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Alimentos frescos e menos industrializados ajudam a prevenir alergias em crianças

frutas-legumesBebês que consumiram mais frutas e vegetais frescos e menos alimentos industrializados tiveram menos chances de desenvolver alergias, apontou um estudo publicado no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”.

– Sabemos que determinadas dietas parecem reduzir o risco de alergia entre crianças – disse Magnus Wickman, professor do Instituto Karolinska, em Estocolmo, que não participou do estudo.- Diferentes tipos de ácidos graxos e antioxidantes, diferentes tipos de vitaminas e minerais fazem bem para a saúde e também previnem alergias.

Pesquisadores estimam que 8% das crianças têm alergias à comida. Os pais às vezes são aconselhados a evitar certos alimentos, como forma de prevenir alergias alimentares. Mas a autora do estudo, Kate Grimshaw, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, diz estar preocupada que pais reduzam a diversidade nutricional dos filhos sem muita evidência científica.

Para saber como os pais estão alimentando suas crianças, e se isto tem alguma influência em alergias alimentares, Grimshaw e sua equipe coletaram dados sobre alimentação de 1.140 bebês.

Os pesquisadores pontuaram as dietas dos bebês baseadas na combinação de diferentes tipos de comida. Eles descobriram que os não alérgicos tinham as maiores notas, por consumirem mais alimentos feito em casa, frutas, vegetais, aves e peixe, além de poucos alimentos processados.

– A análise mostrou que crianças que consumiam mais frutas e vegetais, assim como menos produtos industrializados eram os que menos desenvolviam alergias quando tinham 2 anos – disse Grimshaw.

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Crianças que fazem muitos exames de imagem têm risco maior de câncer

[pullquote align=”left” textalign=”left” width=”25%”]Os resultados da pesquisa feita na Austrália mostraram que crianças e adolescentes submetidos a tomografias têm risco 24% maior da doença.[/pullquote]
Uma pesquisa alerta que as tomografias computadorizadas podem aumentar muito o risco de as crianças desenvolverem câncer. É um exame necessário em alguns casos, mas é preciso ser usado com muita cautela, e só depois que todas as outras alternativas estiverem esgotadas.

A pesquisa, feita na Austrália, analisou o histórico de 11 milhões de crianças e jovens, e descobriu que a incidência de câncer foi maior entre quem passou pelos exames de imagem.

Os resultados mostraram que crianças e adolescentes submetidos a tomografias têm risco 24% maior de ter a doença. A tomografia tem uma radiação tão forte que equivale a 400 exames de raio-x. A radioatividade atinge as células, que podem sofrer mutação e resultar em tumores.

As crianças estão mais vulneráveis, porque o corpo delas ainda está crescendo. “As células, conforme elas estão se desenvolvendo, se dividindo, elas estão mais suscetíveis no seu processo de divisão a ter modificações teciduais”, afirma o radiologista do Instituto da Criança Marcelo Valente.

Por isso, segundo a pediatra Magda Carneiro Sampaio, pais e médicos precisam ter bom senso ao encaminhar crianças e jovens a exames de imagens. “Os pais e os próprios adultos, se forem ao medico e não pedir exame de imagem, não pedir uma série de exames laboratoriais, parece que não foram bem atendidos”, ressalta.

Quando uma tomografia é extremamente necessária para uma criança no Hospital das Clínicas usa-se um aparelho que é mais moderno e pode ser calibrado para o peso da pessoa e área que vai ser analisada. Ele reduz em até 65% a exposição à radiação.

Tiago, com 1 ano de idade, já passa pela sua segunda tomografia. “Toda vez que o médico pede eu sempre pergunto: Tem mesmo que estar fazendo?”, afirma a mãe, Fernanda Alves.

Nos casos em que a radiação não é essencial, a pediatra recomenda que os médicos usem os chamados exames clínicos. “Uma boa ausculta pulmonar, por exemplo, substituiu ou é muito melhor do que um raio-x, ou deve anteceder o raio-x. Só quando existe duvida na ausculta é que a criança ou adulto deve ser submetido a uma radiografia”, afirma.

Os médicos lembram que o uso da radiação ou dos exames de imagem às vezes é necessário para o tratamento ou mesmo para acompanhar o desenvolvimento de uma doença. Mas, quanto menor o uso, melhor.

O Hospital das Clínicas também desenvolveu maneiras de fazer exames tirando o mínimo de sangue possível das crianças. São ações para humanizar o tratamento.

