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Atividades físicas durante a gravidez são benéficas à mãe e ao bebê

Foto: Claudia Rehm/Westend61/Corbis

Foto: Claudia Rehm/Westend61/Corbis

A prática de atividades físicas durante a gravidez é importante e traz benefícios tanto para a mulher quanto para o bebê. Para a futura mamãe, ajuda no bem-estar físico e mental durante os nove meses, prepara para o esforço do parto e ainda contribui para o corpo a voltar à forma depois que o bebê nascer.

“Atividade física durante a gravidez é uma medida preventiva que busca impedir diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, trombose e outras morbidades gestacionais. Uma boa opção é a caminhada, durante meia hora, cinco vezes por semana”, observa Milber Fernandes Guedes Junior, obstetra e chefe da Unidade Materno-Fetal do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSE), no Rio de Janeiro (RJ). “Quando a paciente já tem o hábito da prática esportiva, recomendo apenas que ela se adapte à nova situação. Já para a gestante sedentária, que vai iniciar uma atividade física, indico a partir do segundo trimestre”, completa o médico.

Fernandes ressalta que, como a atividade física durante a gestação é boa para a mãe, consequentemente, traz benefícios para o bebê. “Já que viabiliza boas condições intrauterina, a atividade física materna impede alterações metabólicas, diminuindo o risco do bebê nascer prematuro ou com sobrepeso”, explica.

Não existe um único tipo de exercício ideal para a gestante. A escolha deve levar em conta a adaptação ao exercício e bem-estar. “Qualquer atividade física é bastante interessante. A hidroginástica e a musculação podem ser combinadas com a caminhada”, orienta o obstetra. No entanto, exercício físico de alto impacto, ou esportes de contato físico e risco de trauma devem ser evitados pelas futuras mamães. E há alguns casos em que as atividades físicas durante a gestação são contraindicadas, como históricos de partos prematuros ou abortamentos repetidos, incompetência cervical ou placenta prévia.

Mãe de três filhos, a fotógrafa do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Magda Fernanda procura manter-se sempre ativa. Atualmente ela faz treinamento personalizado com a equipe do Programa de Melhoria da Qualidade de Vida no MS, Geração Saúde (CAS/CGESP/SAA/SE). Mas, durante a gravidez, Magda dá preferência à pratica da yoga. “Essa atividade me ajuda a deixar o corpo inteiro mais flexível e tonifica os músculos com pouco ou quase nenhum impacto nas articulações. A prática regular também é excelente para a rápida recuperação pós-parto”, justifica.

O chefe da Unidade Materno-Fetal do HSE conta que atividades isométricas para a musculatura abdominal já podem ser iniciadas dois ou três dias após o parto. Para outras atividades, ele ressalta que o ideal é esperar 20 dias pós puerpério. No entanto, Milber Fernandes adverte que atividades excessivas podem diminuir a quantidade de leite materno. “Puérperas que exageram na quantidade de atividade física, têm grande chance de diminuir a produção de leite e prejudicar a amamentação. Atletas profissionais, por exemplo, como voltam rápido ao treinamento de alta performance, param de amamentar cedo”, exemplifica.

Feminino fortalecido – E o sexo durante a gravidez machuca o bebê ou atrapalha o desenvolvimento da gestação? A coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, destaca que, quando não é uma gravidez de risco, não existe restrição para as relações sexuais durante os nove meses de gestação. “A relação sexual deve ser estimulada e exercitada até o momento do parto. Nas culturas mais tradicionais, como nos indígenas, é dito que é a relação sexual que alimenta uma gravidez. Isto porque, quanto mais relação com o parceiro a grávida tem, mais o lado feminino é fortalecido. Isto tanto é bom para a mãe, quanto para o bebê e o casal”, explica Esther Vilela. Além disso, em condições normais de gestação, o sexo não machuca o bebê, pois ele está protegido dentro do útero.

Fonte: Ana Paula Ferraz / Agência Saúde

 

Sinais – A linguagem do bebê

O livro ensina como os pais podem “conversar” com seus bebês.

Você sabia que os bebês sabem muito mais sobre linguagem do que pensamos? Você sabia que, muito antes de serem capazes de falar, eles podem comunicar-se por meios de sinais e gestos?

As especialistas em desenvolvimento infantil Linda Acredolo e Susan Goodwyn descobriram os Sinais Infantis em 1982. Após duas décadas de pesquisas, constataram que bebês cujos pais ensinam os Sinais Infantis aprendem a falar mais cedo, são menos mal-humorados, saem na frente no desenvolvimento intelectual, expressam melhor suas emoções e desenvolvem vínculos mais sólidos com os pais.

Os Sinais Infantis são fáceis de aprender e ajudam muito a entender a mente do bebê. As recordações para os pais e os benefícios para o bebê durarão a vida toda.

Segundo as especialistas, todos os bebês têm potencial para aprender Sinais Infantis simples e fáceis de lembrar, como bater as pontas dos dedos para “mais” ou levá-los à boca para “fome”. Com isso, os pais não precisam mais ficar ansiosos, esperando o dia em que seu bebê possa lhes dizer o que sente, precisa e pensa.

 
Fonte: M.Books – www.mbooks.com.br

Entenda sobre a Síndrome do Bebê Sacudido

Conceito

Síndrome do Bebê Sacudido é o termo que descreve uma série de sinais e sintomas que ocorrem em conseqüência da sacudida manual vigorosa do bebê, sustentando-o por suas extremidades ou pelos ombros, o que causa forças de aceleração do cérebro dentro do crânio, com consequentes lesões. O grau de dano cerebral depende da quantidade, duração do sacudir e das forças que resultarem em impacto na cabeça.

Também é usado o termo Lesão Cerebral por Abuso, por causa da controvérsia que envolve a questão da possibilidade ou não de todos os bebês, com sérios danos cerebrais, a partir da “sacudida”, terem também experimentado trauma de impacto.

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Sinais e sintomas

Variam em um espectro de alterações neurológicas secundárias (irritabilidade, letargia, tremores, vômitos) a primárias (convulsões, coma, estupor, morte). Estas crianças devem receber assistência médica imediata, pois estes traumas com freqüência causam hemorragia e lesão cerebral, ainda que não haja sinais externos de abuso (queimaduras, hematomas, escoriações. fraturas de crânio, fraturas múltiplas).

Fatores de risco

Além de todo um perfil de maior predisposição já conhecidos na violência à criança (situação de estresse, alcoolismo ou drogadição, pais com baixa idade, crianças debilitadas ou portadoras de deficiência), o choro costuma ser o gatilho mais comum para a ocorrência da Síndrome do Bebê Sacudido.

A criança pequena chora em média de duas a três horas por dia, e 20 a 30% das crianças excedem substancialmente este tempo. Crianças choram freqüentemente em uma base aparentemente irracional, e podem não responder à tentativa inicial de um pai para os confortar. Chorar fica particularmente problemático entre a sexta semana de nascimento ao quarto mês de vida, o que coincide com a incidência maior da Síndrome do Bebê Sacudido.

Pais e outros provedores de cuidado precisam saber que permitir a um bebe chorar é certo, desde que todas as sua necessidades tenham sido satisfeitas.

Predisposição

Embora a identificação dos casos de Síndrome do Bebe Sacudido, na maioria das vezes, passe desapercebido em quase todos os serviços de atendimento a crianças, podemos observar que:

  • o pai biológico é o agressor mais comum;
  • os namorados das mães estão em segundo lugar;
  • babás em um terceiro plano;
  • depois as mães e os padrastos.

Profilaxia

São importantes as orientações prestadas por profissionais da saúde (pediatras, neonatologistas) aos cuidadores (pais, babás, tios, avós, etc.) quanto aos riscos de se sacudir uma criança. Nunca, nem por brinquedo, por castigo ou por qualquer motivo, um bebê deve ser sacudido.

Aos médicos pediatras cabe lembrar-se dessa síndrome, para quando em atendimentos nas emergências poder reconhecer os seus sinais clínicos, e nos atendimentos de puericultura nos consultórios poder oferecer aos cuidadores (principalmente os de risco), orientações direcionadas aos cuidados com esta síndrome.

