Atividades físicas durante a gravidez são benéficas à mãe e ao bebê

Foto: Claudia Rehm/Westend61/Corbis

Foto: Claudia Rehm/Westend61/Corbis

A prática de atividades físicas durante a gravidez é importante e traz benefícios tanto para a mulher quanto para o bebê. Para a futura mamãe, ajuda no bem-estar físico e mental durante os nove meses, prepara para o esforço do parto e ainda contribui para o corpo a voltar à forma depois que o bebê nascer.

“Atividade física durante a gravidez é uma medida preventiva que busca impedir diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, trombose e outras morbidades gestacionais. Uma boa opção é a caminhada, durante meia hora, cinco vezes por semana”, observa Milber Fernandes Guedes Junior, obstetra e chefe da Unidade Materno-Fetal do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSE), no Rio de Janeiro (RJ). “Quando a paciente já tem o hábito da prática esportiva, recomendo apenas que ela se adapte à nova situação. Já para a gestante sedentária, que vai iniciar uma atividade física, indico a partir do segundo trimestre”, completa o médico.

Fernandes ressalta que, como a atividade física durante a gestação é boa para a mãe, consequentemente, traz benefícios para o bebê. “Já que viabiliza boas condições intrauterina, a atividade física materna impede alterações metabólicas, diminuindo o risco do bebê nascer prematuro ou com sobrepeso”, explica.

Não existe um único tipo de exercício ideal para a gestante. A escolha deve levar em conta a adaptação ao exercício e bem-estar. “Qualquer atividade física é bastante interessante. A hidroginástica e a musculação podem ser combinadas com a caminhada”, orienta o obstetra. No entanto, exercício físico de alto impacto, ou esportes de contato físico e risco de trauma devem ser evitados pelas futuras mamães. E há alguns casos em que as atividades físicas durante a gestação são contraindicadas, como históricos de partos prematuros ou abortamentos repetidos, incompetência cervical ou placenta prévia.

Mãe de três filhos, a fotógrafa do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais Magda Fernanda procura manter-se sempre ativa. Atualmente ela faz treinamento personalizado com a equipe do Programa de Melhoria da Qualidade de Vida no MS, Geração Saúde (CAS/CGESP/SAA/SE). Mas, durante a gravidez, Magda dá preferência à pratica da yoga. “Essa atividade me ajuda a deixar o corpo inteiro mais flexível e tonifica os músculos com pouco ou quase nenhum impacto nas articulações. A prática regular também é excelente para a rápida recuperação pós-parto”, justifica.

O chefe da Unidade Materno-Fetal do HSE conta que atividades isométricas para a musculatura abdominal já podem ser iniciadas dois ou três dias após o parto. Para outras atividades, ele ressalta que o ideal é esperar 20 dias pós puerpério. No entanto, Milber Fernandes adverte que atividades excessivas podem diminuir a quantidade de leite materno. “Puérperas que exageram na quantidade de atividade física, têm grande chance de diminuir a produção de leite e prejudicar a amamentação. Atletas profissionais, por exemplo, como voltam rápido ao treinamento de alta performance, param de amamentar cedo”, exemplifica.

Feminino fortalecido – E o sexo durante a gravidez machuca o bebê ou atrapalha o desenvolvimento da gestação? A coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Esther Vilela, destaca que, quando não é uma gravidez de risco, não existe restrição para as relações sexuais durante os nove meses de gestação. “A relação sexual deve ser estimulada e exercitada até o momento do parto. Nas culturas mais tradicionais, como nos indígenas, é dito que é a relação sexual que alimenta uma gravidez. Isto porque, quanto mais relação com o parceiro a grávida tem, mais o lado feminino é fortalecido. Isto tanto é bom para a mãe, quanto para o bebê e o casal”, explica Esther Vilela. Além disso, em condições normais de gestação, o sexo não machuca o bebê, pois ele está protegido dentro do útero.

