Estudo feito pela Anvisa revela alto teor de sódio em alimentos

Foto: Corbis.com

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulga hoje um estudo que revela o teor de sódio em 26 categorias de alimentos que fazem parte da dieta diária dos brasileiros, entre eles queijos como o minas frescal, parmesão, parmesão ralado e ricota. Um total de 496 amostras foram analisadas entre 2010 e 2011. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda um consumo diário máximo de 2.000mg do nutriente, que está associado ao desenvolvimento de doenças crônicas como hipertensão e enfermidades cardíacas.

Entre as substâncias pesquisadas pela Anvisa, o queijo parmesão ralado registrou o maior valor de sódio em média: 1.981mg por 100g. “Os queijos apresentaram uma quantidade de sódio muito elevada, inclusive a ricota, que teoricamente deveria ser mais baixa”, ressalta a gerente geral de alimentos da Anvisa Denise de Oliveira Resende. Uma amostra do queijo parmesão apresentou o maior valor absoluto de sódio da pesquisa, chegando a 3.052 mg do nutriente para cada 100g do produto.

Inimigos no prato

Quantidade média do teor de sódio em uma porção de 100g:

  •  Queijo parmesão ralado 1.981mg
  • Macarrão instantâneo 1.798mg
  • Queijo parmesão 1.402mg
  • Mortadela 1.303mg
  • Mortadela de frango 1.232mg
  • Maionese 1.096mg
  • Biscoito de polvilho 1.092mg
  • Bebida láctea* 927mg
  • Salgadinho de milho 779mg
  • Biscoito de água e sal 741mg

* Quantidade para 1 litro

 

Fonte: CONASS

UnA-SUS oferece cursos gratuitos à distância

Cursos autoinstrucionais estão disponíveis para qualquer profissional da área de saúde. Já as especializações são destinadas aos trabalhadores do SUS

Profissionais da área de saúde podem aprimorar seus conhecimentos gratuitamente, por meio da Universidade Aberta do SUS (UnA-SUS), uma rede de instituições de ensino que oferece educação continuada on-line. A plataforma disponibiliza cursos autoinstrucionais a qualquer trabalhador da área, além de programas de especialização, aperfeiçoamento, extensão e atualização a profissionais do SUS. Todos os cursos são gratuitos, e realizados à distância.

Atualmente, dois cursos de autoaprendizagem estão disponíveis – um deles é voltado para o controle de tuberculose, e o outro aborda o manejo clínico de pacientes com dengue. As aulas podem ser acessadas por profissionais de 16 áreas da saúde registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), e disponibiliza certificado on-line para os que cumprirem os requisitos de conclusão do curso.

Para participar, o profissional deve se registrar na Plataforma Arouca, sistema que viabiliza o acesso aos recursos da UnA-SUS – ou acessar o material como visitante, caso não possua registro no CNES (passo a passo). Se entrar como visitante, o profissional não obterá o certificado ao final do curso.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mozart Sales, enfatiza a importância da educação continuada para a qualidade dos serviços do SUS. “É essencial que os trabalhadores da rede pública aprimorem suas habilidades, seja por cursos mais simples, autoinstrucionais, seja por meio de cursos de especialização mais complexos. Em todos os casos, quem ganha é o usuário do SUS, que é atendido por um profissional mais qualificado”, esclarece.

PROFISSIONAIS DO SUS

Também estão disponíveis na UnA-SUS cursos de especialização, aperfeiçoamento, extensão e atualização para profissionais que trabalham na rede pública. Os programas são promovidos por instituições de ensino superior de referência, e também devem ser acessados pela Plataforma Arouca. Lá constam informações como lista de cursos ofertados, editais, contatos das instituições, datas previstas e requisitos.

Em geral, é exigido apenas vínculo com o SUS para inscrição e realização do curso, no entanto, outros requisitos, como área de atuação (por exemplo, enfermagem, médico, gestor), nível acadêmico (médio, superior completo), e localidade (pois alguns cursos podem estar disponíveis apenas para determinada região ou estado). Antes de se inscrever, é importante que o interessado leia detalhadamente o edital de convocação para verificar se compatibilidade há compatibilidade com o perfil exigido.

