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Saúde inclui 11 novos procedimentos cirúrgicos na tabela do SUS

O Ministério da Saúde incluiu 11 novos procedimentos cirúrgicos oncológicos na tabela SUS. Entre as novidades estão:

  • linfadenectomia mediastinal;
  • linfadenectomia seletiva guiada;
  • reconstrução para fonação – a tabela do SUS incluía a prótese, mas não o ato operatório para sua implantação;
  • traquestomia transtumoral;
  • ressecção de pavilhão auricular;
  • ressecção de tumor glômico;
  • ligadura de carótida;
  • colecistectomia;
  • ressecção ampliada de via biliar extra-hepática;
  • reconstrução com retalho osteomiocutâneo e;
  • timectomia.

Até agora, eram 121 tipos de tratamentos nessa área. Com os novos procedimentos, o governo vai gastar 121% a mais do que em 2011, somando R$ 380,3 milhões para cirurgias oncológicas.

Em nota oficial, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a ampliação tem como intuito melhorar a qualidade do atendimento público. “O objetivo destas medidas é instalar serviços onde não existem hoje, estimular os serviços que já existem a produzir mais e, com isso, reduzir o tempo de espera para tratamento do câncer”.

Os gastos do governo federal com assistência oncológica aumentaram 26% entre 2010 e 2012, saltando de R$ 1,9 bilhão (em 2010) para R$ 2,4 bilhão.

Fonte: Site Dr Dráuzio Varella

Novidades na cirurgia de catarata

(Ilustração: Corbis.com)

No Brasil, pelo menos metade da população de idosos sofre de catarata e cerca de 1,5 milhão perdeu completamente a visão por causa dessa doença em que a lente do cristalino vai ficando opaca e esbranquiçada, até a pessoa não enxergar mais nada. A cirurgia para remoção da catarata, seguida do implante de lentes intraoculares (LIOs), não só possibilita ao paciente voltar a enxergar, como ainda rejuvenesce a visão e aumenta a segurança na locomoção. A novidade nesse campo – e que chegará ao Brasil em breve – é o uso do laser de femtossegundo, que garante mais precisão em cada uma das principais etapas envolvidas na cirurgia.

Na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, os excelentes resultados obtidos desde o início em que se começou a usar o laser de femtossegundo nas cirurgias de catarata compensam de longe os altos investimentos no equipamento. “Enquanto na cirurgia tradicional a incisão na córnea é feita manualmente, com o auxílio de um equipamento de ultrassom que fraciona e aspira a catarata, nessa nova cirurgia as estruturas dos olhos são analisadas por um tomógrafo de coerência óptica tridimensional e as incisões e a fragmentação da catarata se dão pelo uso do laser, garantindo uma recuperação mais rápida para os pacientes”.

Neves afirma que a utilização do laser de femtossegundo simplifica a retirada da catarata e permite um perfeito posicionamento da lente intraocular. “As primeiras experiências com esse tipo de laser começaram em 1992 e vêm se desenvolvendo rapidamente desde então. A propósito, a Oftalmologia foi a primeira especialidade da medicina a empregar o laser com fins terapêuticos. Em constante evolução, podemos aguardar mais novidades em breve em termos de aplicações diagnósticas e tratamentos cada vez mais precisos e eficazes”.

Outros usos do laser de femtossegundo

O doutor Renato Neves também destaca o sucesso do uso do laser de femtossegundo no tratamento do ceratocone – doença que faz com que a córnea adquira formato cônico e irregular, resultando em visão distorcida. “O ceratocone atinge um em cada 20 mil brasileiros. A tecnologia em questão é muito útil nesses casos, tanto para os pacientes que desejam melhorar a visão com lentes de contato, como para os que dispensam as lentes. A técnica envolve a inserção de dois segmentos de arco de acrílico especial na córnea. Outro uso importante do laser de femtossegundo envolve as cirurgias refrativas – para correção de miopia, astigmatismo e hipermetropia –, bem como o transplante de córnea, tornando a cicatrização muito mais homogênea e uniforme”.

Fonte: Artigonal

Cirurgia no coração traz melhores resultados para diabéticos cardíacos

De acordo com estudo realizado pelo InCor (Instituto do Coração) e mais 139 centros cardiológicos do mundo, as cirurgias para colocação de pontes de safena, mamária e radial apresentam melhores resultados do que a angioplastia para implante de stent (tubo perfurado que facilita a circulação sanguínea local) em pacientes portadores de diabetes com artérias obstruídas.

Apesar de a angioplastia ser uma intervenção menos invasiva e agressiva, 1,9 mil pacientes diabéticos com artérias obstruídas que se submeteram a alguma das cirurgias de ponte acima mencionadas apresentaram melhores resultados a longo prazo.

Ainda de acordo com a pesquisa, a taxa de mortalidade entre os pacientes submetidos à angioplastia alcançou 16%, enquanto foi de 11% a dos doentes que fizeram a cirurgia. A morte por causas cardíacas para os submetidos à angioplastia chegou a 11% contra 7% para os que foram operados. Da mesma forma, a necessidade de novas intervenções também foi menor para os submetidos à cirurgia: 5% contra 13% dos que receberam o stent.

