Posts

Fumar logo após acordar aumenta risco de câncer

Foto: Corbis.com

Foto: Corbis.com

Pessoas que fumam logo depois que acordam têm maior chance de contrair câncer de pulmão ou de boca, sugere um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, publicada nesta sexta-feira (29) no periódico “Cancer, Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, quem consome cigarro imediatamente após acordar tem no sangue níveis mais elevados de NNAL, substância gerada quando o corpo humano processa o NNK, componente do tabaco que provocou câncer em diversos roedores em laboratório.

Esses níveis superam as taxas daqueles indivíduos fumantes que utilizam o cigarro pelos menos meia hora depois de acordar.

[pullquote align=”left” textalign=”leftright” width=”30%”]Índices de NNAL foram menores em indivíduos que esperam pelo menos 30 minutos para fumar depois de acordar[/pullquote]

Para obter os resultados, os cientistas utilizaram dados de 1.945 participantes, todos fumantes adultos que forneceram amostras de urina para análise do NNAL. Os participantes também deram informações sobre o hábito do fumo, incluindo quanto tempo eles normalmente levam para utilizar o primeiro cigarro do dia.

Com isso, os estudiosos descobriram que 32% dos entrevistados fumavam seu primeiro cigarro cinco minutos após acordar; 31% fumavam pela primeira vez entre 6 minutos e 30 minutos após o despertar; 18% fumavam pela primeira vez no dia entre 31 minutos e 60 minutos após acordar e 19% fumavam depois de mais de uma hora.

As taxas de NNAL no sangue dos participantes foram correlacionadas com a idade dos indivíduos, além de dados como quando ele começou a fumar, seu sexo e se residia com outro fumante em uma mesma casa.

Fonte: Globo.com

Cientistas criam dispositivo que avisa quando há fumo passivo

Cigarro: Pesquisadores americanos desenvolvem dispositivo capaz de detectar nicotina no ambiente (Foto: Corbis)

Cigarro: Pesquisadores americanos desenvolvem dispositivo capaz de detectar nicotina no ambiente (Foto: Corbis)

Cientistas da Universidade Dartmouth, nos Estados Unidos, desenvolveram um dispositivo que detecta em tempo real a presença e a concentração de nicotina em um ambiente e, assim, avisa uma indivíduo quando ele está exposto ao fumo passivo. O aparelho, que é “menor do que um celular”, também é capaz de acusar níveis de nicotina em roupas, assentos de carros e outros materiais, além de revelar quantos cigarros foram fumados em determinado lugar.

O estudo feito para testar o dispositivo foi publicado neste mês no periódico Nicotine and Tobacco Research. Segundo os autores, o aparelho detecta e mensura moléculas de nicotina em um ambiente e, depois disso, registra essas informações em tempo real por meio de um chip sensor. A pessoa que usar o dispositivo também pode saber, por exemplo, quando e em qual lugar especificamente ocorreu a exposição à nicotina.

[pullquote align=”left|center|right” textalign=”left|center|right” width=”30%”]Aparelho revela concentração de nicotina não só em ambientes, mas também em roupas e assentos de carro, por exemplo.[/pullquote]

Testes

Por enquanto, os testes desse dispositivo foram feitos em laboratório. Os autores da pesquisa afirmam que, uma vez que o estudo foi bem-sucedido, os testes clínicos devem começar a ser realizados a partir do meio deste ano. Segundo os pesquisadores, o aparelho desenvolvido por eles pode ser mais preciso e barato do que os sensores de nicotina usados atualmente, que fornecem informações menos específicas e mais limitadas.

A equipe acredita que desenvolver um aparelho como esse é importante pois ele poderia ajudar na prática de leis que restringem o cigarro em ambientes fechados, por exemplo, ou a convencer fumantes a não fumar perto de crianças ou em lugares muito pequenos. “Esse é um passo em direção a novas tecnologias capazes de detectar a exposição ao cigarro e pode ser considerado como a primeira etapa para que possamos reduzir os efeitos adversos à saúde no fumo passivo”, diz Joseph BelBruno, coordenador da pesquisa.

Fonte: Veja

Fumar pouco já dobra risco de morte súbita em mulheres, diz estudo

Foto: Corbis.com

Foto: Corbis.com

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que mulheres que fumam pouco, incluindo aquelas que fumam apenas um cigarro por dia, dobram as chances de morte súbita em comparação às mulheres que nunca fumaram.

O estudo analisou a saúde de 101 mil enfermeiras americanas durante mais de três décadas.

Durante a pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, e publicada na revista da American Heart Association, ocorreram 315 mortes súbitas causadas pela parada inesperada do coração.

Em pessoas com 35 anos ou menos, este tipo de morte geralmente ocorre quando há um histórico de problemas cardíacos na família.

Mas, em pessoas acima de 35 anos, como no caso da maioria das enfermeiras estudadas, a morte pode ter sido causada pelo entupimento de artérias do coração devido a depósitos de gordura.

Das 315 mortes súbitas registradas durante o estudo, 75 ocorreram entre enfermeiras que ainda fumavam, 148 entre mulheres que tinham parado de fumar (recentemente ou não) e 128 entre pessoas que nunca fumaram.

Um ou 14 cigarros por dia

Depois de levar em conta outros fatores de risco para o coração, como pressão alta, colesterol alto e histórico familiar de problemas cardíacos, Roopinder Sandhu, que liderou a pesquisa, descobriu que mulheres que fumavam tinham o dobro de chances de morrer de repente mesmo se fumassem entre um e 14 cigarros por dia.

Para cada cinco anos de fumo contínuo, o risco aumentava em 8%.

Mas, os pesquisadores descobriram que aquelas que pararam de fumar, voltaram ao fator de risco igual a de mulheres que nunca fumaram, depois de 20 anos sem cigarros.

“O que este estudo realmente mostra às mulheres é a importância de parar de fumar. Os benefícios em termos de redução de morte súbita cardíaca estão lá, para todas as mulheres, não apenas aquelas que já tem problemas cardíacos”, afirmou Sandhu.

“Pode ser difícil parar. É necessário (ter) um objetivo no longo prazo. Não é sempre fácil e pode ser necessário mais do que uma tentativa”, acrescentou.

“Esta pesquisa mostra que fumar apenas alguns cigarros por dia ainda pode afetar muito sua saúde no futuro”, afirmou Ellen Mason, enfermeira especializada em cuidados cardíacos da British Heart Foundation.

“Se você está pensando em parar e precisa de um empurrãozinho, esta pesquisa acrescenta às muitas provas (que já temos) de que parar de fumar é a melhor coisa que você pode fazer pela saúde do seu coração”, acrescentou.

Um estudo publicado recentemente na revista The Lancet, sugeriu que 1,2 milhão de mulheres que pararam de fumar aos 30 anos evitaram quase completamente os riscos de uma morte prematura devido a doenças relacionadas ao fumo.

Fonte: UOL Saúde

29 de agosto – Dia Nacional de Combate ao Fumo

Cigarro não combina com a saúde do planeta. Nem com a sua. 

Basta manter um cigarro aceso para poluir o ambiente. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono (o mesmo que sai do escapamento dos veículos), substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações. Imagine a quantidade de toxidade que várias pessoas fumando deixam no nosso Planeta.

Além dos danos à saúde (como diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, impotência sexual no homem, infertilidade na mulher, osteoporose e catarata entre mais de 50 doenças diretamente relacionadas ao tabagismo), ao longo da cadeia de produção do tabaco há fatores que afetam o meio ambiente e toda a sociedade: uso de agrotóxicos, adoecimento dos fumicultores, inclusive crianças e adolescentes, desmatamento, incêndios, resíduos urbanos e marinhos.

Os agricultores são vítimas de doenças causadas pelos pesticidas e pelo manuseio da folha de tabaco (doença do tabaco verde, com sintomas que incluem náusea, vômito, fraqueza, dor de cabeça, tonteira, dores abdominais, dificuldade para respirar e alteração na pressão sanguínea). Dentre as crianças e adolescentes de 5 a 15 anos envolvidas em atividades agrícolas na região Sul do Brasil, 14% trabalham no cultivo do tabaco, ficando expostas a grandes quantidades de agrotóxicos.

Nos países em desenvolvimento, o desmatamento devido ao plantio e secagem das folhas do tabaco corresponde a 5% do total. Para cada 300 cigarros produzidos, uma árvore é sacrificada. O fumante de um maço de cigarros por dia consome duas árvores em um mês. Ainda que as zonas desmatadas sejam reflorestadas, não são refeitas as condições naturais quanto à flora e à fauna da mata virgem. O desmatamento está associado ainda a surtos de doenças infecciosas, e à erosão e destruição do solo.

Pelo menos 25% dos incêndios rurais e urbanos são causados por pontas de cigarros. Os filtros, por sua vez, estão carregados de materiais tóxicos que podem demorar mais de cinco anos para se decompor. Há contaminação do solo e bloqueio dos sistemas das águas e esgoto.

As pontas de cigarros são levadas pela chuva para rios, lagos, oceanos, matando peixes, tartarugas e aves marinhas que podem ingeri-las.

Respeite a sua saúde e a saúde do planeta. Ambiente saudável é ambiente livre do cigarro.