 

Fonte: Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul

Número de registros de sífilis em bebês cresce 34% em 2011

O número de registros de bebês que nasceram com sífilis aumentou 34% entre 2010 e 2011, quando foram diagnosticados 9.374 casos da doença, segundo o Ministério da Saúde.

O Rio é o estado com a maior taxa de incidência, 9,8 ocorrências a cada mil recém-nascidos. O triplo da média nacional, que está em 3,3 casos para cada mil nascidos vivos.

As altas taxas acendem o alerta para a necessidade de as gestantes fazerem o exame durante as consultas do pré-natal.

– A sífilis congênita, transmitida da mãe para o bebê, é uma doença de fácil prevenção, e o acesso precoce à testagem é essencial ao tratamento, não só para o recém-nascido, mas também para a gestante durante o pré-natal – ressalta o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa.

Jarbas lembra que todas as grávidas devem fazer o exame. A doença é evitável no bebê caso a gestante seja tratada até um mês antes do parto. Se infectado pela sífilis, o recém-nascido deve ficar internado por dez dias para receber a medicação.

O maior desafio para interromper a cadeia de transmissão da sífilis congênita, segundo Jarbas Barbosa, é tratar também o parceiro.

– Os homens resistem mais em cuidar da saúde, fato que acaba causando impacto na família. A parceira pode ser reinfectada, mesmo que ela tome corretamente a medicação – explica ele.

A sífilis transmitida ao feto pela mãe pode causar, dependendo da gravidade e da forma de manifestação da doença, alterações ósseas, comprometimento do sistema nervoso central e até levar à morte.

A meta do Ministério da Saúde é baixar a incidência da doença para menos de um em mil até 2015. Para isso, tem ampliado a oferta do teste rápido no pré-natal. Com o diagnóstico, a gestante pode iniciar o tratamento na própria consulta.

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Apneia do sono durante a gravidez pode prejudicar a saúde da mãe e do bebê

Se não for tratado, ela pode evoluir para eclampsia

Mulheres que sofrem de apneia do sono durante a gravidez são mais propensas a ter bebês com problemas de saúde iniciais, dizem pesquisadores.

Eles descobriram que bebês de mães com distúrbio respiratório têm maiores chances de passar por um tratamento intensivo durante o pré-natal.

Cientistas da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland, estudaram as gestantes obesas, com e sem apneia.

Eles descobriram que esse distúrbio também foi associado com maiores taxas de pré-eclâmpsia nas mulheres com sobrepeso.

A complicação da gravidez faz com que a pressão arterial fique elevada e a proteína sai pela urina. Se a apneia não for tratada, ela pode evoluir para eclampsia, um tipo de convulsão.

Esse distúrbio ocorre quando os músculos e tecidos moles da garganta sofrem um colapso durante o sono e bloqueiam as vias aéreas por 10 segundos ou mais.

Alguns especialistas acreditam que a gravidez pode aumentar as chances de desenvolver a apneia do sono, especialmente no terceiro trimestre devido ao ganho de peso. Membranas nasais também podem inchar e os vasos sanguíneos podem expandir ao longo dos nove meses.

Pesquisa

Uma pesquisa, da Universidade Case Western Reserve, fez um teste com 175 mulheres obesas grávidas usando um dispositivo portátil.

Cerca de 42% das mulheres com apneia tiveram pré-eclâmpsia em comparação aos 17% das mulheres que não apresentaram o problema.

Enquanto isso, quase metade dos bebês nascidos de mulheres com apneia tiveram a necessidade de passar por um tratamento intensivo em comparação aos 17% das mães com excesso de peso. Muitas dessas admissões ocorreram por insuficiência respiratória.

De acordo com uma pesquisa do Centro Federal de Controle e Prevenção de Doenças, uma em cada cinco mulheres nos EUA são obesas quando engravidam.

Embora muitos estudos tenham avaliado complicações associadas com a obesidade na gravidez – incluindo pressão alta e diabetes gestacional – apneia do sono tem sido pouco diagnosticada e estudada.

Os autores do estudo sugerem que a melhor forma de evitar esses problemas relacionados com a apneia seria tratar a obesidade antes da mulher engravidar, mas reconhece que a “perda de peso, muitas vezes, é difícil”.

 

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br