MS aposta nos jovens para prevenir violência e uso de álcool/drogas

Adolescentes e jovens de 10 a 29 anos de idade serão os beneficiários diretos de projetos que serão selecionados pelo Vivajovem.com. O objetivo da iniciativa, lançada por meio de edital de seleção pelo Ministério da Saúde, é de incentivar ações de intervenção e formação de adolescentes e jovens promotores de saúde. A ênfase está na prevenção de violências e prevenção/redução de danos no uso de álcool e drogas.

Podem participar da seleção entidades estudantis e instituições privadas sem fins lucrativos que tenham comprovada a experiência de, pelo menos, três anos em atividades referentes ao Vivajovem.com. Cada proponente poderá apresentar apenas um projeto que, se aprovado, terá o prazo de execução entre 12 e 24 meses.

O Edital de Chamamento Público nº 12/2012 ficará disponível no portal do Fundo Nacional de Saúde (www.fns.saude.gov.br); do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (www.unodc.org.br). As dúvidas em relação ao edital devem ser encaminhadas à Área Técnica de Saúde de Adolescentes Jovens pelo e-mail maisjuventude@saude.gov.br ou pelos telefones (61) 3315 9129 / 3315 9128.

PROJETO

O Vivajovem.com é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) que conta, ainda, com a parceria da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC). Tem por objetivo apoiar e qualificar projetos de intervenção e capacitação voltados à juventude para formar multiplicadores que promovam a interação com a comunidade e com as escolas, criando mecanismos de integração de adolescentes e jovens com os serviços de saúde e outras políticas públicas.

O Ministério da Saúde e parceiros, por meio do Vivajovem.com, pretendem formar uma rede virtual entre os proponentes e os jovens beneficiados pelos projetos, para o intercâmbio de experiências e conhecimentos, e para a divulgação de boas práticas de promoção da saúde de adolescentes e jovens.

Fonte: MS

Componente Ampliação do Programa de Requalificação das UBS – Municípios já podem anexar a ordem de início de serviço

Para a liberação da 2ª parcela do componente ampliação, que corresponde a 80% do valor total do incentivo repassado pelo Ministério da Saúde, é necessário que seja anexada a ORDEM DE INÍCIO DE SERVIÇO no Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB).

Para anexar a ORDEM DE INÍCIO DE SERVIÇO, o Município deverá entrar no site do Departamento de Atenção Básica, acessar o sítio SISMOB, com senha e CNPJ do Fundo Municipal de Saúde, e cadastrar o Prefeito, Engenheiro/Arquiteto e Técnico/Gestor de Saúde. Após o cadastro, serão emitidas senhas individuais, as quais serão enviadas aos e-mails cadastrados, para acesso e alimentação do sistema. Os municípios que já estão monitorando as obras de reforma no SISMOB apenas precisam selecionar a opção AMPLIAÇÃO para iniciar o monitoramento.

O SISMOB deve ser alimentado a cada 30 dias com informações sobre o andamento e as fases de execução da obra. Os prazos para inserção das informações serão sinalizados aos gestores por meio de alertas do sistema.

Fonte: MS

Oficina PMAQ

[singlepic id=95 w=320 h=240 float=left]Os secretários de Saúde dos municípios de João Pessoa, Cabedelo,  Alhandra, Guarabira, Pocinhos, Serra Branca, Princesa Isabel, Santa Rita, Campina Grande e Juripiranga, gestores e trabalhadores,  participaram nesta quinta feira dia 27 de setembro,  da Oficina sobre o PMAQ .

A oficina foi realizada no auditório do CEFOR, aonde a discussão sobre o processo de avaliação do PMAQ, seus avanços, e dificuldades foram abordados pela apoiadora e facilitadora do Ministério Priscila Mara Anjos Nunes.

“O processo de escuta dos municípios é um fator primordial para os avanços do PMAQ”, ressalta a apoiadora Priscila Mara. Tendo em vista como prioridade do PMAQ: dialogar sobre a necessidade de qualificação dos seus processos de trabalho a ser realizado pelas equipes presentes de Atenção Básica, pela falta de orientação do trabalho em função de prioridades, metas e resultados, será discutido nesta oficina.

Seus objetivos:

  • Melhorar a qualidade da Atenção Básica
  • Induzir a ampliação do acesso
  • Garantir padrão de qualidade comparável nacional, regional e local.
  • Transparência e efetividade das ações governamentais.

Esta oficina teve continuidade no turno da tarde para exposição das experiências em todos os municípios presentes. Outras oficinas foram realizadas com todos os municípios que aderiram ao PMAQ no estado. Hoje 173 municípios aderiram ao PMAQ. Esta é uma pactuação da Secretaria do Estado, COSEMS PB e Ministério da Saúde.

Veja mais fotos do eventos em nossa seção de fotos.

Dicas para evitar pedras nos rins

Períodos de temperaturas mais elevadas podem significar mais do que apenas aumento da temperatura, da umidade e de atividades físicas ao ar livre. Pode significar também um maior risco de pedras nos rins, que afetam aproximadamente 3,8 milhões de pessoas nos EUA, com índices crescentes.

De acordo com o médico William Haley, nefrologista da Clínica de Pedra de Rim da Clínica Mayo, em Jacksonville, na Flórida, calor, umidade e falta de hidratação apropriada levam a uma prevalência maior de pedras nos rins.

“Durante meses mais quentes, há uma incidência maior de cálculo renal. A principal razão para isso está na quantidade de água que tomamos e usamos”, explica Dr. Haley. “Nossos corpos são compostos principalmente de água e nós a usamos regularmente. Mas no calor talvez não estejamos bebendo tanto quanto deveríamos, ou bebendo os tipos certos de fluidos, então, ficamos desidratados, o que pode ocasionar a produção de mais pedras”.

Pedras nos rins são pequenos e duros depósitos de minerais e sais ácidos que se formam quando a urina se torna concentrada. Os minerais se cristalizam e se agregam, formando assim uma pedra, cujo tamanho pode variar de um grão de areia a uma bola de golfe.

“Cálculos renais são realmente muito comuns – mais de 13% dos homens e de 6 a 7% das mulheres podem apresentar pedra no rim em algum momento de suas vidas — começando aos 20 anos e atingindo o pico em torno dos 50 anos”, disse Dr. Haley. “Uma vez que você tem uma pedra no rim, você está em risco de ter outra novamente”.

Dicas para evitar e lidar com pedras no rins

Hidratação é a chave. Beber mais água é essencial. A dieta também é muito importante para prevenir pedras. Alimentos ricos em oxalato, como castanha e certos vegetais, em combinação com uma dieta rica em proteína, sódio e açúcar, podem aumentar o cálcio nos rins e, consequentemente, aumentar o risco de pedras nos rins.

Cálculos renais podem não causar problemas até que se desloquem dentro do ureter que conecta o rim e a bexiga. Quando isso ocorre, a pedra pode provocar imensa dor conforme passa do trato urinário para a bexiga. Muitas pessoas também podem experimentar um conjunto de sintomas, incluindo náusea, vômito, sangue na urina ou febre. Se você apresentar algum desses sintomas, procure atendimento médicoimediatamente.

Fonte: PB Agora

27/09 – Dia Nacional do Doador de Órgãos e Tecidos

De cada 8 (oito) potenciais doadores de órgãos, apenas 1 (um) é notificado. Ainda assim o Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes realizados por ano, sendo mais de 90% pelo sistema público de Saúde. O resultado positivo é devido, principalmente, a três fatores:

  1. O programa nacional de transplantes tem organização exemplar. Cada Estado tem uma Central de Notificação, Captação e distribuição de Órgãos que coordena a captação e a alocação dos dos órgãos, baseada na fila única, estadual ou regional.
  2. Para realizar transplante é necessário credenciamento de equipe no Ministério da Saúde. A maioria destas equipes é liderada por médico com especialização no exterior, obtido graças ao investimento público na formação de profissionais em terapia de alta complexidade.
  3. Hoje mais de 80% dos transplantes são realizados com sucesso, reintegrando o paciente à sociedade produtiva.

O potencial doador cadáver

Considera-se como potencial doador todo paciente em morte encefálica. No Brasil, o diagnóstico de morte encefálica é definido pela Resolução CFM n° 1480/97, devendo ser registrado, em prontuário, um Termo de Declaração de Morte Encefálica que descreva todos os elementos do exame neurológico que demonstrem ausência dos reflexos do tronco cerebral, bem como o relatório de um exame complementar que assegure esse diagnóstico.

Morte encefálica

Morte encefálica e coma não são sinônimos. No estado de coma o encéfalo está vivo, executando suas funções de manutenção da vida. Na morte encefálica, apenas o coração pode continuar batendo, em razão de seu marcapasso próprio, e por pouco tempo, o suficiente para o aproveitamento de órgãos saudáveis para transplante. O diagnóstico definitivo da morte encefálica é corroborado por exames que demonstrem a ausência de fluxo sangüíneo intracraniano.

Quem pode ser doador de órgãos após a morte?

Para ser doador após a morte não é necessário portar nenhuma documentação, mas é fundamental comunicar à própria família o desejo da doação posto que, após o diagnóstico de morte encefálica, a doação só se concretiza após a autorização dos familiares, por escrito, o que, na dependência do órgão a ser transplantado, exige, por vezes, rapidez. Coração, pulmões, fígado e pâncreas só podem ser transplantados se removidos após a morte encefálica e antes da parada cardíaca; a retirada de córneas e ossos pode ser feita até 6 horas após a parada cardíaca; e, no caso dos rins, o limite é de um máximo de 30 minutos após a parada cardíaca.

Quem pode ser doador vivo?

Em princípio, o doador vivo é uma pessoa, em boas condições de saúde, capaz juridicamente, ou seja, maior de 21 anos e que concorde com a doação, não existindo um limite superior de idade. Por lei, pais, irmãos, filhos, avós, tios, primos de primeiro grau e cônjuges podem ser doadores, desde que haja compatibilidade entre o sistema ABO do receptor e dos possíveis doadores. Os doadores não parentes só podem doar em condições especiais, após liberação judicial, conforme dita a lei n° 10211.

Fonte: UFGNet

MS e CNPq abrem seleção para apoio à pesquisa

Com investimento total R$ 31,24 milhões, serão abertas quatro chamadas para seleção de projetos que busquem soluções inovadoras a serem aplicadas no SUS
 

O Ministério da Saúde vai investir R$ 31,24 milhões no apoio a projetos de pesquisa que contribuam para o desenvolvimento científico, tecnológico e a inovação do País. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), abre quatro chamadas para seleção de propostas em cinco temas da pasta: doenças negligenciadas, terapia celular, saúde bucal, fontes de financiamento em saúde no setor público e custo operacional global das entidades filantrópicas.

O intuito é incentivar pesquisadores a encontrar soluções inovadoras para serem aplicadas no SUS e aprimorar o atendimento e a assistência ao usuário. “Estes quatro editais revelam a inflexão na política de pesquisa do ministério. Hoje a agenda de pesquisa proposta ao país segue os grandes desafios da saúde publica desde as doenças negligenciadas até o financiamento, passando por saúde bucal e áreas de fronteira essenciais ao futuro da saúde como a terapia celular”, afirma o secretário de ciência e tecnologia do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

A maior parte dos recursos está concentrada em duas áreas consideradas prioritárias pelo ministério. De um lado, uma das áreas mais inovadoras em medicina – a terapia celular, que utiliza células-tronco na recuperação de órgãos e tecidos. De outro, as doenças negligenciadas, infecções que atingem populações vulneráveis de baixo poder aquisitivo, e que por isso não atraem investimentos dos grandes laboratórios privados.