Fonte: Ana Paula Ferraz / Agência Saúde

 

Dicas de Saúde

Conheça dez benefícios da maçã para a saúde

Um velho ditado diz que comer uma maça, por dia, mantém o médico afastado. A concentração de fibras e vitaminas B, C e E faz desta fruta uma importante aliada na prevenção de doenças. Caso não saiba do poder da maçã, conheça dez benefícios que esta fruta pode trazer.

Diabetes: A maçã é rica em pectina, uma fibra que ajuda no controle da glicemia. Recomenda-se o consumo de duas maçãs pequenas diariamente, esta quantidade é suficiente para a dose de pectina necessária.

Colesterol: Pesquisadores da Universidade da Flórida constataram que a fibra pectina também auxilia na redução do mau colesterol ao formar uma fibra na parede intestinal impedindo a absorção do colesterol e de outras gorduras. O estudo foi realizado com 160 mulheres entre 45 e 65 anos de idade.

AVC: Frutas com a polpa branca, como maçã e pera, podem reduzir o risco de uma pessoa sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Esta é a conclusão de um estudo feito pela Universidade de Wageningen, na Holanda, em que foram acompanhadas 20.069 pessoas, entre as idades de 20 e 65 anos. A pesquisa levou dez anos para ser desenvolvida. Após este período, os pesquisadores viram que as pessoas que mais comiam alimentos de polpa branca de frutas e legumes tinham 52% menos chances de ter um AVC. Apesar de deixarem claro que é preciso ter mais estudos para confirmar as descobertas, os estudiosos afirmam que o consumo de uma maçã por dia, reduz o risco em cerca de 40%.

Problemas respiratórios: A maçã possui antioxidantes que ajudam a melhorar a capacidade respiratória e ainda protegem os pulmões. Uma pesquisa feita pela Universidade de Nottingham, Inglaterra, mostrou que as pessoas que comem cinco maçãs ou mais por semana têm menos problemas respiratórios, incluindo asma. A maçã também possui uma propriedade adstringente que auxilia a garganta e as cordas vocais.

Doenças estomacais: A maçã possui agentes cicatrizantes que ajudam os que sofrem de problemas como azia, gastrite e úlceras, além de auxiliar no funcionamento intestinal. Esta fruta age de forma benéfica na mucosa do sistema digestivo. Quem tem problemas de má cicatrização, equimoses e sangramento das gengivas também pode melhorar este quadro comendo maçã.

Prevenção de cárie dentária: Esta infecção é causada por causa de bactérias e o sumo das maçãs têm propriedades que podem matar até 80% destes germes. Por isso, alguns dentistas recomendam oferecer maçãs para as crianças que comem muitos doces, pois a fruta ajuda a proteger a superfície dos dentes e gengivas.

Cérebro: Devido às vitaminas do complexo B, a fruta também ajuda na prevenção de todo o sistema nervoso. Isso se dá por ela ser uma ótima fonte de nutrientes, sendo rica em vitamina C e ácido fosfórico.  Desta forma, a maçã ajuda a evitaar doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

Câncer e envelhecimento: Por ser rica em taninos e flavonóides, que são fitonutrientes que agem como antioxidantes, adstringentes e antiinflamatórios, a fruta ajuda na prevenção do envelhecimento precoce. Os flavonoides também auxiliam em doenças cardiovasculares. Além disso, a maçã possui componentes que ajudam na prevenção do câncer de cólon, de próstata e de mama.

Saciedade: As maçãs são muito recomendadas aos que querem começar uma dieta. Isso porque a fruta possui fibras que ajudam a dar a sensação de saciedade. A casca, por exemplo, possui fibras insolúveis que não são digeridas e, por isso, ficam no estômago por mais tempo. Ela também tem o poder de reduzir a vontade de comer doces e chocolates.

Vitaminas: Não é possível falar de todos os benefícios da maçã, que são inúmeros. Mas, em resumo, por ela ter vitaminas B1, B2, B3, a fruta auxilia no controle do crescimento, ajuda a evitar problemas de pele, evita a queda de cabelo e ainda regula o organismo.

Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Cirurgia Bariátrica

Corbis.com

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O número de obesos aumenta no mundo a cada dia e a cirurgia bariátrica vem se tornando um importante aliado no tratamento de pacientes com obesidade grau 3. Conheça as 10 coisas que você precisa saber sobre este procedimento.

  1. Gastroplastia, também chamada de Cirurgia Bariátrica, Cirurgia da Obesidade ou ainda de Cirurgia de redução do estomago, é, como o próprio nome diz, uma plástica no estômago (gastro = estômago, plastia = plástica), que tem como o objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMCmuito elevado.
  2. Esse tipo de cirurgia está indicado, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) para  pacientes com IMC acima de 35 Kg/m², que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, aumento de gorduras no sangue, problemas articulares, ou pacientes com IMC maior que 40 Kg/m², que não tenham obtido sucesso na perda de peso com outros tratamentos.
  3. Existem três tipos básicos de cirurgias bariátricas. As cirurgias que  apenas diminuem o tamanho do estômago, são chamadas do tipo restritivo (Banda Gástrica Ajustável, Gastroplastia vertical com bandagem ou cirurgia de Mason e a gastroplastia vertical em “sleeve”). A perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Existem, também, as cirurgias mistas, nas quais  há a redução do tamanho estomago e também um desvio do trânsito intestinal, havendo desta forma, além da redução da ingestão, diminuição da absorção dos alimentos. As cirurgias mistas podem ser predominantemente restritivas (derivação Gástrica com e sem anel) e predominantemente disabsortivas (derivações bileopancreáticas).
  4. Apesar de cada caso precisar ser avaliado individualmente, a todos aqueles irão realizar a cirurgia devem ser submetidos a  uma avaliação clínico-laboratorial a qual inclui além da aferição da pressão arterial, dosagens da glicemia, lipídeos sanguíneos, e outros exames sanguíneos, avaliação das funções hepática, cardíaca e pulmonar. A endoscopia digestiva e a ecografia abdominal são importantes procedimentos pré-operatórios. A avaliação psicológica também faz parte dos procedimentos pré-operatórios.  Pacientes com instabilidade psicológica grave, portador de transtornos alimentares (como, por exemplo, bulimia), devem ser tratados antes da cirurgia.
  5. Na maioria dos casos, com a cirurgia bariátrica, além de perder grande quantidade de peso, o paciente  tem os benefícios da melhora, ou mesmo cura, do seu diabetes, controle da pressão arterial, dos lipídeos sanguíneos, dos níveis de ácido úrico, alívio das dores articulares.
  6. Do ponto de vista nutricional, os pacientes submetidos à cirurgia bariátrica deverão ser acompanhados por longo tempo, com objetivo de receberem orientações específicas para elaboração de uma dieta qualitativamente adequada. Quanto mais disabsortiva for a cirurgia, maior a chance de complicações nutricionais, como anemias por deficiência de ferro, de vitamina B12 e/ou ácido fólico, deficiência de vit D e cálcio e até mesmo desnutrição, nas cirurgias mais radicais. Reposições vitamínicas são feitas após a cirurgia e mantidas por tempo indeterminado. A diarreia pode ser uma complicação nas cirurgias mistas, principalmente na derivação bileopancreática.
  7. A adesão ao tratamento deverá ser avaliada, uma vez que pacientes instáveis psicologicamente podem recorrer a preparações de alta densidade calórica, de baixa qualidade nutricional, que além de provocarem hipoglicemia e fenômenos vasomotores (sudorese, taquicardia, sensação de mal-estar), colocam em risco o sucesso da intervenção à longo prazo, porque reduzem a chance do indivíduo perder peso.
  8. cirurgia antiobesidade é um procedimento complexo e apresenta risco de complicações. A intervenção impõe uma mudança fundamental nos hábitos alimentares dos indivíduos. Portanto, é primordial que o paciente conheça muito bem o procedimento cirúrgico e quais os riscos e benefícios da cirurgia. Desta forma, além das orientações técnicas, o acompanhamento psicológico e o apoio da família são aconselháveis em todas as fases do processo.
  9. Em alguns casos, uma cirurgia plástica para retirada do excesso de pele é necessária. A mesma poderá ser feita quando a perda de peso estiver totalmente estabilizada, ou seja, depois de aproximadamente dois anos.
  10. Mulheres que realizam cirurgia bariátrica  devem aguardar pelo menos 15 a 18 meses antes de engravidar. A grande perda de peso logo após a cirurgia pode prejudicar o crescimento do feto.

Consultoria: Dra. Rosana Radominski – presidente da Abeso, que integra um dos Departamentos Científicos da SBEM.

Áreas da Endocrinologia

Você sabe de que forma o endocrinologista pode ajudar? Conheça, aqui, as áreas de atuação desse especialista:

  • Andropausa: Os hormônios masculinos podem diminuir quando o homem envelhece. Nesse caso, algumas pessoas podem sentir cansaço, diminuição da força muscular e disfunção sexual, necessitando da ajuda do especialista para fazer reposição hormonal.
  • Colesterol e Triglicerídeos: A alimentação errada e algumas doenças podem levar ao aumento do colesterol e dos triglicerídeos em adultos e crianças. Com um tratamento adequado, o risco de futuras complicações cardiovasculares é reduzido.
  • Crescimento: Uma criança saudável tem um crescimento normal. O crescimento deficiente ou excessivo pode ocorrer em função de alterações hormonais, nutricionais ou genéticas.
  • Diabetes: Se você tem excesso de peso, parentes com diabetes, hipertensão ou alterações de gordura no sangue, procure um endocrinologista. Você poder desenvolver diabetes! Mas se você bebe muita água, urina muito e perde peso pode estar diabético.
  • Distúrbios da Menstruação: Alterações do ciclo menstrual (falta de menstruação ou menstruação mais de uma vez ao mês) podem significar problemas hormonais. Por isso, necessitam de investigação e tratamento adequado.
  • Distúrbios da Puberdade: Crianças que desenvolvem precocemente pelos pubianos, odor axilar e desenvolvimento das mamas, apresentam distúrbios hormonais e necessitam avaliar a origem do problema. Os adolescentes que não desenvolvem essas características também necessitam de uma avaliação.
  • Doenças da Glândula Supra-Renal: Aumento de peso, estrias avermelhadas, pelos excessivos, pressão alta ou baixa, puberdade precoce, além do escurecimento da pele podem significar problemas na glândula supra-renal.
  • Doenças da Hipófise: Tumores da hipófise podem levar à presença de leite nas mamas, fora do período de amamentação, além de mudanças faciais, aumento do número do sapato, dores de cabeça e distúrbios da visão.
  • Excesso de Pelos: Mulheres com excesso de pelos na face (hirsutismo), acne ou amento da musculatura, podem estar com produção excessiva de hormônios masculinos.
  • Obesidade: A obesidade representa um risco para a saúde das crianças e dos adultos. O tratamento orientado pelo especialista evita uma série de complicações, como as cardiovasculares e as ortopédicas.
  • Osteoporose: Trata-se de uma doença endócrina. Dores nos ossos e fraturas frequentes podem significar enfraquecimento ósseo. Procure o seu endocrinologista. Ele pode diagnosticar e indicar o tratamento mais adequado.
  • Reposição Hormonal da Menopausa: A reposição hormonal é um tratamento eficaz, feito com hormônios iguais ao da própria mulher, para amenizar o desconforto e os riscos causados pela menopausa.
  • Tireoide: Nódulos ou aumento de volume do pescoço; nervosismo; insônia e alterações no ritmo intestinal; coração acelerado; perda ou ganho de peso;e excesso de frio ou calor podem revelar distúrbios da tireoide.

Fonte: SBEM

Tabela de Peso e Altura

Freqüentemente os pais se preocupam em saber se o peso e a estatura de seu filho estão “dentro da tabela normal”.

Para responder a essa pergunta não basta ao pediatra simplesmente consultar uma tabela. Ele tem de conhecer, levar em conta e analisar vários fatores referentes à criança e sua família. Como o peso e a altura dos pais, de que forma foi o crescimento deles, os dados da gestação, o peso e a estatura de nascimento, a alimentação do bebê, etc.

E principalmente, não é possível a análise de apenas uma medida de peso ou estatura isoladamente. O ideal é que o médico tenha em mãos a curva de ganho de peso e de crescimento, que é formada através da colocação em um gráfico de várias medidas (no mínimo três) tomadas consecutivamente com intervalos determinados.

Portanto é impossível para os pais, consultando um dado na tabela, obterem conclusões sobre o crescimento de seus filho.

Apesar de todas estas restrições, para satisfazer a curiosidade (legítima!) dos pais, segue-se uma tabela, por idade e por sexo, extraída parcialmente e adaptada do livro “Pediatria Básica – Prof. Eduardo Marcondes – Ed. Sarvier”.

Mas lembre-se que nenhuma criança cabe em uma tabela! Sua consulta serve apenas como uma referência.

Para cada idade e sexo a tabela apresenta uma “faixa mais comum”, embora crianças fora desta faixa também possam estar dentro de um crescimento normal. Esta faixa é definida estatisticamente a partir da média para a idade e delimitada por duas medidas, acima e abaixo da média.

A análise concreta e completa da situação de uma criança só pode ser feita pelo médico que a acompanha e que conhece todos os fatores citados anteriormente.

FAIXA DE PESO E ESTATURA MAIS COMUNS, POR IDADE E SEXO

SEXO MASCULINO FEMININO
IDADE FAIXA MAIS COMUM FAIXA MAIS COMUM
PESO (kg) ESTATURA (cm) PESO (kg) ESTATURA (cm)
3 meses 5,640 – 7,130 59 – 64 5,170 – 6,610 58 – 62
4 meses 6,090 – 7,710 60 – 66 5,620 – 7,100 59 – 64
5 meses 6,510 – 8,250 62 – 67 6,040 – 7,570 61 – 66
6 meses 6,920 – 8,760 64 – 69 6,450 – 8,020 63 – 67
7 meses 7,310 – 9,240 65 – 71 6,830 – 8,450 64 – 69
8 meses 7,680 – 9,690 67 – 72 7,190 – 8,870 65 – 70
9 meses 8,030 – 10,120 68 – 74 7,530 – 9,280 67 – 72
10 meses 8,360 – 10,520 70 – 75 7,860 – 9,670 68 – 73
11 meses 8,670 – 10,900 71 – 77 8,160 – 10,040 70 – 75
1 ano 8,980 – 11,250 72 – 78 8,460 – 10,400 71 – 76
1 a 3 m 9,790 – 12,210 76 – 81 9,250 – 11,420 74 – 80
1 a 6 m 10,500 – 13,020 79 – 85 9,920 – 12,350 77 – 83
1 a 9 m 11,120 – 13,710 81 – 88 10,510 – 13,210 80 – 86
2 anos 11,660 – 14,330 84 – 90 11,020 – 14,000 83 – 89
2 a 3 m 12,150 – 14,880 86 – 93 11,470 – 14,730 85 – 92
2 a 6 m 12,580 – 15,390 88 – 95 11,880 – 15,430 87 – 94
2 a 9 m 12,980 – 15,880 90 – 97 12,250 – 16,100 89 – 97
3 anos 13,360 – 16,370 91 – 99 12,610 – 16,750 91 – 99
3 a 3 m 13,720 – 16,860 93 – 101 12,950 – 17,380 93 – 101
3 a 6 m 14,070 – 17,380 94 – 102 13,280 – 18,000 94 – 102
3 a 9 m 14,420 – 17,910 96 – 104 13,610 – 18,620 96 – 104
4 anos 14,770 – 18,480 97 – 106 13,950 – 19,230 97 – 106
4 a 6 m 15,500 – 19,710 100 – 109 14,660 – 20,460 100 – 109
5 anos 16,260 – 21,070 103 – 112 15,410 – 21,710 103 – 112
5 a 6 m 17,080 – 22,560 106 – 115 16,210 – 22,980 105 – 116
6 anos 17,930 – 24,140 109 – 119 17,060 – 24,280 108 – 119
6 a 6 m 18,820 – 25,780 112 – 122 17,950 – 25,600 111 – 122
7 anos 19,720 – 27,440 115 – 125 18,850 – 26,940 114 – 125
7 a 6 m 20,620 – 29,070 118 – 128 19,770 – 28,310 116 – 127
8 anos 21,500 – 30,680 120 – 131 20,680 – 29,710 119 – 130
8 a 6 m 22,350 – 32,240 123 – 134 21,600 – 31,170 122 – 133
9 anos 23,170 – 33,790 125 – 137 22,540 – 32,720 124 – 136
9 a 6 m 23,950 – 35,380 127 – 139 23,520 – 34,400 127 – 138
10 anos 24,720 – 37,100 129 – 141 24,600 – 36,300 129 – 141
10 a 6 m 25,520 – 39,100 130 – 144 25,850 – 38,500 132 – 144
11 anos 26,400 – 41,560 132 – 146 27,360 – 41,110 134 – 147
11 a 6 m 27,430 – 44,740 134 – 149 29,270 – 44,290 137 – 150
12 anos 28,710 – 48,950 136 – 152 31,730 – 48,200 140 – 154
Lembre-se: somente o médico da criança pode avaliar seu crescimento. Uma criança pode estar fora da “faixa mais comum” e ter um crescimento normal.

Ruy do Amaral Pupo Filho
Pediatra, Sanitarista e Escritor

Consumo diário de uma colher de gergelim elimina gordurinhas

Foto: Corbis

Foto: Corbis

Para manter uma barriga sequinha, muitas mulheres acabam se submetendo às cirurgias plásticas e dietas mirabolantes. Porém, é possível ficar livre das indesejáveis gordurinhas de um jeito muito mais simples e saboroso: basta adicionar uma colher de sobremesa de gergelim ao cardápio diário. Isso porque a semente queima as células adiposas e reduz os agentes oxidantes, danosos ao tecido cutâneo.

Fonte de proteínas, como cálcio, ferro e ômega 3, e vitaminas B1, B2 e E, o produto de origem oriental deixa a silhueta enxuta ao melhorar a circulação sanguínea, regular o metabolismo, auxiliar o trânsito intestinal e recuperar a elasticidade cutânea.

De maneira natural, o redesenho do contorno corporal também é possível graças à fibra encontrada na casca, que aumenta o tempo de digestão e mantém a sensação de saciedade ao longo do dia. Esse nutriente funciona como auxiliar no combate à flacidez e, por consequência, fortalece o tônus muscular e deixa o abdômen durinho.

“Aliado a uma alimentação saudável e à prática de exercícios físicos, o gergelim ainda pode reduzir a inflamação produzida pelo sobrepeso e regular o colesterol, mantendo o corpo saudável e livre de gorduras”, explica Robena Molinari, nutricionista da Clínica de Nutrição Funcional Patrícia Davidson Haiat, do Rio de Janeiro.

No prato

Indica-se o consumo de gergelim por meio de sua forma integral e triturada, adicionada a molhos, sucos e saladas. Apesar da recomendação, é possível substituir por alimentos que contenham a semente, como pães e bolachas. Alternativa para quem não é fã do alimento, é utilizá-lo na versão em óleo, em sopas e caldos.

Mas é preciso ficar atento para a quantidade diária não ultrapassar o equivalente a uma colher de sobremesa, pois o exagero pode criar o efeito rebote, estimulando a produção das células de gordura. Além disso, é necessário beber dois litros de água, todos os dias, para estimular a absorção das substâncias naturais.

 

 Fonte: http://www.portaldoconsumidor.gov.br

26/abr – Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial

HIPERTENSÃO ARTERIAL – PREVENÇÃO E TRATAMENTO

A hipertensão arterial é um dos problemas médicos mais comuns da população mundial. É muito sério, porque é silencioso e só reconhecido pelas lesões dos órgãos atingidos. É uma doença vascular de todo o organismo e deixa “marcas” nos órgãos atingidos: coração, cérebro, rins, vasos e visão.

Há duas formas de tratamento: sem e com medicamentos.

O tratamento sem medicamentos tem como objetivo auxiliar na diminuição da pressão, e se possível evitar as complicações e os riscos por meio de modificações nas atitudes e formas de viver, são elas:

  • Reduzir o peso corporal através de dieta calórica controlada: substituir as gorduras animais por óleos vegetais, diminuir os açúcares e aumentar a ingestão de fibras;
  • Reduzir o sal de cozinha, embutidos, enlatados, conservas, bacalhau, charque e queijos salgados;
  • Reduzir o consumo de álcool;
  • Exercitar-se regularmente 30-45 minutos, de três a cinco vezes por semana;
  • Abandonar o tabagismo;
  • Controlar as alterações das gorduras sangüíneas (dislipemias), evitando os alimentos que aumentam os triglicerídeos como os açúcares, mel, melado, rapadura, álcool e os ricos em colesterol ou gorduras saturadas: banha, torresmo, leite integral, manteiga, creme de leite, lingüiça, salame, presunto, frituras, frutos do mar, miúdos, pele de frango, dobradinha, mocotó, gema de ovo, carne gorda, azeite de dendê, castanha, amendoins, chocolate e sorvetes;
  • Controlar o estresse;
  • Reduzir o sal é muito importante para os hipertensos da raça negra, pois neles a hipertensão arterial é mais severa e provoca mais acidentes cardiovasculares, necessitando controles médicos constantes e periódicos;
  • Evitar drogas que elevam a pressão arterial: anticoncepcionais, anti-inflamatórios  moderadores de apetite, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticoides  derivados da ergotamina, estimulantes (anfetaminas), cafeína, cocaína e outros.

O tratamento medicamentoso visa reduzir as doenças cardiovasculares e a mortalidade dos pacientes hipertensos. Até o momento, a redução das doenças e da mortalidade em pacientes com hipertensão leve e moderada foi demonstrada de forma convincente com o uso de medicamentos rotineiros do mercado. Na hipertensão severa e/ou maligna, as dificuldades terapêuticas são bem maiores. A escolha correta do medicamento para tratar a hipertensão é uma tarefa do médico.

Na hipertensão arterial primária ou essencial, o tratamento é inespecífico e requer atenções especiais por parte do médico. A hipertensão secundária tem tratamento específico, por exemplo, cirurgia nos tumores da glândula supra-renal ou medicamentos no tratamento do hipertireoidismo.

O tratamento medicamentoso deve observar os seguintes princípios:

  • O medicamento deve ser eficaz por via oral e bem tolerado;
  • Deve permitir o menor número de tomadas diárias;
  • O tratamento deve ser iniciado com as doses menores possíveis e se necessário aumentado gradativamente ou associado a outros, com o mínimo de complicações;
  • O medicamento deve ter custo compatível com as condições socioeconômicas do paciente para permitir a continuidade do tratamento;
  • O mais sério problema no tratamento medicamentoso da hipertensão arterial é que ele pode ser necessário por toda a vida. Aí então o convencimento da necessidade do tratamento é muito importante para que o paciente tenha uma aderência permanente;
  • Os controles médicos devem ser periódicos para o acerto das dosagens medicamentosas e acompanhamento da evolução da doença cardiovascular.
Fonte: ABC da Saúde

A atividade física ideal de acordo com a idade da criança

Atividades físicas estimulam desenvolvimento cerebral, coordenação motora e cognitiva e sociabilidade. (Ilustração: Corbis Images)

Atividades físicas estimulam desenvolvimento cerebral, coordenação motora e cognitiva e sociabilidade.
(Ilustração: Corbis Images)

Brincar com o bebê no berço ou no chão pode parecer apenas um passatempo entre pais e filhos, mas é muito mais: se trabalhadas de forma adequada, respeitando a fase pela qual a criança passa, as atividades físicas estimulam o desenvolvimento cerebral, a coordenação motora e cognitiva e a sociabilidade. Além disso, são o primeiro passo para que os pequenos sintam-se aptos e motivados para entrar no mundo dos esportes posteriormente.

“O início deve ser lúdico, sem competitividade. Atos simples, como correr, brincar de bola e escalar, são suficientes”, aconselha Beatriz Perondi, pediatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital Israelita Albert Einstein e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ela explica que jogos são introduzidos a partir dos cinco anos de idade e que, até os oito anos, deve-se dar preferência àqueles mais livres. “É um pouco mais velha que a criança começa a compreender de verdade como funcionam as regras.”

Rogério Escudeiro, professor de educação física e coordenador técnico da academia infantil My Gym, concorda com Beatriz e completa: “O ideal é sentir que as crianças estão à vontade durante as atividades e não preencher a semana toda com qualquer aula, para não haver estresse. Também é muito bom que os pais participem quando possível.”

Competição

As modalidades esportivas entram em cena a partir dos oito anos, portanto. Inicialmente, várias delas devem ser apresentadas para que o pequeno esportista tenha a oportunidade de escolher aquelas com que mais se identifique. “O objetivo é criar o hábito e o interesse, e não treinar visando desempenho. Também é importante gerar uma prática de inclusão e não discriminar os menos aptos”, defende o professor de educação física Henrique Gavini.

Entre 12 e 14 anos, seu filho já conseguirá determinar em qual esporte quer se especializar. “A competição pode trazer benefícios do ponto de vista educacional e de sociabilização ao colocar a criança frente a situações de vitória e derrota”, diz Gavini. Mas as derrotas não devem ser levadas a sério demais. “Se houver cobrança excessiva, a consequência pode ser indesejável: a aversão a qualquer atividade física”, alerta o professor. A pediatra Beatriz complementa que os pais devem estar ao lado do filho em suas decisões. “Se, mais velho, ele quiser abandonar a modalidade escolhida, é preciso respeitar”, afirma.

Musculação, só na pós-puberdade: meninas depois da primeira menstruação, meninos aos 16 anos. “Antes de serem adultos, eles devem praticar no máximo três vezes por semana, com programas de 40 minutos de duração”, ensina Escudeiro.

Artes marciais são indicadas para crianças com mais de oito anos.

Siga as dicas dos especialistas e saiba como trabalhar atividades físicas e esportes no dia a dia de seu filho, de acordo com a faixa etária:

  • De 6 semanas a 1 ano – Estimular com brinquedos que emitam sons; brincar de esconder e encontrar objetos (um lenço, uma tampa de mamadeira ou qualquer coisa que estiver à mão e seja fácil de colocar embaixo de almofadas ou atrás do corpo do adulto); cantar músicas gesticulando bastante e incentivando o bebê a imitar, de preferência inserindo o nome do bebê na letra; espalhar brinquedos pelo ambiente para que ele se mova para alcançá-los.
  • De 1 a 3 anos – Atividades que motivem a participação da criança, como teatro de fantoches ou de bonecos, que visem o equilíbrio, a flexibilidade e a independência, como dança livre ao som das músicas preferidas da criança.
  • De 3 a 5 anos – Exercícios que envolvam correr, pular, chutar, agarrar ou dançar. Exemplos: chutar e agarrar bolas livremente, “Corre Cotia”, “Meu Mestre Mandou”, pega-pega, esconde-esconde ou estátua.
  • De 5 a 8 anos – Atividades que, ao mesmo tempo em que envolvam correr, pular, agarrar e dançar, desafiem a criança. Exemplos: amarelinha, passa-anel, corrida das cores (diz-se o nome da cor e a criança deve correr para tocar algo daquela cor), carrinho de mão (uma criança se apoia no chão com as palmas das mãos enquanto a outra a segura pelos pés para uma corrida) ou corrida de sacos.
  • De 8 a 14 anos – Os pais devem apresentar a maior quantidade possível de modalidades esportivas para o filho e deixar que ele escolha em qual quer se especializar. Atividades sugeridas: natação, futebol, vôlei, basquete, handball, tênis, artes marciais, esgrima ou ginástica rítmica.
Fonte: IG