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Saúde repassa R$ 3,3 milhões para combate à dengue na Paraíba

Todos os municípios do estado irão receber os recursos adicionais. No último ano, houve redução de 32% nos casos graves da doença na Paraíba. (Foto: Fiocruz Multiimagens)

Todos os municípios do estado irão receber os recursos adicionais. No último ano, houve redução de 32% nos casos graves da doença na Paraíba.
(Foto: Fiocruz Multiimagens)

Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, o Ministério da Saúde está repassando R$ 173,2 milhões a todos os municípios brasileiros.  O Estado da Paraíba irá receber R$ 3,3 milhões para a qualificação das ações de combate ao mosquito transmissor da doença Aedes aegypti, com o aprimoramento dos planos de contingência.

Mais de 190 milhões de pessoas serão beneficiadas com as medidas de controle e prevenção da dengue. O adicional representa um subsídio de 20% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde e será repassado em parcela única.

Em contrapartida, os municípios precisam cumprir algumas metas, como disponibilizar quantitativo adequado de agentes de controle de endemias; garantir cobertura das visitas domiciliares pelos agentes; adotar mecanismos para a melhoria do trabalho de campo; realizar o LIRAa (Levantamento Rápido de Infestação por Aedes Aegypti) com ampla divulgação nos veículos de comunicação locais; notificar os casos graves suspeitos de dengue, entre outras medidas.

CASOS DA DOENÇA

O Brasil registrou 77% de redução nos casos graves de dengue no período comparativo entre janeiro a dezembro 2010 e janeiro a dezembro de 2012.  No ano passado, até 22 de dezembro, foram registrados 3.965 casos graves em todo o país, contra 17.475 no mesmo período de 2010.

Na Paraíba, os casos graves de dengue reduziram 32% de 2011 para 2012. Em 2012, foram registrados 141 casos graves de dengue no Estado contra 206 em 2011.

ÓBITOS

O número de mortes por dengue, no Brasil também apresentou queda, de 57% em comparação com 2010. De janeiro até 22 de dezembro de 2012, foram confirmados 283 óbitos, sendo que no mesmo período de 2010 foram 656.

O Estado da Paraíba teve aumento no número de óbitos. Passou de oito, em 2011 para 12, no ano passado – um aumento de 50%.

Fonte: Portal da Saúde

Como evitar e combater a diarreia no verão

O sonho de deixar as preocupações de lado para passar uns dias na praia é o que faz muita gente aguentar firme a correria do final do ano. Mas não é raro que os dias de descanso transformem-se em pesadelo: comidas estragadas ou mal conservadas, água sem tratamento adequado e falta de hidratação são problemas comuns no litoral e que acabam rendendo muitos casos de diarreia no verão. “Praias coalhadas de banhistas e restaurantes sempre lotados, onde nem sempre há atenção suficiente com a higiene, são ambientes perfeitos para a proliferação de vírus e bactérias”, afirma o clínico-geral Claudio Miguel Rufino, da Unifesp. Mas as complicações não param aí e, para passar longe delas, veja as recomendações do especialista.

Vírus, bactérias e parasitas

Manter alimentos fora da geladeira por muito tempo, o contato com a areia (onde animais podem passar) e a grande quantidade de pessoas circulando na praia fazem deste ambiente um paraíso para a proliferação de microorganismos causadores de doenças. “Os vírus, normalmente, são passados de uma pessoa a outra. Já as bactérias provocam a contaminação a partir dos alimentos”, explica o médico. “Falta de cuidados com a limpeza das mãos é um dos principais gatilhos de doenças”, ele completa.

Previna-se

  1. Só consuma alimentos em lugares onde a procedência é segura. Evite os petiscos de ambulantes e de barracas sem higiene adequada – repare se os profissionais usam luvas, toucas e também na forma como a louça é armazenada. Você também pode levar alguns alimentos de casa para fazer seu lanchinho de uma maneira mais segura.
  2. Lave as mãos com água limpa e sabão. Também vale ter uma garrafinha de álcool em gel na sacola de praia para as situações de emergência. Também lembre de higienizar os talheres na praia e sempre lave a latinha de cerveja ou de refrigerante, afastando os riscos de contaminação pelo armazenamento inadequado.