Em casos menos complexos, alguns pacientes portadores de diabetes devem continuar a optar pelo stent medicamentoso em razão da menor agressividade que o procedimento representa.

Fonte: Dr. Dráuzio Varella

Adolescentes terão cirurgia de obesidade no SUS

A idade mínima para realizar as cirurgias bariátricas na rede pública vai cair dos atuais 18 anos para 16.

A proposta é seguir os mesmos critérios de indicação da cirurgia usados com os adultos –quando o IMC (índice de massa corporal) está acima de 40, ou a partir dos 35, desde que a pessoa tenha doenças associadas à obesidade.

Entre adultos, a frequência da cirurgia no SUS cresceu 43% entre 2009 e 2011, segundo o Ministério da Saúde.

Infográfico: Editoria de arte/folhapress

E vai crescer mais, dizem especialistas, após o governo ter retirado do mercado, em dezembro, uma fatia grande dos inibidores de apetites.

O ministério usa dados de um estudo feito há três anos pela pasta e pelo IBGE para justificar sua preocupação. Entre 2008 e 2009, 21,7% dos jovens entre dez e 19 anos estavam acima do peso.

“Estudos mostram que fazer a intervenção cirúrgica em adolescentes que tenham indicação e já tenham buscado outros mecanismos –sobretudo atividade física e mudanças de hábito alimentar– pode ajudar a reduzir complicações como hipertensão e diabetes”, diz o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

Segundo ele, no caso dos adolescentes, a indicação da cirurgia deve estar reforçada pela avaliação da equipe multiprofissional –não ficando, assim, só baseada no IMC.

Haverá ainda outras mudanças nessas cirurgias. Segundo o ministro, o SUS passa a custear uma técnica mais recente –a gastroplastia vertical em manga– em substituição a outra praticada.

A cirurgia reparadora feita depois, para retirar o excesso de pele, passará a incluir a parte posterior do corpo (e não mais só a frontal), diz ele.

O governo também vai tornar obrigatória, no pré-operatório, a realização de cinco exames, como o ultrassom de abdômen total –já praticados na rede privada e em hospitais públicos de referência.

O ministério vai discutir um reajuste de 20% no valor pago pela cirurgia e pelos exames pré-operatórios e a fixação de uma remuneração para estimular a formação de equipes multiprofissionais.

Com isso, espera-se reduzir as filas de espera. As mudanças devem passar a valer no início de 2013.

De acordo com Bruno Geloneze, coordenador do Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes da Unicamp, a cirurgia a partir dos 16 anos é possível com “restrições ao quadrado”.

O médico alerta para a necessidade do acompanhamento do jovem por uma equipe com endocrinologista. Essas equipes, afirma, que nem sempre existem no SUS, podem selecionar os casos a serem levados à cirurgia.

O presidente da Sociedade de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Ricardo Cohen, acha positiva a redução da faixa etária, mas aponta as longas filas já existentes no SUS como um limitador. “Eles não conseguem, hoje, atender a demanda do adulto.”

JOHANNA NUBLAT

Fonte: Folha de São Paulo

Ministério da Saúde reduz idade mínima para cirurgia bariátrica

O Ministério da Saúde informou no Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, que vai reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima para realização de cirurgia bariátrica no SUS.

 

Foto: Corbis.com

A medida foi decidida após dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) de 2009 apontarem aumento na taxa de obesidade entre adolescentes. Segundo o levantamento, 21,7% dos brasileiros entre dez e 19 anos estão com excesso de peso. Esse índice era bem menor em 1970, quando apenas 3,7% das pessoas nessa faixa etária eram obesas.

Além da cirurgia bariátrica, será oferecida também a cirurgia plástica reconstrutiva do abdômen, e o SUS deve incluir a intervenção para reparar esteticamente as costas e retirar excessos de pele.

Haverá reajuste nos valores de cinco exames ambulatoriais pré-operatórios: endoscopia digestiva alta; ultrassonografia de abdômen total; ecocardiografia; ultrassonografia com doppler colorido de vasos e prova de função pulmonar completa com broncodilatador (espirometria).

Antes da cirurgia, o paciente entre 16 e 65 anos tem que passar por avaliação clínica e cirúrgica e ter acompanhamento com equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse período, ele tem de fazer dieta, e somente se os resultados não forem positivos a cirurgia é recomendada.

Apenas pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 40 podem ser submetidos à cirurgia, com exceção dos que sofrem de diabetes, hipertensão, apneia do sono, hérnia de disco e outras doenças agravadas pela obesidade. Esses podem passar pelo procedimento com IMC entre 35 e 40.

O número de cirurgias bariátricas aumentou 200% no País em oito anos. Foram 1.773, em 2003 e 5.332 em 2011. Nos três primeiros meses de 2012, já foram realizadas 1.286 cirurgias.

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella