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Água e sabão podem livrar os homens do câncer de pênis, diz especialista

Washing HandsRio de Janeiro – Higiene pode ser a receita simples, mas eficaz, para evitar que os homens sofram com uma doença que, além de incapacitá-los fisicamente, pode terminar aniquilando a sua vida em termos psicológicos. Para prevenir a doença, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) promove de 27 a 29 deste mês a Campanha de Câncer de Pênis Zero, em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida.

O padrinho da campanha é o ex-jogador de futebol Zico, atual técnico do Al Gharafa, do Catar, que se ofereceu como voluntário. As ações ocorrerão nas cidades de João Pessoa, na Paraíba, do Recife e de Garanhuns, em Pernambuco; Fortaleza e Reriutaba, no Ceará, além de Teresina, no Piauí. Na próxima semana, cidades da Bahia serão incorporadas à campanha.

Segundo disse hoje (23) à Agência Brasil o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi, a maior incidência do tumor ocorre nas regiões Norte e Nordeste e está associada não só à baixa condição socioeconômica das populações locais, mas também à falta de higiene e de conhecimento.

Ele informou que as populações menos favorecidas são as que mais têm câncer de pênis. “São as mais excluídas da informação e aquelas que são mais difíceis de chegar ao médico também”. Em geral, os homens moram longe dos centros médicos adequados. “É preciso melhorar o acesso da população ao urologista”.

O tumor de pênis é raro, ao contrário do câncer de próstata, que apresenta 60 mil novos casos por ano. Entretanto, a média de 1,6 mil amputações anuais, por câncer de pênis, é considerada elevada pela SBU. “Porque é uma doença que incapacita muito. É uma doença que aniquila o homem na sua concepção exata, não só na sua anatomia, mas na sua vida”.

Nardi esclareceu que o câncer de pênis é evitável. Para isso, basta que o homem tenha uma higiene adequada da área genital. “Ou seja, água e sabão. Lavando o pênis todo dia, não há problema de ter câncer de pênis”. Leia mais

Comer bem (ou mal) pode influenciar aparecimento de câncer

frutas-legumesA luta contra o câncer talvez seja uma das maiores do ramo de saúde e descobertas recentes apontam que o surgimento da doença está muito mais ligado aos nossos hábitos cotidianos do que se podia imaginar.

E a alimentação é um desses fatores. O consumo de alimentos saudáveis ajuda o organismo a obter os nutrientes necessários para o seu bom funcionamento e até mesmo para prevenir e combater doenças graves, como por exemplo, o câncer.

De acordo com a oncologista Marina Thomaz de Lima Duz, da ONCOMED, alimentos como frutas, verduras, legumes e cereais integrais contém uma grande quantidade de nutrientes que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células e mutações genéticas precursoras de um câncer.

“Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com grande frequência. As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias cancerígenas com a parede do intestino grosso. São muito importantes na prevenção do câncer de cólon e reto”, comenta.

Um estudo da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, segundo reportagem do CicloVivo, associou a dieta rica em açúcar e gordura, os níveis de atividade física e o tabagismo ao câncer de intestino. Isso significa que o consumo de refrigerantes, bolos, biscoitos doces e sobremesas podem aumentar os riscos do tumor se manifestar.

O grupo de pesquisadores analisou dois mil pacientes e mais de 170 alimentos, entre eles: frutas, legumes, carnes, salgadinhos, chocolate, nozes e batata frita. A descoberta da gordura e açúcar como mais um fator de risco se somou aos fatores que já se sabiam, como os casos de histórico familiar, fumo e sedentarismo.

“O que descobrimos é muito interessante e merece uma investigação mais aprofundada, utilizando grandes estudos populacionais”, afirmou Evropi Theodoratou, da Universidade de Edimburgo. Ele ressalta também que, mesmo com a associação da dieta pouco saudável com o câncer, ainda é cedo para tratar o tema como causa e consequência. “É importante levar esses fatores em consideração, principalmente porque as pessoas nos países industrializados consomem cada vez mais este tipo de comida”, completa.

A médica destaca que a alimentação saudável somente funcionará como fator protetor quando adotada constantemente, no decorrer de toda a vida. Neste aspecto devem ser valorizados e incentivados antigos hábitos alimentares do brasileiro, como o uso do arroz (principalmente o integral) com feijão, que são ricos em fibras.

A médica explica que uma alimentação rica, baseada nos alimentos já citados, ajuda a diminuir o risco de câncer de pulmão, cólon e reto, estômago, boca, faringe e esôfago. “Provavelmente, esses alimentos possam reduzir também o risco de câncer de mama, bexiga, laringe e pâncreas, e possivelmente o de ovário, endométrio, colo do útero, tireóide, fígado, próstata e rim”, enumera. Ela revela ainda que já foi evidenciado que mulheres vegetarianas correm um risco muito menor de desenvolver câncer de mama do que aquelas que comem carne e laticínios.

Por outro lado, já está estabelecido um risco maior de câncer nas pessoas que ingerem grande quantidade de gordura de origem animal. “Também existe uma relação entre obesidade e risco maior para desenvolver câncer. Desde a infância até a idade adulta, o ganho de peso e aumentos na circunferência da cintura devem ser evitados. O índice de massa corporal (IMC) do adulto (20 a 60 anos) deve estar entre 18,5 e 24,9 kg/m2”, alerta Dra. Marina.

Dentre os alimentos que ajudam a combater o câncer a médica destaca o brócolis, as frutas vermelhas, o tomate, o alho, a noz, o feijão e o peixe. Ela ressalta ainda que frutas e verduras devem ser preferencialmente consumidas cruas ou pouco cozidas para preservar vitaminas e sais minerais.

O prato ideal para quem quer evitar o câncer utilizando-se de bons hábitos alimentares deve ser composto por verduras cruas, com tomate, pepino, cenoura crua ralada salpicado com molho caseiro composto de limão, azeite e alho cru espremido. A salada deve ser acompanha por arroz integral com feijão e uma porção de peixe grelhado ou cozido . A sobremesa ideal seria uma porção de fruta (frutas vermelhas, maçã, uvas) e/ou um punhado de nozes. “Quanto mais verduras e legumes coloridos estiverem compondo o prato, mais saudável será”, finaliza.

 

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Crianças que fazem muitos exames de imagem têm risco maior de câncer

[pullquote align=”left” textalign=”left” width=”25%”]Os resultados da pesquisa feita na Austrália mostraram que crianças e adolescentes submetidos a tomografias têm risco 24% maior da doença.[/pullquote]
Uma pesquisa alerta que as tomografias computadorizadas podem aumentar muito o risco de as crianças desenvolverem câncer. É um exame necessário em alguns casos, mas é preciso ser usado com muita cautela, e só depois que todas as outras alternativas estiverem esgotadas.

A pesquisa, feita na Austrália, analisou o histórico de 11 milhões de crianças e jovens, e descobriu que a incidência de câncer foi maior entre quem passou pelos exames de imagem.

Os resultados mostraram que crianças e adolescentes submetidos a tomografias têm risco 24% maior de ter a doença. A tomografia tem uma radiação tão forte que equivale a 400 exames de raio-x. A radioatividade atinge as células, que podem sofrer mutação e resultar em tumores.

As crianças estão mais vulneráveis, porque o corpo delas ainda está crescendo. “As células, conforme elas estão se desenvolvendo, se dividindo, elas estão mais suscetíveis no seu processo de divisão a ter modificações teciduais”, afirma o radiologista do Instituto da Criança Marcelo Valente.

Por isso, segundo a pediatra Magda Carneiro Sampaio, pais e médicos precisam ter bom senso ao encaminhar crianças e jovens a exames de imagens. “Os pais e os próprios adultos, se forem ao medico e não pedir exame de imagem, não pedir uma série de exames laboratoriais, parece que não foram bem atendidos”, ressalta.

Quando uma tomografia é extremamente necessária para uma criança no Hospital das Clínicas usa-se um aparelho que é mais moderno e pode ser calibrado para o peso da pessoa e área que vai ser analisada. Ele reduz em até 65% a exposição à radiação.

Tiago, com 1 ano de idade, já passa pela sua segunda tomografia. “Toda vez que o médico pede eu sempre pergunto: Tem mesmo que estar fazendo?”, afirma a mãe, Fernanda Alves.

Nos casos em que a radiação não é essencial, a pediatra recomenda que os médicos usem os chamados exames clínicos. “Uma boa ausculta pulmonar, por exemplo, substituiu ou é muito melhor do que um raio-x, ou deve anteceder o raio-x. Só quando existe duvida na ausculta é que a criança ou adulto deve ser submetido a uma radiografia”, afirma.

Os médicos lembram que o uso da radiação ou dos exames de imagem às vezes é necessário para o tratamento ou mesmo para acompanhar o desenvolvimento de uma doença. Mas, quanto menor o uso, melhor.

O Hospital das Clínicas também desenvolveu maneiras de fazer exames tirando o mínimo de sangue possível das crianças. São ações para humanizar o tratamento.

Fonte: G1

Pesquisa identifica possível origem do câncer de mama

[pullquote align=”left|” textalign=”left” width=”30%”]Células das mamas que possuem uma anomalia nos cromossomos são mais propensas a apresentar problemas de divisão e, assim, provocar a doença.[/pullquote]

Só 40% das mulheres com câncer conseguem preservar mama, diz estudo. (Foto: Corbis.com)

Corbis.com

Uma nova pesquisa conseguiu identificar a provável origem do câncer de mama. O estudo, publicado nesta terça-feira na edição inaugural do periódico Stem Cell Reports, investigou amostras de tecido mamário de mulheres saudáveis para identificar quais seriam as células mais propensas a originar o câncer de mama. Eles descobriram, então, que uma classe específica de células normais que dão origem ao tecido mamário tem estruturas menores do que as normais. Em função dessa diferença estrutural, essas células estariam mais propensas a mutações que dão origem ao câncer de mama. Os resultados do estudo poderão ajudar na identificação de pacientes com risco elevado de desenvolver esse tipo de câncer, além de estratégias para o tratamento e prevenção da doença.

CONHEÇA A PESQUISA

  • Título original: The Luminal Progenitor Compartment of the Normal Human Mammary Gland Constitutes a Unique Site of Telomere Dysfunction
  • Onde foi divulgada: periódico Stem Cell Reports
  • Quem fez: Nagarajan Kannan, Nazmul Huda, LiRen Tu, Radina Droumeva, Geraldine Aubert, Elizabeth Chavez, Ryan R. Brinkman, Peter Lansdorp, Joanne Emerman, Satoshi Abe, Connie Eaves e David Gilley
  • Instituição: Universidade de Indiana, EUA, e outras
  • Dados de amostragem: Tecido mamário normal doado por 37 mulheres que realizaram cirurgia de redução de mamas para fins estéticos
  • Resultado: Os pesquisadores descobriram que as células precursoras luminais são mais propensas a apresentarem falhas na divisão, porque seus telômeros (estruturas que formam as extremidades dos cromossomos) são mais curtos. Esses problemas na divisão celular podem causar o câncer de mama

O estudo, realizado em conjunto por instituições de pesquisa do Canadá, Estados Unidos e Países Baixos, foi realizado com tecido mamário normal doado por 37 mulheres que realizaram cirurgia de redução de mamas para fins estéticos.

Resultados — No estudo, descobriu-se que as células precursoras luminais (que dão origem ao tecido mamário) apresentam telômeros (as extremidades dos cromossomos) muito curtos. Como a função dos telômeros é evitar problemas com o material genético durante a divisão celular, essas células são mais propensas a ter mutações durante o processo de divisão. Essas mutações seriam as responsáveis pelo desenvolvimento do câncer.

“Esse é o primeiro relato de um tipo de célula precursora humana, considerada normal, que apresenta essa disfunção nos telômeros”, afirma Connie Eaves, pesquisadora do laboratório Terry Fox, no Canadá, e uma das autoras do estudo.

A pesquisa ressalta a importância de estudar tecidos humanos saudáveis como uma forma de identificar a origem celular do câncer e os fatores que contribuem para seu desenvolvimento. David Gilley, pesquisador da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, e coautor do estudo, acredita que um próximo passo seja verificar se essa descoberta se aplica apenas ao câncer de mama, ou se trata de um fenômeno geral.

Opinião do especialista Rafael Malagoli Rocha
Pesquisador de oncologia do Hospital A.C. Carmargo.

“Diversos estudos têm mostrado que os telômeros são importantes para o aparecimento de tumores. Ainda não se conhece totalmente sua função, mas se sabe que eles evitam que os cromossomos se fundam, causando alterações na sequência genética que podem causar tumores.

“O estudo é interessante, em primeiro lugar, porque foi realizado com células normais, sem o aparecimento de tumores. Os pesquisadores colheram diferentes tipos de células da glândula mamária e analisaram seus telômeros separadamente. Eles conseguiram ver que as células precursoras luminais apresentam telômeros encurtados, o que pode estar relacionado ao aparecimento do câncer, principalmente porque o envelhecimento tende a fazer com que os telômeros encurtem ainda mais.

“As células precursoras luminais se localizam no interior do ducto mamário (por onde passa o leite durante a amamentação) e são onde se originam 80% dos cânceres de mama.

“No campo da prevenção ainda está claro o que pode ser feito a partir dos resultados desse estudo, uma vez que até o momento não é possível realizar intervenções nos telômeros. Porém, se for identificado o que a alteração dos telômeros provoca nas células, pode ser possível desenvolver medicamentos que façam essas alterações regredirem e, assim, impedir a proliferação do tumor.

“Vale lembrar que o encurtamento dos telômeros é apenas uma das possíveis causas do câncer de mama. Existem ainda os fatores ambientais, como tabagismo e alcoolismo, e predisposições genéticas que facilitam o aparecimento desse tumor.”

 Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Fumar logo após acordar aumenta risco de câncer

Foto: Corbis.com

Foto: Corbis.com

Pessoas que fumam logo depois que acordam têm maior chance de contrair câncer de pulmão ou de boca, sugere um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, publicada nesta sexta-feira (29) no periódico “Cancer, Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, quem consome cigarro imediatamente após acordar tem no sangue níveis mais elevados de NNAL, substância gerada quando o corpo humano processa o NNK, componente do tabaco que provocou câncer em diversos roedores em laboratório.

Esses níveis superam as taxas daqueles indivíduos fumantes que utilizam o cigarro pelos menos meia hora depois de acordar.

[pullquote align=”left” textalign=”leftright” width=”30%”]Índices de NNAL foram menores em indivíduos que esperam pelo menos 30 minutos para fumar depois de acordar[/pullquote]

Para obter os resultados, os cientistas utilizaram dados de 1.945 participantes, todos fumantes adultos que forneceram amostras de urina para análise do NNAL. Os participantes também deram informações sobre o hábito do fumo, incluindo quanto tempo eles normalmente levam para utilizar o primeiro cigarro do dia.

Com isso, os estudiosos descobriram que 32% dos entrevistados fumavam seu primeiro cigarro cinco minutos após acordar; 31% fumavam pela primeira vez entre 6 minutos e 30 minutos após o despertar; 18% fumavam pela primeira vez no dia entre 31 minutos e 60 minutos após acordar e 19% fumavam depois de mais de uma hora.

As taxas de NNAL no sangue dos participantes foram correlacionadas com a idade dos indivíduos, além de dados como quando ele começou a fumar, seu sexo e se residia com outro fumante em uma mesma casa.

Fonte: Globo.com

Brasil supera EUA em mortes por câncer de mama por falta de diagnóstico precoce

Corbis Images

Corbis Images

Segundo um estudo da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, a mortalidade por câncer de mama no Brasil é maior que nos EUA devido à falta de diagnóstico precoce. Não fosse isso, a sobrevida das brasileiras seria equivalente à das estadunidenses.

O estudo, iniciado em 2011, levantou dados de pacientes diagnosticadas entre 1998 e 2001, para que pudessem ser observadas as taxas de sobrevida dez anos após o início do tratamento. A pesquisa comparou informações de 834 pacientes do Hospital do Câncer de Barretos, em São Paulo, com os dados de cerca de 47 mil mulheres com câncer de mama dos Estados Unidos, obtidos do programa SEER (The Surveillance, Epidemiology and End Results).

O levantamento mostrou que 50,1% das mulheres norte-americanas diagnosticadas com câncer de mama estavam no estágio inicial do doença, com tumores menores do que 2 centímetros e ainda não palpáveis. Já no Brasil, diagnósticos nesse estágio precoce ocorreram em apenas 10% dos casos. Nesse estágio, as chances de cura a partir de um tratamento chegam a 90%.

A detecção do câncer de mama em estágios mais avançados foi observada em 45,8% das pacientes brasileiras, enquanto as norte-americanas somavam apenas 8,4%. Nessa situação, a taxa de sobrevida após dez anos cai para apenas 17% dos casos.

Em países desenvolvidos, a relação de mortes por câncer de mama anualmente é de 19 a cada 100 diagnósticos. Na América do Sul a proporção sobe para 29,8 mortes. No continente africano, a situação é ainda pior: a cada 100 mulheres com a doença, 60 morrem.

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella

Mitos e verdades sobre o câncer

mito_verdadeMito: Ter câncer é uma questão de destino.

Verdade: Com as estratégicas certas, aproximadamente 30% dos casos de câncer podem ser evitados.

A prevenção é a maneira mais econômica e sustentável de reduzir o ônus do câncer global em longo prazo. Políticas e programas locais, regionais e nacionais que promovem estilos de vida saudáveis são essenciais para a redução dos cânceres que são causados por fatores comportamentais como tabagismo, consumo de álcool, dieta pouco saudável e falta de atividade física. O uso de tabaco está ligado a 71% de todas as mortes por câncer de pulmão e pelo menos 22% de todas as mortes por câncer.

Para países de renda baixa e média, estima-se que as infecções crônicas expliquem aproximadamente 23% de todos os cânceres, como o de fígado, do colo do útero e de estômago, associados a infecções pelo vírus da hepatite B (HBV), papilomavírus humano (HPV) e a bactéria helicobacter pylori (H. pylori), respectivamente.

Exposição a uma vasta gama de causas ambientais do câncer em casa e no local de trabalho, incluindo exposição à aflatoxinas, poluição interna do ar, radiação e luz do sol excessiva também são importantes causas evitáveis de câncer.

Igualmente importante é o desenvolvimento de estratégias para encorajar o comportamento de busca por ajuda, incluindo consciência e educação sobre como reconhecer os sinais e sintomas para os cânceres de mama, colorretais, pele e bucal, e entender que uma avaliação em tempo hábil dos sintomas aumentará as chances de cura.

Evidências

  • As pessoas, as lideranças políticas e os profissionais de saúde precisam compreender que muitos casos de câncer podem ser evitados com mudanças apropriadas no estilo de vida, que o câncer pode frequentemente ser curado, e que há tratamentos eficazes disponíveis, independentemente do cenário econômico.
  • Em muitos países em desenvolvimento, o estigma associado ao câncer pode levar os pacientes a procurarem tratamentos alternativos em vez de tratamentos padrão.
  • Embora a consciência geral do câncer em países em desenvolvimento seja baixa, o nível de interesse a respeito da doença é alto, e o público está atento às mensagens sobre a doença.
  • Recentes experiências com rastreamento em países em desenvolvimento sugerem que, uma vez que as pessoas compreendem as informações básicas sobre o câncer e sabem como acessar os serviços, elas tendem procurá-los. Não menos importante é o desenvolvimento de estratégias para incentivar a procura por ajuda, incluindo sensibilização e educação sobre as maneiras de reconhecer os sinais e sintomas, bem como compreender que o diagnóstico em tempo hábil aumentará as possibilidades de cura.

Mito: O câncer não é apenas um problema de saúde.

Verdade: O câncer possui implicações de grande alcance social, econômico e de direitos humanos.

O câncer constitui um grande desafio ao desenvolvimento, debilitando os avanços sociais e econômicos por todo o mundo (OMS, 2011). Aproximadamente 47% dos casos de câncer e 55% das mortes por câncer ocorrem em regiões menos desenvolvidas do mundo. Até 2030, se a tendência atual continuar, a incidência de câncer aumentará 81% nos países com HDI baixo e médio comparado com 2008.

Hoje, o impacto do câncer sobre as pessoas, comunidades e populações ameaça impedir a realização das metas de desenvolvimento globais atuais, as Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDGs) que vencem em 2015. O impacto sob a produtividade e renda familiar e os altos custos de tratamento empobrece as famílias.

Ao mesmo tempo, a pobreza, falta de acesso à educação e à assistência médica expõem a população a riscos adicionais para desenvolver e morrer de vários cânceres. Apenas dois tipos de cânceres, o do colo do útero e o de mama, juntos, somam mais de 750.000 mortes a cada ano, a maior parte em países de baixa e média rendas.

Mito: O câncer é uma sentença de morte

Verdade: Muitos cânceres que já foram considerados uma sentença de morte podem agora ser evitados ou curados. Para muitas pessoas afetadas pelo câncer, a doença pode ser gerenciada como uma condição crônica. Somente nos Estados Unidos, existem 12 milhões de americanos vivendo com câncer.

Avanços no entendimento do risco e estratégias de prevenção, na detecção precoce e no tratamento revolucionaram a gestão do câncer, levando a melhores resultados para os pacientes.

Mito: O câncer é uma doença de idosos

Verdade: O câncer afeta pessoas de todas as idades, muitas no momento em que elas estão mais produtivas. Isso é uma tragédia para as famílias e tem o potencial de causar impacto no longo prazo sobre o desenvolvimento econômico.

O câncer também afeta os jovens. Para crianças com idade entre 5-14 anos, o câncer é a terceira principal causa de morte em países de renda alta-média, quarto em países de renda baixa-média e oitavo em países de baixa renda.

Fonte: INCA

Consumo frequente de frituras está ligado a maior risco de câncer de próstata

Foto: Corbis.com

Foto: Corbis.com

O consumo regular de alimentos fritos está associado a um risco aumentado de desenvolver câncer de próstata, de acordo com um estudo de cientistas do Centro Fred Hutchinson de Pesquisa sobre o Câncer nos EUA. E o efeito parece ser maior para as formas mais agressivas da doença. As descobertas foram publicadas na revista The Prostate.

Estudos anteriores já haviam sugerido que o consumo de alimentos cozidos em alta temperatura, como carne grelhada, pode aumentar o risco de câncer de próstata. A nova pesquisa, desenvolvida por Janet Stanford e colaboradores da Divisão de Ciências da Saúde Pública do Centro Hutchinson, é a primeira a adicionar a fritura à essa equação de risco.

O consumo de alimentos fritos já está associado aos cânceres de mama, de pulmão, de pâncreas, de cabeça e pescoço e do esôfago.

Os homens que relataram comer batatas fritas, frango frito, peixe frito ou outros alimentos fritos pelo menos uma vez por semana tinham risco aumentado de ter câncer de próstata de 30% a 37% em comparação com os que disseram que comiam esses alimentos menos de uma vez por mês.

O consumo semanal destes alimentos foi associado também com risco levemente maior de desenhvolver um tumor de próstata mais agressivo.

Os pesquisadores controlaram fatores como a história, idade, raça, histórico familiar de incidência de câncer de próstata e massa corporal, entre outros, ao fazer o cálculo da associação entre comer alimentos fritos e risco de câncer de próstata.

Stanford e colegas analisaram dados envolvendo 1.549 homens diagnosticados com câncer de próstata e 1.492 homens saudáveis pareados por idade.

Os homens eram caucasianos e afro-americanos residentes da área de Seattle com idades entre 35 e 74 anos. Os participantes foram convidados a preencher um questionário dietético sobre o seu consumo habitual de alimentos, incluindo especificamente alimentos fritos.

Fritar os alimentos pode desencadear a formação de substâncias cancerígenas que serão consumidas junto com os alimentos.

Os possíveis mecanismos por trás do risco aumentado de câncer incluem o fato de que, quando o óleo é aquecido a temperaturas adequadas para fritar, compostos potencialmente cancerígenos podem formar-se no alimento frito.

Os compostos cancerígenos incluem acrilamida (encontrado em alimentos ricos em carboidratos, como batatas fritas), aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (substâncias químicas formadas quando a carne é cozida a altas temperaturas), aldeído (um composto orgânico encontrado no perfume) e acroleína (substância química encontrada em herbicidas).

A concentração desses compostos tóxicos aumenta com a reutilização de óleo e o aumento do tempo de fritura. Um peito de frango frito submerso em óleo por 20 minutos contém mais de nove vezes a quantidade de compostos tóxicos do que um peito de frango cozido por uma hora, por exemplo.

 

Fonte: Folha Online

Papanicolaou poderá detectar câncer de ovário e de endométrio

Papanicolaou poderá detectar câncer de ovário e de endométrio. (Arte: Divulgação)

O exame de Papanicolaou, usado para diagnóstico precoce de câncer do colo do útero, pode detectar também o câncer de ovário e do corpo do útero, diz novo estudo. Pesquisadores fizeram o sequenciamento de DNA de células provenientes do exame e obtiveram 100% de sucesso para o câncer de endométrio e 41% de sucesso para o de ovário. Não houve resultado falso-positivo.

A pesquisa foi publicada ontem na revista científica “Science Translational Medicine” e conta com médicos americanos, da Universidade Johns Hopkins, do Instituto Ludwig e do centro Memorial Sloan-Kattering, e brasileiros do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira). Hoje, o papanicolaou só detecta o câncer do colo do útero, via análise da aparência das células, e o vírus HPV, seu principal causador.

A nova técnica, apelidada de PapGene, não altera o procedimento pouco invasivo do papanicolaou; apenas agrega a análise de genética molecular em células do ovário e do corpo do útero que são levadas para a região onde o material é coletado. Para Suely Nagahashi Marie, professora da USP, pesquisadora do Icesp e uma das autoras do estudo, a importância da pesquisa foi “mostrar que é possível detectar alterações moleculares via papanicolaou possibilitando diagnóstico precoce”.

Na primeira fase, foram reunidas biópsias tumorais americanas e brasileiras. O material foi submetido a um sequenciamento de DNA. Ao compará-lo com código genético de células normais, os cientistas identificaram 12 genes cujas mutações indicam a incidência dos tumores. Na segunda fase, a análise genética na coleta do papanicolaou possibilitou identificar 24 das 24 amostras de câncer de endométrio e 9 das 22 de tumor ovariano.

O câncer de ovário é bem agressivo e de difícil detecção. Segundo Jesus Paula Carvalho, professor da USP, pesquisador do Icesp e um dos autores do estudo, “na maioria dos casos, o diagnóstico é tardio e os métodos de rastreamento atuais, como as biópsias, são invasivos e trazem mais riscos do que benefícios”. Para ele, o PapGene ainda será aperfeiçoado, mas “uma luz no fim do túnel é sempre um grande alento”.

Emmanuel Dias-Neto, pesquisador do Hospital A. C. Camargo disse à Folha que “a medicina genômica veio para ficar, pois é mais barato detectar precocemente via DNA do que tratar a doença”. Os entrevistados ressaltaram que outros cânceres como os de boca, pulmão, estômago e intestino poderão ser detectados por técnicas similares. Neto-Dias diz que “em cinco anos tais técnicas estarão tão baratas a ponto de poderem ser agregadas ao SUS” e poderão ser usadas na população de modo preventivo, para identificação precoce e para controle de recidiva.

Fonte: Reportagem do Jornal Folha de São São Paulo do dia 10/03/2013

Ginástica terapêutica

Foto: Corbis.com

Estudos e mais estudos têm confirmado a impressão dos médicos e dos cientistas da saúde pública. Pessoas com hábitos de vida, digamos, não muito saudáveis apresentam um risco excessivo de desenvolver doenças graves, como o câncer. Os cânceres de próstata e de mama são muito mais frequentes em pessoas obesas e sedentárias do que em atletas.

Até aí tudo parece intuitivo. Os cidadãos sabem, conhecem e reconhecem os benefícios do exercício físico regular e das dietas balanceadas na manutenção de uma boa qualidade de vida e saúde. Mas todos, eu incluído, temos a tendência de esquecer esses princípios e escorregar periodicamente na areia do sedentarismo e do sobrepeso. Até o dia que um médico qualquer detecta um câncer. Voltando para casa, os pacientes assim diagnosticados refletem e alguns se arrependem do modo de vida passado.

Como não é, ainda, possível voltar no tempo e corrigir condutas prévias, surge a questão persistente: mudar o estilo de vida agora, após um tratamento de câncer, tem algum valor? Mesmo porque já ocorreu o câncer. Seria tarde demais para evitar esse mal? A resposta não é tão simples. Tanta coisa muda após o diagnóstico e o tratamento de câncer, que fica mais difícil identificar com nitidez o impacto de uma mudança pontual de estilo de vida sobre o prognóstico e a evolução de um paciente com tumor maligno.

Cientistas liderados pelo doutor S. Mishra, da Universidade do Novo México (EUA), examinaram recentemente as evidências médicas já publicadas em revistas especializadas sobre o benefício da atividade esportiva sobre 4.826 doentes portadores de câncer durante o período do tratamento. O exercício regular influenciou claramente a qualidade de vida desses doentes. Ao mesmo tempo, os pesquisadores detectaram efeitos benéficos na qualidade de vida dos pacientes, mas somente quando a intensidade do exercício era moderada ou elevada. Não ficou claro o impacto de exercícios mínimos ou leves.

Outro estudo publicado em revista médica há poucos dias sorteou pacientes obesas, operadas e tratadas com quimioterapia e radioterapia pelo diagnóstico de câncer de mama precoce, para seguimento normal ou intervenção ativa com exercícios físicos orientados e programa de dieta hipocalórica.

Os pesquisadores da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, separaram 90 mulheres tratadas de câncer no seio em dois grupos. No primeiro, chamado de controle, as pacientes não recebiam nenhuma orientação especial, seguidas de forma rotineira. No segundo grupo, as doentes eram submetidas a um programa que consistia em três sessões de exercícios aeróbicos por semana e aconselhamento nutricional individualizado para reduzir o peso. Elas tinham de anotar continuamente seu consumo diário de alimentos e líquidos para um controle rigoroso de sua ingestão de proteínas, gorduras, carboidratos e vitaminas.

Os resultados do estudo foram encorajadores. Mesmo uma pequena redução do peso, em média ao redor de 1 quilo nesse grupo de pacientes, teve impacto detectável em todos os parâmetros medidos, incluindo colesterol, triglicérides e circunferência abdominal. Os índices de qualidade de vida, referidos pelas doentes, também foram significativamente superiores no grupo que fez dieta e exercícios. Apesar de essa pesquisa ser considerada preliminar e incluir poucos pacientes, os resultados foram animadores em estabelecer que pequenas mudanças de hábitos diários podem modificar a evolução de pacientes com câncer de mama tratadas. Fica óbvia, no entanto, a necessidade de realizar um estudo mais completo para ter certeza desses resultados, pois o desenho da pesquisa atual respondeu a poucas perguntas e criou dúvidas ainda maiores.

 

Por Riad Younes
Fonte: Site da Revista Carta Capital