Combate: ao menor sinal de mal estar, procure um pronto-socorro nas imediações e não tome nenhum tipo de remédio sem prescrição médica. E, enquanto trata a virose, hidrate-se bastante (com água e água de coco) e mantenha o repouso, evitando ambientes lotados e também o sol forte.

Águas contaminadas

Nem sempre a água do mar está própria para o banho. A contaminação por algas ou por esgoto é um risco que deve se evitado – os problemas em desrespeitar a recomendação vão desde alergias graves na pele até intoxicação ou infecções. Além disso, nada de tomar água mineral sem lacre ou de marcas desconhecidas. Picolés artesanais também são um perigo para a saúde, pois não garantia nenhuma de que a produção foi realizada de modo higiênico. A hidratação é fundamental, mas leve de casa seus líquidos ou compre em estabelecimentos onde não há dúvidas quanto à conservação ou origem dos produtos.

Previna-se

  1. Passe o tempo livre em praias onde não houve aviso recente de contaminação, mesmo que seja necessário caminhar um pouco ou pegar o carro. Em regiões de mar impróprio, vale até passar longe da areia (que pode ser contaminada pelos movimentos de alta e baixa da maré).
  2. Se quiser somente caminhar pela beira-mar, faça isso de tênis ou com outro calçado fechado e confortável.
  3. Não tome água vinda da torneira. E, se for reaproveitar a garrafinha de água mineral, não se esqueça de lavar bem o frasco.

Intoxicação alimentar

Mesmo fazendo todas as refeições em casa, a intoxicação alimentar é uma ameaça no verão. Com o calor, os alimentos estragam com facilidade e o organismo sofre com a ação das bactérias.

Por isso, monte a despensa da praia em um cômodo arejado e cuide para que a geladeira não seja aberta o tempo todo, garantindo a refrigeração adequada para suas compras.

Também é preciso atenção na hora de cozinhar. A água utilizada no preparo tem de ser mineral ou filtrada – se não for possível, tire da torneira e ferva antes de usar. “Biscoitos, cereais e frutas mais resistentes, caso da maçã, são opções para manter fora da geladeira sem risco de intoxicação”, sugere o clínico.

Fonte: Site MinhaVida

Ginástica terapêutica

Foto: Corbis.com

Estudos e mais estudos têm confirmado a impressão dos médicos e dos cientistas da saúde pública. Pessoas com hábitos de vida, digamos, não muito saudáveis apresentam um risco excessivo de desenvolver doenças graves, como o câncer. Os cânceres de próstata e de mama são muito mais frequentes em pessoas obesas e sedentárias do que em atletas.

Até aí tudo parece intuitivo. Os cidadãos sabem, conhecem e reconhecem os benefícios do exercício físico regular e das dietas balanceadas na manutenção de uma boa qualidade de vida e saúde. Mas todos, eu incluído, temos a tendência de esquecer esses princípios e escorregar periodicamente na areia do sedentarismo e do sobrepeso. Até o dia que um médico qualquer detecta um câncer. Voltando para casa, os pacientes assim diagnosticados refletem e alguns se arrependem do modo de vida passado.

Como não é, ainda, possível voltar no tempo e corrigir condutas prévias, surge a questão persistente: mudar o estilo de vida agora, após um tratamento de câncer, tem algum valor? Mesmo porque já ocorreu o câncer. Seria tarde demais para evitar esse mal? A resposta não é tão simples. Tanta coisa muda após o diagnóstico e o tratamento de câncer, que fica mais difícil identificar com nitidez o impacto de uma mudança pontual de estilo de vida sobre o prognóstico e a evolução de um paciente com tumor maligno.