DOENÇAS NEGLICENCIADAS

O Brasil, que já é considerado líder mundial em pesquisas em doenças negligenciadas, pretende dar ainda maior atenção à produção de conhecimento nessa área, investindo R$ 18 milhões na criação de uma Rede Nacional de Pesquisa em Doenças Negligenciadas, que envolve nove patologias: doença de Chagas, dengue, esquistossomose, hanseníase, helmintíases, leishmaniose, malária, tracoma e tuberculose. As propostas devem contribuir para o aprimoramento dos programas de vigilância, controle, erradicação e prevenção dessas doenças. A chamada para apoio a pesquisas na área será lançada esta semana.

Outra seleção, que deverá ser lançada nos próximos dias, é a chamada para pesquisa translacional em terapia celular. A chamada contemplará propostas que gerem novos conhecimentos, produtos e processos biotecnológicos com potencial avanço na saúde humana. Com esta ação, o governo quer ampliar o uso da medicina regenerativa na recuperação de pacientes do SUS, em tratamentos como regeneração dos rins, coração, movimento das articulações, e problemas do sistema nervoso. Serão investidos R$ 10 milhões nos projetos selecionados.

Do total do recurso, R$ 1,5 milhão será destinado ao apoio à pesquisa translacional em terapia celular no âmbito da cooperação Brasil/Cuba, com prioridade para o uso de células-tronco em doenças arteriais periféricas.

EM ANDAMENTO

Já estão abertas outras duas chamadas com inscrições até outubro. A primeira, direcionada a projetos de apoio ao avanço do Brasil Sorridente, do Sistema Único de Saúde (SUS), em que serão investidos R$ 2 milhões. Os recursos serão destinados ao financiamento de itens de custeio, capital e bolsas na modalidade fomento tecnológico.

E a segunda chamada, destinada a dois temas: fontes de financiamento em saúde no setor público e custo operacional global das entidades filantrópicas. O primeiro pretende selecionar propostas que contribuam com conhecimento sobre as fontes de financiamento em saúde no setor público. O segundo tem o objetivo de aprimorar a relação entre o custo operacional global das ações e serviços de saúde realizados pelas entidades beneficentes e o valor repassado pelo SUS pra remuneração dos serviços prestados. Essas pesquisas terão investimento na ordem de R$ 1,2 milhão.

As propostas devem ser enviadas com arquivo contendo o projeto, e encaminhadas ao CNPq exclusivamente pela internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na plataforma Carlos Chagas.

Mais informações sobre os critérios de elegibilidade, etapas do processo e julgamento podem ser encontradas nos regulamentos das chamadas, na página do CNPq.

 

 

Fonte: Portal Saúde

Acordo prevê redução da mortalidade infantil

Governo brasileiro, que atingiu meta quatro anos antes do previsto, irá colaborar com experiências que levaram a resultados expressivos em todo território nacional

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta quinta-feira, (26/09) em Brasília, o “Compromisso com a sobrevivência infantil: uma promessa renovada”. O documento é um sinal de comprometimento do governo brasileiro em ajudar países que enfrentam dificuldades para alcançar os índices de redução da mortalidade na infância propostos nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODB). Por ter atingido a meta quatro anos antes do previsto, de acordo com o relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Brasil é convidado a compartilhar as experiências bem-sucedidas, realizadas pelo Ministério da Saúde e outros setores do governo, que contribuíram com resultados positivos.

O acordo, proposto pelo Unicef e pelos governos dos EUA, Índia e Etiópia, conta com as assinaturas chefes de governo de diversos países. Mais de 100 nações já assinaram o documento. Este compromisso visa acelerar os esforços dos governos e da sociedade em reduzir as mortes evitáveis de crianças de até cinco anos, com ênfase nos primeiros dias de vida.A adesão do Brasil, como uma das referências mundiais na redução da mortalidade na infância, é extremamente importante. Em 2011, o País foi um dos cinco que tiveram os melhores índices.

Com o compromisso, o Brasil fortalece a cooperação mundial na redução da mortalidade na infância de países subdesenvolvidos. O intercâmbio de informações e a troca de experiências devem colaborar com o desenvolvimento de programas em várias outras nações. De acordo com o Relatório de Monitoramento 2012 do Unicef, o Brasil apresenta a redução de 73% das mortes na infância com relação a 1990. Neste ano, a taxa brasileira indicava que a cada mil crianças nascidas vivas, 58 morriam antes de completar cinco de anos de vida. Em 2011, o órgão internacional mostra que o índice reduziu para 16/1.000.

“Poder cooperar com os avanços relacionados à sobrevivência de recém-nascidos, crianças e mães é motivo de orgulho para o governo brasileiro. Essa vitória ao atingir a meta estabelecida pela ONU antes do prazo se deve a uma série de ações voltadas para a melhoria da saúde das crianças, como a Rede Cegonha, a Política Nacional de Aleitamento Materno, o Programa Nacional de Imunização e a ampliação do acesso à Atenção Básica”, explica Padilha.

Gary Stahl, representante do Unicef no Brasil, reconhece a importância da participação brasileira na iniciativa. “O Unicef parabeniza o Brasil pela assinatura desse documento. Ao fazer esse acordo, o governo e também toda a sociedade brasileira ratificam o compromisso com o direito à sobrevivência e ao desenvolvimento infantil. Esse ato, sem dúvida alguma, eleva o País a uma posição de liderança e de exemplo para as demais nações”, afirma.

PROGRESSO

O Ministério da Saúde investiu cerca de R$ 3,3 bilhões na Rede Cegonha e já conta com a adesão de 4.729 municípios brasileiros. O programa, que reúne medidas que garantem assistência integral às grávidas e ao bebê, criou 348 leitos neonatais e requalificou mais 86 em 2011. A previsão é habilitar outros 350 novos leitos neonatal ainda este ano. Atualmente, o Brasil conta com 3.973 de UTI Neonatal e 2.249 leitos de UTI Pediátrico. Estima-se que 91,5% do total de gestantes usuárias do SUS serão atendidas pelo programa.

A Política Nacional de Aleitamento Materno também tem conseguido ampliar as taxas de aleitamento materno de forma significativa e contribuído efetivamente para que o país atingisse as metas internacionais. Nas capitais brasileiras e no Distrito Federal, o tempo médio de aleitamento materno aumentou em um mês e meio entre 1999 a 2008.

Com o Programa Nacional de Imunização, o Brasil conseguiu eliminar a ocorrência de muitas doenças imunopreveníveis. O Ministério da Saúde incluiu a vacina de Rotavírus Humano (VORH) no calendário de vacinação em 2006, hoje cerca de87 % das crianças estão imunizadas. Em 2010, foram incluídas as vacinas Pneumocócica 10 (conjugada) e a meningocócica C (conjugada).

 

Fonte: Agência Saúde

Umidificador pode ser vilão se não fizer manutenção

Aparelho pode piorar quadro alérgico se não tiver manutenção adequada Com o tempo seco em São Paulo, os mais prejudicados são os que sofrem com problemas alérgicos. Para evitar problemas respiratórios, além de toalhas molhadas e bacias com água, os umidificadores passam a fazer parte do ambiente.

Foto: Corbis.com

Promessa de bons resultados e menos problemas respiratórios, o umidificador, no entanto, só é realmente eficaz quando acompanhado de boa manutenção. A pneumologista Dra. Andrea Sette, do Hospital São Luiz, em São Paulo, reforça a necessidade da limpeza e o tempo de uso.