Fonte: G1

A atividade física ideal de acordo com a idade da criança

Atividades físicas estimulam desenvolvimento cerebral, coordenação motora e cognitiva e sociabilidade. (Ilustração: Corbis Images)

Atividades físicas estimulam desenvolvimento cerebral, coordenação motora e cognitiva e sociabilidade.
(Ilustração: Corbis Images)

Brincar com o bebê no berço ou no chão pode parecer apenas um passatempo entre pais e filhos, mas é muito mais: se trabalhadas de forma adequada, respeitando a fase pela qual a criança passa, as atividades físicas estimulam o desenvolvimento cerebral, a coordenação motora e cognitiva e a sociabilidade. Além disso, são o primeiro passo para que os pequenos sintam-se aptos e motivados para entrar no mundo dos esportes posteriormente.

“O início deve ser lúdico, sem competitividade. Atos simples, como correr, brincar de bola e escalar, são suficientes”, aconselha Beatriz Perondi, pediatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Israelita Albert Einstein e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ela explica que jogos são introduzidos a partir dos cinco anos de idade e que, até os oito anos, deve-se dar preferência àqueles mais livres. “É um pouco mais velha que a criança começa a compreender de verdade como funcionam as regras.”

Rogério Escudeiro, professor de educação física e coordenador técnico da academia infantil My Gym, concorda com Beatriz e completa: “O ideal é sentir que as crianças estão à vontade durante as atividades e não preencher a semana toda com qualquer aula, para não haver estresse. Também é muito bom que os pais participem quando possível.”

Competição

As modalidades esportivas entram em cena a partir dos oito anos, portanto. Inicialmente, várias delas devem ser apresentadas para que o pequeno esportista tenha a oportunidade de escolher aquelas com que mais se identifique. “O objetivo é criar o hábito e o interesse, e não treinar visando desempenho. Também é importante gerar uma prática de inclusão e não discriminar os menos aptos”, defende o professor de educação física Henrique Gavini.

Entre 12 e 14 anos, seu filho já conseguirá determinar em qual esporte quer se especializar. “A competição pode trazer benefícios do ponto de vista educacional e de sociabilização ao colocar a criança frente a situações de vitória e derrota”, diz Gavini. Mas as derrotas não devem ser levadas a sério demais. “Se houver cobrança excessiva, a consequência pode ser indesejável: a aversão a qualquer atividade física”, alerta o professor. A pediatra Beatriz complementa que os pais devem estar ao lado do filho em suas decisões. “Se, mais velho, ele quiser abandonar a modalidade escolhida, é preciso respeitar”, afirma.

Musculação, só na pós-puberdade: meninas depois da primeira menstruação, meninos aos 16 anos. “Antes de serem adultos, eles devem praticar no máximo três vezes por semana, com programas de 40 minutos de duração”, ensina Escudeiro.

Artes marciais são indicadas para crianças com mais de oito anos.

Siga as dicas dos especialistas e saiba como trabalhar atividades físicas e esportes no dia a dia de seu filho, de acordo com a faixa etária:

  • De 6 semanas a 1 ano – Estimular com brinquedos que emitam sons; brincar de esconder e encontrar objetos (um lenço, uma tampa de mamadeira ou qualquer coisa que estiver à mão e seja fácil de colocar embaixo de almofadas ou atrás do corpo do adulto); cantar músicas gesticulando bastante e incentivando o bebê a imitar, de preferência inserindo o nome do bebê na letra; espalhar brinquedos pelo ambiente para que ele se mova para alcançá-los.
  • De 1 a 3 anos – Atividades que motivem a participação da criança, como teatro de fantoches ou de bonecos, que visem o equilíbrio, a flexibilidade e a independência, como dança livre ao som das músicas preferidas da criança.
  • De 3 a 5 anos – Exercícios que envolvam correr, pular, chutar, agarrar ou dançar. Exemplos: chutar e agarrar bolas livremente, “Corre Cotia”, “Meu Mestre Mandou”, pega-pega, esconde-esconde ou estátua.
  • De 5 a 8 anos – Atividades que, ao mesmo tempo em que envolvam correr, pular, agarrar e dançar, desafiem a criança. Exemplos: amarelinha, passa-anel, corrida das cores (diz-se o nome da cor e a criança deve correr para tocar algo daquela cor), carrinho de mão (uma criança se apoia no chão com as palmas das mãos enquanto a outra a segura pelos pés para uma corrida) ou corrida de sacos.
  • De 8 a 14 anos – Os pais devem apresentar a maior quantidade possível de modalidades esportivas para o filho e deixar que ele escolha em qual quer se especializar. Atividades sugeridas: natação, futebol, vôlei, basquete, handball, tênis, artes marciais, esgrima ou ginástica rítmica.
Fonte: IG

Histórias em quadrinhos ajudam a tratar distúrbios do sono em crianças

Ilustração: Corbis.com

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) utilizou histórias em quadrinhos para ajudar crianças em idade de pré-alfabetização a identificarem a presença de distúrbios do sono nelas mesmas ou em membros de suas famílias. Os desenhos ajudam no reconhecimento do ronco, insônia, síndrome da apneia obstrutiva do sono (uma espécie de parada respiratória durante o sono) e síndrome das pernas inquietas.

O objetivo do estudo foi evitar o agravamento desses problemas, além de trazer o reconhecimento de que roncar não é normal e pode significar problemas de saúde mais sérios. Foram submetidas a uma avaliação 548 crianças, com idades entre 6 e 10 anos, estudantes do ensino fundamental em escolas públicas e privadas.

Segundo a autora da pesquisa, Eleida Camargo, doutora em ciências da saúde, foram distribuídos questionários às crianças com questões referentes aos temas de distúrbios do sono. A maioria delas respondeu que acredita que roncar seja algo normal (57,9%) e apenas 39,6% reconheceram que o ronco possa representar sintoma de alguma doença.

Após a leitura das histórias em quadrinhos, que trazem esclarecimentos sobre os temas ligados aos distúrbios do sono de forma lúdica, o percentual de alunos que avaliaram o ronco como algo normal caiu para 37,3%. A maioria das crianças (61,4%) passou a identificar o ronco como um sintoma. Outro dado interessante da pesquisa foi a percepção de que o ronco é visto principalmente como um incômodo social. “A gente percebe que o hábito do ronco acaba sendo considerado negativo mais pelos seus aspectos culturais do que pelo reconhecimento de que pode ser uma doença”, disse. Leia mais

Brincar ao ar livre reduz miopia

Nas férias, evite que as crianças passem o dia todo em frente ao computador, videogame ou TV (Foto: Corbis.com)

Nas férias, evite que as crianças passem o dia todo em frente ao computador, videogame ou TV (Foto: Corbis.com)

Pesquisadores afirmam que encorajar as crianças a brincar mais ao ar livre pode ser um jeito interessante de proteger a visão e reduzir o risco de miopia. Apesar de a dificuldade de enxergar de longe ser muito comum e fácil de corrigir com o uso de óculos, lentes de contato ou cirurgias, quanto mais afastadas do problemas elas tiverem, melhor.

Na opinião do pesquisador Justin Sherwin, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, ainda que uma boa parcela dos casos de miopia tenha um componente hereditário importante, isso não exclui a forte influência de fatores externos como passar muitas horas diante da TV ou lendo livros. “Descobrimos uma associação relevante entre o aumento do tempo passado ao ar livre e prevalência de miopia em cerca de dez mil crianças e adolescentes. A cada hora a mais por semana passada em ambiente externo, como parques e playgrounds, o risco de miopia é reduzido em 2%.”

Esse tipo de estudo reforça outra constatação muito comum nos consultórios oftalmológicos: o uso excessivo de computadores e videogames vem prejudicando a visão de crianças e adolescentes, que mesmo nas férias passam horas nas redes sociais ou jogando em telas pequenas. De acordo com o oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, a falta de brincar ao ar livre e o uso contínuo de videogames pode levar a criança a sentir dificuldade para enxergar de longe, criando um embaçamento da vista. “Também pode provocar dores de cabeça, lacrimejamento, ardor e vermelhidão nos olhos. Essa condição costuma persistir por vários meses, levando ao diagnóstico de miopia – que pode ser transitória ou permanente”.

Os pais, na opinião do médico, têm de prestar mais atenção no que os filhos fazem nas horas livres. “Talvez por uma questão de segurança ou porque os pais trabalham fora, as crianças estão cada vez mais voltadas para dentro de casa. Nesse cenário, muitos nem se dão conta de que os pequenos se refugiam em seus quartos, passando horas demais diante do monitor de computador ou do videogame. Uma das consequências é a miopia”.  Neves diz que para cada hora que a criança passa fixando a tela do monitor ou a TV, ela deve fazer uma pausa de pelo menos 15 minutos, piscando várias vezes e olhando pela janela para focar objetos mais distantes. “E que procurem brincar mais em parques, clubes e playgrounds. Os olhos agradecem”.

 

Fonte: Dr. Renato Neves, médico oftalmologista e diretor do Eye Care Hospital de Olhos, de São Paulo
 
Publicado no site Viver Bem

Pneumonia é a doença que mais mata crianças menores de cinco anos

Foto: Corbis.com

No Dia Mundial Contra a Pneumonia, lembrado nessa segunda-feira (12/11/2012), um dado importante chama atenção para a prevenção da doença: essa é a enfermidade que mais mata crianças menores de 5 anos, sendo responsável por 18% do total de óbitos nessa faixa etária. Uma criança morre devido à doença a cada 20 segundos em todo o mundo.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Sáude), mais de 99% dos óbitos provocados pela pneumonia são registrados em países em desenvolvimento, onde a maioria das crianças não tem acesso ao sistema de saúde.

Estima-se que a doença mate 1,2 milhão de crianças menores de 5 anos todos os anos no mundo, mais que os óbitos provocados por aidsmalária e tuberculose juntas.

Por essa razão, a organização pediu aos governos mais afetados prioridade nos esforços para reduzir as mortes provocadas pela doença, já que a pneumonia é um dos problemas mais passíveis de solução no cenário da saúde global. A doença, que atinge os pulmões, é uma forma aguda de infecção respiratória, mas seu tratamento é simples, feito por meio de antibióticos. Ainda assim, apenas 30% das crianças infectadas recebem o tratamento adequado.

Fonte: Site do Dr. Dráuzio Varella

Existe risco à saúde das crianças no uso da tecnologia?

(Foto: Corbis.com)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) veio a público recentemente para informar que um grupo de peritos da International Agency for Research on Cancer – IARC, classificou a radiação eletromagnética dos aparelhos celulares como “possivelmente cancerígeno para os seres humanos,” com base de um risco maior de aumentar a incidência de glioma, um tipo de câncer cerebral maligno.

Essas novas descobertas colocam telefones celulares na mesma categoria que o pesticida DDT entre outros agentes possivelmente cancerígenos. Apesar de Carl Johnson da Forbes.com colocar as coisas no contexto, lembrando que “risco de telefone celular foi colocado na categoria 2B. Essa categoria inclui 266 outros agentes cancerígenos incluindo café e legumes em conserva“.

Esta notícia vem na esteira dos mais recentes estudos independentes reveladas na semana passada pelo Dr. Devra Davis (fundador The Environmental Health Trust, autor da Healthy Child  e membro da equipe do Prêmio Nobel da Paz) que oferecem provas impressionantes confirmando as conclusões do Conselho Europeu de que sinais digitais de telefones celulares são capazes de alterar o DNA, prejudicar o funcionamento do cérebro e diminuir a contagem de esperma. Crianças, por possuírem a calota craniana mais fina, são mais afetadas.

O que você deve fazer?

  1. Manter seu celular longe de seu corpo sempre que é no. Use um fone de ouvido com fio, viva-voz ou texto. Minimize o uso do telefone celular entre crianças, adolescentes e mulheres grávidas.
  2. Sempre que possível envie mensagens de texto, pois estará afastado do corpo.
  3. Não durma com o celular sob o travesseiro, prática usada por muitos adolescentes que usam o celular como despertador
  4. Carregar o celular na bolsa ou em mochilas, sempre que possível

Também cabe a pergunta: “Se telefones celulares causam câncer, o que se diz sobre os Laptops e outros aparelhos?”

Na verdade, radiação do campo elétrico e magnético (CEM) está em torno de nós porque nossas vidas modernas incluem a eletricidade. Computadores, relógios elétricos (despertadores), aparelhos de telefones sem fio (e outras tecnologias sem fio) todos emitem radiação CEM. A questão dos efeitos biológicos desta radiação penetrante é muito controversa.

Perigos para a saúde (incluindo cancerígenas, reprodução, neurológicas, cardiovasculares, hormonais e impactos do sistema imunológico) são identificados por resultados de alguns estudos científicos, mas a evidência que eles fornecem são ainda incompletos e inconclusivos e mesmo, em alguns casos, contraditórios. Até que tenhamos mais informações, algumas comunidades e indivíduos estão adotando a política do “nenhum e com baixo custo” como estratégia de prevenção, isto porque os aparelhos mais simples têm menor campo eletromagnético.

É fácil mover um relógio elétrico a poucos metros de distância de uma mesa de cabeceira e também é simples de sentar-se ainda mais longe do monitor do computador. EMF diminui rapidamente à medida que você se afasta de uma fonte. Ele quase desaparece a distâncias de3 a5 metros. A polêmica deve persistir por algum tempo, portanto cabe a nós acompanhar as notícias e tomar as medidas de precaução que achamos necessária.

Fonte: Sabará Hospital Infantil