Cientistas liderados pelo doutor S. Mishra, da Universidade do Novo México (EUA), examinaram recentemente as evidências médicas já publicadas em revistas especializadas sobre o benefício da atividade esportiva sobre 4.826 doentes portadores de câncer durante o período do tratamento. O exercício regular influenciou claramente a qualidade de vida desses doentes. Ao mesmo tempo, os pesquisadores detectaram efeitos benéficos na qualidade de vida dos pacientes, mas somente quando a intensidade do exercício era moderada ou elevada. Não ficou claro o impacto de exercícios mínimos ou leves.

Outro estudo publicado em revista médica há poucos dias sorteou pacientes obesas, operadas e tratadas com quimioterapia e radioterapia pelo diagnóstico de câncer de mama precoce, para seguimento normal ou intervenção ativa com exercícios físicos orientados e programa de dieta hipocalórica.

Os pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, separaram 90 mulheres tratadas de câncer no seio em dois grupos. No primeiro, chamado de controle, as pacientes não recebiam nenhuma orientação especial, seguidas de forma rotineira. No segundo grupo, as doentes eram submetidas a um programa que consistia em três sessões de exercícios aeróbicos por semana e aconselhamento nutricional individualizado para reduzir o peso. Elas tinham de anotar continuamente seu consumo diário de alimentos e líquidos para um controle rigoroso de sua ingestão de proteínas, gorduras, carboidratos e vitaminas.

Os resultados do estudo foram encorajadores. Mesmo uma pequena redução do peso, em média ao redor de 1 quilo nesse grupo de pacientes, teve impacto detectável em todos os parâmetros medidos, incluindo colesterol, triglicérides e circunferência abdominal. Os índices de qualidade de vida, referidos pelas doentes, também foram significativamente superiores no grupo que fez dieta e exercícios. Apesar de essa pesquisa ser considerada preliminar e incluir poucos pacientes, os resultados foram animadores em estabelecer que pequenas mudanças de hábitos diários podem modificar a evolução de pacientes com câncer de mama tratadas. Fica óbvia, no entanto, a necessidade de realizar um estudo mais completo para ter certeza desses resultados, pois o desenho da pesquisa atual respondeu a poucas perguntas e criou dúvidas ainda maiores.

 

Por Riad Younes
Fonte: Site da Revista Carta Capital

Resveratrol 2012: especialistas discutem uso do vinho tinto contra o câncer

Pesquisas realizadas no Reino Unido já comprovaram que duas taças de vinho diárias podem reduzir, pela metade, tumores intestinais

 

Composto presente na casca de uvas vermelhas é uma das grandes promessas na luta contra o câncer entre outras doenças. (Foto: Corbis.com)

Segunda Conferência Científica Internacional sobre Resveratrol e Saúde ou, simplesmente, Resveratrol 2012. O nome da conferência que será realizada de 5 a 7 de dezembro na Universidade de Leicester, no Reino Unido, faz alusão ao composto encontrado na casca de uvas vermelhas considerado um importante coadjuvante no tratamento do câncer.

Embora os benefícios potenciais para a saúde do Resveratrol sejam conhecidos há algum tempo, ainda não há prova de sua eficácia em seres humanos, nem qual a melhor dose a ser utilizada. Condições que não permitem o seu uso em larga escala.

As pesquisas que estão sendo realizadas em Leicester, focam justamente os níveis de Resveratrol que podem ser benéficos na prevenção do câncer. Utilizando modelos de laboratório, eles descobriram que uma quantidade diária de Resveratrol equivalente a dois copos de vinho pode reduzir tumores intestinais pela metade.

A professora Karen Brown, uma dos organizadoras do Resveratrol 2012, afirma que “a segunda conferência, que reúne todos os especialistas mundiais em Resveratrol, é uma fantástica oportunidade de discutir as potencialidades do composto no tratamento do câncer, além do diabetes, doenças neurológicas e cardíacas.

O evento segue os resultados da primeira conferência internacional sobre o resveratrol, realizada em 2010, na Dinamarca. Os pesquisadores agora esperam Leicester para tirar suas conclusões do laboratório para a próxima fase, através da realização de ensaios clínicos onde seria possível encontrar o nível ideal de Resveratrol em humanos.

“Muitos pacientes poderiam tomar Resveratrol como um complemento, mas como no momento não sabemos quais as reações ou melhor dosagem, ainda não podemos lançar mão de seus benefícios. Já sabemos que altas doses de resveratrol podem potencialmente interferir com outros medicamentos,” completa Brown.

A conferência, que incluirá mais de 65 palestras de pesquisadores de todo mundo, vai produzir uma seleção de relatórios com a atualização mais recente sobre as pesquisas globais realizadas com o Resveratrol, bem como o próximo conjunto de recomendações para a pesquisa científica e o uso da substância.

Fonte: R7.com

Exercício elimina células velhas e fortifica sistema imune contra o câncer

Prática de atividade física após o tratamento quimioterápico remodela células T imunes e ajuda a proteger contra a doença futura.

 

Atividade física torna células T mais sensíveis em pacientes semanas após o fim da quimioterapia e fortifica resposta contra cânceres futuros.
(Foto: Corbis.com)

Pesquisadores do University of Nebraska Medical Center, nos EUA, descobriram que a prática de exercício após o tratamento quimioterápico pode fortificar o sistema imunológico contra cânceres futuros.

A pesquisa sugere que a atividade física torna as células T mais sensíveis em pacientes semanas após o fim da quimioterapia.

A descoberta pode ajudar a explicar por que o exercício pode reduzir significativamente as chances de cânceres secundários em sobreviventes ou reduzir as chances de câncer por completo em pessoas que nunca tiveram a doença.

Laura Bilek e seus colegas analisaram células T no sangue dos sobreviventes de câncer antes e depois um programa de exercício de 12 semanas.

Eles descobriram que uma parcela significativa dessas células imunes se converteu de uma forma senescente, que não é tão eficaz no combate à doença, para uma forma pronta para combater câncer e infecções.

Baseados em estudos anteriores que mostraram uma associação entre o exercício e um menor risco de câncer, os pesquisadores decidiram investigar como o exercício afeta o sistema imunológico de pacientes com câncer.

Trabalhando com um grupo de 16 sobreviventes de câncer, os investigadores se centraram nas células T, tipo de célula imune que ataca uma variedade de agentes infecciosos, bem como as células cancerosas.

Após a quimioterapia, pesquisas anteriores haviam demonstrado que a maioria das células T tornam-se senescentes, com uma redução da capacidade de combater infecções e cânceres.

No entanto, a reconstrução da resposta dessas células é fundamental para recuperar a função imunológica normal e a habilidade anticâncer.

Os pesquisadores primeiro retiraram amostras de sangue de cada um dos voluntários para examinar quantas células T senescentes e quantas células T ativas cada um tinha.

Em seguida, todos os participantes do estudo foram matriculados em programas de 12 semanas de exercícios. Todos os programas foram individualizados para os participantes do estudo, incorporando elementos de exercício cardiovascular, treinamento de força e resistência, e exercícios de flexibilidade, postura e equilíbrio, com ênfase em áreas onde os participantes eram fracos.

Após o programa de 12 semanas, os pesquisadores recolheram uma segunda amostra de sangue de cada voluntário e analisaram a mesma célula T.

Os resultados mostraram que a proporção de células T senescentes e ativas mudaram favoravelmente na maioria dos participantes, com a maioria dos sujeitos do estudo recuperando um maior número da variedade ativa.

“O que estamos sugerindo é que com o exercício, você pode se livrar de células T que não são úteis e abre espaço para as células T que podem ser úteis na prevenção da doença”, afirma Bilek.

A equipe ressalta que a descoberta destaca a importância do exercício para todos, incluindo aqueles com câncer e sobreviventes de câncer.

“Há uma longa lista de benefícios positivos do exercício. Se o exercício de fato fortalece o sistema imunológico e, potencialmente, melhora a vigilância do câncer, devemos educar mais os pacientes sobre mudanças no estilo de vida”, conclui Bilek.

Fonte: R7.com

Antirretroviral Atazanavir terá fabricação nacional

Atualmente importado, o medicamento, que é usado por cerca de 20% dos soropositivos, terá rotulagem nacional em 2013 e será produzido pelo Brasil em 2015

A partir de 2013, começará a ser distribuído na rede pública de saúde mais um medicamento com o rótulo nacional para o tratamento da aids: o Sulfato de Atazanavir. Nesta sexta-feira (30), véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, no Rio de Janeiro, da cerimônia de oficialização do processo de transferência de tecnologia para a produção do medicamento no país. O antirretroviral que já é distribuído aos pacientes do SUS, é utilizado por cerca de 45 mil pessoas – perto de 20% do total de pacientes, 217 mil.

A produção nacional do Atazanavir será possível graças a uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) firmada entre o Ministério da Saúde – por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – e o laboratório internacional Bristol-Myers Squibb. Atualmente, o Atazanavir é importado. Com a PDP, a expectativa é de que o Ministério da Saúde economize cerca de R$ 81 milhões por ano, durante a parceria.

O ministro Padilha destacou que essa é a primeira PDP para a produção de um medicamento para o tratamento de HIV/Aids pela Farmanguinhos e que a iniciativa fortalece o Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids do Ministério da Saúde, garantindo acesso universal e gratuito aos antirretrovirais desde 1996. “Essa iniciativa reforça o compromisso do Ministério de fortalecer o Complexo Industrial da Saúde e possibilita a autonomia do país na produção de medicamentos. Com a parceria, o Brasil terá capacidade para se tornar autossuficiente na produção do Atazanavir e para fortalecer sua indústria farmoquímica”, afirmou.

Para o presidente da Bristol-Myers Squibb no Brasil, Gaetano Crupi, o acordo reforça o compromisso da empresa em contribuir para ampliar o acesso a tratamentos para doenças graves como a aids. “Para nós é uma honra estabelecermos essa parceria com o Brasil, que reforça seu comprometimento com a saúde de seus cidadãos através da política universal de acesso ao tratamento do HIV/Aids”.

“Há mais de 25 anos a Fiocruz contabiliza uma série de significativas contribuições para o programa brasileiro de aids. A produção do Atazanavir reforça este papel diferenciado da instituição e o compromisso social da Fundação”, afirma o presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha.

O Sulfato de Atazanavir é um antirretroviral da classe dos inibidores de protease e constitui uma importante droga na composição de esquemas terapêuticos para o tratamento de pacientes com infecção por HIV/Aids. Atualmente, ele é indicado para início de terapia antirretroviral como um dos medicamentos preferenciais pelas diretrizes internacionais do Departamento de Saúde dos Estados Unidos (DHHS, na sigla em inglês), da Sociedade Internacional de Aids (IAS, na sigla em inglês) e da Sociedade Clínica Europeia de Aids (EACS, na sigla em inglês), e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

ACORDO

O acordo para a produção nacional do Atazanavir foi firmado em dezembro de 2011. A parceria inclui a transferência da tecnologia, a fabricação e a distribuição pelo período de cinco anos. Durante esse tempo, o laboratório internacional irá transferir a tecnologia do insumo ativo ao laboratório privado Nortec e do medicamento a Farmanguinhos, que passará a fabricá-lo. Como contrapartida, o governo garantirá exclusividade ao laboratório na compra do antirretroviral durante o processo da transferência.

Nesta primeira etapa, serão adquiridos maquinários e equipamentos e haverá a capacitação dos profissionais brasileiros por especialistas pelo laboratório internacional. A partir de 2013, o medicamento será distribuído com a embalagem de Farmanguinhos, mas a sua produção com a tecnologia nacional terá início em 2015. Entre 2012 e 2016, serão produzidas 99 milhões de cápsulas de Atazanavir na apresentação de 300 mg, sendo 19,9 milhões delas, a cada ano; e 28 milhões das cápsulas de 200 mg, sendo 5,6 milhões, também a cada ano.

COMBATE AO VÍRUS

O Brasil é referência mundial no enfrentamento ao HIV/Aids. Há 16 anos, o SUS garante acesso universal a todos os medicamentos necessários para o combate ao vírus HIV, além de exames e acompanhamento médico, que beneficiam 217 mil brasileiros. Além disso, o SUS oferece tratamento antirretroviral a 97% dos brasileiros diagnosticados com Aids.

O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente 20 antirretrovirais, que representam investimentos de R$ 850 milhões por ano na aquisição dos medicamentos. Desses 20, oito são objeto de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo: Atazanavir, Tenofovir (desde 2009), Raltegravir (desde 2011), e Ritonavir Termoestável, Lopinavir + Ritonavir, Ritonavir Cápsula Gel. Mole, Tenofovir + Lamivudina (2 em 1), e Tenofovir + Lamivudina + Efavirenz (3 em 1), anunciados este ano.

 

Fonte: Portal da Saúde / MS

23/Nov – Dia de Combate ao Câncer Infantil

Ninguém quer acreditar que uma doença tão forte e traiçoeira como o câncer possa alcançar um ser tão pequeno e frágil quanto uma criança. Por esse motivo a surpresa e o desespero da maioria dos pais, ao se deparar com tal diagnóstico. Felizmente, as pesquisas sobre o assunto vêm se desenvolvendo a passos largos e hoje o câncer infanto-juvenil já pode ser vencido, se diagnosticado a tempo.

Pensando nisso, em 2008, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 11.650 que institui o DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER INFANTIL a ser comemorado anualmente no dia 23 de novembro. Tal lei tem como objetivos: estimular ações educativas e preventivas relacionadas ao câncer infantil; promover debates e outros eventos sobre as políticas públicas de atenção integral às crianças com câncer; apoiar as atividades organizadas e desenvolvidas pela sociedade civil em prol das crianças com câncer; difundir os avanços técnico-científicos relacionados ao câncer infantil; apoiar as crianças com câncer e seus familiares.

Graças ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, hoje cerca de 70% das crianças que descobrem possuir câncer, conseguem alcançar a cura.

Se você apóia a prevenção e o diagnóstico precoce dessa doença, compartilhe essa informação. Quanto mais gente souber que o câncer pode ser tratado mais sorrisos estaremos distribuindo pelo Brasil.

Fonte: Blog Anjos da Enfermagem

10/Nov – Dia Nacional de Prevenção e Combate a Surdez

Surdez Infantil

Aproximadamente uma, em cada mil crianças, nasce com surdez profunda. Muitas outras nascem com grau menor de surdez e outras mais a adquirem após o nascimento.

A diminuição da audição na criança, principalmente nos primeiros anos de vida, interfere no desenvolvimento das habilidades da fala e linguagem. Efeitos adversos também costumam ocorrer no desenvolvimento social, emocional cognitivo e no relacionamento familiar.

Existe um consenso de que o período mais importante para o desenvolvimento da fala e linguagem é o dos primeiros três anos de vida. Embora existam métodos efetivos para detectar perdas auditivas desde o nascimento, a média de idade de detecção da surdez está entre três e cinco anos. Graus menores de surdez costumam ser detectados com mais idade, em geral, quando inicia o período escolar.

O resultado disso é que muitas crianças com deficiência auditiva não recebem aprendizado adequado no período etário considerado o mais importante para o desenvolvimento da fala e linguagem.

Existe, portanto, também, um consenso de que a surdez seja detectada o mais cedo possível a fim de que sejam tomadas, em tempo hábil, as medidas adequadas para o desenvolvimento da criança, com isso minimizando ou prevenindo efeitos adversos.

Surdez Congênita

A surdez é um dos problemas físicos mais freqüentes na população mundial. Segundo estimativas do Instituto Britânico de Pesquisas Auditivas, há no mundo 560 milhões de pessoas com dificuldades ou perda de audição, que costumam vir acompanhadas de zumbidos ou ruídos no ouvido, vertigem, dor de ouvido e outros sintomas. De cada 1 000 crianças que nascem, em média quatro sofrem de surdez congênita. No Brasil, estima-se que 15 milhões de pessoas tenham algum tipo de dificuldade em ouvir, sendo que 350 mil são totalmente surdas. “Cerca de 70% de nossos idosos sofrem de algum problema auditivo. A maioria são pessoas de baixa escolaridade e pouco poder aquisitivo”, afirma Souza. Mas, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Luterana do Brasil, em Porto Alegre, 26% dos entrevistados sofriam de alguma forma de diminuição na capacidade de ouvir independentemente da faixa etária.

Símbolo da surdez

A surdez pode resultar de várias causas. Algumas têm a ver com problemas na transmissão do som através do ouvido devido a algum bloqueio das ondas sonoras nos ouvidos externo e médio. Isso acontece quando o pavilhão (a “concha” que forma a orelha) ou o canal auditivo sofrem deformações, traumas, inflamações e tumores. Obstruções do canal por acúmulo de cera ou um crescimento anormal do osso na cavidade do ouvido médio também podem causar danos. A outra classe principal de problemas são os chamados neurossensoriais, em que a causa está no ouvido interno ou em outras estruturas centrais, como o nervo auditivo. Por fim, pode haver também casos que misturam tudo isso – o som tem dificuldade de atravessar o ouvido e também não consegue ser transmitido corretamente para o cérebro.

Muitas vezes, a surdez é congênita, ou seja, existe desde o nascimento. Sua causa pode ser hereditária ou não. Doenças da mãe na gravidez (como rubéola, sarampo, varicela, diabetes e alcoolismo), medicamentos que estavam sendo tomados e complicações de parto (nascimento prematuro, falta de oxigênio) podem deixar o bebê surdo.

Por trás de metade dos problemas auditivos congênitos há algum fator genético. A surdez é mais comum em certas famílias devido a alterações e mutações de determinados genes. Essas alterações no DNA são herdadas de um ou dos dois pais e podem ser transmitidas para os descendentes, o que explica a existência de famílias com vários membros que têm dificuldade de audição.

Fonte: http://super.abril.com.br/saude/

NOVEMBRO AZUL

CAMPANHA DE COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA

 

A intenção do COSEMS-PB durante todo esse mês de novembro é sensibilizar os homens acima de 40 anos sobre a importância do diagnóstico precoce do Câncer de Próstata, o que aumenta as chances de cura.

 

Campanha conscientiza sobre câncer colorretal

Estima-se, em 2012, o surgimento de 30.140 novos casos de câncer do colorretal no país

A Campanha Nacional de Enfrentamento do Câncer do Colorretal será lançada nesta quarta-feira (5) por meio de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). O objetivo é orientar a população e sensibilizar os profissionais da área de saúde, capacitando-os para o acolhimento dos pacientes.

O câncer do colorretal ataca o intestino grosso e desenvolve lesões inicialmente benignas, que crescem na parede do cólon e, se associados com predisposição genética e hábitos não saudáveis de vida, transformam-se em câncer com o passar do tempo. O lançamento da campanha acontece durante a cerimônia de abertura do 61° Congresso Brasileiro de Coloproctologia, em Belo Horizonte (MG).

Para o secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, essa iniciativa reafirma o compromisso do Ministério em combater o aparecimento de novos casos desse tipo de câncer no Brasil. “A campanha busca orientar profissionais quanto ao atendimento e conscientizar a população sobre como se prevenir. Hábitos não saudáveis podem contribuir para o surgimento desse tipo de câncer, que se diagnosticado em estágio inicial, apresenta chance de cura de 70% a 90%, tornando a prevenção e o controle fundamentais”, destaca o secretário.

Durante o lançamento da campanha o Ministério da Saúde distribuirá cartilhas para dois mil especialistas – participantes do congresso. O documento traz orientações quanto ao atendimento à população. Também serão disponibilizadas nas Unidades Básicas de Saúde e nos serviços especializados, as cartilhas para a população com dicas de prevenção, tratamento e sintomas da doença. Leia mais