— No geral é necessário limpá-lo a cada vez em que for usado, para não dispersar a poeira no ambiente. Outra recomendação importante é não ultrapassar seis horas de uso. Se não tiver ninguém no local, o aparelho não deve ficar ligado.

Segundo a especialista, estudos comprovam que o umidificador pode elevar a umidade relativa do ar à mesma de dias comuns. Além disso, ressalta, o uso do aparelho traz benefícios às pessoas que apresentam quadros alérgicos ou doenças crônicas que pioram durante o tempo seco.— Quando não há circulação das partículas, o ar se torna mais pesado, agravando os problemas respiratórios.Segundo Andrea, o aparelho é indicado para quem sofre com doenças como asma, bronquite, rinite, sinusite.

Dicas

Em São Paulo, a temperatura subiu para 34,1ºC, na terça-feira (18). Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), esse foi o segundo dia mais quente do ano, perdendo apenas para os 34,3ºC em março deste ano.

Além dos umidificadores, a especialista sugere ainda o uso das toalhas molhadas e bacias com água, que, apesar de mais simples, também são eficazes para aumentar a umidade do ambiente.

Em horários de pico, quando o sol está muito forte, não é recomendável que as pessoas pratiquem exercícios físicos intensos. O período das 11h às 16h, por exemplo, não é aconselhável para se praticar corridas ou atividades muito puxadas.

A especialista do Hospital São Luiz reforça também a importância da hidratação:

— É importante beber bastante água e usar roupas leves. A hidratação é fundamental em épocas secas, mas se a pessoa apresentar congestão, problema nos rins ou insuficiência cardíaca, é necessário seguir orientação médica em relação à restrição hídrica, para saber a quantidade de líquido que pode ser ingerido.

 

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Bactéria pode eliminar dengue no Brasil

Wolbachia, que está presente em cerca de 70% dos insetos no mundo, é capaz de diminuir a vida do mosquito Aedes aegypti pela metade, caindo de 30 para 15 dias, além de eliminar os vírus da dengue que o contamina.

Foto: Tânia Rêgo/ABr

O método de controle se baseia na soltura programada dos mosquitos com a bactéria. Ao se reproduzir na natureza com mosquitos locais, acabam passando a bactéria de mãe para filho através dos ovos. Com o passar do tempo, a expectativa é que a maior parte da população local de mosquitos tenha a Wolbachia e não transmita mais a dengue.

Ainda em ambiente laboratorial, o projeto brasileiro está na primeira fase, com foco na manutenção de colônias dos mosquitos com Wolbachia e no cruzamento com exemplares do Aedes aegypti. Os testes intermediários, feitos em gaiolas, devem começar em 2013 no campus da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) – que está financiando a pesquisa junto com o Ministério da Saúde, a SVS (Secretaria de Vigilância em Saúde) e o DECIT/SCTIE (Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos).

A Austrália lidera os estudos com a Wolbachia. As pesquisas, que começaram em 2006, já tiveram bons resultados em 2011: após dez semanas da primeira soltura dos insetos com a bactéria, 100% dos mosquitos Aedes aegypti já estavam contaminados com Wolbachia.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que ocorra de 50 milhões a 100 milhões de casos de dengue em todo mundo anualmente. Somente no Brasil foram registrados 1 milhão de casos em 2010.

A idéia é associar essa bactéria com aplicações de vacinas contra a dengue e, assim, erradicar a doença no Brasil. Ainda não há previsão certa para que a doença seja eliminada do país, mas acredita-se que vai ser preciso de cinco a dez anos para extingui-la por completo.

Fonte: Dr. Dráuzio Varella

Sem Fronteiras

No início dos anos1990, aproporção de pessoas infectadas pelo HIV, no Brasil, era a mesma da existente na África do Sul. Hoje, a prevalência do vírus em nossa população adulta é de 0,5%, enquanto lá aumentou para cerca de 10%.

Provavelmente, a principal razão para esse contraste é que nós criamos um programa universal de distribuição de antivirais, enquanto eles demoraram para começar a tratar os conterrâneos.

Com a experiência, aprendemos que medicar HIV-positivos ainda saudáveis não só lhes traz benefícios, como reduz a velocidade de transmissão do vírus, conclusão a que os trabalhos científicos só chegaram nos últimos anos.

Esses conhecimentos estimularam cientistas e líderes políticos a propor uma estratégia mais ousada: tratar todos os HIV-positivos para acabar com a epidemia.

No ano 2000, a organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) iniciou um programa para levar os antivirais aos habitantes dos países mais pobres. Hoje, esse programa atinge 220 mil HIV-positivos em 23 países, a maioria dos quais na África.

A organização acaba de publicar na revista Science, uma avaliação das estratégias empregadas e das dificuldades operacionais para atender o maior número possível de pessoas, em áreas carentes de recursos e de serviços de saúde.

As principais barreiras para garantir acesso e conseguir aderência ao tratamento nesses locais são: a distância entre a moradia e as unidades de saúde, o tempo perdido nas salas de espera das clínicas, a impossibilidade de deixar o trabalho e de largar as crianças sozinhas.

Para enfrentá-las, o MSF procurou descentralizar o atendimento, para levar os serviços de saúde às áreas mais remotas. Em muitas localidades, a descentralização obrigou a deixar a prescrição de antivirais sob a responsabilidade de enfermeiras e outros profissionais de saúde, medida que demonstrou eficácia em estudos comparativos.

Hoje, os antivirais estão disponíveis em mais de 40% dos serviços de saúde de quatro países africanos, e em mais de 20% de oito países. Dez países autorizam enfermeiras treinadas a prescrever antivirais.

Entretanto, em quatro países com mais de 1% da população infectada, as unidades de saúde são inacessíveis a mais de 75% dos HIV-positivos. Seis países restringem aos médicos a prescrição dos antivirais, exigência que inviabiliza a descentralização e a integração com os serviços de pré-natal e de combate à tuberculose, epidemia que segue os passos da Aids.

É o caso de Moçambique, em que a proibição é mantida apesar de 5% da população estarem infectados, e o da Guiné em que as enfermeiras podem prescrever, mas sob supervisão médica.

Para evitar viagens frequentes às unidades de saúde, em Uganda e Zimbabue são distribuídos comprimidos suficientes para dois meses. Em Moçambique, seis pacientes em cada grupo se alternam para avaliação médica semestral, ocasião em que recebem os antivirais para os seis meses seguintes.

A dificuldade de obtenção de recursos, no entanto, ameaça esses programas. Quando o suprimento de drogas se torna insuficiente, os pacientes passam a receber doses que mal dão para uma semana.

Para lidar com populações de migrantes, como a dos trabalhadores que se deslocam pelas fazendas da fronteira da África do Sul com o Zimbabue, o MSF criou unidades móveis e cartões de saúde. A dificuldade está em atrair imigrantes clandestinos com medo de serem deportados.

O desafio de tratar todos os HIV-positivos é enorme. Na Índia, República Centro-Africana, Congo e Miamar, os antivirais chegam a menos de um terço dos que precisam deles. A necessidade de mais fundos internacionais, de exames laboratoriais e de medicamentos mais baratos é urgente.

Esses obstáculos associados à falta de financiamento para medicar 7,6 milhões ou mais de HIV-positivos que não recebem tratamento, à evidência da necessidade de iniciar os antivirais mais precocemente, e à de assegurar a aderência a eles, passo vital para evitar a resistência do vírus, criam dificuldades que só serão superadas se houver um grande esforço internacional.

Experiências como as dos Médicos Sem Fronteiras demonstram que é possível combater a epidemia de Aids, com programas de baixo custo que atinjam as comunidades mais abandonadas.

 

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella