrair as leis (físicas e sociais) que regem esse mundo, para avaliar criticamente os discursos que outros fazem a seu respeito”.
Segundo a advogada do Idec Mariana Ferraz, a criança é muito sensível às práticas de marketing. A problemática fica ainda maior quando a publicidade estimula padrões de consumo alimentares não saudáveis.
No caso do setor alimentício, muitas empresas lançam mão de práticas desleais, como a associação da alimentação a brinquedos, ou utilização de linguagem lúdica própria ao universo infantil em suas peças publicitárias. “A OMS (Organização Mundial da Saúde) já se pronunciou pela necessidade da regulação da publicidade de alimentos e, em 2012, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) publicou recomendações http://www.idec.org.br/em-acao/em-foco/idec-cobra-do-governo-regulaco-da-publicidade-infantil para a regulação da publicidade de alimentos não-saudáveis direcionada às crianças. Resta que os governos adotem essas recomendações e implementem políticas para regrar a publicidade direcionada às crianças”, afirma a advogada.
Desde 2005 a OMS reconhece a comercialização de alimentos não saudáveis para a população infantil como um fator que contribui para o aumento dos níveis de obesidade e sobrepeso. Embora alguns acordos diretos com empresas do setor alimentício tenham sido fechados, o órgão tem ressaltado que cabe aos governos a responsabilidade de garantir a tomada de medidas efetivas, bem como o monitoramento dos acordos de restrição da publicidade de alimentos não saudáveis voltados às crianças.
“O Idec entende que toda publicidade que tem o público infantil como interlocutor desrespeita o princípio da identificação, pois a criança não tem condições de analisar criticamente o interesse mercadológico que existe por trás da informação direcionada a ela. Por ser hipervulnerável às práticas de marketing, esse público merece especial proteção”, defende Mariana.
Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Relatório da Unicef aponta queda de 40% na taxa de mortalidade infantil no mundo

Novo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre mortalidade de crianças aponta uma queda de mais de 40% no número de óbitos entre menores de 5 anos desde o ano de 2000 no mundo.

Os dados mostram que de 1990 para 2011, o número global de mortes caiu de quase 12 milhões para 6,9 milhões em várias regiões do mundo.

Segundo as entidades, países de várias partes do globo estão fazendo um rápido progresso nas taxas de sobrevivência infantil, mostrando que é possível baixar a mortalidade significativamente em duas décadas.

Houve progresso em diversas nações, o que mostra que o status econômico não é necessariamente uma barreira para reduzir essas taxas. O relatório aponta que nações pobres como Bangladesh, Libéria e Ruanda; de renda média como Brasil, Mongólia e Turquia; e ricos a como Omã e Portugal baixaram suas taxas de mortalidade entre as crianças menores de 5 anos em mais de dois terços entre os anos de 1990 e 2011.

Estima-se que 19 mil crianças morreram por dia em 2011, 40% no primeiro mês de vida, a maioria por causas evitáveis. Os ganhos na sobrevivência infantil, apesar de significativos, ainda são insuficientes para atingir a Millennium Development Goal 4 que visa reduzir a taxa global de mortalidade infantil em dois terços entre 1990 e 2015.

Apenas seis das 10 regiões mundiais estão a caminho de atingir a meta. As autoridades acreditam que soluções comprovadas precisam ser expandidas para acelerar o progresso na sobrevivência da criança de forma mais rápida e mais abrangente.

Índia e Nigéria respondem por mais de um terço de todas as mortes de menores de cinco de todo o mundo.

Globalmente, as principais causas de morte entre as crianças menores de cinco anos são a pneumonia (18% de todas as mortes de menores de 5 anos), complicações de partos prematuros (14%), diarreia (11%), complicações durante o parto (9%) e malária (7% ).

 

Fonte: http://www.isaude.net/pt-BR/noticia/30865/saude-publica/relatorio-da-unicef-aponta-queda-de-40-na-taxa-de-mortalidade-infantil-no-mundo