As metodologias de avaliação são definidas pelas universidades, que emitem, ao concluinte, certificado acadêmico da própria instituição.

INSTITUIÇÕES DE ENSINO DA UNA-SUS

Fundação Estadual Saúde da Família (SES/BA)
Universidade Federal do Ceará (UFC)
Fundação Universidade de Brasília (UnB)
Universidade Federal de Goiás (UFG)
Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG)
Fundação Oswaldo Cruz – Pantanal (Fiocruz/Pantanal)
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Centro Brasileiro de Estudos de Saúde        (CEBES)
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Universidade Federal do Rio de Janeiro      (UFRJ)
Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz)
Universidade Federal de Pelotas   (UFPEL)
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Universidade Estadual Paulista (UNESP)

16/Out – Dia Mundial da Alimentação Saudável

O Dia Mundial da Alimentação Saudável é celebrado no dia 16 de outubro de cada ano para comemorar a criação em 1945 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

O objetivo do Dia Mundial da Alimentação é conscientizar o conjunto da humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome.

Todos os anos, mais de 150 países celebram este evento. Nos Estados Unidos, 450 organizações voluntárias nacionais e privadas patrocinam o Dia Mundial da Alimentação e em quase todas as comunidades existem grupos locais que participam ativamente.

Durante o Dia Mundial da Alimentação, celebrado pela primeira vez em 1981, ressalta-se cada ano um tema em que se focalizam todas as atividades.

12 dicas para melhorar hábitos e ter uma vida mais saudável

  1. Aumente e varie o consumo de frutas, legumes e verduras. Coma, no mínimo, cinco porções por dia.
  2. Coma feijão no mínimo quatro vezes por semana.
  3. Fique atento ao tamanho das porções dos alimentos.
  4. Reduza o consumo de doces e outros alimentos ricos em açúcar para, no máximo, duas vezes por semana.
  5. Faça de quatro a seis refeições por dia. Não “pule” as refeições.
  6. Reduza o consumo de sal. Tire o saleiro da mesa.
  7. Beba, no mínimo, dois litros de líquidos por dia. Evite refrigerantes e bebidas alcoólicas.
  8. Aprecie a sua refeição. Coma devagar.
  9. Reduza o consumo de alimentos gordurosos para, no máximo, uma vez por semana.
  10. Seja ativo. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade física regularmente.
  11. Mantenha o seu peso dentro de limites saudáveis.
  12. Monte seu prato com alimentos variados em diferentes proporções.

Acne

93% de todos os adolescentes, após entrar na puberdade sofrem deste mal. O lado positivo: Acne hoje em dia pode ser controlada ou curada. O sucesso do tratamento depende da motivação em grande parte do indivíduo. Acne ocorre mais freqüentemente em homens do que em adolescentes do sexo feminino. Por quê?
 

Na puberdade, ocorre o aumento da produção de hormônios sexuais masculinos na formação de meninos e meninas. Os hormônios masculinos causam uma excessiva produção de sebo e um crescimento mais rápido das células córneas nas glândulas sebáceas da pele. Acne (acne), portanto é uma doença das glândulas sebáceas. Cada um tem um duto da glândula sebácea, o sebo flui para superfície da pele através destes dutos. Na parte superior do duto estão as células protetotas da pele – chamado corneócitos. Através de aumento da produção das glândulas sebáceas, juntamente com uma queratinização das aberturas das glândulas sebáceas pode ocorrer uma obstrução durante as mudanças hormonais – que causam os impopulares cravos pretos. esta obstrução é um terreno ideal para as diversas formas de bactérias – vêm a inflamação das glândulas sebáceas. Formam-se nódulos inflamatórios eritematosas (espinhas)ou vermelho grande, dolorosa (pústulas). Inflamações são essencialmente causadas pelas bactérias staphylococcus.

Cravos pretos, espinhas, cicatrizes

Distinguimos entre comedões abertos (cravos pretos), comedões fechados (cravos brancos) e Acne pápulo-pustulosa (espinhas inflamadas). Além disso, ocorre a separação entre a acne superficial e grave, a acne profunda com profundidade abaixo da pele e nódulos inflamados(acne conglobata). Esta forma de acne geralmente não é tratada localmente devido a profundidade. A acne profunda, muitas vezes leva a cicatriz, enquanto que a acne superficial, apenas através de maltrato, como “espremer” leva a cicatriz. Muitas vezes, a acne ocorre durante a puberdade, mas existem pacientes com acne entre 25 ou 30 anos de idade. As áreas afetadas são principalmente: o rosto, peito, costas, ombros, porque há muitas glândulas sebáceas nesses lugares.

Os seguintes fatores influenciam

  • Predisposição para a acne, o pai e a mãe através de herença genética para os filhos;
  • As mudanças hormonais, especialmente durante a puberdade, e às vezes durante o período de menstruação ou gravidez;
  • Cosméticos que contenham gorduras ou óleos;
  • Alguns medicamentos como a cortisona (esteróides);
  • O uso prolongado de cosméticos, protetores solares, toxinas ambientais ou produtos químicos.

Não existe nenhuma dieta anti-acne!

Antigamente, acreditava-se que a dieta influenciava na formação de acne. Estudos controlados refutaram esta opinião. No entanto, se após a ingestão de certos alimentos, nota-se a piora da acne, você deve evitar ou abandonar o consumo deste alimento.

Tratamento e cuidados

  • Uso de cosméticos especiais para acne. A limpeza da pele e cuidados com produtos específicos para a pele acnéica é um passo essencial;
  • Muito importante: não espremer e deixar escorrer sobre a pele, uma vez que apenas agrava a inflamação e também deixará cicatrizes. A pele danificada pode também desenvolver outras patologias;
  • Lavar a pele pelo menos uma vez por dia, com os produtos ideais;
  • Aplicação de cremes ou géis de antibióticos, por exemplo, com Peróxido de benzoíla. A droga é eficaz contra a bactéria responsável pelo desenvolvimento da acne;
  • Compressas calmantes ajudam a pele inflamada ou máscaras com camomila.

O tratamento regular com meios eficazes atenua a gravidade da doença e impede a formação de cicatrizes permanentes. A cura da Acne não vai acontecer amanhã, mas – com paciência e cuidado o tratamento terá sucesso!

Quando devo ir ao médico?

Se a acne é muito intensa, com inflamações e grandes supurações, ou na ausência de melhora após tratamentos conjuntos, um médico deve sempre ser procurado. Um médico pode receitar antibióticos como a eritromicina, clindamicina, tetraciclina, ou doxiciclina, ácido azeláico, retinóides, ou combinações de ingredientes ativos, inclui o tratamento dos casos mais graves de acne.

Fonte: Corpo e Saúde

Precisamos dormir para ficar saudáveis e dispostos

Depois de uma noite descansada, as tarefas do dia se tornam mais fáceis, nos sentimos mais equilibrados e centrados para resolver os problemas.

Somente aqueles que dormem se sentem mais dispostos e com energia para enfrentar a maratona diária das suas atividades. Portanto, Você vai encontrar sugestões sobre como você pode ter um sono saudável.

Por que dormimos?

Aproximadamente um terço de nossas vidas, estamos dormindo. Enquanto o sono é repousante, não há com o que se preocupar. Somente quando sofremos as conseqüências da insônia é que deve-se investigar as causas para resolver o problema.

Hoje inúmeros estudos científicos mostram que o sono é vital para o corpo e a mente. A ligação entre a privação do sono e a incidência de doenças graves estão intimamente relacionadas.

Porque dormir faz bem

  • O organismo se regenera durante o sono: órgãos e tecidos que foram danificadas durante o dia devido a influências ambientais, são reparadas durante o sono.
  • Quanto mais o nosso corpo reparar esse dano, mais o processo de envelhecimento será retardado e nos sentiremos melhor.
  • Crianças realmente crescem durante o sono. A secreção de hormônios que são responsáveis pelo crescimento atingem o pico enquanto dormem.
  • No sono muitas substâncias são liberadas que ativam o sistema imunológico. O corpo pode melhor se defender contra doenças.
  • Quanto melhor o sono, menos vulneráveis estamos às doenças.
  • Normalmente, nós dormimos sem necessidade de se alimentar durante 7 a 8 horas, portanto se sono é perturbado o equilíbrio hormonal a longo prazo, pode causar um aumento da sensação de fome e contribuir para o ganho de peso. Sono saudável protege contra a obesidade.
  • No sono processos inflamatórios são combatidos. Pessoas com insônia crônica, muitas vezes têm incidência de doenças cardíacas maior que as pessoas com sono saudável.
  • Nós não perdemos a consciência durante o sono, pelo contrário: Em seu sono algumas regiões do cérebro são particularmente ativadas, o que pode também relaxar a mente. A expressão mais forte deste poder do cérebro são os sonhos.
  • Há evidências de que o aprendizado é melhor naqueles que dormem bem. É por isso que o sono é importante para todos que necessitam aprender algo novo todos os dias.
  • A mente está se recuperando durante o sono, nos tornando mais equilibrados e eficientes. Pessoas com insônia crônica tem probabilidade significativamente maior de desenvolver depressão do que as pessoas com sono saudável.
  • Muitos desastres são atribuídos à privação do sono dos envolvidos, tais como: o acidente do reator de Chernobil, o derrame do petroleiro Valdez Excon entre outros. O cansaço é uma das principais causas de acidentes.

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15/Out – Dia Mundial de Lavagem das Mãos

Pode parecer exagero, mas você sabia que as mãos são o principal veículo de transmissão de micro-organismos de um indivíduo para outro? Assim sendo, o simples ato de lavar as mãos de forma correta torna-se a principal medida de controle no desenvolvimento de infecções, pois reduz significativamente a transmissão de patógenos.

Estão presentes na pele das mãos, principalmente, duas populações de micro-organismos: os pertecentes à microbiota residente e à microbiota transitória. A microbiota residente é constituída por micro-organismos de baixa virulência pouco associados a infecções, que colonizam as camadas mais internas da pele sendo, por isso, mais difíceis de serem removidos. Já a microbiota transitória é representada principalmente por bactérias Gram-negativas (ex: Escherichia coli) e colonizam a camada mais superficial da pele, sendo facilmente removidas pela higienização das mãos. Desse modo, o ato de lavar as mãos de forma correta, garante segurança não só aos profissionais da área da saúde, mas também a toda a população.

Tendo em vista a importância deste ato, foi criado em 2008 o Dia Mundial de Lavagem das Mãos (Global Hand Washing Day). O dia eleito foi 15 de outubro e a idéia é que nesse dia, em mais de 60 países, sejam desenvolvidas atividades que sensibilizem as crianças à higiene das mãos.

De acordo com a organização Global Hand Washing, esse dia foi criado com três objetivos principais: apoiar uma cultura global de lavagem das mãos com sabão, chamar a atenção dos governantes para a importância desta atividade e aumentar a conscientização sobre os seus benefícios. Ainda segundo a organização, “O desafio é de transformar a lavagem das mãos com sabão de uma abstrata boa idéia a um comportamento automático realizado nas casas, escolas e comunidades do mundo todo.”

A importância da higienização das mãos pode ser evidenciada pela existência de um segundo dia dedicado ao assunto, sendo este instituido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e focado principalmente no profissional de saúde. O dia 5 de maio foi o dia escolhido; a data associa o quinto dia do quinto mês aos cinco momentos da Higiene das Mãos. A campanha “Salve Vidas: Higienize as Mãos”, tem como objetivo melhorar a higienização das mãos e reduzir as infecções relacionadas com a assistência à saúde, promovendo a segurança de pacientes, profissionais e demais usuários dos serviços de saúde.

Transformar a lavagem das mãos em um hábito frequente pode salvar mais vidas do que qualquer vacina ou intervenção médica, reduzindo as mortes por diarréia em 50% e as mortes por infecções respiratórias agudas em 25%. Dessa maneira seguem abaixo algumas informações e explicações sobre quando e como se deve proceder a higienização das mãos:

QUANDO?

A lavagem das mãos deve ser executada principalmente nas seguintes ocasiões:

  • Antes de manipular ou consumir alimentos
  • Antes e depois de se entrar em contato com pessoas doentes ou acamadas
  • Depois de ir ao banheiro
  • Depois de espirrar, tossir ou assoar o nariz
  • Após manipular objetos potencialmente sujos ou contaminados
  • Após entrar em contato com animais
  • Sempre que as mãos estiverem visivelmente sujas

É importante ressaltar a maior importância da higienização das mãos pelo profissional de saúde, uma vez que este pode funcionar como carreador de micro-organismos de um paciente para outro. Vale ainda reforçar que o uso de luvas não substitui a correta lavagem das mãos.

COMO?

A correta higiene das mãos é feita com água corrente, sabonete líquido e papel toalha para secar a pele. As bactérias são removidas por ação mecânica, ou seja, é necessário esfregar as mãos. A espuma presente no sabonete também ajuda a remover a gordura da pele, eliminando uma maior quantidade de micro-organismos. Na ausência de água e sabão, o gel de limpeza das mãos é tão eficiente quanto uma lavagem correta, já que contém álcool, que remove boa parte das bactérias. No caso de outros produtos, como lenços umedecidos, é preciso prestar atenção à formulação, pois apenas as que contiverem álcool serão eficazes; as demais farão apenas a limpeza parcial das mãos.

Segue abaixo um link com o esquema explicando como higienizar as mãos de forma correta:

http://www.anvisa.gov.br/hotsite/higienizesuasmaos/produtos/cartaz%20sabonete.pdf

Você sabe o que é Coqueluche?

Esquecida há mais de 30 anos, depois de ter sido praticamente erradicada, essa doença, que antes só atingia crianças, voltou a ocorrer e está atingindo também adultos.

Ela é uma doença bacteriana que atinge o sistema respiratório, altamente contagiosa, cujas complicações – convulsões, pneumonias e encefalopatias – podem trazer graves problemas de saúde para os indivíduos e até levar a óbito.

Também é conhecida pelos nomes pertussis, tosse comprida, tosse com guincho e tosse espasmódica, em função desse ser o principal sintoma da doença. De acordo com Boletim Informativo do Ministério da Saúde, no Brasil, são notificados em média 2 mil casos por ano. Em todo mundo são 50 milhões de casos por ano, com 300 mil mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Infográfico: Coqueluche pode levar à morte

Os primeiros sintomas são semelhantes aos da gripe e consistem em tosse, coriza, febre e olhos irritados. Cerca de duas semanas depois, começam acessos de tosses sucessivas, com intervalos variáveis. A tosse normalmente é seca e contínua, mas podem estar acompanhadas de muco e pode haver ocorrência de vômito.

No Brasil, desde 1983, a vacina tríplice bacteriana (DTP) é utilizada para proteger contra a coqueluche, além da difteria e tétano. Entretanto, a coqueluche pode atacar pessoas que tenham sido vacinadas na infância, uma vez que a imunidade começa a cair cinco anos após a vacinação, em média. Por outro lado, quem já tomou a vacina tem sintomas mais leves, mas continua infectando outras pessoas.

Assim, os adultos contaminam os bebês, no primeiro ano de vida sem vacinação ou com a imunização incompleta, explica o Presidente da Associação Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, em matéria publicada no Jornal O Globo*. Dessa forma, é preciso estar vigilantes e, em caso de tosse contínua, procurar um médico para investigar os sintomas. Segundo a Associação, muitos pais e avós podem, sem saber que estão infectados, contaminar seus bebês, uma vez que a doença é disseminada através de gotículas e partículas de tamanho muito pequeno de saliva suspensas no ar, com alta mobilidade. O tratamento consiste basicamente no uso de antibióticos.

A vacina é indicada para bebês aos seis meses, aos dois e aos quatro anos, com reforço entre 15 e 18 meses e entre 04 e 06 anos. Os adultos devem se vacinar também e para isso necessitam consultar seus médicos para obter informações em relação às doses necessárias.

 Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

Ministério da Saúde reduz idade mínima para cirurgia bariátrica

O Ministério da Saúde informou no Dia Nacional de Prevenção à Obesidade, que vai reduzir de 18 para 16 anos a idade mínima para realização de cirurgia bariátrica no SUS.

 

Foto: Corbis.com

A medida foi decidida após dados da POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) de 2009 apontarem aumento na taxa de obesidade entre adolescentes. Segundo o levantamento, 21,7% dos brasileiros entre dez e 19 anos estão com excesso de peso. Esse índice era bem menor em 1970, quando apenas 3,7% das pessoas nessa faixa etária eram obesas.

Além da cirurgia bariátrica, será oferecida também a cirurgia plástica reconstrutiva do abdômen, e o SUS deve incluir a intervenção para reparar esteticamente as costas e retirar excessos de pele.

Haverá reajuste nos valores de cinco exames ambulatoriais pré-operatórios: endoscopia digestiva alta; ultrassonografia de abdômen total; ecocardiografia; ultrassonografia com doppler colorido de vasos e prova de função pulmonar completa com broncodilatador (espirometria).

Antes da cirurgia, o paciente entre 16 e 65 anos tem que passar por avaliação clínica e cirúrgica e ter acompanhamento com equipe multidisciplinar durante dois anos. Nesse período, ele tem de fazer dieta, e somente se os resultados não forem positivos a cirurgia é recomendada.

Apenas pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 40 podem ser submetidos à cirurgia, com exceção dos que sofrem de diabetes, hipertensão, apneia do sono, hérnia de disco e outras doenças agravadas pela obesidade. Esses podem passar pelo procedimento com IMC entre 35 e 40.

O número de cirurgias bariátricas aumentou 200% no País em oito anos. Foram 1.773, em 2003 e 5.332 em 2011. Nos três primeiros meses de 2012, já foram realizadas 1.286 cirurgias.

Fonte: Site Dr. Dráuzio Varella

Taxa de mortalidade por AVC têm queda de 32% em dez anos

Redução foi verificada na faixa etária até 70 anos, entre 2000 e 2010. Doença está entre as principais causas de óbitos no país.

Dados do Ministério da Saúde apontam redução de 32% da taxa de mortalidade por Acidente Vascular Cerebral (AVC) em pessoas de até 70 anos, faixa etária que concentra o maior número de mortes prematuras pela doença. Nos últimos dez anos, a taxa caiu de 27,3 para 18,4 mortes para cada 100 mil habitantes, o que representa uma redução média anual de 3,2%. Foram registrados 33.369 óbitos em 2010 nesta faixa etária. No Brasil, esta doença está entre as principais causas de morte. Esses números serão apresentados, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o VIII Congresso Mundial de AVC, que acontece nesta quarta-feira (10) e prossegue até sábado (13), em Brasília.

Este ano, o Ministério da Saúde ampliou a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS) às vitimas de AVC isquêmico e hemorrágico. Entre as novidades, está a incorporação do trombolítico alteplase e a reestruturação dos serviços para tratamento e assistência.

Aproximadamente 200 hospitais têm condições de realizar atendimentos a pacientes com AVC, podendo ser habilitados como centros ou unidades que tratam as vitimas da doença. Além disso, esses locais podem usar o medicamento alteplase para o tratamento às vitimas de AVC isquêmico.

“A incorporação do novo medicamento e estruturação dos serviços são medidas que buscam reduzir a mortalidade e as sequelas. Nossa meta é reduzir ainda mais a taxa de mortalidade, para isso é fundamental que as pessoas tenham acesso aos serviços”, ressalta o ministro Alexandre Padilha.

A assistência preconizada pelo Ministério prevê o uso do alteplase, somente em casos de AVC isquêmico.

Aplicado até quatro horas e meia depois dos primeiros sintomas, o medicamento diminui em 30% o risco de sequelas do AVC, isso significa a recuperação do quadro neurológico de mais pacientes comparando com aqueles que não recebem o tratamento com alteplase. Além de reduzir em 18% a mortalidade.

HABILITAÇÕES

O Hospital Geral de Fortaleza e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre serão habilitados como Centro de Atendimento de Urgência – Tipo III – aos pacientes com Acidente Vascular Cerebral. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciará a habilitação de 30 leitos nestas duas unidades, sendo 20 para o Hospital Geral de Fortaleza (específicos para o atendimento ao cuidado integral ao AVC). Já o Hospital de Clínicas contará com 10 leitos, sendo cinco de cuidado integral à doença e cinco de cuidado agudo.

“Nossa previsão é que sejam habilitados 120 leitos ainda este ano, nos estado que apresentaram o plano de implantação de Rede de Urgência e Emergência”, destaca Padilha. “Além disso, a reabilitação é fundamental, os pacientes contam com a assistência do Programa Melhor Casa que atende pacientes com AVC, para dar melhor condição de vida para essas pessoas. Também temos a implantação dos Centros de Reabilitação Física que contribuem para a recuperação do paciente”, reafirma o ministro.

AVANÇOS

Com o aprimoramento da rede de atendimento, o Ministério da Saúde quer intensificar a redução da taxa de mortalidade por AVC. “As nossas ações pretendem qualificar o atendimento à população, especialmente na faixa etária até 70 anos, que concentra as mortes evitáveis pela doença”, afirma o ministro.

De 2000 a 2010, houve redução de 2.756 mortes pela doença. No Brasil, em 2011, foram realizadas 179 mil internações por em AVC (isquêmico e hemorrágico).

Pela política do Ministério da Saúde, que instituiu este ano a Linha do Cuidado do AVC, o tratamento deve incluir, necessariamente, a rede básica de saúde, SAMU 192, unidades hospitalares de emergência e leitos de retaguarda, reabilitação ambulatorial, ambulatório especializado, programas de atenção domiciliar, entre outros aspectos.

INVESTIMENTOS

Até 2014, serão investidos R$ 437 milhões para ampliar a assistência a vítimas de AVC. Do total de recursos, R$ 370 milhões vão financiar leitos hospitalares. Serão criados 1.225 novos leitos nos 151 municípios onde estão os 231 prontos-socorros, responsáveis pelo atendimento de urgência e emergência especializado em AVC. A abertura dos novos leitos será definida entre o governo federal, juntamente com estados e municípios. Outra parcela, R$ 96 milhões, será aplicada na oferta do tratamento com o uso de alteplase.

CONGRESSO

O VIII Congresso Mundial de AVC, realizado em Brasília, aberto hoje, em Brasília. Durante o encontro, o ministro Alexandre Padilha receberá o prêmio da World Stroke Organization (WSO), entidade parceira da Organização Mundial de Saúde (OMS), pela campanha de mobilização contra o AVC (Acidente Vascular Cerebral).

O Brasil foi escolhido entre 80 países que participaram da Campanha Mundial intitulada “1 em 6” desenvolvida no ano passado.

Durante o congresso será lançado ainda o Símbolo Mundial do AVC como parte de mais uma estratégia da campanha mundial contra a doença, com o tema: “AVC… Eu me importo”.

DOENÇA

O AVC é uma das principais causas de mortes no mundo. Popularmente conhecido como derrame, a doença atinge 16 milhões de pessoas no mundo a cada ano. Destes, seis milhões morrem.

Para enfrentar a epidemia silenciosa que ocorre no mundo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a adoção de medidas urgentes para a prevenção e tratamento da doença, com o objetivo de colocar o tema em destaque na agenda global de saúde.

Esta doença ocorre devido à alteração na circulação cerebral. No AVC isquêmico há a obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, levando à diminuição da circulação em determinada região do cérebro.

E no hemorrágico acontece a ruptura de um vaso sanguíneo com sangramento dentro do cérebro. Os principais fatores de risco são a hipertensão, o diabetes, o colesterol elevado e o fumo.

Os sintomas mais comuns para identificar o AVC são a perda de força muscular de um lado do corpo, fala enrolada, desvio da boca para um lado do rosto, sensação de formigamento no braço, dores de cabeça súbita ou intensa, tontura, náusea e vômito.

Fonte: Portal da Saúde

Música faz bem a saúde do coração e proporciona alegria e bem-estar

Fonte: Corbis.com

Que a música faz bem ao corpo e a mente, todo mundo sabe (ou já sentiu). Você ouve um acorde ali, outro acolá e em poucos segundos é tomado por emoções que acalmam fazem você viajar no tempo e relaxar.

Mas você sabia que além de relaxar, alegrar e trazer à tona lembranças e saudades, a música pode agir em nosso organismo curando doenças?

Uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos Estados Unidos, analisou 10 mil voluntários fumantes e sem problemas de saúde.

Entre outras atividades, os cientistas pediram aos pacientes voluntários que elegessem uma canção que os fizesse se sentir bem e outra que aumentasse a ansiedade.

Após a pesquisa, os cientistas perceberam que os vasos sanguíneos dos braços dos voluntários se dilataram em 26% após ouvirem uma música alegre, enquanto as canções que lembravam tristeza e causavam ansiedade provocaram uma redução de 6% no fluxo sanguíneo.

Você sabe porque isso acontece?

Quando escutamos música, nosso ouvido transforma os sons em estímulos elétricos que chegam ao nosso cérebro provocando o aumento da produção de endorfina.

Este hormônio, por sua vez, causa sensação de bem-estar e relaxa o corpo, diminuindo os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

“Nosso organismo é dotado de uma Identidade Sonora, chamada de ISO, que comanda nossa percepção e produção dos sons. Quando há um desequilíbrio neste sistema, a pessoa doente se sente menos motivada e mais triste e a música consegue trazer de volta o equilíbrio que ela precisa”, explica a fundadora e coordenadora do curso de musicoterapia da FMU, Maristela Smith.

Como funciona a Identidade Sonora

Todos nós nascemos dotados da capacidade de produzir sons universais, como tossir, espirrar, estalar os dedos, dentre outros, porém, através de nossa identidade sonora, produzimos estes sons de maneiras distintas e somos capazes de identificar as diferenças.

Assim, um simples espirro, por exemplo, é um som produzido por todos, porém, cada um de nós tem um jeito particular de espirrar. E isso acontece com todos os outros sons produzidos pelo nosso corpo: batimentos cardíacos, pulsação, andar, dentre outros.

Quando uma pessoa está doente, estes sons internos acabam saindo de seu ritmo natural, que é harmônico, entrando em desequilíbrio, e é nesse momento que a música pode ser usada como tratamento. “Através de sons externos, ou seja, da música e de outros sons corriqueiros no dia a dia, conseguimos trazer de volta este paciente para o seu equilíbrio rítmico e isso favorece a sua recuperação”, explica Maristela.

Mas não é só ao coração que a música fez bem

A sensação de prazer enquanto escutamos uma música é tão grande, que ela se tornou instrumento de terapias médicas auxiliando na recuperação de pacientes com diversos males e tem dado grandes resultados.

São hipertensos, doentes crônicos, crianças com problemas cognitivos e até portadores de necessidades especiais: “a musicoterapia tem o poder de curar ou ao menos amenizar os problemas de saúde dos pacientes sem o uso de medicamentos. Não que ela substitua o tratamento convencional, mas muitas vezes agiliza o processo de recuperação diminuindo o sofrimento do doente”, explica a musicoterapeuta Suzana Brunhara.

Como funciona a musicoterapia?

As sessões são em grupo ou individuais e dependem muito do perfil de cada paciente. Em geral, eles passam por uma avaliação, através de um questionário em que têm que relatar todo o seu histórico de saúde e suas preferências musicais, e depois por sessões de audição e produção de diversos tipos de sons.

“A ideia é perceber as reações do paciente a cada som que ele escuta para então identificar o que mais mexe com suas emoções. Depois disso, vamos aliar atividades que tenham a ver com o seu problema a músicas que o trazem ao equilíbrio”, explica a musicoterapeuta Suzana Brunhara.

Histórico musical

Embora muita gente confunda, o histórico musical da pessoa não está diretamente relacionado ao gosto pessoal dela, e sim as reações que ela tem a determinados sons.

Dessa forma, você pode gostar de rock, mas ficar com dor de cabeça ao ouvir este gênero durante muito tempo.

“O histórico pode sim ser determinado pelo gosto particular, mas em geral, está ligado a nossa memória auditiva que registra as sensações que determinadas batidas causam em nosso organismo fazendo com que sempre que a escutemos, sintamos a mesma sensação”, afirma Suzana.

Se a música não agrada, a dor pode ser maior

Suzana explica que a escolha da música é fundamental para a cura do paciente. Escolher a música inadequada para o estado clínico da pessoa pode intensificar os sintomas e até causar efeitos contrários graves, dependendo do caso.

“Se o paciente sofre de algum distúrbio psíquico, por exemplo, e ouve uma música que o deixa alterado, ele pode chegar a ter um surto psicótico, por exemplo. Por isso, é preciso muita observação durante os primeiros dias do tratamento e ao histórico musical da pessoa”, explica.

Fonte: Minha Vida